quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Arthus Foschi, Sendeiros & Ziza Salles - Sendeiros (2021)...




Sendeiros, palavra aportuguesada do castelhano que significa trilhas, caminhos, foi a escolhida para nomear uma banda formada pelo músico latino brasileiro Arthus Fochi e alguns amigos no ano de 2007. Eles tinham como objetivo criar uma espécie de laboratório musical de ritmos latino-americanos. “Sendeiros era Pedro Pajé na bateria, Miguel Fortunato no baixo e violão 7 cordas, eu no violão / viola caipira e vocal, e Ziza Sales flauta transversal, pífano e vocais. A primeira formação também tinha Stella Maiques no violão, Thiago Amaral na flauta transversal e Fernando Pozzobon no violão. Éramos quatro violões, dentro de uma proposta de orquestra típica cisplatina de violões. Tocamos no circuito universitário do Rio de Janeiro, vários centros culturais e eventos de rua da cidade”, comenta Arthus Fochi... Continue Lendo no Ambrosia

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

suave - suave (2018)...




Primeiro álbum do projeto de samples, colagens e beats do artista paulistano Rés Cruzatto pela alcunha de suave...

 

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Guardiano - Lokomotiva (2021)




De Raul Seixas a Kings of Leon, tudo sob a reverência, inspiração e herança da viola caipira. Eis o universo estético que compõe Lokomotiva, álbum de estreia do músico Guardiano, lançado hoje. “Esse disco é um extrato da minha formação como artista”, conta ele, “o que eu ouvia quando criança, depois na minha juventude, até o que sou hoje. É um álbum que se apresenta. Com ele eu busco mostrar quem é Guardian. A calma de uma faixa como Colibri, a serenidade de uma canção como Aurora’ e também a malícia de Lokomotiva. É um disco que fala dessa sabedoria em contemplar uma calmaria, mas que também há de se aproveitar os momentos mais enérgicos. Nossa dualidade, essa coisa de ninguém ser 100% tudo ao mesmo tempo. Lokomotiva é um pouco sobre isso”... Leia mais no Música PavÊ

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Coral - Carne (2021)...



Download: Carne (2021).rar

 Em suas incursões sonoras, a cantora, compositora, poeta e musicista Coral tem experimentado ("e me deixado passear") por várias estéticas. "E, em todas elas, tentando imprimir aquilo no qual acredito poeticamente, politicamente, emocionalmente, espiritualmente", complementa ela que,  natural de Jequié, Bahia, está radicada em Belo Horizonte já há alguns anos. O processo é similar ao que Coral exercita todo dia, diante do espelho, quando troca de roupa, por exemplo. "Ou quando a minha corpa, sem que eu queira, também o faz. O violão está ali, que é de onde vim, mas tenho experimentado outras sonoridades - então, a minha música é uma MPB trans, digamos, como já disse Jean Wyllys", diz a artista, que adentra esta quinta-feira com algumas novidades a bordo... Leia mais no O Tempo

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Billy Brandão - O Bicho Tá Pegando (2021)...




 Single ‘Par ou ímpar’ apresenta o disco autoral gravado pelo músico carioca, requisitado por nomes como Erasmo Carlos e Frejat. ♪ Em cena desde os anos 1980, quando integrou as bandas Esquina do Pecado e Buana 4, o guitarrista e compositor carioca Billy Brandão apresenta o primeiro álbum solo, O bicho tá pegando, neste segundo semestre de 2021, com a tarimba de já ser músico respeitado e requisitado no universo pop roqueiro, tendo tocado em discos e shows de nomes como Erasmo Carlos e Roberto Frejat. Previsto para ser lançado entre agosto e setembro, em data ainda incerta, o álbum O bicho tá pegando reúne dez temas instrumentais, quase todos de autoria do artista. Um deles, Par ou ímpar, chega ao mundo digital na sexta-feira, 16 de julho, anunciando a existência do álbum, em cujo repertório Billy Brandão alinha composições como Acesso ao camarim e Pé de chumbo, além da música-título O bicho tá pegando... Continue Lendo no Página Zero

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domingo, 19 de setembro de 2021

RAMA - cenário (2021)...




