segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Preto - Canto Negro (2019)...




Em seu primeiro disco solo, Preto deixa bem claro o que deseja combater: o racismo estrutural. Ele começa o álbum recontextualizando a triste acepção do jornalista William Waack ao reclamar de um colega: “Coisa de Preto”. E cita James Brown, Nelson Mandela, Rosa Parks e outras grandes personalidades que lutaram pelos direitos civis de diferentes formas.Aos 33 anos, Preto já tem mais de 10 anos de experiência como MC, com o Zamba Rap Clube. Ele é historiador, mas entoa suas crônicas com a triste experiência das ruas. Seu relato de como costuma tomar batida policial à toa, em “Rotina”, explicita como a violência policial muitas vezes é originada do preconceito... VIA
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D Mingus & German Ra - Trans Humano Expresso (2019)...








German Ra e D Mingus, músicos-compositores que desde 2007 desenvolvem parcerias artístico-criativas, reencontraram-se no final do ano passado para tirar um som e registrar de alguma forma. O resultado disso foi uma série de jams como ponto de partida para composições... "Trans Humano Expresso" (primeiro da série de EP's que serão lançados ) é um registro experimental do diálogo estético entre os dois músicos. Tudo de forma espontânea, instantânea, não só respeitando os fluxos de consciência mas fazendo deles o principal ingrediente dessa mistura...
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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Duben - 1990 (2019)...




Download: 1990 (2019).zip (ou no bandcamp acima)

explodir aquela estrela. uma bomba nuclear. vagar no espaço. perdido da nave. cordão umbilical cortado. ninguém me ouvirá. no vácuo. cair no buraco. destruir o fato. ver a terra virar mar. não quero nada. não quero ser ninguém. quero a chave. da volta. em que hora. do tempo. trilhar o silêncio. quero ir embora. não sou daqui. em que galáxia me perdi?

gravado em casa entre 2017 & 2018 por Pedro e banda Duben
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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Musa Híbrida - Piscinas Vazias Iluminadas em Pé (2018)...



Download: Piscinas Vazias Iluminadas em Pé (2018).zip (ou clique em ouça)

Parece que, cada vez que tentamos enquadrar sonoridades experimentais dentro de gêneros específicos, praticamos um corte brusco de significados dessa obra. Mas, ao mesmo tempo, cortar um universo apenas sob o rótulo de Experimental também significa limitar as possibilidades criadas. É justamente dentro desta questão que a banda gaúcha Musa Híbrida encontra um terreno fértil para disseminar sua misteriosa sonoridade, bem como produzir um discurso forte embasado em temas como sexualidade, feminismo, relações entre tantos outros. Agora, com o auxílio do edital Natura Musical, o grupo nos entrega seu mais novo trabalho, exaltando ainda mais sua fluidez musical e capacidade de percorrer diversos universos e se reconhecer em todos.Tentar nomear Piscinas Vazias Iluminadas em Pé é um ato em vão, pois ele cria seu significado no próprio mistério que o constitui. Os elementos eletrônicos são ferramentas que o grupo domina para a expressão de seus respectivos discursos, mais isso não significa que outras sonoridades como guitarras suaves e monólogos não tenham espaço dentro dessa mistura. De qualquer forma, o grande barato do disco é a capacidade de que, mesmo sem saber onde estamos ou o que estamos escutando, ele nos prende com seu discurso. Podemos não entender as totalidades, já que eles são direcionados a muitas audiências, mas desvendar as entranhas deste universo é certamente um exercício fascinante... VIA
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Riso do Abismo - Notas do Subterrâneo (2018)...





O primeiro EP da banda Riso do Abismo traz 5 músicas que versam sobre os conflitos do homem moderno_ ou seguindo a descrição do personagem do livro homônimo "Notas do Subterrâneo"_ a antítese do homem normal. Temas controversos como bullying, abstinência e síndrome do pânico são aqui tratados em paralelo com a "trivialidade" de relacionamentos mau resolvidos e o eminente sentimento de rejeição. A fim de contrariar quaisquer avaliações frívolas relacionadas à estrutura rítmica e melódica. A banda permite-se flertar com o atonalismo, com o psicodelismo e com o samba, sem abrir mão de sua identidade sonora...
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Ankou - Toro (2019)...




