quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Luca Argel - O Homem Triste (2026)...






 O que vem, afinal, a ser isso de “ser homem” nos dias de hoje? Como é que se faz essa construção? Qual é o caminho? Que passos são precisos? Qual é o contributo da sociedade e até que ponto é exercida uma pressão carregada de estereótipos e artifícios? Sobre tudo isto e muito mais reflete O Homem Triste, mais recente trabalho discográfico do luso-brasileiro Luca Argel, que partiu da residência artística e da estreia no Cine Teatro de Amarante, já passou por outras salas (Viseu e Matosinhos) e vai estar no Theatro Circo em Braga (28 de fevereiro) e no Maria Matos (2 de março). Nestes dois últimos casos, com a participação especial de Moreno Veloso, filho de Caetano e produtor do disco. Como o próprio reconheceu na TSF, pela primeira vez vira o espelho para si e, sabendo bem na pele o que é enfrentar os desafios inerentes a um homem, deixa a interpretação e crítica do mundo lá fora para cantar acerca do “labirinto da pressão social exercida sobre os rapazes” na construção de uma “masculinidade tradicional, hegemónica e tóxica”. No fundo, ideias feitas que, na educação em casa, na escola ou via meios de comunicação, procuram omitir as fragilidades de um ser humano como outro qualquer e vincam o falso caminho de uma “máquina de trabalho, de desempenho físico e sexual”. Neste labirinto que é um colete de forças, muitos rapazes crescem sob recalcamentos e ideias repressivas. E, tantas vezes em adultos, o resultado fica expresso nas trágicas estatísticas de comportamentos de risco e tipos de violência, na esmagadora maioria das vezes exercida sobre as mulheres... Continue Lendo no Almont

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