sábado, 28 de novembro de 2020

Museu de Cinzas - Monocromático (2020)...



Download: Monocromático (2020).zip (ou vá no bandcamp acima)

 A imagem em chamas do velho casarão do século XIX ainda arde na minha memória. O fogo havia tomado tudo. Em poucos minutos, parte da memória do país e da humanidade se apagava de forma implacável. As labaredas de fogo dançavam revolutas em redemoinhos debochados e flamejantes ante a nossa súplica incrédula. Alguns choravam e lamentavam; outros davam de ombros sem saber muito bem por quê. Uma tragédia sem precedentes. O Museu Nacional, um lugar comum para mim de encontros e desencontros, ruía esquecido, abandonado, monocromático. Um museu de cinzas. O cheiro defumado da história ainda pairava no poluído ar da Quinta da Boa Vista quando escrevia as primeiras linhas de Monocromático, uma canção sobre a incompletude fluida dos relacionamentos modernos. Os versos “Me permito a te esquecer/se você não vai embora” surgiram assim, da mistura caótica e desordenada enclausurada no tecido urbano diário de nossas vidas. Gosto de museus e de suas histórias mofadas pelo tempo. Talvez, por isso, eu teime sempre em escrever sobre identidade. Dentro dos limites do possível, porque precisamos dos museus para nos decifrarmos. Quando um museu se apaga, leva com ele uma parte que não teremos mais para nos reconhecer. Um vazio, um nó difícil de se desatar. Para que o novo comece é necessário que se finde algo. O que estranhamente também se conecta ao momento atual. Precisamos nos afinar, nesse recorte outonal de nossas vidas, no mesmo diapasão das cinzas que nos restaram. Espero que se reconheçam nos retalhos ruidosos e distorcidos da Museu de Cinzas...

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Ramonzin - Arteiro (2020)...




Madureira é a área do Ramonzin. Toda efervescência da Capital do Subúrbio do Rio de Janeiro está presente na arquitetura do álbum “Arteiro”. Esse também pode ser considerado o mais versátil de tudo o que o MC apresentou nos seus mais de 20 anos no rap. Tem sua originalidade na fórmula. Destoa do quem tem sido feito atualmente, porque carrega a musicalidade brasileira no alicerce. E esse é o posicionamento que ele segue desde os primeiros registros. Não quer seguir o bonde. Pega um desvio para criar um resultado distinto. Sua arte, reflete a verdade que ele pretende compartilhar. “O meu estilo de música é muito plural. Já no EP “Made In Madureira” eu misturei muita coisa. Então, lá você tinha o funk, tinha o rap, o samba, e um bolero (que foi uma das melhores canções que eu já fiz)”, diz ele. “Então, eu trouxe isso pro Arteiro. A minha ideia é realmente apresentar todos os tipos de manifestação artística, sejam visuais, na estética, e na música. Então, esse disco é uma evolução do que era Made In Madureira, só que focado numa apresentação artística. Eu fui explorando diversos coisas, que é o que o arteiro faz né, cara. É a concepção do arteiro, do cara que experimenta, que é desafiador, o danado, que está ali sempre questionando. Estou apresentando essa pluralidade de sons dentro desse universo do rap, para apresentar o que a gente consegue transformar dentro dessas caixinhas que a gente costuma nichar.”... Continue lendo no Rapresentando

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Cadu Scalet - Cabeça Paranoia (2020)...




“Cabeça Paranoia” é o nome do primeiro disco do músico, compositor e educador musical Cadu Scalet. Com poucos minutos de diferença recebo mensagens de dois amigos, o conteúdo era o mesmo: o debut de Cadu Scalet. Duas indicações, quase simultâneas, do mesmo álbum, é claro que eu tinha que ouvir imediatamente. Com isso a expectativa também foi nas alturas. Mas logo na primeira canção, que dá nome ao disco, eu já estava entregue. “Cabeça Paranoia” já começa com acordes mesclados entre o psicodélico e o dream pop, e vamos entrando nessa viagem sonora que, naquela altura, eu praticamente tinha certeza que seria incrível. E aí tudo muda! Quando achei que seria uma doidera psicodélica, chegamos na segunda música, “Cuca”, e agora temos uma sonoridade flutuante com grandes toques de MPB dos anos 70 e 80, com sintetizadores, guitarras e aqueles efeitos que deixam as canções muito mais prazerosas de se ouvir... Leia mais no Polvo Manco

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Bruno Capinan - Leão Alado Sem Juba (2020)...




