quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Hominis Canidae #113 - Outubro (2019​)​.​.​.




Finalmente Outubro chegou ao fim! Vocês tiveram a impressão de que esse ano outubro foi setembro, o mês da demora? Tanta coisa acontecendo o tempo todo, tudo se acumulando, o fim do ano ou o fim do mundo? A nossa #coleta113 chega recheada de discos lançados neste ano, boa parte deles nos últimos dois meses. Outubro talvez seja o ano com mais lançamentos no Brasil, tudo amarradinho em um mercado de listas e premiações que te elevam a muito shows ou muitas playlists que dão grana pros outros e não pra você. A mistura foi doida nessa mixtape, tem bastião da MPB, tem os novos queridinhos do indie pop, tem alguns sons de prováveis discos do ano (sacai o setlist), além de nossa homenagem ao querido Walter Franco, um dos gênios musicais de um Brasil sem memória.

A faixa inédita, que lançamos em primeira mão, é um single massa do projeto lo-Fi/ Psicodélico paulistano Hierofante Púrpura, mais uma banda que faz parte da nossa história e uma das favoritas da casa. Em "Amigos & Rivais", uma ode aos amigos deixados para trás e que hoje em dia não são tão amigos assim. Te lembrou alguém?! Saca a sonzeira ai...


A arte doideira que dá cara a nossa coleta, foi feita pelo músico, artista, maceneiro, mecânico e multitalentoso artista jiquiense Angelo Souza, popularmente conhecido pela alcunha de Graxa. Além de mandar bem nos ruocks lo-fi, ele tem se arriscado cada vez mais nesse universo de capas. A arte do último álbum lançado por ele também foi feita por ele. Da pra sacar outras artices do camarada colando no instagram dele.

No fim, só resta o escuro, será sempre a mesma coisa: essa mix não deve ser vendida, apenas compartilhada livremente na internet. Manda praquelx gatinhx que você tá a fim, chama pra curtir um som junto dividindo os fones no busão ou no som do carro. Pergunta pra elx quem elx acha que mandou matar a Marielle pra ver se vocês combinam e até o mês que vem!

Continue indo aos shows, ouvindo música e comprando o merch dos artistas!
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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tupi Machine - Na Sala do Estar (2019)...




Download: Na Sala do Estar (2019).zip (ou vá em ouça)

Sessão ao vivo da banda piauiense Tupi Machine na sala de estar. Lançado em video e áudio, o material apresenta canções do primeiro álbum homônimo da Tupi Machine e uma faixa do rapper Real Narco Liricista...
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Little Room - Little Room EP (2018)...




Com influências de Bob Dylan, Johnny Cash e Jimmy Eat World, a “one woman band” se tornou a “full band” chamada Little Room. O projeto foi inicialmente formado pela guitarrista e vocalista Ana Júlia Braga, que havia recentemente saído de um grupo de post-grunge e decidiu explorar novos ares. Essa aventura resultou em 30 composições, e entre elas o primeiro single “Funny Feeling”. A carioca se afiliou a Gabriel Braga, Nicolai L e Matt Marcílio e entrou em estúdio para dar vida ao que seria o primeiro EP do projeto, levando o nome do próprio em seu título. Disponibilizado em janeiro deste ano, o trabalho traz quatro faixas autorais que mesclam do indie ao garage rock e emo noventista... VIA
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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Rohmanelli - Macho Discreto ao Vivo na 7ª Src (2019)...




A intensidade das performances de Rohmanelli ganha forma no EP “Macho Discreto – Ao Vivo na 7ª SRC”, gravado com a banda Os Anomalous durante a Semana do Rock Catarinense, realizada em julho. O artista recria duas faixas de destaque do seu álbum “Anomalous” e o single recém-lançado, que dá nome ao compacto. O registro já está disponível para streaming. Reinvenção é palavra-chave no trabalho de Rohmanelli, italiano radicado no Brasil há 20 anos. Ele iniciou sua carreira na música em 2014, com a banda Vita Balera. O projeto explorava o rock alternativo com letras em italiano e chegou a lançar um EP homônimo. Antes disso, ele estudou música erudita e canto lírico. Após o fim da banda, Rohmanelli focou no seu projeto solo de música eletrônica alternativa ao lado do produtor e músico argentino Jeronimo Gonzalez... VIA
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Diego Mascate - Na Estrada Antes da Curva (2019)...





O cantor e compositor Diego de Moraes se desdobra em Diego Mascate, um andarilho que percorre caminhos diversos, criando pontes entre o rural e o urbano. O personagem ganha forma novamente na segunda parte de sua trilogia de discos solo, com o lançamento de “Na Estrada, Antes da Curva”, já disponível nas plataformas de streaming via selos Milo Recs e Monstro Discos... VIA
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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lari Finocchiaro - Carta ao XXI (2018)...





A cantora Lari Finocchiaro, que iniciou seus estudos musicais aos 15 anos no Projeto Guri, apresenta seu álbum de estreia, Carta ao XXI, lançado em 2018. O disco tem dez faixas, com temáticas que permeiam diferentes questões do mundo contemporâneo – em um retrato de uma geração que pensa coletivamente. Entre as principais referências da artista na composição do álbum estão Secos e Molhados, Clube da Esquina, Milton Nascimento, Elis Regina, Gilberto Gil, Cássia Eller, Lenine, Barbatuques e Mawaca. Ela conta que a sonoridade que buscou foi a música brasileira, com a presença de elementos do samba, ijexá, baião e ritmos afro-brasileiros...
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Lucas Brenelli - Interno - Sessão #1 EP (2019)...