Download: Toro (2019).zip

Colaborador em uma série de projetos da cena curitibana, como Farol Cego, Veenstra, Trem Fantasma e Cora – esse último, responsável pelo ótimo El Rapto (2018) –, nas horas vagas, o músico e produtor curitibano Leonardo Gumiero investe em seu próprio projeto, o Ankou. Com dois registros de inéditas em mãos, além, claro, de incontáveis singles e criações avulsas, o artista paranaense anuncia a chegada de um novo trabalho de estúdio, o recém-lançado Toro (2019).Com distribuição pelo selo GATOPARDØ em parceria com o Coletivo Atlas, o trabalho de dez faixas utiliza de ambientações étnicas, fragmentos de vozes, instrumentos assinados pelo próprio artista e batidas que apontam para diferentes campos da música eletrônica como principais elementos criativos... VIA
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Bazar Pamplona - Banda Vende Tudo (2019)...





A banda paulistana de indie rock Bazar Pamplona lançou em Janeiro seu novo álbum, Banda Vende Tudo. O disco, resultado de uma financiamento coletivo realizado pelo grupo em 2018, nasceu de um reencontro dos integrantes após praticamente seis anos de hiato.Após a agitar a cena underground de SP por volta de 2007, com dois discos lançado e vários shows abarrotados de gente, em 2012 o grupo entrou numa pausa sem prazo de validade. Na incerteza de um possível fim, os fãs foram surpreendidos em 2017, quando a banda recebeu um pedido da escritora e cineasta alemã Helene Hegemann para usar uma das canções do Bazar na trilha sonora do filme Axolotl Overkill, premiado no Festival Sundance (EUA/2017).Esse acontecimento fez com que os amigos Estêvão Bertoni (letras, vocal e guitarra), João Victor dos Santos (guitarra), Rodrigo Caldas (bateria), Rafael Capanema (baixo e teclado) e Pinguim Miranda (teclado e baixo) voltassem a se encontrar para ensaios e composições. Naturalmente, veio daí a vontade de fazer um disco, e com ela a campanha de financiamento coletivo para a produção de Banda Vende Tudo... VIA
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Cores de Aidê - Quem É Essa Mulher? (2018)...




— Eu sou isso. Essa sou eu! Já com idade avançada, a mulher que assistia a uma das apresentações de Cores de Aidê no ano passado se redescobria na dança, no ritmo da percussão e nos versos de exaltação ao feminino. Era poder o que ela sentia, o mesmo que as mulheres que formam a banda de samba-reggae de Florianópolis sentem ao mostrar e compartilhar que, para além da beleza, estão a liberdade e a autonomia de fazer o que se quer. Inclusive tocar instrumentos pesados, como o tambor, geralmente associados aos homens, sorrindo e cantando.Por que apenas mulheres? Porque sim. Formada há um ano e 11 meses, Cores de Aidê é hoje mais que uma banda. É um movimento de transgressão ao que oprime e ao padrão. É um movimento de expressão feminina que carrega o legado de uma herança cultural e sagrada, o samba-reggae. O que essas mulheres lindas, talentosas, negras, loiras, de todas as cores fazem é um som único, justamente porque cantam aquilo que acreditam... VIA
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Rodrigo Brandão - Outros Barato (2018)...