Em meio à pandemia de Covid-19, Bruno Capinan, cantor e compositor baiano radicado no Canadá, trouxe à vida ‘Leão Alado Sem Juba’, sexto álbum da carreira. O trabalho, lançado no último dia 11 de novembro, mescla sonoridades acústicas e eletrônicas em colaborações com diferentes produtores e músicos, incluindo parcerias inéditas na discografia do artista. Nas nove canções autorais gravadas de forma remota entre Canadá, Brasil, França e Portugal, Capinan fala sobre perdas, isolamento, solidão e violência policial contra negros. O resultado é um disco com pouco menos de meia hora de duração, que proporciona um clima geral dúbio: a ambiência sonora é ao mesmo tempo relaxante e melancólica, calma e sombria. A mensagem não bate e corta da mesma maneira que ocorre no álbum anterior, “Real” (2019), e em alguns momentos ela promete mais do que cumpre. Mas a música de Capinan permanece ecoando no fundo da mente, como naquelas canções que você ouve muitas vezes e de repente percebe um significado que não tinha sido capturado antes... Leia mais no ElCabong

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Ivan Timbó - Escolhas (2020)...





Ivan Timbó é instrumentista e produtor musical, iniciou sua trajetória na música quando herdou a velha guitarra de seu Pai, se aprofundou nos estudos após ingressar no conservatório Alberto Nepomuceno, onde estudou piano popular e teoria musical. Gravado em 2020, o álbum apresenta dez composições que transitam por diversos gêneros da musica instrumental, passando pelo jazz urbano, hip hop instrumental e música brasileira. Músicas do início de sua carreira foram revisitadas e uniram-se a novas composições, que surgiram durante o processo de gravação...


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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Juliana Cortes - Juliana Cortes, 3 (2020)...




Ainda que pareça óbvio, “3” é, de fato, o terceiro álbum lançado pela paranaense Juliana Cortes. Em termos de inovação dentro de sua carreira, este é um novo trabalho, que aponta para novas direções. Os anteriores, “Invento” (2012) e “Gris” (2016), se mostravam muito mais próximos da música do sul do país, no sentido de que traziam em seus conteúdos as reminiscências e narrativas próximas de artistas como Vitor Ramil, que é o pioneiro de um tipo sonoro chamado “Estética do Frio”. É uma música híbrida, com tonalidades influenciadas por milongas, tangos e outros ritmos do Cone Sul, e, ainda assim, muito brasileira. Em “3”, ainda que venha produzida por Ian Ramil, outro membro da família talentosa de gaúchos musicais, Juliana abre um pouco o seu horizonte geográfico e oferece um disco mais universal, com inflexões que têm um pouco de jazz, um pouco de pop e muito da elegância própria de sua tradição como intérprete e compositora. O resultado é um disco belo, coeso e cheio de belezuras. As canções e o conceito de “3” surgiram na ponte aérea entre Curitiba e Porto Alegre. Ele é um reflexo do desafio da curitibana em experimentar vertentes musicais distintas para pensar as próprias produções, o que resultou nas colaborações com gente tão distinta como Estrela Leminski, Rodrigo Lemos – o “Lemoskine”, o próprio produtor, Ian Ramil, Zelito e Guilherme Ceron, além de Pedro Luís e o sensacional Airto Moreira. Das onze canções do álbum, três já haviam sido lançadas: “Andorinhas”, “Cores do Fogo” e “Três”. Cores do Fogo é a faixa que abre um trabalho que transita entre a world music, minimalismo e urbano, tudo com muita delicadeza e detalhes. A letra fala sobre incêndios, entre eles, o do Museu Nacional, ocorrido no Rio, há três anos... Leia mais no Célula Pop

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A Olivia - Output (2020)...




Hoje trago pra vocês mais uma resenha de um álbum ou melhor um EP novinho, recém saído do forno. Hoje temos por aqui a banda A Olívia e seu EP "Output". A Olívia é uma banda de rock alternativo de São Paulo com influências que vão da música popular ao punk. O som de seu mais recente trabalho tem influências que vão desde Paralamas e Titãs, até Arctic Monkeys, The Clash e The Cure. O EP é composto de cinco faixas + um mini-podcast em que os músicos analisam o processo criativo do compacto, que é a primeira parte de dois. O trabalho sucede o álbum de estreia, "Jardineiros de Concreto" (2017), que foi produzido pelo ganhador do Grammy Latino, Rodrigo de Castro Lopes, e por Raphael Mancini. A banda é formada por Luis Vidal (voz e guitarra base), Mateus Albino (guitarra solo), Murilo Fedele (bateria) e Pedro Lauletta (teclado e percussão). Além das composições, a banda também exerce a sua criatividade no podcast “O Q Da Música”, em videoclipes, videopoemas, esquetes e experimentações lo-fi nas redes sociais e no YouTube. Concebido, gravado, mixado e masterizado durante a quarentena e à distância, o trabalho marca uma fase experimental da banda... Leia mais no Hey Im With The Band

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Leonel - Leonel EP (2020)...




