terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Ana K - Tudo Pra Mim (2020)...




“Tudo Pra Mim” é o primeiro EP de Ana K, e não poderia ter um nome mais apropriado. Apesar de ter apenas 24 anos de idade, a nova artista do Inbraza, selo da Som Livre em parceria com a Liga Entretenimento e sob a chancela dos Dogz – Ruxell, Pablo Bisco e Sérgio Santos –, mostra a que veio com  sua voz marcante e apresenta todo o potencial para se tornar a próxima diva da cena pop. O projeto chega ainda com o clipe da faixa homônima – e não deixa dúvidas: Ana K quer o mundo, e tem tudo para conquistá-lo... Leia mais no Siter G

 

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Marcus Alves - Queda pra Cima (2020)...




Groove, Rap Chill, Funk, Samba, Jazz e Soul, tudo junto e misturado. É essa a proposta sonora do rapper sorocabano Marcus Alves que lança hoje em Premiere no Hits Perdidos seu novo videoclipe. A faixa em questão é “Queda Para Cima”, canção que discorre sobre o equilíbrio da vida, os altos e baixos e o senso de sobrevivência. A inspiração vem sobre as situações e experiências vivenciadas ao longo da vida. De origem humilde, sua vida nunca foi fácil e isso deixou marcas nos mais diversos campos da vida. Mas você saberá mais em entrevista exclusiva para o Hits... Leia o papo no Hits Perdidos

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Jupiterian - Protosapien (2020)...





A banda JUPITERIAN é um daqueles raros casos em que um projeto, a principio despretensioso e descompromissado que de forma inesperada e sem o menor aviso chama a atenção e cresce de maneira meteórica. Formada no ano de 2013 a banda já apresentou ao mundo os fantásticos álbuns “Aphotic” de 2015 e “Terraforming” de 2017  e chega agora ao seu terceiro opus, o colossal “Protosapien” que será lançado no próximo dia 11 de setembro pela “Transcending Obscurity Records”. A fórmula utilizada nos álbuns anteriores permanece, mas aqui o Atmospheric Sludge/Doom Metal carregado de distorção alucinante, peso avassalador e altas doses de caos executado pela banda ganha ares de perfeição; a produção conseguiu trazer toda a qualidade necessária a se apreender os pequenos detalhes no instrumental e ainda assim manter o clima claustrofóbico das composições... Continue lendo no Lucifer Rising
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Midian Nascimento - Barulho (2020)...




Midian Nascimento é uma cantora de Pernambuco. "Barulho" foi lançado pelo Coletivo Candieiro...

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domingo, 24 de janeiro de 2021

a casa mais estranha não tem número - melodias de gaveta (2020)...




Download: melodias de gaveta (2020).zip (ou vá nos bandcamps acima)

Formada pelo músicos Eduardo de Andrade e Matheus Roque, A Casa Mais Estranha Não Tem Número é um projeto de indie/lo-fi do Rio de Janeiro que acaba de ter o segundo álbum lançado pelo selo Malacabada. Intitulado Melodias de Gaveta (2020), o registro de 14 faixas passeia em meio a criações psicodélicas e instantes de breve experimentação que dialogam diretamente com a atmosfera caseira proposta no título da obra. São guitarras, ruídos e vozes submersas, tratamento que se reflete até a releitura de True Love Will Find You in The End, de Daniel Johnston... Leia Mais no Miojo Indie

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sábado, 23 de janeiro de 2021

Kakubo - Emotional Crime Scenes (2019)...



Download: Emotional Crime Scenes (2019).zip (ou vá no bandcamp acima)

Kakubo é uma produtora de São Paulo, em 2019 ela lançou esse baita trabalho chamado "Emotional Crime Scene" pelo incrivel selo Meia Vida. Saca ai...

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Silva - Cinco (2020)...