Tá na pista o primeiro disco solo do glorioso mestre de cerimônia, poeta, A&R, connoisseur, presidente do fã-clube brasileiro do Luscious Jackson e gorila urbano Rodrigo Brandão. O LP é uma intrépida incursão ao rico universo do spoken word, gênero bastante explorado pelos artistas norte-americanos de soul-jazz ao longo dos anos 70 (confira The Last Poets e Gil Scott-Heron, por exemplo, e entenda um pouco da história por trás das estórias). Gravado em apenas três sessões conduzidas ao longo de três dias no estúdio financiado pela marca cujo nome não deve ser citado em nosso site por questões contratuais, o álbum é o resultado de diversas sessões de improvisação livre — o popular freestyle. A produção executiva ficou a cargo do konducta, delegado e ganhador do título de pai do ano pela ABP/Associação Brasileira de Pais, Thiago França, em parceria com os tecnicistas Daniel Bozzio, Scotty Hardy (responsável também pela mixagem) e o próprio Brandon, e as gravações contaram com os músicos Marcelo Cabral, Pupillo, Juçara Marçal, Tulipa Ruiz e o próprio Thiago (no dia 1), China, Leandro Archela, Guizado e Richard Ribeiro (no dia 2), e o trio Guilherme Granado, Maurício Takara e Marcos Gerez — todos do Hurtmold — , Roger Rosa, Thomas Rhoder e Victor Meira-Branco (no dia 3)... VIA
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Montanas Trio - Serviço Comunitário (2019)...




A banda maringaense Montanas Trio entrou em 2019 com o pé na porta – e na estrada! Com novo baixista, o paulista Marco Antonio, o grupo continua em formato de trio – junto com Thiago Guglielmi (voz e guitarra) e Digo Hang (bateria) – acaba de lançar o terceiro disco, intitulado ‘Serviço Comunitário‘, em todas as plataformas de streaming. Com 12 faixas inéditas, o álbum foi gravado, mixado e masterizado pelo experiente produtor e também músico, Stone Ferrari, no Pé de Manga Studios, em Maringá... VIA
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

De um Filho, De um Cego - Mente EP (2019)...






Como já faz há dez anos, a banda de Jacarezinho (PR) De um Filho, De um Cego continua idealizando na música um retrato do que vivemos, com todas as angústias, conflitos e superação.Nesta terça (22), o quarteto expande essa reflexão ao público por meio do lançamento do EP Mente. Ele é a primeira parte de duas que, juntas, formarão o segundo disco cheio da banda, chamado “Mente Andorinha”, previsto para fim de 2019.Crônicas do cotidiano, reflexões sobre a rotina, camadas e metalinguagem. É isso o que aguarda o ouvinte neste novo lançamento. Baixe aqui.Com dez anos de história, é perceptível a evolução musical do grupo, ao ponto do fundador, guitarrista, compositor e vocalista Lucas Waricoda dizer que apenas o nome é o mesmo daquele projeto que começou em 2009. A banda está completamente diferente... VIA
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Barcamundi - Disco Adulto (2019)...




O grupo que foi formado em 2013 em Niterói, lançou seu primeiro disco auto intitulado em 2015, nos apresentando músicas com a sonoridade entre o MPB, britpop e indie rock dos anos 90. A Barcamundi é integrada por Gabriela Autran (escaleta, synth e backing vocal), Gil Navarro (bateria), João Barreira (voz, violão e guitarra), Leon Navarro (guitarra, pífano, clarinete, escaleta, marimbau e backing vocal), Matheus Ribeiro (guitarra e trompete) e Pedro Chabudé (baixo).Depois de lançar o videoclipe comentado acima, a banda nos apresentou seu segundo álbum de estúdio, o “Disco Adulto“, que contém 08 faixas e alcançou certa maturidade na sonoridade do grupo, com misturas da música brasileira e o experimental. No disco produzido por Hugo Noguchi (Ventre, SLVDR), existem uma variedade de arranjos de rock alternativo e o pós-MPB, de música para música, o que nos cativa e nos aproxima de cada canção, seja pela letra poética ou pelos experimentos sonoros e bem executados, como na faixa “Balão” ou “Velho Retrato”. O álbum utiliza diferentes recursos estilísticos e o conjunto da obra aborda, a partir dessas perspectivas, o tema central da distância... VIA
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Leo Fazio - Sangue Pisado & a Música do Século XXI (2019)...




