segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sergio Estranho - Tudo isso é um sonho EP (2019)...





 O ano do rapper Sergio Estranho começou movimentado com diversos lançamentos. O cara retorna em nosso site com novidade, dessa vez apresentando um novo projeto, deixando aquela classe no EP intitulado "Tudo Isso é Um Sonho".O trampo é composto por cinco faixas, contando com instrumentais pelo próprio Sergio Estranho, produção musical pela Rancho Mont Gomer e foto de capa pelas lentes de Isa Hansen... VIA
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Siba - Coruja Muda (2019)...





A trajetória artística de Siba é um permanente ato de transtornar fronteiras estratificadas. Com o Mestre Ambrósio, com os maracatuzeiros da Fuloresta ou em sua carreira solo, o pernambucano vem invertendo os polos da cultura popular tradicional e da música pop, provocando um curto-circuito deslizante e desafiador. Binarismos como “tradição” e “vanguarda”, “folclore” e “moderno”, “artesanato” e “tecnologia” são desfeitos ao ponto em que não é possível nem mesmo falar sobre um “hibridismo estético”, porque tudo está intimamente emaranhado. Construindo o som de sua guitarra no caldeirão de sonoridades da música angolana e malinense, ele faz vibrar uma outra historiografia para o instrumento que definiu a música pop moderna. Já nas letras, embaralha formas da música pop com a métrica rigorosa da poesia do maracatu de baque solto. Nem antigo, nem moderno: Siba montou no lombo do tempo — e ele ficou redondin. Coruja Muda, novo e terceiro disco solo do músico, consolida essa trajetória com um lirismo refinado e adensamento do pensamento rítmico, tendo o coco como influência principal. Mas também engendra questionamentos fundamentais sobre a relação entre arte e política e o papel do artista... VIA
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domingo, 15 de setembro de 2019

Lupe de Lupe - Duas Valsas EP (2019)...



Download: Duas Valsas (2019).zip (Ou vá no bandcamp acima)

Na véspera dos shows de Belo Horizonte e São Paulo e em comemoração da oficialização de Jonathan Tadeu como um Lupe, a Lupe de Lupe lançou duas músicas novas. O pequeno EP "Duas Valsas" é literalmente composto por duas valsas. A primeira música "Happy Hour", de Jonathan Tadeu, é uma canção pesada questionando a existência e o cotidiano modernos, numa tentativa de fuga do tédio e da tensão do mundo. A segunda música "Naná", de Vitor Brauer, é uma canção leve e que conta sobre a tristeza em antecipar a morte de uma grande amiga canina. "Duas Valsas" tem como o tema a morte, apesar de passar por outras questões, a morte própria e a morte de um amigo, mas a conclusão é positiva no sentido de que, muito por causa da mortalidade, temos de valorizar os momentos felizes e as pessoas que nos fazem bem na nossa vida. Inicialmente o nome do lançamento seria "Requentado", pela forma como foi produzido com edição de baterias previamente gravadas para o disco "Vocação", no entanto, com a temática das valsas o nome foi mudado...
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sábado, 14 de setembro de 2019

Edmar Silva - Lo​-​Fi em Audicão Monaural (2019)...



Download: Lo​-​Fi em Audicão Monaural (2019).rar (ou no bandcamp acima)

Edmar Silva é poeta e compositor, nasceu em São Paulo no século passado e quando não está escrevendo poesia está brincando de fazer música. O termo lo-fi vem de um estilo de produção musical que usa técnicas de gravação de baixa fidelidade(low fidelity) e esse meu novo disco foi produzido nesses moldes, algumas faixas foram gravadas em fita k7 deixando o som mais magnético e sujo. O disco foi gravado sem regras, fugindo, do padrão. O disco mescla músicas cantada e instrumental, fundida com poesias e muito experimentalismo. É um álbum totalmente lo-fi, ou faça você mesmo, se preocupando somente com a arte e seus derivados, sem se preocupar com a moda que está fora de moda, e que todos querem vestir. Não é um disco de rock, de blues, jazz é uma concepção sonora artística...
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Marcelle - DiscoNeXa (2019)...




