No dia 15 de junho de 2026, a Trash No Star lança Existir é Resistir, novo EP da banda carioca formado por sete faixas que atravessam o noise, o grunge, o punk, o experimental e o indie rock noventista para falar sobre sobrevivência em tempos de esgotamento. Com referências que passam por bandas como Sonic Youth, Babes in Toyland, L7, Mercenárias, Superchunk e Dinosaur Jr., o trabalho transforma angústia social, precariedade e deslocamento em ruído, melodia e permanência. Mais do que um lançamento, Existir é Resistir também documenta um processo atravessado pelo tempo. O EP começou a ser gravado ainda nos anos em que a banda integrava o selo Transfusão Noise Records, mas acabou interrompido pelas urgências da vida real. Em 2015, a guitarrista Lety e a baixista Hanna fundaram o selo Efusiva, iniciativa voltada à circulação de produções independentes de mulheres e demais artistas dissidentes. Pouco depois, em 2016, nasceu a Motim — espaço cultural criado inicialmente por Lety e posteriormente construído coletivamente também por Hanna — que permaneceu ativo até Abril de 2024 promovendo shows, encontros e protagonismo para mulheres e pessoas LGBT+ na cena independente do Rio de Janeiro em conexão com todo o país... Continue Lendo no site da Efusiva
Desde o começo, a Horney, banda criada em 2018 pela cantora, compositora e guitarrista Duda Maiolini, única integrante da formação original, teve a sua trajetória ligada ao cenário da música independente de São Paulo: O primeiro EP, “Knees” (2020), foi gravado em Joinville, mas teve a mixagem e a masterização feitas por Chuck Hipolitho (Forgotten Boys e Vespas Mandarinas); “Four Rooms for Four Fools” (2022) foi produzido no Estúdio Costella, em São Paulo, a convite de Alexandre Capilé, conhecido pela atuação em bandas como Sugar Kane, Water Rats e Ator Morto. “Anti-raso”, terceiro EP do grupo, lançado na última quinta-feira (30 de julho) nas plataformas digitais, é o primeiro registro da Horney radicada na capital paulista. O material tem produção de Fernando Sanches (ex-CPM 22 e Hateen). Puxado pelo single “OFF!”, divulgado em novembro de 2025 e com videoclipe que saiu nesta semana (3 de agosto), “Anti-raso” é o primeiro trabalho da banda em português. As quatro músicas foram compostas pela vocalista e pelo baterista Rafa Bello, que também tocou guitarra no EP (ele entrou como guitarrista e gravou “Four Rooms for Four Fools”). Atualmente, a Horney conta com João Duarte (baixo) e Duda Freitas (guitarra). Com letras que falam sobre intimidade, ansiedade, desejo e relações humanas, o grupo esbanja maturidade nas quatro faixas, fazendo uma mistura de rock alternativo com pop eletrônico. Destaque para “Quebra-cabeça”, que tem a participação de Dani Buarque (The Mönic) nos vocais. Em contato com o Rifferama, Duda Maioini comentou sobre a ida para São Paulo e as oportunidades que a Horney vem recebendo e também exaltou a parceria com o produtor Fernando Sanches.... Continue Lendo no Rifferama
Cement Tea é um artista brasileiro de São Paulo, que faz música industrial experimental — de paisagens sonoras relaxantes a uma sonoridade predominantemente caótica e ruidosa. Oily Sound é um compilado de faixas experimentais feitas pelo artista no mês de junho. Também está disponível em formato fisico de CD-R pela Reactionary...
O som nasce da terra, mas também do risco. Em “O Balanço da Mata Norte - Batuque Rural na Bateria”, o baterista Rafael dos Santos finca os pés na tradição da Zona da Mata Norte pernambucana e, ao mesmo tempo, se lança ao desconhecido. O livro, lançado nesta quarta (6), em São Paulo (SP), já está disponível para download gratuito através do site Via Abertas. É menos um manual e mais um mapa em movimento, desses que vão mudando enquanto são percorridos. Fruto de uma jornada de pesquisas e experimentações iniciadas em 2017, quando passou a tocar ao lado de Siba, o trabalho reúne levadas, partituras e reflexões que brotam de uma convivência intensa com ritmos como maracatu rural, coco, ciranda e cavalo-marinho. Mas não se trata de reproduzir fórmulas: o que está em jogo é traduzir uma pulsação coletiva para um corpo só, o da bateria... Continue Lendo na Folha de Pernambuco
A experimentação musical dos paulistas do Drama Em Crise passa pelo pós-punk, da mesma forma que chega perto de nomes como Tom Zé, Mutantes, Syd Barrett e até novidades como Sophia Chablau. O EP Perversidade polimórfica foi produzido por um sujeito que entende da esquina entre psicodelia e barulho (Sérgio Ugêda, de bandas como Debate, Gasolines e Hierofante Púrpura). Foi gravado no estúdio de ensaio do grupo, na casa de um dos integrantes, após a chegada de alguns equipamentos e melhorias. Perversidade polimórfica começa apontando para o a no-wave e para o pós-punk brasileiríssimo com Ascensão seguros: riffs secos combinados com flauta, beat de forró e uma vibe funkeada lembrando Gang Of Four. Dá até para enxergar math rock à moda da Patife Band aqui, como dá pra enxergar também em Tema da fase oral, que une Freud (os escritos do pai da psicanálise balizam as músicas e o título), playboyzice, machismo, auto-estima vacilante e clima à beira do hardcore no final... Continue Lendo no Pop Fantasma