Download: cenário (2021).zip (Se der erro, vá no bandcamp acima)

 RAMA brota do processo autoral de Fernando Moreira. Utilizando samples diversos, e loops a partir dos estudos de escala, surgem as inspirações iniciais, onde a bateria brota, e todo o resto vai florescendo em cima dos loops. O trabalho começou a ser produzido ainda em 2018, em um cenário pré- pandêmico, e fascista. Neste ano surge extra e peste. De lá para cá Fernando seguiu com sua produção autoral, sentindo que esse era o momento de montar este trabalho, fruto de acúmulos, estudos e vivências. Suas principais referências são o boombap e o lofi, com timbres de piano elétrico. A maior parte dos beats são compostos por teclado, piano elétrico, bateria e baixo. O primeiro EP do projeto é um lançamento da Noitinha Records, selo da produtora Carranca Sistema de Som.

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sábado, 18 de setembro de 2021

Jan Felipe - Banda Fina (2021)...





Download: Banda Fina (2021).zip (Ou vá no bandcamp acima)

 Um compilado de sons ao vivo do músico carioca Jan Felipe, de shows feitos entre 2009 e 2019...

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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Roseane Santos e Luciano Faccini - EP Livro VIVO (2021)...




Após inaugurar a trajetória solar de Livro Vivo com a canção Nos Últimos Graus, Roseane Santos, uma das vozes mais marcantes do cenário cultural curitibano, e o cantor, compositor e produtor Luciano Faccini estreiam a primeira parte completa da obra. Livro Vivo reunirá, ao todo, 3 capítulos com 4 canções cada – compostas por Luciano a partir de textos da artista e astróloga Faetusa Tirzah. O capítulo inaugural, ou EP Livro Livro, marca o início desse percurso poético. Ouça aqui. Livro Capa por Miro Spinelli e Cochilo Taquieta Os poemas, agora musicados, fazem parte de um vasto e contínuo trabalho que Faetusa tem realizado diariamente desde 2019. A proposta consiste em escrever um horóscopo a partir da leitura do céu de cada dia. De modo muito orgânico, Luciano começou a compor canções a partir destes textos e foi no encontro com Roseane que as músicas de fato amadureceram. “O céu do dia em forma de canção ficará eternizado. Coisa de poesia e canção”, reflete Roseane... Continue Lendo no Oganpazan

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Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo - Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo (2021)...





Um e-mail com foto colagem e a frase “Afinal, você acorda no Largo da Batata com uma bala Halls e precisa descobrir o que aconteceu. O que você faria?” e o link de um joguinho online em que você decide o fim da noitada. Essa foi a maneira instigante que a banda paulistana Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo encontrou para anunciar a data e o single de estreia do primeiro álbum. Na virada para 2019, Sophia Chablau encontrou Uma Enorme Perda de Tempo – ou foi o contrário. Nessa história, a ordem dos fatores não altera o resultado. A cantora e compositora paulistana, hoje com 21 anos, tinha um show marcado, só faltava uma banda que a acompanhasse e foi assim que Sophia Chablau (voz e guitarra), Téo Serson (baixo), Theo Ceccato (bateria) e Vicente Tassara (guitarra e teclados) começaram por acaso uma banda que, hoje, se mostra predestinada a estar junta. “A gente era uma banda que tinha tocado um show, a brisa era tocar Rock triste, meio absurdo. E isso era a ‘maior perda de tempo’, depois de uma aula de filosofia falando sobre o Adorno, isso fez sentido pra mim. Quando eu conheci os meninos, esses ensaios seriam esse espaço pra perda de tempo, ócio criativo, algo que é produtivo, mas improdutivo. Começou chamando Música do Esquecimento e depois Uma Enorme Perda de Tempo, depois dessa aula que eu tive”, conta Vicente, em entrevista exclusiva ao Monkeybuzz, que teve a presença entusiasmada dos quatro integrantes... Continue lendo na Monkeybuzz

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Luana Flores - Nordeste Futurista (2021)...