Marcelle é uma cantora e compositora sergipana radicada em São Paulo e que conta com três discos na bagagem. “0ne oh 1”, o disco de estreia, saiu em 2012 com produção de Dustan Gallas e músicas em inglês de diferentes autores nordestinos além de participação de Júpiter Maçã. “Equivocada” (2017), o segundo álbum, trouxe a cantora em nova fase, mais experimental e com arranjos ainda mais lisérgicos, além de destacar um repertório autoral. Corta para 2019, e Marcelle surge com “discoNeXa”, seu terceiro disco, que traz 11 músicas (nove assinadas, letra e música, por ela e duas parcerias, uma com Ava Rocha e outra com Leo Monstro) gravadas nos estúdios Minduca, Navegantes, Held e Buena Familia e nas casas de Marcelle e Samuel Fraga, produtor do álbum. O disco conta com participações especiais de Manoel Cordeiro, Julia Valiengo e Guilherme Held, e soa, ao mesmo tempo, mais pop e sofisticado do que os dois discos anteriores... VIA
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Marcola - Yat (2019)...



Download: Yat (2019).zip

Salvador é uma das cenas mais originais do rap brasileiro e esse fato já faz um tempo, é uma certeza para quem se permite abrir mão dos costumes e dos gostos criados pela tradição que remete-nos todos a perceber apenas o que é feito no eixo Rio-São Paulo. Marcola (Turma do Bairro), é um dos artistas miúdos que tem ao longo de seu trabalho solo elevado o nível do rap baiano desde 2016. Sua caminhada solo é um dos espelhos da cena soteropolitana a refletir toda a grandiosidade do contexto no qual se insere e do seu próprio impulso artístico. Lá atrás, o mc soltou a mixtape Ouro de Tudo (2016) e já apresentava um nível fantástico, porém nesse esmerar um estilo próprio a coisa ficava mais para as linhas do que pra sonoridade. Um artista, seja de que estilo ou campo da arte a que pertença, quando realmente merece esse nome, segue buscando desenvolver seus meios de expressão. Quando se trata de artistas independentes a correria é louca: atender, cozinhar e servir, é um processo extenuante e sobre tudo caro. Enfrentando todas essas dificuldades a busca por aliados é fundamental, e talvez nesse contexto onde o rap é mera mercadoria nas prateleiras do mercado cultural, fechar uma firma é uma importante decisão. Um jogo perigoso, entre o alicerce da cultura hip hop e a industria cultural e suas artimanhas, é o que vivemos hoje. Entre as aparências de um lado e a essência do outro, se equilibrar nessa corda bamba parece ter sido o exercício a que Marcola se dedicou nos últimos anos... VIA
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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

La Leuca - Dente de Leite (Deluxe) (2019)...




Formado por Nena Bonanomi (voz, guitarra e sintetizador), Dora Hoff (baixo), Mariana Bonanomi (guitarra e voz) e Carol Werutsky (bateria), o La Leuca é um quarteto de dream pop/rock psicodélico catarinense que parece seguir um caminho particular em relação a outros nomes recentes da cena brasileira. Como forma de se apresentar ao público, o grupo original da cidade Florianópolis deu vida ao ótimo Dente de Leite EP (2018), trabalho que dialoga com a essência litorânea de nomes como Best Coast, porém, preservando a lisergia de artistas brasileiros como Boogarins e Bike. Pouco mais de um ano após o lançamento do trabalho, o quarteto entrega ao público uma reedição de Dente de Leite com outras quatro faixas inéditas. Além das já conhecidas Vai Ser, Saliva Salina, La Marque, Diferente de Mim e Ninfa, você encontra as psicodélicas Cuba Libre, Morning Glória (O Medo), Eu Quero Que Você Se Passe e Easy Blue. São pouco mais de 20 minutos em que a banda parece brincar com a experiência do ouvinte, flutuando em meio a camadas de guitarras distorcidas e vozes carregadas de efeitos, como uma extensão do material entregue no último ano... VIA
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Teco Martins - Logos Solar (2019)...