Realmente, para quem pesquisa e gosta de se atualizar, o mercado fonográfico brasileiro se viu aquecido em 2019. Independente do gênero e da forma de lançamento, o ano recebeu inúmeros novos produtos musicais. Um deles, cujo lançamento foi feito em 26 de julho de 2019, é o novo trabalho de Lucas Brenelli, intitulado Interno - #1 Sessão. Instrumento base de Íntimo, o violão surge com notas tenebrosas, como se estivessem trazendo o prelúdio de algo preocupante. Depois de um breve hiato de silêncio, porém, o vocal de Brenelli dá seus tons e muda por completa a sensação premeditada do ouvinte. Grave, mas com agudos centrais e sutilmente anasalada, a voz do cantor consegue transformar a canção em uma espécie de MPB minimalista em que existem apenas as cordas e a fala cantada. É verdade que a canção ainda possui em seu ritmo influências da música árabe com sua típica sedução sonora, algo que ganha corpo com a temática lírica, a entrada da guitarra que, como um eco, desperta o inconsciente para um novo universo tátil e o desbravamento de Lucas Brenelli em momentos de sobreposição vocal... VIA
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domingo, 27 de outubro de 2019

Walter Franco - Tutano (2001)...




Tutano é um alívio. Primeiro porque Walter Franco está vivo e bem. Segundo, porque Tutano é um disco coerente, inteligente, atual. Ao contrário de outro "maldito", Arnaldo Baptista, que apareceu com um disco horrendo anos atrás, cheio de "mudernices" a cargo de integrantes dos pretensiosos, metidos e fraquinhos Pato Fu, Walter fez um disco que mais parece uma continuação dos seus lindos trabalhos. E ao invés de "plim plóm" inúteis, temos músicas, o que muda tudo... VIA
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sábado, 26 de outubro de 2019

Férias da Desgraça - Episodio #03: João Pessoa (PB)...




Acordamos cedo no dia 23 dezembro ainda em Natal. No final do dia e depois de dois shows em João Pessoa, estaríamos em Recife, onde a gente ia ficar pro feriado de natal. A gente chegou por volta das três da tarde na Praça da Paz, onde já tinha umas 15 pessoas esperando o show acústico do Vitor. Lá já deu pra conhecer a galera da Emerald Hill e a galera da casa da Loló, tipo uma república de estudantes, onde ia ser o show da noite.

Chegamos na casa e logo conhecemos a Loló, catiorro que dá nome pra casa. Era uma casa de grande, de 1 piso, com garagem uma coberta no fundo com alguns sofás e pufes. Eu e Rodolfo montamos a banquinha enquanto o Vitor e Felipe montavam o som. O primo Vitor diz que shows na casa das pessoas são sempre os melhores e apesar de discordar com ele em quase tudo, nessa eu também concordo. Foi o clima perfeito pra conversar e conhecer as pessoas enquanto a galera comprava camiseta, cartaz e zine. Mais perto do show começou a colar um público mais universitário, uma galera que vai só pela bagunça e pelo que a eu apurei não conhecia as bandas.

Apesar das condições precárias de se tocar em uma garagem foi um dos melhores shows da banda que eu vi. O público, que não era muita gente, parecia que sabia cantar todas as músicas, e quem não sabia também dançou o show todo. Conversando com algumas pessoas depois do show, um cara claramente metaleiro me disse que “é disso que o Brasil precisa” quando eu perguntei pra ele o que ele achou da banda. Depois ainda teve show da Emerald Hill, banda local que tava recebendo a gente e produzindo tudo. Eu já queria ver eles fazia algum tempo e o show foi muito bom. Pop songs pra dançar com uns barulhos de guitarra sempre ganha meu coração.  Pra acabar com o último pingo de energia rolou Margaridas em Fúria que quebrou tudo fazendo aquele punk rock direto e reto com letras antifascistas do jeitinho que a gente gosta.

O som acabou por volta das 22:00 se bem me lembro. Na saidera, enquanto desmontávamos tudo, a galera decidia o que ia fazer no final do ano. Uns iam pra Recife, ver o show da Desgraça e da Amandinho (outra banda do Felipe) e outros eram convencidos pelo Vitor a passar o ano novo com a gente em Maceió. É muito louco esse negócio de chegar em uma cidade que tu nunca foi, em menos de 12 horas conversar com pessoas que tu não conhecia e ir embora com a impressão de fazer amigos que parecem que vão durar uma vida inteira. Eu sei que é só viagem da minha cabeça, mas parece que a gente ainda tem muito show pra fazer e muita ideia pra trocar.

Stefano Maccarini



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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

MR-13 - Nada Mais de Antes (2019)...




Tomamos contato como MR-13, neste ano da graça de 2019, e o disco Nada Mais De Antes (2019) não poderia vir em tão boa hora. Em seu segundo disco de carreira, o grupo da região metropolitana de São Paulo, coloca-nos duas questões. A necessidade de dar um basta – em tudo o que está posto pelo status quo – e ao mesmo tempo em aproveitar o que existe de melhor no mainstream. Há seis anos na estrada os caras produziram um dos discos mais políticos do ano, e ao mesmo tempo deram um aula da relação entre forma e conteúdo, subvertendo o que para muitos é atualmente um câncer dentro do rap. Criticar o trap é via de regra, um ponto de honra para quem acredita que uma nova forma musical pode carregar de modo intrínseco aspectos reacionários. Nada mais conservador e burro, já vimos e continuamos a ver isso com relação ao funk carioca por exemplo, e com o trap em nosso país não é tão diferente, para a parcela do “thru real rap“. Aliás, há também uma crítica contra àqueles que rimam com flow utilizado no boombap, dentro da estética do trap. Discussões vazias para dizer o mínimo... VIA
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Jão - ANTI-HERÓI (2019)...