Questão de Fogo (2026) é um desses discos que começam pequenos, como uma fagulha, ganham forma aos poucos e, quando você menos espera, incendeiam tudo ao redor. Estreia da Oblomov, projeto goiano de Jô Queiroz e José Eduardo, o registro parte de estruturas fundamentais da nossa música, como a Tropicália, o Clube da Esquina e a psicodelia nordestina dos anos 1970, contudo trilha um caminho bastante particular. “Tudo é questão de botar fogo”, anuncia Queiroz logo nos minutos iniciais do álbum, na autointitulada faixa de abertura. Inaugurada em meio a falsetes, a composição rompe bruscamente para arremessar o ouvinte em um território marcado pela surpresa, pela quebra de expectativa e pela curiosidade. São canções que cheiram a nostalgia e até acenam para o passado, mas em nenhum momento se deixam consumir por ele... Continue Lendo no Música Instantânea
NEXUS DOWN é o projeto de música digital futurista do músico independente Juliano Evangelista, aka, xeroxandcopy, ex baixista das bandas rugas do mar, under bad eyes e vou cuspir no seu túmulo, além de inúmeros projetos ao longo dos anos. Criado em 2020, na cidade de Curitiba, o projeto foca em trilhas de ficção expeculativas, numa tentativa de reconstruir trilhas sonoras de filmes de ficção científica e horror. Uma forma original de capturar e apresentar algo novo e obscuro, de maneira simples e progressiva. O resultado é uma experiência sonora, em forma de curta-metragem musical. "L'onda di terrore" é o EP mais recente do projeto, lançado no final de 2025...
Após três anos marcados por um período de recolhimento, cuidado e trânsito constante entre Recife e Floresta — impulsionado pelo peso de um luto profundo —, o compositor e multi-instrumentista Júlio Ferraz apresenta o seu novo álbum de estúdio, "Transe Solstício", lançado hoje pelo selo Discobertas. O trabalho explora as fronteiras da neopsicodelia e do rock alternativo contemporâneo, marcando o retorno do artista em um novo momento criativo. O título do projeto sintetiza a fusão entre o delírio da mente e a paralisia do tempo. De um lado, o transe representa a febre, o estado alterado de consciência e a catarse necessária para processar sentimentos densos como o isolamento; do outro, o solstício simboliza o ápice da escuridão íntima e o tempo suspenso, marcando o exato momento em que a luz retoma seu espaço para a abertura desse novo ciclo criativo. Afastando-se de fórmulas acústicas, a sonoridade ergue-se sobre uma base estritamente elétrica e ácida. O álbum apresenta um contraste que une elementos de psicodelia e música brasileira a arranjos de timbres sessentistas, transformando o silêncio anterior em uma experiência de alta intensidade. Essa densidade dialoga diretamente com correntes filosóficas e literárias fundamentais para a concepção da obra, como o niilismo e o ceticismo, traduzidas não como vazio, mas como ponto de partida para questionar estruturas e buscar a autonomia existencial...
Formado por Drin Cortes na voz, Lucas Sallum na guitarra, Vinicius França (Herói do Mal) no baixo e Mauro Novaes (O Abelha/Lupe de Lupe) na bateria, a Desejo Terrível construiu ao longo de uma década de trajetória uma identidade própria na cena independente de Belo Horizonte ao combinar a urgência do punk rock com incursões pela psicodelia, música brasileira e outras experimentações sonoras. Ao longo de dez anos de trajetória, o Desejo Terrível construiu uma discografia marcada pela experimentação e pela constante transformação de sua linguagem. O percurso começou com o single "O Canto da Andorinha" (2017), seguido do EP Intererrático (2018). Na sequência veio o single "Jurema" que já apontava a fusão entre punk rock, garage rock e psicodelia que se tornaria marca da banda. Em 2023, o grupo lançou o single "Frame do Caos", que antecedeu o EP Natureza Subterrânea, trabalho em que ampliou o diálogo com diferentes referências da música brasileira e aprofundou reflexões sobre identidade e as inquietações do presente. Esse percurso desemboca em Neurose do Momento, EP lançado em julho que reúne três canções lapidadas ao longo de anos de ensaios e apresentações, transformando em música questões como hiperconectividade, ansiedade, paranoia e o cotidiano contemporâneo. Ainda em 2026, a banda pretende celebrar essa década de atividade independente com Década Dodói, uma coletânea em fita cassete que reunirá toda a sua produção fonográfica, do primeiro single ao lançamento mais recente... Continue Lendo no Phono
O cantor, compositor e pesquisador gaúcho Nil Tavares apresenta Pelos Outonos da Alma, EP autoral composto por quatro canções criadas entre os outonos de 2024 e 2025 e concluídas no outono de 2026. Com produção musical e arranjos de violão assinados por Mariano Telles, o trabalho convida o ouvinte a desacelerar e a escutar com mais atenção as relações que nos conectam à vida, à natureza e aos outros. Mais do que uma coincidência cronológica, o outono tornou-se parte da própria identidade da obra. Duas das canções nasceram no outono de 2024, outras duas foram compostas no outono de 2025. A finalização do EP, a gravação das últimas faixas e a criação da capa, assinada por Antonio Filippi, ocorreram no outono de 2026. O lançamento também acontece durante essa estação, fazendo com que todo o percurso criativo seja atravessado por um mesmo tempo simbólico: a estação da maturação, da contemplação e da colheita dos aprendizados da vida. Com sonoridade centrada nos violões e enriquecida por discretas texturas eletrônicas, Pelos Outonos da Alma apresenta uma faceta intimista de Nil Tavares. As canções surgem da observação da natureza, de experiências pessoais, de leituras e reflexões sobre a existência, compondo uma obra que não pretende oferecer respostas definitivas, mas abrir espaço para perguntas, encontros e escutas mais profundas...