Sabe aqueles encontros maravilhosos que só poderiam acontecer graças aos algoritmos do YouTube?, pois o meu com o nordeste futurista de Luana Flores aconteceu dessa forma. Cheguei ao videoclipe de “Guerreira de Lança” como quem caia de paraquedas e de imediato a música me chamou a atenção: a mensagem, a estética do videoclipe, além desse resgate forte da cultura regional e do empoderamento feminino que Luana propõe. Em dois pulos já havia vasculhado seu canal no Youtube, ouvido alguns sons e fui vaguear pelo seu blog pessoal no Instagram. Realmente me interessei por aquela que se apresenta como beatmaker, DJ, percussionista, cantora e compositora e, sobretudo, uma mulher LGBTQIA+. Sentir o peso da complexidade de uma mulher nordestina atuando tão bravamente no cenário artístico e musical me deu uma alegria que só quem se vê representada sabe explicar. Parece que a arte de Luana conversou comigo... Continue Lendo na Revista Acrobata

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Julles - Interior (2021)...





Articulando indie e dream pop, o EP experimental “Interior”, da musicista e artista visual Julles, é um passeio nostálgico, melancólico e ruidoso por sonoridades e sensações. A primeira canção do álbum é instrumental, remetendo imediatamente à uma estética das trilhas sonoras de suspense, servindo como uma bela introdução para as quatro músicas seguintes. Em “Interior”, a artista reflete de forma sensível sobre amadurecimento, angústias e altos e baixos da vida. Além disso, chama atenção no trabalho a sonoridade lo-fi e a pluralidade de referências, como na canção “Anxiety?”, inspirada em Dancing Girls, de Farah. O EP foi lançado pelo selo pernambucano Life’s Too Short... Via Revista Gruvi

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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Samba de Saia - Nossa Identidade (2021)...




 Em quatro faixas, com direção e produção musical de Érica Silva, as mulheres cantam sobre as suas dores, forças, orgulhos e amores O quarteto curitibano Samba de Saia, formado por Cida Airam (voz), Maristela Ávila (teclas e escaleta), Halanna Águiar (percussão e voz) e Bruna Alcântara (percussão), lança no dia 27 de agosto o EP Nossa Identidade. Com produção e direção musical assinadas por Érica Silva, a obra tem por objetivo evidenciar a produção musical feminina no samba, demonstrando sua força, resistência e importância. “O Samba de Saia é um grupo composto por mulheres musicistas negras, mestiças, maduras, e nós sabemos os desafios que vivemos em nossa rotina e num cenário musical onde o machismo, o preconceito e a falta de respeito ainda prevalece. Não basta só cantar, tocar, compor ou arranjar bem…o mercado musical exige o sangue e as vísceras das mulheres da música”, explica Cida Airam. “A música é nossa ferramenta de luta e nossas vozes não serão silenciadas. Podemos falar dos temas que quisermos e cada uma de nós é plural e singular sendo o que somos.”... Continue Lendo no Boomerang Music

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MONOMOTOR ESTÉREO - SPACE DRONE - 2016 (2021 Remaster)...




Em algum lugar entre o passado e o pós-futuro, música eletrônica das cavernas em contexto digital. Monomotor Estéreo nasceu em 2015, tem a nave pilotada por Felipe Rodrigues (Signo 13 / Under The Ruins) e nesse projeto, as criações são realizadas em apps de smartphones, home estúdio, explorando synthetizadores e instrumentos acústicos. "Space Drone" é o álbum de estreia, lançado de maneira independente D.I.Y, em 2016, e relançado em 2021 com todas as tracks remasterizadas, mais duas faixas bônus. Nessa obra, as canções foram baseadas em experiências com substâncias sintéticas que proporcionam a expansão da consciência, uma catalogação de sons e temas sob uma melodia geométrica e experimental, conhecida também como música retrofuturista. A gravidade é zero, estamos em órbita, a bordo de um drone espacial.
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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Mais Uma - Bichos Noturnos (2021)...