Leonel é o primeiro EP do compositor e artista de mesmo nome, que a partir de 2018, de maneira inesperada (longa história), começou a desenvolver um projeto que mistura a sonoridade da bossa nova e do samba, com elementos variados da música dos 60, 70 e 80. Junto disso, a vontade de falar das incompatibilidades, rejeições e idealizações da vida, que são tópicos muito fortes na contemporaneidade. Gravado sob as condições de isolamento, à distância e em dois Home studios diferentes, o EP foi produzido num período de 04 meses e foi concebido de maneira longa e estudada. A produção, que incluiu também Silvio de Carvalho (tabuleiro musiquim), trouxe uma grande intensidade de influências, que se expressam desde a batida da bossa no violão e o suingue do samba, ao teclado dos anos 80, as harmonias vocais e os solos de guitarra “bluezeiros”, criando uma variedade sonora que é característica do EP...

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Wagner Almeida - Campeão da Avenida (2020)...




“Com diferentes momentos, as nove músicas presentes no lançamento formam um retrato da carreira musical de Wagner Almeida até agora, que perpassam por canções voz e violão, ritmos mais acelerados e singelos em baladinhas-pop, guitarras distorcidas com influência de shoegaze e experimentações em música ambiente. O que se mantém são as letras íntimas e cruas, que falam sobre suas mais recentes experiências e relações pessoais, às vezes de forma leve e nostálgica e às vezes com reflexões mais profundas e desesperançosas”: é assim que o disco é descrito oficialmente. Com razão, claro. Mas o ouvinte tem a sensação que o sucessor de “Domingo À Noite” (de 2019, clique aqui pra ouvir) é um disco basicamente “calmo”, contemplativo do “ócio”, do “observar o tempo passar”. Há mesmo as “guitarras distorcidas” em “Frank Ocean”, a abertura, e “Piloto Automático”, o encerramento, mas o que dá o tom são faixas como “Acordar” e “Afogar”, um Real Estate com delicioso sotaque brasileiro... Leia Mais no Floga-se

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Tiê - Kudra (2020)...




A cantora Tiê liberou nas plataformas digitais o novo disco “Kudra”, nesta sexta-feira. O trabalho foi criado durante o período de quarentena por causa da pandemia do coronavírus. “Kudra” conta com a participação especial de Filipe Catto e também da filha caçula da artista, Amora. No total, são seis faixas, que foram criadas no estúdio Rosa Flamingo, com produção musical de André Whoong, Gianni Salles, Flávio Juliano e Adriano Cintra. A direção de arte ficou por conta de Rita Wainer, fotografia de Rodolfo Magalhães, styling de Carol Roquete e arte de Ana Ariette... Leia Mais no BR Nação da Música

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Lessa Gustavo - Prilimbrilimprilimbrilin (2020)...




Descobri agora esse EP curtinho de 8 minutos do Lessa Gustavo que saiu semana passada. Recomendo demais pra quem curte um som com arranjos e flow fora do comum com aquele charme surrealista feito em casa... VIA Bleep 

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domingo, 22 de novembro de 2020

Borealis - Siemensdream (2020)...





“SIEMENSDREAM” é o quarto álbum do Borealis, projeto de música eletrônica instrumental ruidosa comandado por Marco Antonio Barbosa. O trabalho reúne oito faixas inéditas e o single “Tele-Funk-En”, lançado em julho último, e exterioriza uma paixão duradoura pela música alemã pós-1945 – das experiências de Stockhausen às mais recentes produções de techno minimal, passando por nomes como Kraftwerk, Can, Neu! e Faust. A influência musical se uniu às experiências vividas durante uma estadia em Berlim, em 2017, durante a qual a ideia de “SIEMENSDREAM” se cristalizou. Uma viagem eletrônica por uma Alemanha imaginária/imaginada/real, evocando tecnologia, Muro de Berlim, Guerra Fria, noitadas underground e autobahns sem fim. Como título, um trocadilho unindo dois ícones: um da indústria eletrônica, outro do rock dos anos 1990. Toda a jornada está resumida em “Traum”, a segunda faixa do LP: os drones, o ritmo robótico, os loops, os synths analógicos. Mas tem mais. “Tele-Funk-En”, uma excursão pelo electrofunk já lançada como single, serviu de cartão de visitas de um Borealis mais dançante e impulsionado pelos beats. É a mesma pegada de “Nichtclubbing”, lotada de samples marotos para aquecer uma pista de dança berlinense imaginária. Já em “Zentropa”, o que marca o ritmo é o som das rodas de um trem. O ritmo motorik volta a se manifestar em “Berliner”, e “New!”; influências pós-punk dominam “Hit”, a mais pesada do álbum; e uma vinheta (“Endless… …Endless”) dividida em duas partes abre e fecha o trabalho, em mais uma referência kratftwerkiana... Leia mais no Scream Yell