Na última quinta-feira (10), o cantor Jão disponibilizou seu segundo álbum de estúdio intitulado “Anti-Herói” nas plataformas de streaming. Composto por dez músicas, o disco é uma produção sobre amor e, com isso, apresenta emoções boas e ruins. Claro, o sofrimento aparece com mais evidência e até quem não está passando por uma fase dessas pode deixar se levar pelo sentimento por causa do jeito que o artista canta e passa sua emoção... VIA
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Cleiton Rolo - Episódio Veranil (2019)...




Episódio Veranil é um passeio. Uma modesta explicação do que é a experiência do interiorano comum. São paisagens e recortes sonoros que mostram a gratidão e a angústia que é sentir-se deslocado das grandes metrópoles, mas ao mesmo tempo, acolhido pelo deslumbre do bucólico. Nesse EP, de autoria de Cleiton Rolo, que assina também a maior parte da produção, é possível combinar sensações desconexas como saudade, ansiedade, desamor, apego, êxtase e calmaria. Trata-se de um momento de externalização singular e íntima do autor...
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Aláfia - Liturgia Samba Soul (2019)...




Mais que um grupo, o Aláfia tornou-se um “estilo de vida”. Faz jus ao significado do nome do grupo – ‘caminhos abertos’ em iorubá – e também à multiplicidade de cada um dos 11 integrantes que formam a banda paulistana. Todos vêm da escola da música negra, que vai do fusion-jazz à gafieira. No quarto disco, a influência mais latente é o samba-soul dos anos 1970, que incorpora a cena Black Rio, samba e a música de baile com influência do funk e do disco.Só pelas influências, Liturgia Sambasoul já vale o confere. Mas, claro, o grupo tem mais a apresentar... VIA


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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Sexteto Sucupira - Sexteto Sucupira (2019)...




O Sexteto Sucupira cria uma verdadeira viagem instrumental em suas composições e apresentações, levando seu “forró jazz cigano tropical” por onde passa. No palco, a formação se assemelha a um grupo de chorinho, com o bandolim, a flauta e o violão 7 cordas, além de um vasto arsenal de percussões e da clássica dobradinha de contrabaixo/bateria que garante a pressão sonora. Formado por Rudá Brauns (bandolim), Alexandre Bittencourt (sopros), Felipe Chernicharo (violão), Max Dias (contrabaixo), Claudio Lima (bateria) e Lucas Videla (percussões), o grupo começou sua jornada em 2014... VIA
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Bruna Mendez - Corpo Possível (2019)...




Em um ano de grandes lançamentos para a cena brasileira, como Melhor Do Que Parece (2016), d’O Terno, Princesa (2016), do Carne Doce, e Tropix (2016), da cantora Céu, Bruna Mendez fez de O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma – 5º colocado em nossa lista com Os 50 Melhores Discos Brasileiros de 2016 –, um delicado exercício de apresentação. Três anos após a entrega do registro que revelou ao público músicas como Meu bem, Brisa e Calor, Sol e Sal, a cantora e compositora goiana está de volta com mais um novo trabalho de estúdio, o delicado Corpo Possível (2019). Marcado pelo uso de ambientações eletrônicas, batidas quebradas e vozes trabalhadas de forma sempre atmosférica, o trabalho de 11 faixas sutilmente amplia tudo aquilo que Mendez havia testado durante o lançamento de O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma. Um lento desvendar de ideias e experiências intimistas, típicas do trabalho da cantora. Completo pela participação do trio curitibano Tuyo, em Pele de Sal, o registro ainda chega acompanhado da já conhecida Avisa, introdutória faixa de abertura que a artista goiana revelou há poucos meses... VIA
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Yamandu Costa - Vento Sul (2019)...




Um dos instrumentistas brasileiros mais reconhecidos no mundo, Yamandu Costa, pretende lançar a partir de julho um disco de composições suas com Paulo César Pinheiro.É a primeira vez que o músico canta em todas as faixas de um álbum. Nesse inédito trabalho de Yamandu de voz e violão, são dez composições com melodias suas e letras de Paulinho Pinheiro, que completou 70 anos em abril.O disco, intitulado Vento Sul, fecha com duas outras composições do violonista com Vinícius Brum e Erik Navarro. “Comecei a minha carreira cantando, mas me apaixonei pelo violão”, lembra o gaúcho... VIA
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Una - Esquartejada (2019)...




A voz – assim como o que ela pode cantar – não é uma exclusividade da garganta. Física e metafisicamente falando, ela pode vir dos lugares mais insólitos. Ela pode brotar dos pés, ou da barriga, nascer no pulmão e chegar ao mundo através da pele. Foi sob o impacto da estranheza dessa descoberta que a artista recifense Aninha Martins começou a compreender que o ato de cantar pode reverberar não apenas da sua voz, mas do seu corpo como um todo. Foi uma revolução para a jovem cantora que, em meio ao processo de descoberta do seu fazer artístico em linguagens outras, como o teatro, ousou trazer esse corpo para a música, mesmo que aos pedaços. É assim que chega aos ouvidos gerais Esquartejada, o álbum de estreia de Una, a persona que Aninha assumiu para representar o seu lado musical. Esquartejada foi o nome que, inicialmente, batizou o show de estreia solo da cantora, em 2013. Promessa antiga e envolta em expectativas, Esquartejada – o disco – chega como resultado de um processo criativo repleto de inquietações artísticas e emocionais de Una. “O esquartejamento do meu corpo é só um deslocar. Como se várias micropotências que eu falo em cada música criassem um corpo”. Esse corpo – que já carrega em si, como ela faz questão de pontuar, os estigmas e as opressões intrínsecas ao fato de ser uma mulher negra, pobre e nordestina –, em sua amplitude de significados, é o condutor cênico do que as canções no disco se propõem a dizer... VIA
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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Drik Barbosa - Drik Barbosa (2019)...