Download: Cinco (2020).rar

Considerando todas suas produções, Cinco é o décimo álbum da não tão velha carreira de Lúcio Silva de Souza, o Silva, que iniciou sua discografia em 2012. Esse número engloba discos gravados em captações de shows e turnês, como o extenso Silva canta Marisa (ao Vivo), que conta com mais de 20 músicas do cancioneiro de Marisa Monte. No entanto, esse número de discos diz mais sobre a indústria fonográfica, que muitas vezes, em detrimento da qualidade, opta pela quantidade, do que sobre ele. Como o próprio cantor declarou, o nome do álbum se origina de um número que se mostra presente em vários aspectos de sua vida. É o número de letras em seu nome e no nome de seu irmão – Lucas Silva, que é extremamente presente na carreira de Lúcio, atuando muitas vezes como seu compositor e produtor -, é o número de vezes que se apaixonou e também o número de vezes que foi a Salvador no ano passado, lugar que claramente tem influência na composição do álbum. Mas, indo além disso, o título dado ao projeto é também uma escolha que destaca suas obras exclusivamente autorais, visto que esse disco é o quinto lançado pelo artista a se encaixar nessa categoria... Leia mais no Quinquilharia

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Andre L. R. Mendes - Manda Notícias (2020)...





Veterano da cena musical baiana, andre L.R. mendes segue em alta produção há alguns anos. Foram sete álbuns desde 2011 até o mais recente, ‘Manda Notícias’, lançado em 2020. Isso sem contar sua ex-banda Maria Bacana, que surgiu em 1997 com um excelente trabalho e voltou rapidamente em 2018 com um segundo disco. Em todos esses trabalhos, andre tem como característica a capacidade de criar canções sobre o cotidiano, amores e dissabores com grande competência. Lançado no ano passado de forma totalmente independente e com o músico responsável por tudo do disco, composição, produção, instrumentos e voz, além de fazer os próprios clipes, ‘Manda Notícias’ é dos mais sólidos discos do artista. É sobre o álbum, seu processo de criação e produção, além de uma visão de como é lançar um disco em tempos de streaming que ele fala nessa entrevista exclusiva... Leia no El Cabong

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KASMÜRRO - Ainda estou vivo (2020)...




Kasmurro. Indivíduo teimoso, cabeça dura. Banda oriunda de uma cidade caótica, seguindo o fluxo natural de pensamento destila toda a sonoridade influenciada por uma percepção peculiar dos nossos arredores. Nosso som é Rock e nossas letras originam-se das ruas, fervendo com um calor do cão e de pessoas em transe. A banda recentemente, lançou um EP "ainda estou vivo" disponível em todas as plataformas digitais...

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Numa - Inferno Verde (2020)...




O Brasil é um país muito rico em diversos sentidos. Mas todos sabem que toda essa riqueza material e imaterial tem sido eliminada, destruída, executada por quem não tem nenhum amor pela pátria, e sim pelo dinheiro. É por esse e diversos outros motivos que a NUMA trata em “Inferno verde” questões não bem digeridas por uma minoria que está no poder: racismo, liberdade de gênero, homofobia, genocídio indígena, ditadura da beleza, destruição da Amazônia e o machismo presente no mercado da música, incluindo o rap. “Eu gosto muito desse país, principalmente em relação às músicas… músicas que eu gosto muito, músicas que eu sampleei, músicas que têm a ver com a minha história ou momentos, como no caso da ‘Renda’, que é o sampler de uma música escrita pelo Lampião… que tem a ver com a minha origem, do meu pai que é nordestino e também uma homenagem a minha mãe”, diz ela. “A ideia é mostrar o que é o Brasil pra mim: um inferno que é extremamente rico, com pessoas maravilhosas, mas que infelizmente tem uma ‘autoxenofobia’ muito foda. É um país que cultua muita a beleza, a vaidade… e que destrói os povos indígenas, que são os verdadeiros brasileiros”... Leia mais no Rapresentando

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Mar Di Fuego - Mar Di Fuego Vol II (2020)...



Mar di Fuego é um projeto que nasce em João Pessoa, Paraíba, terra de águas quentes e prolíficas, onde o elemento fogo permeia as relações e a criatividade da galera. No vocal, Maria Ferraz que compôs as músicas e assina a direção artística deste que é seu primeiro trabalho musical. Para mergulhar com ela, convidou Amaro Mann e juntos elaboraram 9 faixas que estão sendo lançadas em 3 Volumes. Mar di Fuego inaugura sua trajetória com um Pop Chapado cheio de balanço. As letras falam de empatia, de amor, empoderamento, do uso recreativo da cannabis e da Paixão pela vida. O VOL. II foi lançado ontem, 12/10/20 com 3 músicas: Clandestinamente, Amor Meu e Arrebatador. Maria Ferraz começou a cantar por volta dos 9 anos quando entrou para o coral de sua cidade, Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro... Leia Mais no Radio Armazém

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Matheus de Bezerra - Tropikal (2020)...