Conhecido por projetos como Rancore e Sala Espacial, π Teco Martins cria ao mesmo tempo algo completamente diferente e algo completamente próximo de quem acompanha o trabalho dele. Logos Solar, seu novo álbum, é basicamente um resumo de todas as crenças, caminhos e discursos reunidos em uma jornada de quase duas décadas de carreira, onde, nos últimos 10 anos, Martins dedica intensamente à arte de rua no Brasil. E talvez, por isso, seja um ótimo modo de começar a conhecer a carreira solo do artista... VIA
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Wolken - Sono de Inverno (2019)...




Música é sensação, percepção, veículo pra reacender memórias de lugares, coisas, tempos, momentos, pessoas, causos. Música é um elemento de composição do todo. Não há silêncio absoluto, e música pode ser tudo. Por mais óbvias que tais afirmações possam parecer, elas têm tudo a ver com “Sono De Inverno”. O mais simples dos exercícios serve pra identificar o primeiro disco dos catarinenses do Wolken: feche os olhos e se imagine em algum lugar. Invariavelmente, a música do Wolken nos transporta pra um lugar bucólico. Árvores, clima ameno, tranquilidade, reflexão. Mas essa é uma percepção muito pessoal. O que o inverno, o frio, a (des)urbanidade representam pra cada varia de distintos graus. Nesse exercício, porém, o Wolken nos guia com certa facilidade pelos caminhos pré-definidos. Sua música é solta, simples (ao mesmo tempo elaborada) e tem característica definida, sem esconder onde e como. No interior de Santa Catarina (nos interiores do mundo), não há loucuras e insanidades de grandes capitais – violência recorrente, trânsito, poluição, superpopulação, ambições desmedidas, luta por espaço – e mira-se em bandas como DIIV e Real Estate simplesmente porque é preciso... VIA
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Froid x Santzu - O Homem Não para Nunca Vol. 1 (2019)...




Froid e Santzu lançam MixTape com cinco sons e provam: Foda-se a Terra plana, o que importa é o plano na Terra. “Outra vez roubei o extra” “Eu não sei se todos os povos amam seus políticos, mas todos os povos amam seu poetas”, dizia Paulo Leminski. Isso porque a poesia exerce uma função fundamental na vida: incendeia e faz transpirar a língua, enfumaça e ilumina as ideias, além de transformar o ciclo histórico em ondas ou vibrações – também conhecidas hoje em dia como hypes. O rapper de Brasília não para. Fazendo crônica em verso, ousando em diferentes flows, métricas e filosofias. Talvez escrevendo para buscar sua própria sanidade, gravando para travar sua própria análise e veiculando para difundir, pro mundo, uma trilha sonora própria. Fica fácil avaliar que é original, sujo, marginal, debochado, cítrico e cheio de bons beats... VIA
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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Massonettos - Massonettos (2019)...





A tranquilidade da cidade de Mairiporã, colada à capital paulista, abriga uma dupla de compositores de mente agitada e olhares atentos ao panorama atual. Ricardo e Mariana Massonetto compartilham uma vida juntos há quase 18 anos, antigos parceiros de composição e ativismo cultural, agora também se juntam em cima do palco como Massonettos. O disco de estreia leva o nome da dupla e traz 10 faixas autorais, sendo oito inéditas e duas já gravadas pelo Doutor Jupter, banda que Ricardo também é vocalista e já tinha ambos como principais compositores. As letras trazem em linguagem poética e metafórica, reflexões existenciais e sentimentos sobre questões que vivemos, como a política do país, conflitos sociais, humanos e a busca de equilíbrio entre as relações. "Este trabalho traz a nossa verdade, creio que retratamos nas canções, melodias e nos arranjos, as nossas sensações e vibrações, além dos pontos de vistas e desabafos sobre tudo que nos cerca", conta Ricardo...
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

RAP NOVA ERA - Renovação (2019)...