A cantora paulista Drik Barbosa tem conquistado cada vez mais fama por conta de seu inquestionável talento e de letras que falam sobre o que precisa ser dito. Agora, essa percepção pode ser ampliada graças ao lançamento de seu homônimo disco de estreia. Lançado na última sexta (11), o álbum mostra uma face mais pop de Drik, mas não renega em momento algum o talento da cantora para o rap.Lançado pela Laboratório Fantasma, o trabalho tem produção de Grou e direção de Evandro Fióti. Anteriormente, também pela Laboratório, Drik lançou o EP Espelho. Na época do lançamento, conversamos com Drik, onde batemos um bom papo sobre representatividade... VIA
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Lello bezerra - Desde até então (2019)...




O outro fiel escudeiro de Siba finalmente chega ao disco. Fazendo o contraponto temporal à essência tradicional de Mestre Nico, o guitarrista Lello Bezerra explora seu instrumento para horizontes muito mais amplos que os que experimenta ao lado do mestre guitarrista. Em seu primeiro disco solo, Desde Até Então, o pernambucano desconstrói a noção de tempo usando apenas seu instrumento e variações de ritmo. Um disco minimalista e experimental, mas ao mesmo tempo cheio e familiar, buscando melodias perdidas no inconsciente coletivo enquanto as espatifa em milhares de pedaços sônicos que reconstrói digitalmente ou usando apenas a eletricidade – há uma conversa nítida entre seu trabalho e de instrumentistas contemporâneos como o próprio Siba, Kiko Dinucci e Fernando Catatau, mas Lello prefere ir para além da canção e estilhaçar a melodia, de olho no futuro. Coisa séria... VIA
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domingo, 20 de outubro de 2019

sábado, 19 de outubro de 2019

Cosmonauta Fantasma - Amanhã Vai Ser Pior (2019)...



Download: Amanhã Vai Ser Pior (2019).zip (ou vá no bandcamp acima)

Não tá fácil ser otimista. A gente tenta, mas não tá fácil. O rumo à extrema direita que as eleições de 2018 nos levaram (graças a junho de 2013), de uma forma ou de outra, pega todo mundo, ferra todo mundo, seja na perda de direitos trabalhistas, previdenciários, seja no futuro desgastado por tetos de gastos, parlamento pentecostal, destroçamento de direitos de minorias históricas. É aquela história: se tá ruim pra classe média, imagina pra grande maioria que vive à margem da sociedade. “Amanhã Vai Ser Pior” não é exatamente o que a gente deseja ouvir como conforto. É que se há esperança ela tá bem escondida. O futuro imediato tende a ser sombrio e o Cosmonauta Fantasma, ou Murillo Marques, não tenta de jeito algum tapar sol com a peneira mais à mão. O seu segundo EP, lançado em 22 de setembro de 2019, de maneira independente, trata com amargura do presente e desse não-futuro. Não é futuro que nos agrade, amanhã vai ser pior... VIA
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Loyal Gun - Faux Nostalgia (2019)...




Loyal Gun é uma banda de rock alternativo de São Paulo/SP, criada por Dija Dijones (guitarra/voz) em 2012. A banda atualmente conta também com Marcelo Müller (guitarra/voz), Raffa Ap. (baixo) e Bruno Duarte (bateria). O grupo tem influências de Superchunk, Sunny Day Real Estate, Dinosaur Jr., Superdrag, Hum e Swervedriver, além de bandas brasileiras que cantam em inglês como Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come, Valv, Shed e Mickey Junkies. A banda realizou diversos shows pela Grande São Paulo e lançou 3 singles: Bring Back Your Beat (2015), The Golden Ocean (2015) e Come Back (2017), todos via Howlin’ Records. Em 2019, lança seu primeiro álbum, Faux Nostalgia, resultado de um trabalho de 2 anos em estúdios que propõe, através de letra e música, uma reflexão sobre como vemos agora o que éramos em um tempo não muito distante... VIA
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Tori - ignatia (2019)...




Original da cidade de Aracaju, no Sergipe, o Tori é um projeto de dream pop/rock alternativo comandado pela cantora, compositora e guitarrista Vitória Nogueira. Com um EP de inéditas entregue ao público há três anos, Akoya (2016), o grupo, completo por Júlia Rocha (piano), Beatriz Linhares (baixo), Ricardo Ramos (guitarra) e Alexandre Damasceno (bateria), lançou há poucas semanas o primeiro trabalho de estúdio da carreira, Ignatia (2019). São sete faixas e pouco menos de 30 minutos de duração que refletem o jeito peculiar da artista sergipana em explorar os próprios sentimentos... VIA
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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Esquimós - Bonança (2019)...




Download: Bonança (2019).zip (ou vá no site acima)

Original da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, a Esquimós está de volta com um novo álbum de estúdio. Composto por César Gularte (bateria), Joaquim Mota (baixo, guitarra e voz) e Matheus Costa (guitarra e voz), esse último, hoje ex-integrante da banda, Bonança (2019) mostra uma crueza e melancolia maior em relação ao antecessor, Âncora (2015). Da construção das guitarras à escolha dos temas, cada composição do disco convida o ouvinte a se perder em meio a questões existencialistas e instantes de forte melancolia, conceito que se reflete até a faixa de encerramento do disco.“O primeiro álbum se passa durante uma tempestade, mas a ‘Bonança’ sempre vem com a calmaria e com as reflexões acerca do que ocorreu. Há também de se lidar com as consequências desse acontecimento, com os destroços deixado pela tormenta“, resume o texto de apresentação da obra... VIA
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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Miranda Kassin - Submersa (2019)...