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sábado, 21 de novembro de 2020

Gaax - Naturalidade (2020)...



Download: Naturalidade (2020).zip (ou vá no bandcamp do TNR acima)

GAAX (RJ) é a banda de um homem só de Felipe Oliveira, metalúrgico de 28 anos, mostra em Naturalidade que seus sons internos são criados e amplificados através de encontros, da intensidade do trabalho de muitas mãos. Foi percorrendo o trajeto da Baixada Fluminense para o Escritório do selo Transfusão Noise Records, no centro do Rio de Janeiro, que se construiu o disco entre amigos que há longos anos dividem os mesmos caminhos. Em seu quarto álbum, o músico faz um balanço, tira de dentro de si sentimentos guardados, soma com algumas sobras de outros discos e traça algo novo, regado a lo-fi e experimentalismo. “Quando surgiu a ideia de materializar minhas composições, nasceu junto um diário de reflexões, acontecimentos, vivências e um processo de auto conhecimento amplo, em que tudo que vivo e sinto, com os pés no chão e consciente, se manifesta em música”, conta Felipe... Leia Mais no Rarozine

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Ebony - Condessa (2020)...




No último dia 21 de julho, Ebony soltou nas plataformas de streaming seu aguardado primeiro trabalho completo. O EP “Condessa” ganhou vida com seis faixas inéditas em pouco mais de 14 minutos. Antes desse projeto a carioca apenas havia soltado singles avulsos e tinha feito participações especiais em trabalhos de outros artistas. O registro conta com participação especial do Yunk Vino, em “Disco”, e do Sidoka, em “Flat” e tem na produção principal o seu companheiro de longa data AJ Wav (o AJ no Beat). Conceito do EP Como qualquer artista, Ebony pretende com esse projeto mostrar sua perspectiva sobre as coisas, sua versão da história, principalmente depois que ela conseguiu um nome na cena do rap/trap nacional. A carioca da baixada fluminense fala que esse EP é sobre “ uma garota normal, passando por coisas normais”. A referência da capa e do nome são muito pessoais para artista. Condessa remete a coisas delicadas — mesmo a própria não se considerando delicada. Mas, é sobre uma mulher preta no Brasil poder se enxergar nesse lugar de poder. Te dou dois segundos, pense numa condessa… pensou? Qual a imagem veio na sua cabeça? Qual o fenótipo dela? Então, é sobre construção de novos imaginários... Continue lendo no Medium

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Arthuri - Esses dias (2020)...




O artista potiguar Arthuri, em meio a pandemia produzindo uns sons esses dias direto de sua morada...

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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Flavio Barossi - Agoraoculto (2020)...




Poeta, músico e compositor, o paulistano Flavio Barossi compôs dezenas, talvez centenas de músicas, durante 20 anos no mais completo anonimato. Os textos e canções ficavam restritos aos amigos e familiares. Mas agora, com 32 anos de idade, Flavio divulga para o mundo o primeiro trabalho da carreira, “agoraoculto” (2020), que conta com oito faixas compostas entre os anos de 2000, quando ele tinha apenas 12 anos, e 2018, quando começou a trabalhar o disco em estúdio, já com 30 anos de idade. As músicas transitam por curvas suaves e sobrevoam partes da história de Flavio, como a despedida do pai, na faixa título, ou o término com a primeira namorada, ainda adolescente, em “Sem Rancor”. Mas o artista também traz a metalinguagem, críticas ao mundo digital e político, poesias e homenagens ao álbum. A vivência que teve no sítio da família durante a vida toda foi importante para o rapaz de São Paulo (SP) enxergar a área urbana com uma sensibilidade diferente. Da mesma forma, o olhar do menino acostumado com a terra, os animais e a natureza deu uma percepção de mundo singular a Flavio. São com esses olhares e percepções que Flavio faz uma mistura pouco comum de influências: Noel Rosa, Tom Jobim, Led Zeppelin, Pena Branca & Xavantinho, Cat Power, Lô Borges, Radiohead, Caetano Veloso, Sebastian Bach, Los Hermanos e Joy Division... Leia no Scream Yell

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Pessoas Estranhas - Pessoas Estranhas (2020)...