Gabriel Gorini nasceu no Rio de Janeiro em 1993. Escritor, compositor e editor da revista USINA (desde 2013). Publicou os livros Marimbondo (Garupa Editorial, 2017), o cinema é uma arte menor (USINA, 2021) e Nihil (USINA, 2025). Ruínas da Nova Roma (Trovazinhas) é o seu primeiro álbum solo. Gravado de forma analógica em fita, o trabalho conta com voz e violão sobre montagens de sons captados por Vitor Faria. Além desse álbum, lançou os EPs autorais Dorvatro (2021) e Instrumental (2025). Com a banda Samba Esquema Russo, lançou o álbum O (interminável) ano do rato (2023) e Interlúdio (2024)...
Asabove & Soubelou é um projeto de Cybercria de Ponta Grossa (PR) sendo a primeira dupla do gênero recém popularizado, o projeto ainda segue no padrão já aclamado da cena, música eletrônica, vocais de funk, e aquela sensação de nostalgia, porém aqui bebendo de outras fontes como o noise, o hardcore e outros subgêneros eletrônicos como chiptune, liquid e breakcore, além de alguns trechos com os nossos próprios vocais. A ideia da primeira mixtape intitulada Xunchada Cybernetica vol.1 é tanto trazer algo divertido inspirado nos clássicos do gênero como os álbuns de Marcelinho Metebala e DJ Malamé Amarelo, mas também trazer uma roupagem um pouco mais experimental e extrema, utilizando de sampleamento e muita distorção. Essa mixtape é nossa carta de amor ao gênero que achamos tão revolucionário e reconfortante...
ALUNO é o eletrodrama existencial de um artista que se despede de sua juventude e das promessas de um mundo colapsado. Em uma fase “lunar” de sua trajetória, Georgez canta sobre o desencanto geracional que o acomete, transformando o misto de sensações que o atravessam em uma ópera post-punk e synthpop. De forma ampla e subjetiva, o disco pretende gerar uma reflexão sobre o que é a felicidade, o fracasso e o sucesso. Aluno constrói uma narrativa psicodélica, romântica, tensa e fragmentada que carrega, em suas raízes criativas, a noção de que seremos sempre aprendizes, não importa quão longe cheguemos. Em sua trama, as músicas se apropriam de elementos orientalistas e meditativos, ao passo que misturam latinidade e referências da cultura pop mundial...
As Beattas é uma banda indie do subúrbio carioca, um duo formado por Miss Sirius na voz e pandeirola e Greco Blue na guitarra e voz. Há pouco mais de um ano, a banda vem apresentando o seu garage folk psicodélico pelos palcos do Rio de Janeiro. Chegam agora com seu EP de estreia “Pro Inferno com As Beattas”, gravado e produzido por Marcos Thanus, no estúdio Caverna Mamó, com seis faixas: “Coringou”, “Trocando Línguas (Shy & High)”, “Classe”, “Muito Obrigada”, “Hey Neguinha”, “Dona de Casa Rock (eletro hippie mix)” – e algumas participações especiais. Marcelo Callado toca violão de aço em “Trocando Línguas (Shy & High)” e diversos instrumentos de percussão em todas as faixas do álbum, o seu companheiro nas bandas Do Amor e Cê, Ricardo Dias Gomes, toca baixo em “Hey Neguinha”, e o maestro Gabriel Ares toca piano e órgão na faixa de abertura “Coringou”. O produtor e a banda tocam todos os demais instrumentos. O trabalho valoriza as imperfeições humanas, sem abrir mão de rigor técnico, evitando correções e edições desnecessárias, entregando ao público um retrato daquela execução dos músicos envolvidos. Um confronto direito ao processo de robotização do ser humano, em curso nos tempos atuais. Esse conceito se reflete na capa do álbum, assinado pela vocalista, com um desenho retirado do seu caderninho de composições...