Uma das grandes vozes da noite paulistana está de volta. Sete após seu bom disco de estreia, “Aurora” (2012), Miranda Kassin apresenta “Submersa” (2019), um disco de acento soul que namora baladas enquanto pisca o olho para os ritmos latinos, o hip hop, o R&B e a música pop, e conta com a colaboração de nomes como Fábio Góes, Hélio Flanders, César Lacerda, Felipe Cordeiro, João Erbetta e André Frateschi além da produção de Fabio Pinczowski no Estúdio 12 Dólares, em São Paulo.“Essa é a realização de um desejo profundo de contar histórias que permitam às pessoas se identificarem e se conectarem. O conteúdo lírico chega querendo transportar quem escuta para um universo de frisson e arrebatamento”, explica Miranda no release distribuído para a imprensa. “Falo muito sobre sedução e aquele mergulho em águas profundas… Esse mecanismo primitivo, do encantamento, sempre estará pronto para nos salvar das trevas. É isso! Vamos falar de coisa boa, pelamordedeus?”, deseja... VIA
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Fritãs - Sobra de Arte (2019)...




Fritãs nasceu ali no extremo oeste do estado de São Paulo, na cidade de Dracena. Junto com a banda, também nasceu o primeiro EP: Sobra de Arte. As músicas trazem um quê de rock nacional dos anos 1980 – não à toa, o quarteto homenageia em seu nome uma das grandes bandas desse período –, mas com uma leveza que se mostra um pouco mais contemporânea.O senso de humor está, além do nome, nas letras e na capa do EP – sem deixar críticas que precisam ser feitas. Fritãs marca o retorno de Diego Scalada ao cenário indie brasileiro – e independente –, depois dos trabalhos lançados com o projeto Onagra Claudique, em 2012 e 2014... VIA
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Siamese - Overdose EP (2019)...




O EP Overdose contém 5 faixas, sendo 3 colaborações com artistas  do cenário musical brasileiro contemporâneo.  Aprimorando sua linguagem do Hip Hop Queer, utilizado em seu primeiro EP Som do Grave, Siamese agora explana seus vocais nos estilos R&B, Soul, POP e Rap em composições introspectivas sobre amores, emoções, vivências e sentimentos sem perder sua característica crítica de expressar-se... VIA
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Def - Sobre os Prédios que Derrubei Tentando Salvar o Dia (Parte 2) (2019)...




Olha aí música nacional de qualidade para você ouvir ainda hoje! A banda carioca Def lançou neste finalzinho de setembro o disco Sobre os Prédios que Derrubei Tentando Salvar o Dia Pt. 2.O disco é continuação de uma narrativa iniciada em 2016 com o EP Sobre os Prédios que Derrubei Tentando Salvar o Dia Pt. 1, e mostra todo o desenvolvimento musical do grupo — a vibe dessa vez, porém, é muito mais positiva... VIA
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Thamires Tannous - Canto-correnteza (2019)...




CANTO-CORRENTEZA é o segundo álbum autoral da cantora Thamires Tannous. O trabalho conta com uma rica mistura das influências de Thamires, que assim como um rio, parte de sua nascente até desembocar em outros rios e mares. Este é o significado que permeia as canções, mostrando as diversas faces da cantora, como suas raízes sul-mato-grossenses, árabes e musicalidades de várias partes do Brasil e do mundo, que foram sendo incorporadas durante 15 anos morando em São Paulo, e também durante viagens e pesquisas realizadas ao longo de sua carreira...
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Gil Móia - Baile da Chuva (2019)...




Natural de Barcarena, no Pará, e radicado no bairro de Santa Cruz, extrema Zona Oeste do Rio de Janeiro, o cantor e compositor Gil Móia faz uma música que busca uma ponte entre a natureza da Amazônia e as paisagens do subúrbio. Após revelar o single “Areia”, ele apresenta o EP “Baile da Chuva” através do selo Diáspora, já disponível nas principais plataformas de música. Ao longo de seis faixas, Gil Móia constrói amores urbanos, traça caminhos tortuosos de desemboca no mar. Se a jornada do álbum começou pela “Areia”, agora ela toma banho de chuva e cria um panorama mais completo dessa “Belém Bossa”. A sonoridade é guiada pelo violão, mas ganha contornos modernos com o uso de beats eletrônicos, em uma influência direta do lo-fi hip hop na tradicional bossa nova.É esse sub-gênero inventado que dá nome à primeira faixa, “Belém Bossa”. “El Camiño” narra uma andança de volta para o amor, enquanto “Onde você anda?” rememora um relacionamento passado. “Várias noites” anseia pelo retorno daquela que já partiu. “Morena das ondas do mar” se constrói no balanço dos beats eletrônicos e se deixa levar pela maré. Por fim, a já revelada “Areia” ganha tons de MPB e indie rock para dar forma a um antigo causo contado pela bisavó do artista... VIA
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domingo, 13 de outubro de 2019

Raquel Stolf - Fora [Do Ar] (2019)...





Registro de áudio com 33 proposições sonoras, acompanhado de coisas avulsas/material impresso (cartões, folheto, encarte)da artista catarinense Raquel Stolf. As 33 proposições sonoras do disco podem ser desdobradas em micro-intervenções, instalações, ações, vídeos, desenhos e outros textos. Relançamento digital...
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sábado, 12 de outubro de 2019

Ivan Timbó - Remix Album (2019)...



Download: Remix Album (2019).zip (ou bote o mail no bandcamp acima)

O selo SEPASSANDO rec convidou diversos produtores musicais e beatmakers para remixar e criar versões a partir das músicas do álbum homônimo de Ivan Timbó. Com acesso as sessões de gravações em trilhas abertas, os produtores tiveram total liberdade para criar versões originais para as faixas do disco. O resultado desse processo é uma sessão de batidas que transita por vários segmentos da música urbana...
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Samico - Samico (2019)...