Do berço musical recifense, Matheus de Bezerra traz em suas obras processos de cura, com uma estética calma e complexa ao mesmo tempo, carrega em suas canções planetas de sentimentos criados pela vivência e interpretação de mundo do artista...

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Dormente - Parestesia (2020)...





Parestesia’ é o primeiro disco de Victor Fortes, agora na Banda Dormente, lançado pelo selo Lastro Musical e que será lançado nesta sexta-feira (16). Vem misturado de elementos do pop, ritmos tribais, sci-fi e sintetizadores que formam um som criativo para mostrar ao mundo suas angústias pessoais e críticas ao sistema político, social e econômico. Inicialmente, Fortes teve inspirações de Prodigy e Boards of Canada e, posteriormente, MGMT, Tame Impala, Gum e Pond. Após passar por inúmeras bandas desde o início de sua carreira, em 2013, Victor construiu o álbum ‘Parestesia’ de forma espontânea e, sobretudo, intensa, traduzindo todos os seus sentimentos ao longo de dez faixas. Ítalo Riber, amigo, diretor musical e integrante da Banda Dormente também, conseguiu lapidar junto com Victor o formato psicodélico, dançante e ímpar do projeto... Leia Mais no Diário de Sorocaba

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Naaxtro - Formigaz Sessions Vol. 01 (2020)...



Com uma formação que atua junto há cerca de uma década, o quinteto Naaxtro lança seu novo registro, Formigaz Sessions. Focado na criação espontânea e coletiva, desenvolve sua sonoridade com perceptíveis elementos de jazz contemporâneo (algo do melhor electric jazz setentista pode ser detectável também), alguma experimentação ligada ao instrumental brasileiro e certa liberdade free jazzística aqui e ali. Formado por Leandro Archela (teclados, sintetizadores), Daniel Gralha (trompete), Cuca Ferreira (sax barítono), Iládio Davanse (baixo elétrico) e Cacá Amaral (bateria), o quinteto registra temas de forte colorido, sendo "Lamento das Rochas - Parte 1" o que traz os melhores resultados do conjunto, com o sax mais furioso ao fundo, a bateria fraturada e a linha do trompete atravessando o espaço (destaque para o belo solo de Gralha).,, Leia mais no Free Form Free Jazz

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Pedro Mendes Brasileiro - Escute Aqui (2020)...




Acendia um alerta do “zap” como outro qualquer e fui lá conferir. O amigo cultural Rodrigo Bico me chamando pro papo, eu dei o “cabimento” e ele diz: – estou conversando aqui com Pedro Mendes e a gente queria ver a possibilidade do Dosol trabalhar no novo álbum dele. Fingi que estava tudo bem, fiz a “egípcia”, mas por dentro o coração bateu forte. Pedro Mendes participa da minha primeira memória afetiva da música em Natal, primeira pessoa que reconheci como artista potiguar quando meus pais escolheram Natal para morar em 89. Alto, estiloso, boêmio e poderoso com a voz e o violão em punho. Era o que chamávamos de ARTISTA. Isso se confirmava quando o via em ação, já defendendo músicas próprias e interpretando gente da sua geração, quase sempre pretos que nem ele, mostrando o Nordeste do reggae, samba-reggae e MPB de acordo com cada ocasião. Quando abri os primeiros arquivos de “Escute Aqui”, senti o peso da sua longa jornada toda ali... Leia mais no Papo Cultural

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domingo, 17 de janeiro de 2021

Brasileiro Garantido - Minipizzas (2021)...



Download: Minipizzas (2021).zip (ou vá no bandcamp acima)

5 faixas em estilo "musica que se marca no três" para aqueles que se incomodam em ser visto como minipizzas quando na verdade sao pedaços de queijo, da mesma forma em que 152 bpm se incomoda em ser visto como 76 bpm quando na verdade são eles relativamente a mesma coisa.

Brasileiro Garantido é mais um dos projetos do carioca Gabriel Guerra, o Guerrinha...