Bichos Noturnos soa como uma festa noturna na floresta, acompanhada das mais diversas sonoridades. A Mais Uma, de Florianópolis SC, se iniciou em 2018 como uma banda de pop indie. Em 2019 lançou seu primeiro single, Espelho Quebrado. Após um ano, com a chegada da pandemia, desenvolveram inteiramente à distância seu primeiro disco, o QUERO QUERO QUERO QUERO, que foi lançado em agosto de 2020 e contém uma abordagem folk caseira com fortes inspirações em jazz. E em 2021, a Mais Uma lançou três singles para o seu novo disco, incluindo a dançante faixa de abertura Orvalho, com direito a um videoclipe colorido e cheio de vida. Bichos Noturnos é o segundo álbum da banda Mais Uma e foi gravado de forma caseira entre abril e julho de 2021. Durante suas 12 faixas o disco aborda os extremos do caseiro e do digital, trabalhando misturas entre folk, pop, dreampop e diversos outros gêneros. A penúltima faixa, A Metamorfose das Plantas, exemplifica bem o quão diverso o disco consegue ser, partindo de um dreampop sombrio que com o decorrer da faixa desabrocha até se fundir com o funk carioca numa verdadeira festa...

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Dramón & look ma! no wings - Pra Hoje: (2021)...





Produtores Renan Vasconcelos (Dramón) e Saulo von Seehausen (look ma! no wings) juntaram-se em torno do desafio de buscar na música um do outro o que achavam faltar em suas próprias. Os músicos e produtores Renan Vasconcelos (Dramón) e Saulo von Seehausen (look ma! no wings) lançam o EP conjunto e colaborativo 'pra hoje', com quatro músicas e uma intro que exploram texturas, beats e ambientações. O registro chega às plataformas de streaming pelo selo Figa Music. Todas as músicas nasceram basicamente de uma mesma dinâmica e à distância: Renan, em São Paulo, apresentava linhas e ideias dentro do universo Ambient, seja um loop, um trecho de texturas de guitarra e/ou sintetizador, e Saulo as levava para uma estrutura de canção. Em seguida, era a vez do toque de Saulo, em Petrópolis, no Rio de Janeiro... Leia mais no Turbinado

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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Fábio de Carvalho - Anjo Pornográfico (2021)...





Cinco anos após a apresentação de Sonho de Cachorro (2016), Fábio de Carvalho está de volta com um novo trabalho de estúdio. Intitulado Anjo Pornográfico (2021), o registro de nove faixas é o primeiro grande lançamento do músico desde a passagem por Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos (2019), último álbum da El Toro Fuerte. Com produção de Fernando Bones, parceiro de longa data do artista, o disco ainda conta com o suporte de Bruno Carlos (bateria), Fernando Bones (baixo), Marcus Vinícius Evaristo (guitarra) e Tiago Sales Gomes (guitarra), todos integrantes do Aldan. Entre ecos de artistas como Swans, Daughters e Jair Naves, o registro levou quase dois anos até ser finalizado. “Em 2019, começamos a fazer a pré-produção, coisa que nunca tinha acontecido antes nos meus discos solo. Foi uma oportunidade de ouvir e visualizar as músicas, repensar os arranjos no estúdio, e ter uma primeira versão daquela obra inteira diante de nós“, comentou o artista no texto de apresentação do trabalho. O lançamento de Anjo Pornográfico ficou por conta do recém-fundado Rubedo Discos, selo dedicado à música exploratória que conta com direção de Bones e Carvalho... Via Miojo Indie

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Vários Artistas - RAP NOS TRILHOS! Vol. 1 (2021)...