Primeiro álbum do cantor e compositor pernambucano "Samico" com 11 músicas autorais em parceria com compositores da nova geração musical de pernambuco e participações especiais do cantor e compositor Jam da Silva e da cantora e compositora Franco-Argelina - Mozzaika. Levando o nome do artista pernambucano, o álbum traça um paralelo entre Brasil e Angola através do imaginário coletivo de identidade e de pertencimento. Propondo a leveza como caminho para ultrapassar as barreiras físicas e o imaginário como ponto de reencontro conosco...
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d4crvz - O Menino Gabriel (Mixtape) (2019)...




O ambiente do rap nacional é um dos poucos em que a palavra “sujo” significa um elogio. Em uma perspectiva de mercado, que cada vez mais toma conta da arte, a sujeira não é algo bem vindo. A menos que seja aquela “sujeira” meio polida que agrada a um público pseudo-cult, disposto a pagar 100 reais em um ingresso pra um show no Circo Voador. Ofuscada por essa sujeira cenográfica existe a real, intrínseca às condições, ao conteúdo e ao estilo de produção dos beatmakers, produtores e MC’s underground espalhados pelo Brasil, como é o caso do som do D4crvz, que felizmente chegou até mim. Eu conheci o trampo dele através do Danilo, daqui do Oganpazan, um amigo baiano que a internet me deu. O disco chegou em .wav e já me deixou assustado (Manda em mp3 mano, 500 Mb de áudio é foda!). E o mais surpreendente é que o D4crvz é daqui do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense assim como eu, e cola com vários MC’s que eu gosto de ouvir, como o Lessa Gustavo e a Nabru, que participam do disco... VIA
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

máquinas - O Cão de Toda Noite (2019)...




"O Cão de Toda Noite" é o segundo disco da banda cearense maquinas que saiu em 04 de Outubro desse ano. O sucessor do Lado Turvo, Lugares Inquietos veio pelo selo Mércurio Música também da capital, Fortaleza.Três anos depois do primeiro disco. o grupo viu a necessidade de ressignificar sua sonoridade estreitando laços com outros sons para criar um conceito diferente para esse novo momento.A gente percebe isso logo de cara em Maus Hábitos. Na faixa, o saxofone surge como novidade e logo vira um aliado de peso e recorrente no instrumental se tornando um decoro em meio a parafernália criada pelo maquinas! Corpo Frágil é uma faixa longa cheio de desdobramentos como uma batida pulsante quando os vocais vem à tona, um momento mais inquietante e um surpreendente jazz que acalma o frenesi de minutos antes... VIA
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Davi - Ritual (2019)...




Prestes a lançar seu primeiro álbum solo, o cantor Davi divulgou o clipe de seu mais novo single, Ritual. A faixa da título ao próximo projeto do artista, que sairá em setembro... VIA

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Satanique Samba Trio - Mais Bad (2019)...




Talvez o principal conceito de “Mó Bad” seja a dissolução de um conceito central, pra nos afastar de qualquer eixo “temático”. E, considerando toda a discografia do Satanique Samba Trio, aqui os níveis de desconstrução atingem o ápice criativo.Nos lançamentos anteriores, eles “brincavam” com a música brasileira usando seus próprios estereótipos, mas agora eles abusam também da “massa sonora”, ou seja, com a própria gravação. E essas disparidades das texturas durante o decorrer do EP exibem um conjunto que sai ainda mais da sua zona de conforto bem esquisita. Instiga o ouvinte não só a questionar os processos de produção da música atual, mas também brinca com “estilos” decididamente emergentes nessa última década.Todo esse divertimento não deve afastar a ideia de que há uma forma musical, rígida à sua maneira, por trás da composição do Satanique – o que indica muito a influência de nomes mais “sérios”, até do expressionismo... VIA
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Castello Branco - Sermão (2019)...




Em tempos de caos político, conflitos sentimentais e o inevitável distanciamento entre os indivíduos, Sermão (2019, Independente) nasce como um refúgio. Último registro da trilogia iniciada por Castello Branco em Serviço (2013), o sucessor do minimalista Sintoma (2017) mostra o esforço do cantor e compositor carioca em tratar de cada composição como um componente de acolhimento para o ouvinte. São versos simples, curtos, porém, sempre radiantes, estrutura que se reflete tão logo o álbum tem início, em No Mires Atrás (“Não é nenhuma mágica / É preciso saber prosseguir“), e segue até a faixa de encerramento do disco, em Uma Flecha Para o Futuro (“E no medo / Nada triunfa / Só o amor“). Com produção assinada pelo mineiro Ruben di Souza (Milton Nascimento, Beto Guedes), o trabalho de 11 faixas e pouco mais de 40 minutos de duração segue em uma estrutura crescente, por vezes festiva. Canções montadas a partir de arranjos acústicos, porém, completas pela inserção de sintetizadores, vozes em coro e a percussão sempre destacada, como uma parcial fuga do material entregue no disco anterior. Frações instrumentais que servem de alicerce para a poesia ensolarada do compositor carioca, base para a formação de músicas como Geral Importa. “Estou aqui pra qualquer porra / À beira do abismo / Minha nossa senhora / Geral importa“, canta, apontando o caminho seguido no restante da obra... VIA
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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Luisa e os alquimistas - Jaguatirica Print (2019)...




O terceiro álbum de Luísa e os Alquimistas, Jaguatirica Print, é uma coleção de hits prontos. E nisso se assemelha ao primeiro disco, Cobra Coral. Mas desta vez, a aura cigana das canções, entoadas até em outras línguas, se concentra nos batidões da urbe nordestina. É menos cosmopolita e mais raiz. É mais sexy e menos nômade. Mas ambos encontram a sintonia da cantautora Luísa e os beats e grooves de seus alquimistas. E mesmo com o regionalismo popular dos rincões nordestinos, escancarado e pairando sob a atmosfera brega-funk, há um passeio constante pelas ruas e ruelas da Jamaica – uma marca presentes nos três discos da banda, inclusive no mais vagaroso e eletrônico Vekanandra (2017), o segundo álbum.“Nesse disco procuramos nos aprofundar na energia sonora dos batidões eletrônicos da música urbana nordestina, conectando isso com um ambiente de experimentação de timbres, arranjos, flows e assuntos que se misturam ao dub, dancehall, reggaeton, rap, zouk, r&b”, disse Luisa.Ela ressaltou ainda a sonoridade embebida de referências ao passado e na busca de climas por vezes retrô e, até mesmo, brega, dos anos oitenta e noventa, também está presente na parte visual do disco... VIA
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Greggório - Cantos Gregorianos (2019)...