"Não Deixe Ninguém F*der Sua Mente" é o terceiro álbum de estúdio de Dennis & o Cão da Meia-noite, gravado no primeiro semestre de 2026. Neste lançamento, a banda adotou um método de composição que chama de "Jam" — mais da metade das faixas surgiu de sessões de ensaio gravadas, com alguns takes de bateria sendo registrados no próprio dia em que as músicas foram compostas. O álbum apresenta uma instrumentação renovada, incorporando pads de bateria eletrônica e sintetizadores em várias faixas, ao mesmo tempo em que aborda um tema amplamente discutido atualmente: a saúde mental.
Samuel Brandão é um artista plástico, compositor e produtor nordestino que mora no Piauí e já participou das bandas Captamata e Fabulah. Com o nome artístico SAMUCAPTA, ele já lançou alguns singles solos ou em parceria com a banda Ultrópico Solar, de Parnaíba, litoral do Piauí. Agora, o artista finalmente lança seu primeiro álbum solo homônimo: o trabalho apresenta sonoridades que passeiam pelo regional com o som de viola caipira e bandas de pífano, ao rock clássico, psicodelia, música celta, folk, étnica e instrumental com influências das mais variadas partes do mundo, além da nossa tradicional MPB. Apesar de ser um trabalho solo, não se trata de um álbum solitário. Várias faixas de “SAMUCAPTA” (2026) foram produzidas por Samuel em parceria com outros amigos compositores como Gabriel Medeiros, Esaú Barros, Joe Ferry, Vitor Lira, ambos parceiros dos tempos da banda Fabulah. Além de nomes da cena local, como Lívio Nascimento, Jean Medeiros, André Oliveira, Lucas Rolim, Eduardo Speeden, Luís Duailibe, Leo Mesquita, Levi Nunes, Savina Alves, Inácio Botelho, entre outros artistas. “SAMUCAPTA” traz 12 faixas que vem sendo produzidas e desenvolvidas desde o pós pandemia, maturadas com toda calma. O álbum ganha os streamings e apresenta um nordeste que se conecta, não apenas geograficamente com a América do Sul e Latina, mas que viaja ao longo do tempo, bebendo da psicodelia setentista do próprio nordeste de outrora, mas também do além mar de Beatles, Floyd, Jethro Tull, Gentle Giant e outros grandes artistas, influências sonoras seculares. Tudo isso mantendo a identidade nordestina que percorre todo o trabalho... Continue Lendo no Scream Yell
Quando a rotina engole as ambições e os afetos desandam, o que resta é transformar o colapso em crônica. É com esse sentimento que Samuel Amaro lança seu álbum de estreia, “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir“. O registro flutua entre o bedroom pop, o indie contemporâneo e o lo-fi hip-hop, referenciando Ginger Root, Men I Trust e Mellow Fellow. Com oito faixas, o disco aborda o baque de perder o emprego, a timidez e o cansaço do trabalhador comum. A estética vintage serve de contexto para o não pertencimento e para o esgotamento que flerta com a renúncia da própria arte, sentimentos que ganham contornos em todo o repertório, incluindo os singles “Tá Foda“, “Odeio Futebol” e “Desamor“... Continue Lendo no Pretessencias
O segundo álbum da banda brasiliense Saci Wèrè surge numa garagem, atravessa um luto e renasce como missão. Chega às plataformas no dia 24 de julho, com participações de Martins, Flaira Ferro e Talíz e oito videoclipes, um para cada faixa, assinados por Gui Campos, Gabriel Pinheiro e Mihay. Seis anos após o sucesso do primeiro álbum Cabeça Sem Tampa, o saci rodopiou. No novo giro, a banda chega ao segundo álbum com uma ambição poética: ninar o fim do mundo. Entre vozes de rezadeiras, conselhos de velhos sábios e manifestações do invisível, Pra Ninar o Fim do Mundo costura grooves ancestrais e futuristas com o deboche necessário para atravessar este tempo estranho em que bilionários passeiam de foguete enquanto o mundo padece. É antídoto, ritual e brincadeira. Uma rasteira de jiboia nas crises da modernidade... Continue Lendo no Boomerang Music
É matemática pura: ao somar três potências artísticas caiçaras, o resultado é a multiplicação de referências e sons, para o deleite de nós, ouvintes. O EP Cortejo, resultado da colaboração entre a banda Fizeram a Elza, a cantora e compositora ABECCA e o multi-instrumentista Mano Jotta, chega às plataformas digitais com seis faixas inéditas cheias de força criativa. O projeto Cortejo não veio apenas da junção de todos esses artistas. É, na real, um manifesto sobre fazer arte de forma coletiva e independente. O EP reúne composições inéditas em uma mistura de rock, reggae, samba, choro, além de ritmos afro-brasileiros e camadas eletrônicas. Tudo isso é costurado por letras e interpretações que reverenciam ancestralidades e experiências... Continue Lendo no Site do Juicy Santos
A jornalista e produtora gaúcha Bruna Valenttini passou sete anos em Barcelona, envolvida com teatro experimental e com sua própria criação artística – e viveu realidades bem distantes do seu mundo profissional, com o qual estava acostumada. Isca, EP de estreia do seu projeto ttoró, vem dessas descobertas sonoras, em que beats tribais e relaxantes vão ganhando um tom quase de blues por causa da guitarra (Medusas) e uma canção pula do pop adulto anos 1980, com clima meio gótico e pós-punk, para um reggae solar (Entrelinhas). São poucas faixas, mas são músicas intensas e pessoais, marcadas também pela presença da meditação como base nos estudos de música de Bruna em Barcelona... Continue Lendo no Pop Fantasma
Ao longo de sua trajetória artística, Larva Serrote consolidou-se como um projeto movido pela inquietação criativa. Recusando-se a ser limitado por gêneros ou expectativas, o artista abraça uma ampla variedade de estilos musicais, tratando cada lançamento como uma declaração artística única. A experimentação e a liberdade criativa permanecem no centro da identidade do projeto, fazendo de cada novo trabalho uma exploração de territórios sonoros ainda não mapeados. Com o lançamento de "A Glimpse of Eternity Through the Window of Time", Larva Serrote aventura-se pelas vastas e imersivas paisagens do Doom Metal. Construído sobre andamentos lentos, riffs esmagadores e texturas profundamente atmosféricas, o EP transforma o peso em imersão, convidando o ouvinte a mergulhar em um espaço onde o tempo parece se dissolver...