O Selo Parada 12 está lançando a coletânea “RAP NOS TRILHOS – Vol. 1”. Um projeto que conta com a participação de dez MCs que representam a nova cena do rap da região metropolitana de Porto Alegre. O álbum já está disponível nas plataformas de streaming. A produção musical, captação, mix e master ficaram por conta de DIO, a produção executiva é assinada por Rodner Ruivo e Wender Zanon e as artes são obra do quadrinista Erico Noronha. Os dez MCs foram selecionados através de um processo seletivo criado pelo selo Parada 12. A coletânea foi uns dos projetos contemplados através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20. Cada artista preencheu um formulário com seus dados, incluindo a letra do som e também um vídeo ou áudio interpretando a faixa. Foram 42 artistas inscritos no total. Os critérios de seleção eram que a faixa fosse inédita e o artista residente de uma das cidades por onde o trem passa, ou seja, o projeto contemplou artistas das cidades de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Outro critério proposto pela coletânea foi o de mapear e apresentar somente artistas com até cinco anos de atividade na música. De acordo com Rodner Ruivo, produtor do projeto e também beatmaker que assina como Subterrâneo 12: "Incentivar quem tá começando através de um projeto como esse de coletânea, que é um mapeamento, acaba fazendo mais a diferença ainda. Além de mostrar as novidades através de quem tá começando no corre também propomos uma produção musical. O estúdio funciona como uma troca de conhecimentos. As horas de estúdio são uma espécie de workshop também pro artista conseguir expor suas ideias, que geralmente é algo mais complicado pra quem tá com um trabalho em inicio de processo". Após a fase de inscrição, uma curadoria formada por nove jurados analisou os sons e escolheu dez entre essas 42 inscrições. Rodner Ruivo ainda salienta: "A ideia da coletânea é conectar as pessoas e fazer com que artistas de cidades diferentes se conheçam. Esse trabalho coletivo através das conexões e das trocas são bases do rap e do underground."

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domingo, 12 de setembro de 2021

Raul Seixas - Há 10 Mil Anos Atrás (1976)...



 

Fazia tempo que não postamos um clássico por aqui. Resolvi resgatar esse de 45 anos atrás depois de ler esse texto sobre o álbum na Revista O inimigo:

Em 2021 Raul Seixas estaria completando 76 anos. Já Há dez mil anos atrás, um de seus discos mais famosos, chega aos 45 anos com enorme vivacidade. O álbum traz, além da própria “Eu nasci há 10 mil anos atrás”, outros clássicos como “Eu também vou reclamar” e a regravação de “As minas do rei Salomão”, lançada originalmente em seu álbum de 1973, Krig-ha, Bandolo!. A década de 70 foi a mais produtiva desse genial artista baiano que comecei a acompanhar ainda na adolescência. “Há 10 mil anos atrás” foi um álbum que surgiu ainda sobre a pressão da gravadora para que o músico lançasse grandes sucessos, muito em função da repercussão de Gita (1974) e da queda de vendas sofrida em Novo Aeon (1975), disco este, que acho genial e é o meu preferido de Raulzito, mas o fato é que ele findou “pagando o pato” de ter sido lançado logo após Gita e o seu estouro de vendas... Continue Lendo na Revista O Inimigo

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sábado, 11 de setembro de 2021

Made In Mars - Made In Mars (2021)...