Greggório vive e explora bem a sua condição de jovem do subúrbio, sagaz e que faz do rap o seu esteio, afim de contar boas histórias.Fundador do R93, um dos grupos mais importantes da frutífera cena rap de Volta Redonda, cidade do interior do Rio de Janeiro, Greggório é uma figura fundamental para a cultura Hip Hop local, seja como MC, ou seja como o agitador cultural que promove eventos que movimentam a região, abrindo espaço para que diversos outros artistas se apresentem ao publico.É neste contexto que o MC apresenta seu primeiro EP solo, “Cantos Gregorianos”, que aproveita e alimenta de música fresca e de qualidade um forte público local, órfão do rap cheio de energia do grupo originário do rapper, o R93 que após o bem recebido EP “Confronto de Rua” se encontra em pausa de suas atividades. “Cantos Gregorianos” traz de modo honesto e divertido, 6 músicas, incluindo “VIVA”, primeiro single do projeto e que conta com um clipe muito querido pelo público. Todas as faixas são produzidas pela talentosíssimo duo BeatBass High Tech, formado por Pablo Duca e Rafael Garcêz. O EP, mesmo trazendo forte referência da “golden era” do rap em seus beats e versos, não deixa de soar contemporâneo, com uma agradável estética sonora, boa seleção de samples, arranjos ritmos e cadências, o trabalho ainda traz participações especiais que potencializam ainda mais o discurso firme de Greggório, indo das rimas de Thiago Elniño e Natache, atá as melodias de Herella... VIA
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Rosa Neon - Rosa Neon (2019)...




Na faixa “Rosa Neon”, a banda já anunciava: “Um verde cairá tão bem em você”. O que eles não sabiam é que o verde que marca a história do grupo não era exatamente relativo à cor, mas sim a Milho Verde – nome que batiza a cidade mineira próxima à Diamantina em que Mariana Cavanellas, Marina Sena, Marcelo Tofani e Luiz Gabriel Lopes se encontraram pela primeira vez.*Do encontro, uma sintonia sem igual, uma vontade de “fazer a história acontecer”. Cada um deles já tinha seu corre na cena de música independente de Minas Gerais: Marina Sena com A Outra Banda da Lua; Marcelo Tofani em seu projeto solo; Luiz Gabriel Lopes com três discos solo e uma trajetória com a banda Graveola e Mariana Cavanellas com a banda Lamparina e a Primavera... VIA
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Chico César - O Amor É Um Ato Revolucionário (2019)...





Em seu nono disco, lançado na última semana, o paraibano Chico César, 55, apresenta sugestivas opções para se lidar com as trevas. "Pedrada" e "Eu Quero Quebrar" são algumas das novas canções. A insurreição principal proposta pelo músico, no entanto, e que dá título ao álbum, vem de um caminho muito mais pacífico e que permeia seus 25 anos de carreira: o afeto."O Amor É um Ato Revolucionário" pretende rebelar por meio da arte. "Os agentes da nossa época querem acabar com a dança, com o beijo e com a poesia. Então, quanto mais a gente dançar, beijar e fizer poesia, mais subversivo a gente vai ser. Se só ficar fazendo passeata pela dança, pelo beijo e pela poesia, é sinal de que eles ganharam", diz o músico. Mas quem são "eles"? "Esses que querem dizer como o amor deve ser. Doria, Crivella, Bolsonaro. Só que a sociedade avançou muito nos últimos tempos, e isso não vai acontecer. Os negros não aceitam voltar para a senzala, as mulheres não aceitam voltar para a cozinha e os gays não aceitam voltar para o armário"... VIA
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domingo, 6 de outubro de 2019

Cavalcantissimos - Os Corredores (2019)...



Download: Os Corredores (2019).zip (ou vá no bandcamp acima)

Sempre prolífico, em 2017, Gabriel Guerra (40% Foda/Maneiríssimo, Séculos Apaixonados) foi convidado a produzir 24 horas de música para os corredores do Hotel Arpoador, no Rio de Janeiro. Posteriormente diluído e organizado em apenas 10 horas de produção, o trabalho foi revisto pelo artista no início deste ano e agora lançado com o título de Os Corredores (2019). São 21 faixas e pouco mais de 50 minutos em que o músico carioca, aqui apresentado como Cavalcantissimos, brinca com o uso de delicadas paisagens instrumentais... VIA
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sábado, 5 de outubro de 2019

Cinema Berlim - Segredos EP (2019)...




Pode ser aquilo que você fez no verão passado, a última fofoca que te contaram sobre aquela pessoa que você detesta ou uma pilha de cartinhas de amor que você incendiou numa tarde fria de outono. Seja como for, todos temos coisas ridículas, terríveis ou embaraçosas demais para dividir com o resto do mundo - pelo nosso próprio bem e pelo dele. Este EP é uma ode a essa invenção humana sem a qual a civilização simplesmente não seria possível: os Segredos. Aliás, vou te contar um: vem mais por aí...
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Oliveira - Canções Não (2019)...