Download: Sangue Pisado & a Música do Século XXI (2019).zip (ou vá no bandcamp acima)

Para fazer um grande álbum não basta ser um grande músico, coisa que com certeza Leo Fazio é. Mas para construir o seu primeiro trabalho solo, o jovem cantor paulista foi além e entregou-se a uma busca dentro de si e dentro também da música brasileira para encontrar a sua essência como artista.Dono de voz extremamente ímpar, tão diferenciada que pode até gerar estranheza, Fazio já tinha chamado atenção em seu EP Três por 1 Real, lançado no ano passado e ainda antes, na banda Molodoys. Porém, é em Sangue Pisado & A Música do Século XXI que descobrimos que temos aí um grande nome em nossa música para ser observado.Saindo de seu conforto em São Paulo, Leo Fazio foi até Juiz de Fora/MG para buscar inspirações para esse disco... VIA
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Grupo Porto - ENZA EP (2018)...




Download:  ENZA EP (2018).zip (Ou vá no bandcamp acima)

O Grupo Porco de Grindcore Interpretativo é a melhor banda de rock-folclórico-experimental-pagão do interior de Minas Gerais e talvez de todo o mundo. A arte virou batata frita dentro de uma embalagem velha de Mc Lanche Feliz. Enemas culturais forçam a população a defecar informação sobre celebridades de vida curta, com a morte agendada para estrear nas cabines privativas dos cinemas pornôs do centro das cidades que falam o Pt-Br...
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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Lindberg Hotel - Bedroom Tripping (2018)...



Download: Bedroom Tripping (2018).zip (ou vá no bandcamp acima e coloque o mail)

Um disco que começa com uma canção chamada “Sound & Fury” sugestiona o ouvinte. “Life is just too short baby / It’s a long time to have fun”, canta Claudio Romanichen, curitibano dono do Lindberg Hotel. Mas o ouvinte não vai ouvir fúria como está acostumado. Há uma aparente ironia e alegria misturadas no balaio de “Bedroom Tripping”, segundo disco do projeto.A vida é curta, mas é mais do que o suficiente pra se divertir. Você vive sua vida dentro de uma música dos Smiths (“Infinite Girl”). Tudo o que ele tinha era uma vida solitária quando foi atropelado por um carro (“Hit By A Car”). Romanichen canta em inglês e joga pra além das fronteira brasileiras o seu desânimo e entusiasmo com o derrotismo, a sua apreciação pelo desgosto e desamparo com os perdedores. É tudo meio misturado e impreciso, otimismo e pessimismo juntos. O Lindberg Hotel já foi shoegaze no ótimo “Lindberg Hotel”, estreia de 2014, e hoje resolveu mexer com texturas, camadas e novas sonoridades mais limpas. “Bedroom Tripping” tem Teenage Fanclub (“Come To Bed” e “Hit By A Car”), tem Primal Scream (“Shooting Star”) tem Thrills (“Bedroom Tripping”), mas não tem fúria – nem adolescente, nem ideológica, nem romântica. É um disco sem explosão sentimental, mas não é um disco distante. É caloroso porque poderia ter sido feito por qualquer um com um pingo de humor diante dos piores momentos enfrentados e que saiba criar melodias saborosas (bom, não são muitas pessoas com esse privilégio)... VIA
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Melyra - Saving You from Reality (2018)...





Maturidade e peso se refletem nas 10 faixas de “Saving You From Reality”, o disco de estreia da Melyra. O álbum conceitual traz como temática central a fuga da realidade como forma de escapar dos problemas, ou mesmo de não enlouquecer. Atual e pulsante, o disco mostra que o metal nacional continua firme, forte e necessário. “É um grande passo e uma grande conquista. Estamos felizes por conseguirmos expressar esses sentimentos em música! Esse álbum contém muitas das nossas questões e muitas das nossas respostas, que andam lado a lado. Sentimos que com ele estamos prontas para alçar voos mais longos e crescer como banda”, explica Fe Schenker, guitarrista e backing vocal... VIA
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Mundo Inverso - Oscilação Interna (2019)...