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sábado, 16 de janeiro de 2021

Férias da Desgraça - Episódio #07: Floripa (SC)...


 Mais de dois anos depois de partir pro nordeste pra acompanhar a banda Desgraça finalmente consegui concluir o último episódio da série. Por se tratar de Floripa, onde estudei, tenho amigos, tenho banda, e o que aconteceu lá no final de semana do show da Desgraça foi um episódio muito pessoal ao mesmo tempo se tornava muito político.

Eu estava produzindo o show de Floripa também, e vim de SP dps do trabalho na sexta-feira pra ensaiar pelo menos UMA vez com a COISA HORROROSA (minha banda), que nunca tinha tocado com aquela formação. O show foi no sábado e foi ótimo, deu tudo certo. Ainda fomos pra casa do Cudo jogar FIFA e beber até as 6 da manhã. Foi como se fosse o último dia de inocência.

O que aconteceu no domingo no centro de Floripa foi lindo ao mesmo tempo que foi trágico. Uma região que dois anos atrás poucas pessoas se atreviam a andar no domingo, em qualquer horário do dia, estava tomada de pessoas buscando arte e cultura, indo nos shows que aconteciam de graça naquela tarde como o show do Vitor Brauer na calçada, ou do Francisco El Hombre no estacionamento da escola Antonieta de Barros. Durante o dia todos circulavam entre os bares e atrações culturais e o movimento entrou noite adentro quando começou o show do Carolino, no Taliesyn, mesmo que bar que havíamos tocado na noite passada. Eu não estava mais lá nessa hora, sai logo após o show do Vitor rumo ao aeroporto, mas o relato é que a polícia invadiu o local mandando parar o som, bem antes do horário estipulado pelo alvará. Até aí tudo bem, o Taliesyn já fechou tantas outras vezes, era só mais uma batida policial acabando com a noite. À medida que a galera foi saindo do bar, ainda com as cervejas que tinham comprado, foram ficando ali pela frente, conversando, cantando, afinal tinha sido um dia de festa para maioria ali e não eram nem onze horas. Formou uma roda de samba que começou a cantar “Apesar de Você” na cara dos policiais que tinham acabado de expulsar todo mundo do bar. Tamanha afronta foi demais para  as forças de segurança do estado, pois diante de forte emoção imposta por uma velha canção, um deles gritou “Aqui é Bolsonaro” e sentou o dedo na bala de borracha pra cima de dois músicos que passavam o final de semana em Floripa além de cassetadas em quem estivesse por perto.

O movimento de rua foi crescendo naquela região durante próximos meses. As contagens vão de 2000 a 5000 pessoas por noite. Em julho quando produzi um outro show lá vi que o movimento tinha crescido muito em poucos meses e a região ganhava um baile funk que às vezes ia de quinta a domingo. Enquanto as pessoas que frequentavam a região do centro histórico eram majoritariamente universitárias e brancas, tinha tido só aquele episódio de violência policial em janeiro. Não preciso nem falar que depois que começou a ter baile funk começou a ter polícia todo dia. Os bailes de rua em Floripa eram e ainda são reprimidos frequentemente, não importa onde aconteçam, na UFSC, em São José, no Mocotó. Quem curtia funk e curtia baile tinha achado uma opção de lazer no baile do Madalena, que como muitos outros infelizmente não durou muito.

A meia noite em uma noite de agosto cães, cavalaria, balas de borracha, gás e cassetetes foram utilizados para limpar a área no primeiro dia do toque de recolher, que foi imposto principalmente para acabar com o baile. Dito e feito. Aquelas imagens da polícia barbarizando meus amigos e amigas nas ruas que eu mais fui feliz na vida me cortaram o coração. E foi dessa dor que veio a demora de fazer esse episódio. Eu sabia que ia ter que falar dessa situação um pouco e pelo menos explicar o que aconteceu comigo, no entanto esse lance de viagem, turnê e shows são aquelas boas memórias que mantém a gente sonhando durante esse período de pandemia. Eu tive um tipo de resistência em manchar essas boas lembranças de som, amizade, noite, arte, com a história do Brasil que tava acontecendo ali diante dos meus olhos, PM se sentindo autorizado a arrepiar qualquer um por qualquer motivo gritando o nome do Bolsonaro ao mesmo tempo que tentava contar o finalzinho de uma história sobre músicas e bandas independentes etc.