Ter a oportunidade de conhecer uma banda ao vivo antes de dar o play é para poucos. A experiência é bastante singular e em alguns casos pode ser até mesmo transcendental. Ainda mais se a proposta for livre, sensorial e reverberante como é o caso do som do duo paulista Pessoas Estranhas. Hoje eles apresentam o álbum de estreia que leva logo o nome da banda, algo que particularmente é intrigante. Muito por conta da responsabilidade que isso impõe mas que por outro lado pode servir como um belo de um cartão de visitas. Aliás, o Pessoas se impõe desde que sobe ao palco, na primeira música você fica tentando entender o que verá, na segunda vai sentindo o groove, e na terceira, começa a fazer passinhos. Talvez seja essa a verdadeira magia da música, conseguir surpreender e trazer uma nova audiência para junto de si a cada apresentação. A cada viagem sonora e sequência de acordes treinada até o esgotamento físico e mental. Cada tentativa de impactar seja por uma mensagem ou por uma linha frenética que gruda na cabeça... Leia mais no Hits Perdidos

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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Rodrigo Novo - Sitio (2020)...



Download: Sitio (2020).rar

Alguns lugares possuem a habilidade de nos levar para longe e, ao mesmo tempo, nos trazer mais perto de nós mesmos do que nunca. Lugares estes que podem ser físicos, mentais, e até sonoros, e é através dessa teletransportação tripla que o artista Rodrigo Novo se apresenta com seu primeiro disco, Sítio. Apesar do que alguns já possam imaginar, o título do projeto, que surgiu, segundo Novo em entrevista ao Mad Sound, em um momento de descontração noturno ao lado de companheiros que o ajudariam a transformar o álbum em realidade no primeiro final de semana da gravação do álbum em um sítio no interior do Espírito Santo, não só se relaciona com o sentido rural da palavra, e sim com o sítio “em termos de lugar, aonde se encontra alguma coisa, ou alguém,” ele revela... Leia Mais no Mad Sounds

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GA Setubal - VIA (2020)...




Download: VIA (2020).rar

Em “Via” você começa no espaço e termina apaixonado pelas tonalidades que apresentam uma “música brasileira raiz-modernizada” com viagens de synths e mensagens cruas de um compositor que se entrega para a sua canção. “Via” chega. Chega de uma viagem em espiral, pega pela mão e leva a gente de volta por aquele caminho de onde veio. A partir daí é uma jornada sonora e sensorial, afinal é impossível não ouvir cada uma das canções sem criar paisagens em nossa cabeça, e pode ter certeza que cada uma será mais louca que a outra. Ga Setubal conduziu tudo de forma formidável. Os fluxos ressoantes nos colocam em um lugar um pouco vulnerável, pois nunca sabemos bem o que algumas experimentações podem nos causar. Mas fique tranquilo, com o tempo você já estará contemplado por tudo o que estiver ouvindo, seja os acordes da guitarra, as notas do piano ou o estampido do sintetizador... Continue Lendo no Polvo Manco

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Condor - Respire (2020)...




O primeiro EP do grupo pernambucano Condor nasce no ano em que mudanças sociais causam uma aflição em todos os seres e a saudade se torna um sentimento tão comum que chega a assustar. Entre ritmos e poesias que despertam o que há de mais humano em nós, Respire é um apelo, um consolo e uma turbulência que agita os ouvidos, dói na cabeça e acalenta o coração. O trabalho de estreia do quarteto composto por Chant, Simbá Obi, José de Sá e Luiz Aquino carrega inúmeras referências musicais: Don L, Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado, Milton Nascimento. Porém, a mais forte delas está no chão pisado e bem ritmado do sertão de Pernambuco: o Samba de Coco Raízes de Arcoverde. “Eu costumo dizer que o Condor é um voo livre nas profundezas aéreas. As nossas referências musicais atravessam o nosso trabalho de forma inconsciente e move a forma que a gente faz a nossa música. Escutamos coisas diferentes e no momento que vamos criar tudo isso influencia”, afirma José de Sá... Leia mais no site da Gruvi

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