Oliveira é o projeto musical do poeta, crítico e compositor Carlos Gomes, que lançou em agosto de 2019 a obra Canções não, formada por livro de poemas, espetáculo e disco. O primeiro álbum de Oliveira conta com 10 faixas, produzidas pelo músico Hugo Linns. O disco está disponível para download e streaming gratuitos no Bandcamp.A formação do álbum e do show Canções não, de Oliveira, conta com voz e violão de aço por Carlos Gomes; viola dinâmica, programação e arranjos por Hugo Linns; baixo acústico por Rogê Victor e participações especiais dos poetas Jomard Muniz de Britto, Nathalia Queiroz e Philippe Wollney... VIA
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Bia Ferreira - Igreja Lesbiteriana Um Chamado (2019)...




Bia Ferreira não vai se calar. É esse o principal recado que traz “Igreja Lesbiteriana“, primeiro álbum da cantora apontada como um dos mais promissores expoentes da música contemporânea. Bia tem suas crenças, sua luta e ali está embasada sua poesia. Ela vive uma paixão pulsante que tem também seu lugar no disco de estreia. Muito papo reto com melodias e levadas envolventes, pegada moderna e autenticidade.Produzido por Bia, Vinicius Lezo e B Negão, “Igreja Lesbiteriana” o material chegou hoje às plataformas digitais através da Altafonte.O discurso da “Igreja Lesbiteriana” de Bia Ferreira às vezes chega como um tapa, mas é também recheado de amor. É para educar sobre vida, sobre a luta do movimento anti racismo, do feminismo negro. É sobre as questões LGBTQIA+, tecnologias de sobrevivência... VIA
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Tripa Seca - Tripa Seca (2019)...




Formado por Marcelo Callado, Renato Martins, André Paixão (Nervoso) e Melvin Ribeiro – nomes conhecidos e respeitados do cenário independente carioca das últimas décadas -, o supergrupo Tripa Seca une diferentes personalidades e influências em seu disco de estreia, que está disponível nas plataformas de música digital. Homônimo, o registro passeia do rock sessentista até o indie psicodélico, encontrando sons experimentais e de música latina.Com caminhos cruzados em bandas e artistas como Acabou La Tequila, Lafayette & Os Tremendões, Caetano Veloso e Nina Becker, o projeto surgiu em 2015 trazendo de volta os elos criativos para o círculo de amizade.“Eu sentia muita falta de voltar a uma relação criativa com o Marcelo, que em 2001, começou a me ajudar a produzir meu primeiro EP, ‘Personalidade’, e com o Renato, a ponto de, durante uma cerveja pós-ensaio do Lafayette, sugerir essa encrenca. A dinâmica que tínhamos no Tequila, com uma identidade sem identidade, também foi um fator”, reflete André Paixão, que ganhou notoriedade com o Nervoso e os Calmantes... VIA
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Bella - HADRON (2019)...




 “Hádron, na física de partículas, é uma partícula composta, formada por um estado ligado de quarks. Os hádrons, que incluem os bárions e os mésons, mantêm sua coesão interna devido à interação forte”. Apesar de copiado a definição diretamente da Internet, continuo sem saber do que se trata os hádrons, essas partículas elementares. Bella nos oferece uma aula mais prática: “(hadron) é composto por uma junção de partículas subatômicas, com tal força, que se assemelha à eletromagnética. Partícula não é matéria. O que seria natural? Corte. Todo som pode ser cortado. Fake news. Ambições imperialistas. 15khz. As máquinas satisfazem nossos corpos”. Como no corte-seco mais brilhante da história do cinema, o osso que vira nave espacial em “2001 – Uma Odisseia No Espaço”, Bella pula das partículas (que nem matéria são) pra muitos dos problemas enfrentados por nós nos ignóbeis dias atuais. Tudo o que está no meio é história, não é preciso repeti-la. O ambiente se deteriora numa corrente de acontecimentos. Tudo está interligado. Teoria do caos? Não, fatos... VIA
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Lúcio Maia - Lúcio Maia (2019)...




Lúcio Maia, guitarrista da banda Nação Zumbi e de outros projetos musicais, acaba de lançar nas plataformas digitais um álbum solo de músicas instrumentais, que leva seu nome e traz forte influência latina e caribenha. Maia desbrava o continente sul-americano num som em que o tempero latino está presente de forma intensa, mas sem abandonar a essência brasileira. "Esse trabalho é mais uma intervenção artística minha, uma maneira de não ficar parado ou viver na zona de conforto da Nação Zumbi. Eu preciso sempre me colocar em risco, me auto avaliar como artista, criar coisas novas", explica, acrescentando que sempre foi um amante da salsa, do merengue, da música cubana e de outros ritmos caribenhos, além da surf music e da guitarrada paraense... VIA
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Zudizilla - Zulu Vol.1 De Onde Eu Possa Alcançar o Céu Sem Deixar o Chão (2019)...




Tá na área o segundo disco (ou terceiro, caso vossa excelência inclua o EP "Jazzkilla", lançado no primeiro semestre) do talentoso MC Zudizilla, "Zulu, Vol. 1: De Onde Eu Possa Alcançar o Céu Sem Deixar o Chão". Nascido na cidade de Pelotas, "pique Mississipi", o rapper já havia chamado a atenção do OPS em 2016, com o álbum — e a faixa homônima — "Faça a Coisa Certa". Mordemos o LP, e passamos a prestar atenção no artista que obviamente também chamou a atenção do ligeiro DJ Nyack em 2017, durante uma viagem ao sul. Nyack é o produtor executivo de "Zulu, Vol. 1(…)", que conta com bases de vários bons beatmakers, como Coyote (em Steez), Dario, Felipe "Canela" Senna, Heron Francelino, Rafael Md Beats, Bruno Paks, Digestivo, WillsBife, B. Neves e Sweet Jazza. Vivendo em São Paulo há pouco mais de um ano, Zudizilla é um MC inteligente, versátil e dono de um flow bastante autoral, além de um papo reto necessário ao rap nacional... VIA
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