Não existe nada mais bonito do que ver um artista verdadeiramente talentoso pegar músicas que já fazem parte da nossa memória e reinterpretá-las sem perder a própria identidade. É um exercício delicado. Existe uma linha muito fina entre homenagear uma obra e simplesmente reproduzi-la. Mas foi exatamente aí que Eu Jonatha Mermo nos surpreendeu. Desde o primeiro play deste novo EP, fica claro que não estamos diante de três covers. Estamos diante de três novas experiências musicais. Naturalmente, quando pensamos em “Some ou Me Assume”, de João Gomes, “Eu e Você Sempre”, de Jorge Aragão, e “Eu Só Quero um Xodó”, de Dominguinhos, nossa memória nos leva imediatamente ao piseiro, ao samba e ao baião. São canções que carregam uma identidade cultural muito forte dentro da música brasileira. Mas bastam poucos segundos para perceber que Jonatha escolheu outro caminho... Continue Lendo no Divergent Beats
A cantora, compositora e produtora Leffs apresenta Atravessada, seu primeiro álbum de estúdio, disponível nas plataformas digitais a partir de 17 de julho. Natural de Maringá (PR), a artista construiu sua trajetória na cena independente a partir de uma produção autoral que dialoga com questões de identidade, afetividade, desejo e poder. No novo trabalho, essas temáticas ganham contornos mais amplos e consolidam sua identidade artística. Com dez faixas, Atravessada percorre diferentes paisagens sonoras que transitam entre a MPB contemporânea, o pop alternativo e elementos da música urbana. A produção aposta na combinação de arranjos orgânicos com camadas eletrônicas discretas, criando um ambiente que coloca a voz e a composição de Leffs no centro da experiência... Continue Lendo nO Jardim Sonoro
Oito anos após o primeiro single, “Tão sexy” (2018), o cantor e compositor maranhense Aslan lança amanhã, 10 de julho, o segundo EP, “Meu canto”, com capa que expõe arte de Nadine. A intenção do artista foi cruzar sons do Norte e do Nordeste do Brasil no EP “Meu canto” ao longo de quatro faixas gravadas com produção do também maranhense Fábio Silva... Continue Lendo no Blog do Mauro Ferreira
É lindo ver como a cena independente brasileira continua revelando artistas que carregam uma identidade tão forte quanto autêntica. Em um momento em que tantas produções parecem seguir a mesma fórmula, encontrar trabalhos que realmente possuem uma personalidade própria é quase um respiro. E foi exatamente isso que aconteceu quando escutamos “Minha cidade deixa de existir”, novo álbum de Artur Miranda. Um disco diferente, sensível e profundamente honesto, onde é possível sentir a força do shoegaze, do indie e do rock alternativo que só o Brasil consegue transformar em algo tão íntimo. Existe uma melancolia muito particular em cada faixa, mas ela nunca pesa. Pelo contrário, ela acolhe... Continue Lendo no Divergentbeats
A multiartista paraibana Luana Flores lançou Cria do Sol Quente, seu primeiro álbum na carreira, aprofundando sua pesquisa sonora entre a tradição nordestina e a experimentação eletrônica. Depois de percorrer festivais e rodas de encontro com o elogiado EP Nordeste Futurista (2021), seguido pelo lançamento dos singles como “Alumeia”, “Siga Cygana” e “Coragem na Fé”, Luana marca um novo momento em sua trajetória artística e amplia a pesquisa musical iniciada em trabalhos anteriores. Em Cria do Sol Quente, a cantora conduz o público por uma experiência sonora que evoca um Nordeste ao mesmo tempo quente, encantado e profundamente enraizado em memórias e espiritualidade. Nesse território simbólico, sons e narrativas se transformam em paisagens vibrantes, onde tradição e experimentação coexistem na cultura popular... Continue Lendo no TMDQA