Download: Made In Mars (2021).zip (ou vá no bandcamp acima)

Quem acompanhou a carreira de Rodrigo Coelho, desde a virada do século, lá nos idos do bug do milênio, não imaginaria que aquele ser humaninho, oriundo do Assentamento Sem Terra "Sol da manhã", no interiorzão do Rio de Janeiro, Seropédica (Baixada Fluminense), chegaria com uma musicalidade tão forte até aqui, no cenário apocalíptico da era COVID-19. Dos instrumentos embalados em sacos de batata e carvão de sua primeira banda, Orelha Seca, poucos poderiam imaginar que Rodrigo continuaria tocando em frente sua verve musical. Passando por um leve upgrade de seu punk seminal via banda Olivia, em que flertava com a herança do rock americano alternativo noventista de Pixies e Weezer, aliado ao levante do indie 2000 nacional de Gram e Los Hermanos (Farpas e Algodão, EP de 2005), Rodrigo ainda juntou os cacos da separação de seus companheiros e montou sozinho o projeto Interphone, no qual a sonoridade ensolarada e tropical deu lugar a um som mais pesado, chegando às vias do stoner levemente psicodélico (Santa Fé, EP de 2010), mas também passeando por seu passado violeiro e até jovem guarda (CardioKarma, EP de 2011). Sob o avatar de Interphone, Rodrigo contava com a ajuda de programações para registrar suas músicas, o que nunca foi problema em orquestrar suas ideias e imprimir a estética rancheira em sua obra. Contudo, com residência fixa em St. Nazaire, França (Sim, de Seropédica direto pra França!), estabelecido e com tempo para experimentações, mergulhou numa sonoridade mais orgânica e de tonalidades mais complexas. Aqui, Rodrigo também ataca na bateria e monta um set de gravação lo-fi extremamente simples e eficiente, o que só faz aflorar tudo o que seu repertório tem de melhor, do peso à delicadeza com sucesso, enriquecendo o crescente catálogo da Jambre Records. Alcança registros super intimistas (Aniversário), diferente de tudo o que já fez; ataca friamente temas e pequenos contos pesados em "Gangster Funeral" e "The Crash", de arranjos simples e interpretação forte; voa sobre a jovem guarda tropical da época de Olivia em "1986", "Canção pra você" e na sincera "3 x 4", esta última, a mais bela e eficiente síntese de tudo o que já produziu até aqui: peso, melodia, órgãos setentistas, dúvidas e questionamentos sinceros sob um refrão chiclete. O primeiro registro da Made in Mars ainda traz momentos mais contemplativos e levemente experimentais em "Você e eu" e uma nova roupagem para "Monte Carlo" (Interphone), aqui numa versão rocker, com "Assim também"...

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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Caburé Canela - Cabeça de Cobre (2021)...




Caburé Canela, banda londrinense (PR), composta por Carolinaa Sanches (voz), Lucas Oliveira (voz, violões, violino e teclados), Maria Thomé (percussão e live electronics), Mariana Franco (contrabaixo), Paulo Moraes (bateria) e Pedro José (voz, guitarra, clarinete e pífano), lança uma série de materiais exclusivos junto ao segundo trabalho de estúdio de sua carreira, Cabeça de Cobre, que está disponível em todas as plataformas de streaming a partir de hoje. O sexteto divulga também um mini-documentário sobre a gravação do disco - assista aqui - e na próxima sexta-feira (17), a partir das 20h, vão transmitir o show de lançamento do álbum pelo canal do grupo no Youtube. Gravado em processo totalmente analógico no ForestLab (Petrópolis/RJ), o disco tem a produção fonográfica do mineiro Lisciel Franco, conhecido por construir equipamentos e por realizar gravações em uma máquina de 24 canais da década de 80, processando e mixando exclusivamente na fita. Isso, inclusive, foi o que tornou possível percorrer a encruzilhada entre o sintético e o orgânico, proposta definida pela banda desde o início do projeto. Importante ressaltar que o álbum por si só indaga sobre a comunicação nos tempos modernos. “Cabeças sem corpos, hiperconectadas, mas em isolamento maquínico-pandêmico. Pouca solitude vital e muita solidão viral? Excesso da informação e recesso da comunicação? Entre vírus e viralizações, afetos tristes que entram em simbiose com seus hospedeiros. Como transgredir as conexões compulsórias e as vinculações ilusórias?” São questionamentos que surgem no novo trabalho da Caburé Canela”, escreveu o jornalista Felipe Melhado em texto para o grupo...

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