O terror de Salvador chega no seu terceiro disco, pavimentando um caminho que é único no rap da Bahia, com uma construção rebelde que nos expôs desde os seus primeiros momentos, a uma leitura poético musical da cidade que sempre gritou: “Salvador tá barril”. Mas não apenas leu, como agiu, e vem agindo contra as opressões que o nosso povo preto e pobre sofre. Com forte participação nas quebradas e nas cadeias, o grupo Rap Nova Era se tornou um dos mais importantes pilares da cultura hip hop soteropolitana! Uma caminhada que incorpora a verdade e a insubmissão na teoria e na prática, como os principais signos de sua arte, e que traz nesse novo disco, uma Renovação para o que se costuma chamar rap gangsta. O Rap Nova Era e as ruas de Salvador são simbióticos, suas letras atravessam todas as quebras de uma “cidade túmulo” que encontra nos graves de suas batidas o ânimo para aqueles corpos que resistem e tem a luta como ideal de vida... VIA
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Pseudo Banda - É agora EP (2019)...




Seis faixa autorais e inéditas compõem “É Agora”, o EP de estreia da Pseudo Banda, formada Bea Pereira, Julia Rosa e Vinícius Árabe. O trabalho é um convite para se dançar, com a temática que explora os mais profundos mistérios humanos como os passos a se balançar. Em “É Agora”, as letras existências se misturam em meio a uma sonoridade que vai da MPB ao pop rock. Questões importantes e inevitáveis da humanidade do passado e do presente tornam “É Agora” um assunto urgente. Os últimos quatro anos serviram de experimentos da banda, o que garantiu múltiplas visões de mundo, experiências e identidades. Assim, o EP abraça com calor as diversidades e a sensibilidade artística... VIA
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sábado, 7 de setembro de 2019

Nubro - Somatório dos Caminhos (2019)...




Download: Somatório dos Caminhos (2019).zip (ou vá no bandcamp acima)

Somos um projeto chamado Nubro, de Goiânia/GO, formado pelos amigos Matheus Matos, Diego Robert, Melissa de Britto e Sérgio Andrade. Gravamos e produzimos o nosso primeiro álbum “Somatório dos Caminhos” e estamos buscando a ajuda de vocês para a divulgação do nosso som.A obra contém 14 faixas que foram produzidas por nós entre 2015-2018 e retrata a foma de explorar narrativas e sensações que permeiam nossas vivências, através da qual nos conectamos enquanto pessoas. Nubro é um projeto que acompanha nossas dinâmicas de viver, ser e que almeja principalmente criar, sempre de maneira sutíl e pessoal...
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

MOS - Ceu Aberto (2019)...





O trio instrumental MOS foi formado em março de 2014 em Armação dos Búzios - RJ, e tem o intuito de criar novas paisagens sonoras e ritmos mesclando suas influências musicais diversas. Aos encontros vastos na atmosfera, cria paisagens climatizadas e romantizadas (ou não) entre cordas, teclas, peles, tambores,pratos,botões, samplers e ambientações somando a experimentação existencial do power trio. “Céu aberto” se justifica pela exposição, pelo ímpeto de se jogar sem nenhuma cobertura, aos encontros vastos na atmosfera, cria paisagens climatizadas e romantizadas (ou não) entre cordas, teclas, peles, tambores,pratos, botões, samplers e ambientações somando a experimentação existencial do power trio. O álbum foi inteiramente composto em grupo e na capital do Rio de Janeiro, levando as experiências da península buziana entre ventos, praias e trilhas até a mistura carioca urbanóide, desdobrada em interferências sonoras livre, compassos rasgados e quadrados. Céu Aberto se refere a vontade de se inovar pessoalmente e sonoramente dentro da imensidão...
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Hamilton de Holanda Quarteto - Harmonize (2019)...