Com 25 anos de trajetória dedicados à música para crianças de todas as idades, o CantaVento apresenta seu novo álbum, Quintais de Dentro. Este, que é o primeiro trabalho composto integralmente por canções autorais do grupo, é mais do que um lançamento fonográfico: o disco é um convite à escuta atenta, à presença e à reinvenção do tempo em meio à vida contemporânea. Ouça aqui. Com suas canções nascidas majoritariamente durante o período da pandemia do Covid-19, Quintais de Dentro carrega em suas letras as inquietações, descobertas e desejos que atravessaram o grupo naquele momento: como oferecer alento? Como transformar incertezas em música? Como criar espaços de imaginação quando o mundo parece encolher? “Os temas das canções e o nosso discurso surgiram muito do que sentíamos e do que queríamos comunicar e até mesmo entender durante esse período, então essas composições saíram em uma troca constante entre todos nós do grupo”, explica Gabriel Peregrino, multi-instrumentista do grupo... Continue Lendo no Notas e Prosas
Depois do universo mítico-futurista de “Prezepeiro” (2022), o compositor, artista sonoro e folclorista especulativo Torres de Mello lança o álbum VENTVRIS VENTIS, uma obra que rompe com a lógica narrativa linear para explorar os efeitos do luto, da perda e do tempo em ruínas. O disco propõe ao ouvinte uma escuta não apenas sensorial, mas existencial. Com estruturas que rejeitam o clímax, refrões tradicionais ou qualquer promessa de resolução, VENTVRIS VENTIS se apresenta como uma espécie de poema em ruínas. "O rompimento [com o álbum anterior] não foi uma escolha racional, mas uma resposta afetiva ao esgotamento da linearidade", explica o artista. "Passamos a viver entre estilhaços. O álbum nasce desse estado de vento: impalpável, fragmentário, recorrente." Se Prezepeiro era uma ópera-fábula com personagens e mitologias, VENTVRIS VENTIS é o seu inverso: um espaço de vazio narrativo, onde cada faixa ecoa como um resíduo emocional. “Não escrevo sobre pessoas, mas sobre os vestígios que elas deixam. Não sobre relações, mas sobre seus fantasmas”, afirma Torres, na descrição do álbum...
Fechando mais um mês no blog com muita música brasileira em mais uma mixtape pra vocês. A nossa #Coleta194 apresenta 17 faixas, com vários sons de álbuns e EPs postados no blog ao longo desse mês de julho e uma faixa inédita. O som inédito é uma faixa do novíssimo álbum do trio do interior do Paraná Cigarro Mata. "Espero que alguém te diga" está em "Cedo Demais", primeiro álbum cheio da banda, que entrou hoje em todos os streamings. A faixa é uma balada indie rock sobre não se sentir responsável por informar outra pessoa de seus erros, ouça aqui (e cola no seu player preferido pra ouvir o álbum que entra em breve aqui no blog)...
A linda arte da capa desse mês foi feita pelo designer, ilustrador, tatuador, produtor cultural, baixista etc paulista/potiguar Gustavo Rocha. Gustavo é parceiro desde o início do blog, quando ele tocava na Calistoga, banda foda dos fallen hero de Natal, e a gente fica muito feliz de ele fazer mais uma arte pra gente. Ele explicou a ideia:
"criei pensando como fazia os cartazes de banda antigamente, colagem de imagens, texturas e afins. não tem como não associar o nome do blog a Hiena, vem automatico pra mim, então aqui estão elas de maneira coletiva, como tem que ser".
Além do baita desenho, o camarada já pensou nele chapado com cara de camiseta (né não, quem sabe num vem?). Vale colar nos perfis dele no insta e sacar os vários trabalhos que ele faz em várias frentes, esse aqui é o de artes.
É isso, com essa coleta são 16 anos de mixtapes mensais sem interrupção!! Ouça nossa coleta onde for possível e como bem entender, espero que ela te traga boas surpresas, é um resumo do mês, então se curtir algum som, vale procurar o álbum/ EP que ele faz parte pra conhecer mais! Não esquece de disseminar nas suas redes e com os amigos!
Se curte nosso trabalho, fortaleça através do nosso PIX que a chave é o nosso mail de contato: hominiscanidae@gmail.com. Ou se preferir, entre para o nosso APOIA.SE e nos ajude a manter a firma funcionando...
Continue indo aos shows, comprando merch dos artistas que curte e disseminando a #musicabr autoral e real!!
Penúltimo dia do mês e aportamos com nosso post gringo de Julho de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 6 trabalhos com artistas e bandas de 5 países diferentes, que vão da música erudita até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas, lo-fi e muito mais!
Na capa deste post, o quadro "Dancers (Tänzerinnen)" (de 1911), do pintor alemão Erich Heckel (1883 -1970), que nasceu num mês de julho. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...
Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:
Serge Volant - Everyday is all there is (Álbum/ Libano)
Artista libanês cujo trabalho se concentra em gravações de campo e composição de música ambiente. Trabalhando predominantemente com sintetizadores modulares, ele entrelaça gravações orgânicas e texturas ambientes em arranjos eletrônicos. Sua música assume a forma de diários sonoros, documentando fases íntimas de sua vida por meio de suas viagens e dos encontros fortuitos que as acompanham. Everyday is all there is é seu trabalho mais recente, com 8 faixas experimentais que servem como um diário sonoro que documenta uma fase muito íntima da vida do artista. Gosto das texturas dos synths e também do uso do silêncio e do ruído entre as faixas, vale ouvir no seu player preferido ou no bandcamp do artista aqui:
Mazelo Nostra - Visions (Álbum/ Alemanha)
Mazelo foi DJ na cena alemã até 2006, quando resolveu começar a produzir. De lá pra cá, são 20 anos de lançamentos e trabalhos prestados a diversas marcas. Em Vision, seu trabalho mais recente com 7 faixas, ele combina a sonoridade sombria do trip-hop com uma atmosfera lo-fi, paisagens sonoras orientais, grooves de hip-hop com toque de funk e elementos de lounge. Tudo isso feito com uma bela produção e muita qualidade, por alguém experiente e que sabe bem o que está fazendo. "Um mundo cinematográfico onde emoção, memória e imaginação se fundem em uma jornada musical atmosférica", explica o produtor. O trabalho conta com a participação da cantora Stepo Del Sol em 4 faixas, o que leva o trabalho por outros caminhos e adentra a música pop com maestria. Ouça o álbum no seu streaming preferido ou no bandcamp do artista:
Quick on the Drawing - Luna (Álbum/ Bélgica)
Projeto solo do artista de Pieter Rotthier, da Antuérpia, na Bélgica. O artista apresenta uma mistura de techno, house, ambient e música eletrônica experimental, buscando frequentemente uma atmosfera mais sombria e melancólica. Uma trilha sonora dançante para filmes que ainda não existem. Luna, novo álbum de 10 faixas instrumentais do projeto, funciona como um espelho conceitual das fases da noite. É uma jornada sonora coesa e experimental, misturando batidas e percussão com *pads* atmosféricos e melodias sombrias. que explora a intersecção entre a cultura de clube e a narrativa cinematográfica. O trabalho está em todos os streamings e também no soundcloud abaixo:
Valéry Tarondeau - Somewhere Else (Álbum/ França)
Valéry é um compositor e produtor de Paris, que começou na música estudando piano e fez 10 anos de conservatório, mas que depois começou a misturar o erudito com gêneros mais alternativos e música pop. Somewhere Else é o novo trabalho do artista. Um álbum de oito faixas instrumentais que mistura exatamente essa pegada jazzística e erudita com canções de levada pop muito bem compostas e produzidas. Partindo do piano, ele mistura synths, elementos da música pop em composições que parecem trilha de filme. O trabalho está em todos os streamings ouça na playlist abaixo:
töch - lido (Álbum/ Alemanha)
Töch é um músico de Hannover, ele curte criar música instrumental mais voltada para o folk, texturas ambient e experimentação analógica. lido é seu novo trabalho com 13 faixas, que misturam violões e guitarras diversas em sonoridades que partem do folk, mas acham os caminhos mais diversos, inclusive bebendo na música pop do mundo. "Este álbum não foi composto nem escrito de forma planejada. Ele é simplesmente o que surgiu quando, após um longo período de seca criativa, a inspiração e a criatividade finalmente retornaram. Eu apenas deixei fluir", explica o compositor. É um trabalho simples, mas que serve como música para viagens, com boa produção, pegada lo-fi e belos momentos de violão. Ouça no seu streaming preferido ou no bandcamp aqui:
Lisinopril - Limitless Sky (EP / Estados Unidos)
Projeto musical do compositor e multi-instrumentista Boaz Roberts (do Switchfoot), radicado em Los Angeles. O projeto trata a música como processo e a mudança como composição — um trabalho que convida o ouvinte a desacelerar e simplesmente ouvir. Em Limitless Sky, EP com 3 faixas lançado pela gravadora Moon Machine Records, o projeto explora a música instrumental, com uma composição atmosférica e rica em texturas. É mais ou menos essa a pegada contemplativa do EP, com guitarras que guiam o caminho para os outros elementos e que caem bem numa meditação. O trabalho está em todos os streamings e no bandcamp aqui:
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Atriz, cantora e compositora, Louise França cresceu cercada pela efervescência artística familiar de Recife. Filha de Chico Science e Ana Brandão, apaixonou-se primeiro pelo teatro e, depois, pela música, especialmente pelo forró. Em suas letras, a compositora reflete sobre introspecção, a busca pela liberdade e a sensação de estar apaixonada. Sua música combina pop, R&B e trip-hop, como mostra “Insônia”, primeiro single revelado em novembro de 2025. “Separados como o rio e o mar. Eu vou desaguar em você. Corro meu leito e me ajeito. Pra poder enfim te navegar”, canta na faixa em questão. Este foi o primeiro single do EP Notívaga (2026), que saiu na semana passada... Continue Lendo no Noize