Expondo suas intimidades para o mundo e olhando com sutileza para os grandes assuntos, o cantor, compositor e produtor musical Rafael Negrini cria um paralelo oposto às ansiedades modernas no projeto Mundo Inverso. O alter-ego do artista disponibiliza o EP “Oscilação Interna”. O lançamento vem acompanhado do clipe da faixa de abertura, “Caminho Cego”. Unindo um indie folk com texturas de sintetizadores e tons de rock, desde o processo de concepções, gravações e esmeros, o trabalho levou dois anos para ser produzido. A temática das canções dialoga com as inquietações contemporâneas, porém buscando na música um caminho de calma para lidar com os anseios e inquietações.“Esse projeto dá voz e liberta tudo que eu queria falar e não conseguia, mas que na música eu encontrei um modo para externar os sentimentos, seja em forma de letras ou melodias. Terminar esse EP simboliza uma fase de persistência e me mostra novos caminhos para seguir”, analisa... VIA
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Elo Da Corrente - Rosa de Jericó (2018)...




O trio paulistano Elo da Corrente, formado pelos MC’s Caio Neri, Pitzan Oliveira e o DJ PG apresenta o álbum “Rosa de Jericó”. Com 13 faixas o disco traz as colaborações de Black Alien, Marcela Maita, Matéria Prima e Geovana.De acordo com o trio: “Diferente das outras flores, a Rosa de Jericó não tem as raízes fincadas sempre. Quando o tempo se faz seu inimigo, ela se recolhe e se deixa levar pelo vento, até que encontre um lugar propício pra florescer novamente. A Rosa de Jericó é a flor que não morre, é a flor da ressurreição. Ao vento, eternamente, o Elo da Corrente sua busca e floresce mais uma vez como a Rosa de Jericó, livre.”... VIA
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YMA - Par de Olhos (2019)...




Em um universo de artistas embriagados pelo espírito nostálgico da década de 1980, Yasmin Mamedio (a YMA) parece seguir um caminho particular. Sem pressa, a cantora e compositora paulistana passou os últimos meses presenteando o público com uma série de composições inéditas. Fragmentos, como a curiosa e propositadamente irregular Sabiá, ou mesmo o rock empoeirado de Summer Lover, colaboração com Gab Ferreira e um esboço claro do material que se revela por completo no primeiro álbum de estúdio da artista, o delirante Par de Olhos (2019, Matraca / YB Music). Misto de passado e presente, o trabalho dança pelo campo das ideias de forma a extrair os principais sentimentos, angústias e confissões românticas que invadem a mente da cantora. “Vamos fugir juntos / Que o tempo é curto / E eu não quero mais morrer / Eu quero dançar com você”, clama na já conhecida Vampiro, um dream pop fantasmagórico que parece apontar parte da direção seguida pela artista durante toda a execução da obra. São versos confessionais, sensíveis, estímulo para a fina base instrumental que se revela ao público em pequenas doses, proposta que força uma audição atenta por parte do ouvinte, convidado a se perder pelo imenso labirinto de ideias que serve de sustento ao registro... VIA
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Juliana Perdigão - Folhuda (2019)...




Tem reggae, samba, rock, blues, punk e brega e referências sonoras de épocas e procedências distintas. Folhuda, terceiro álbum de Juliana Perdigão, disponível a partir de hoje nas plataformas musicais, é uma salada musical. São 12 poemas musicados, pinçados dos livros de sua estante ou fruto de parcerias. Assim, há versos de Pau Brasil (1925), de Oswald de Andrade (1890-1954), de Murilo Mendes (1901-1975) e de novos poetas – Renato Negrão, Fabrício Corsaletti e de sua companheira Angélica Freitas. Mineira de Belo Horizonte, Juliana vive em São Paulo há seis anos, quando foi trabalhar com o Teatro Oficina, de José Celso Martinez Corrêa. A mudança, os encontros e as muitas parcerias transformaram a música dessa cantora e instrumentista. Juliana conta que as parcerias são essenciais nos projetos que desenvolve, mesmo que esse trabalho tenha nascido do desejo de compor sozinha. “É sempre enriquecedora a troca, a gente sai do lugar e se coloca no lugar do outro. Música é bom, principalmente por isso.”Seu primeiro disco, 'Álbum desconhecido' (2011), é fortemente influenciado pela música mineira, o que contrasta com Ó, de 2016, em que trabalhou com a banda Os Kurva e traz uma sonoridade urbana, com experimentações de timbres e dissonâncias. É notável a evolução artística de Juliana, formada pela UFMG... VIA
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