Enfim tá entregue, esse episódio não tem muito de Desgraça, é mais sobre a minha banda mesmo e sobre a minha cidade. Espero que gostem. Até a próxima!

Stefano Maccarini


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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Tetriz - Bonus Stage (2021)...


 Ouça

Download: Bonus Stage (2021).rar

Um dos projetos de maior excelência do hip hop nacional, um super trio reunindo Ramiro Mart, Matéria Prima e Goribeatzz, acaba de lançar o EP Bonus Stage (2020). Após o Primeira Fase (2017) e o Segunda Fase (2018), somos levados a outro nível, aqui concebido não meramente como uma evolução mas como processo, construção de um outro espaço. O Tetriz traz no seu nome uma certa concepção de jogo, partindo da ideia/conceito daquele joguinho que na verdade é um quebra cabeça, onde o objetivo maior é juntar as peças. Ao fazer esse movimento, o jogador cria blocos ou linhas que vão abrindo mais espaço, e quanto menos se for capaz de juntar peças com encaixes perfeitos maiores os obstáculos. O jogo chega ao fim quando todo o espaço é tomado por encaixes mal feitos e não há espaço para peças novas... Leia mais no Oganpazan

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Vovô Bebê - Lixas Vários Tipos (2020)...




 Briga de Família (2020) ainda nem esfriou e Pedro Dias Carneiro, o Vovô Bebê, está de volta com um novo trabalho de estúdio. Intitulado Lixas Vários Tipos (2020), o quarto e mais recente registro de inéditas do cantor, compositor e produtor carioca segue exatamente de onde o músico fluminense parou há poucos meses. São canções que transitam por diferentes ritmos de forma sempre irregular, torta, tratamento que se reflete tão logo o álbum tem início, na já conhecida Bolha, apresentada há poucos dias, e segue até a delirante música de encerramento, Um. Para a realização do disco, gravado entre abril e agosto deste ano, Vovô Bebê contou com a colaboração de diferentes músicos. É o caso de Ana Frango Elétrico (guitarra, voz), Biel Basile (bateria), Gabriel Ventura (guitarras), Marcelo Callado (bateria), Chico Neves (sintetizadores) e Irmão Victor (saxofone)... Leia mais no Miojo Indie

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Rua do Absurdo - Queda (2020)...




Quando maratonamos uma série, instauramos outra temporalidade. Assistimos meia dúzia de episódios em modo contínuo, no fluxo. As horas avançam e em certos momentos até percebemos isso — quando o sol se vai e somos levados a acender a luz, por exemplo —, mas ao final da maratona não nos sentimos cansados. “Nem senti o tempo passar”, descobrimos, com certa felicidade. A cineasta Chantal Akerman orientava-se pelo princípio oposto. “Eu quero que as pessoas sintam o tempo passar”, dizia ela. A sensação de claustrofobia e a névoa de estresse opressivo que pairam durante as 3 horas e 45 minutos do filme Jeanne Dielman (1975), por exemplo, parecem durar e nos cansar muito mais do que quatro horas de episódios de uma série da Netflix precisamente para nos fazer sentir o peso do tempo. Queda, o terceiro álbum da banda pernambucana Rua, materializa o peso do tempo em um contexto de crítica à modernidade. O tempo se arrasta lenta e pesadamente, como uma expressão psicológica da catástrofe promovida pela modernidade e seu extermínio sistemático de outras possibilidades de vida. Há anos ouvimos falar sobre o aquecimento global, vemos reportagens na televisão sobre a elevação do nível dos oceanos e o extermínio de povos indígenas e da população negra. Ainda assim, todos são apresentados como problemas abstratos, quase como uma condição hipotética a se confirmar ou não como ameaça em um futuro distante — e não fossem emergências do agora. Como observou Mark Fisher, as catástrofes sócio-ambientais e psicológicas provocadas pelo neoliberalismo não são nem iminentes e tampouco já aconteceram. Ao invés disso, estão sendo vividas. Nas músicas de Queda, a experiência agonizante do tempo é o retrato desse acontecimento presente... Leia a entrevista no Volume Morto

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