A jornada sonora da Gods & Punks ganha um novo capítulo em 3 de julho de 2026. Nesta data, a banda carioca lança seu sexto álbum de estúdio, “A Shrine By The Sea”, pela Electric Valley Records, consolidando uma trajetória marcada pela constante expansão de limites dentro do stoner, doom e rock progressivo. Concebido como uma homenagem ao mar, o novo trabalho representa um passo ousado na discografia do grupo. Em vez de seguir estruturas convencionais, o álbum foi construído a partir de duas composições monumentais: “The Lighthouse” e “Poseidon”, ambas com exatos 21 minutos e 12 segundos de duração. No formato físico em vinil, cada faixa ocupa um lado do disco, criando uma experiência contínua e imersiva. Já nas plataformas digitais, a banda optou por dividir as duas suítes em oito movimentos independentes — as chamadas “waves” — preservando a fluidez da obra sem comprometer sua descoberta e circulação nos serviços de streaming... Continue Lendo no Jornal do Bras
Há um ano atrás, quando troquei uma bela prosa com o Guilherme e o Danilo da banda Pravus, ainda estavam trabalhando incansavelmente em cada detalhe, o que resultaria em um dos lançamentos mais autênticos do underground brasileiro, o álbum “Cinis”, que estreou no dia 3 de junho desse ano nas plataformas de streaming. Horas antes do show no Espaço Music Hall, em São Paulo, tive a honra de poder realizar uma entrevista ao lado novamente do Guilherme e do Danilo, dessa vez com a adição, também, do talentoso baixista Duemd, na qual falam um pouco sobre as impressões que tiveram em relação à experiência adquirida após a gravação de dois trabalhos já na praça, troca de membros, o show realizado logo após esse papo e também a possibilidade de planos futuros para uma turnê fora de terras brasileiras... Continue Lendo o Papo no Disconecta
“Ubá”. Em tupi-guarani, é uma canoa de uma só peça escavada em tronco de árvore. É também um município de Minas Gerais, e ainda a Manga Ubá, que vem dessa mesma região. Agora, ganha mais uma correspondência: o novo disco da dupla conquistense cajupitanga, lançado no último dia 2. Com 18 faixas, “Ubá (2019-2024)” é construído por composições registradas ao longo dos primeiros seis anos do projeto, marcadas por gravações de campo, registros caseiros e proposta lo-fi, com o violão como eixo central – o que sempre permeou os trabalhos do duo formado por Candioco e Gabriel Tupy... Continue Lendo no portal do jornal Correio 24h
A banda mineira Lamparina acaba de lançar as primeiras canções do álbum “Delírio Coletivo”. O projeto é uma celebração da loucura como expressão libertadora e crítica aos padrões sociais, levantando questionamentos sobre a luta antimanicomial e sobre a importância da promoção da saúde mental. Inspirado na trajetória da vocalista Marina, que se tornou voz ativa na luta antimanicomial e pela saúde mental, o projeto mescla psicodelia dos anos 70/80 com surrealismo, propondo uma reflexão: “Tudo que é normal demais, é chato”. O título encapsula a ideia de assumir a própria identidade, transcendendo estereótipos. Musicalmente, o disco reverencia a MPB clássica, com influências de Mutantes, Secos & Molhados e da Tropicália, reinterpretadas em uma sonoridade bastante atual, evidenciando a identidade da banda. Visualmente, o álbum abraça colagem, expressionismo e surrealismo, incentivando o público a mergulhar nesse universo sem amarras, mas sempre com raízes na cultura brasileira. A capa é assinada pelo artista visual Diogo Kuriyama, e estabelece um diálogo conciso com a proposta do álbum... Continue Lendo no Pretessencias
Oriunda de São Luís (MA), a Basttardz faz um Hardcore no sentido mais cru e visceral que essa definição pode ter. Na ativa desde 2020, a banda chega ao seu terceiro trabalho de estúdio com Tramas & Traumas, disco que já nasce cercado de ótimas impressões. Não por acaso, vem sendo apontado pela crítica especializada como um dos principais lançamentos nacionais do ano. Com nítidas influências de bandas como Ratos de Porão, D.R.I. e Surra, o quarteto apresenta oito petardos em pouco mais de quinze minutos. A obra inicia com “Tramas & Traumas”, onde o peso toma conta e dá a tônica do que vem por aí. Na sequência, temos “Favela” e “Diversão”, músicas que aumentam a distorção e a velocidade. O vocal de Andrezão me lembrou bastante Matheus Kremper, da icônica The Bombers. Seguindo com o trabalho, temos “Vitrine”, que traz uma levada mais melódica, assim como “Do Culto ao Lucro”, onde, além de uma intro de triângulo, há uma mensagem direta na jugular das igrejas que lucram com a fé dos mais necessitados. Na última rajada de faixas, temos “Tarja Preta”, “Inconsciente Coletivo” (aqui a banda agrega elementos de ska) e “Desconstrução”, uma analogia inversa ao clássico de Chico Buarque... Continue Lendo no Under Floripa
PROMOÇÃO DE FINAL DE ANO E INICIO DO PROXIMO HOMINIS DISSEMINA!!
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