Um acorde por dia na busca pela harmonia da vida, foi o que deu origem ao novo trabalho de Hamilton de Holanda. “Harmonize” (Brasilianos) é o 38° álbum do bandolinista e traz 10 músicas autorais. O projeto expõe a assinatura de improvisador e compositor do artista, refletida na sua maneira de traduzir ideias musicais e impressões sobre a vida com “o coração na ponta dos dedos”. “Na música a gente sempre procura o acorde que harmonize perfeitamente com a melodia. O nome partiu daí, da composição de uma música que desenvolvi durante 31 dias. Fiz um acorde por dia, que significava a harmonia daquele momento, do que precisava ser feito. Inicialmente, era um estudo, depois acabou virando uma música, que deu nome ao disco”, explica Hamilton. Com direção artística do bandolinista com seu empresário e parceiro criativo, Marcos Portinari, “Harmonize” foi gravado em quarteto com Daniel Santiago (violão), Thiago do Espirito Santo (baixo) e Edu Ribeiro (bateria). Juntos, eles formam o Hamilton de Holanda Quarteto. O novo disco conta ainda com a participação do acordeonista Mestrinho, na faixa “Samba Blues”... VIA
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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Dona Onete - Rebujo (2019)...





Ionete Silveira da Gama tinha uns 10 anos quando cantava na beira do rio e os botos se reuniam à sua volta. Sonhava em ser cantora de rádio, como Dalva de Oliveira, cujo repertório gostava de entoar. Mas a vida seguiu por outros caminhos e foi preciso mais de meio século para que ela finalmente fosse reconhecida como a estrela que a pequena Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó (PA), sempre soube que ela era. Virou diva do carimbó aos 70, conquistou de Caetano Veloso a Gaby Amarantos, passando por David Byrne e outras estrelas da música. Agora, aos quase 80, Dona Onete se prepara para uma turnê pela Oceania e o lançamento do terceiro álbum, Rebujo. O disco que tem entre seus produtores Pio Lobato (guitarrista da banda da cantora) foi batizado com o termo usado para explicar o movimento que faz com que o que estava no fundo do rio venha à tona. “Tem família que a gente diz: ‘Eita, está dando um grande rebujo’. Os podres daquelas pessoas estão saindo tudo, lá do fundo”, exemplifica. “O que aconteceu no 'Rebujo' (a música-título) é que o tubarão veio, não achou peixe na água salgada e entrou na água doce. E a cobra-grande, uma lenda que nós temos, boiou, e ‘rebujou’, veio do fundo tudo, os peixes pularam e o tubarão chegou. Só que a piranha, que não pertence ao nosso rio, e a traíra, não entraram na festa, não quiseram ser comidas pelo tubarão. Aí o pessoal já leva para o outro lado”, ela ri, explicitando o duplo sentido da letra... VIA
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Saulo Fietz - Hoje Eu Vejo (2019)...




Relacionamentos e cenas do cotidiano estão presentes neste primeiro disco de Saulo Fietz, novidade da cena pop independente, que chega ao primeiro álbum após um bom EP com quatro faixas, Depois do Estrondo (2014). Hoje eu Vejo traz um autor muito mais seguro e inspirado com canções que oscilam entre a interpretação suave e outra mais visceral, mas sempre com uma pegada folk romântica. Há um interesse em propor aproximações com outros gêneros, a exemplo da reggae “Fica Junto”, mas em geral vemos aqui variações de um romantismo folk que é uma das bases do rock mais tradicional. Fietz tenta fugir do óbvio com uso de violinos em “Não Desande” e violoncelo em “Olha”, mas o trabalho por vezes assume um tom monocórdico ainda que seja relativamente curto (10 faixas)... VIA
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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes - alienígena (2019)...




Em 2014, quando fui curador do excelente projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, escalei Jonnata Doll e os Garotos Solventes para uma programação especial focada no rock. Na época, como de praxe, algumas pessoas estavam assassinando (mais uma vez) o rock dizendo que ele havia morrido não sei onde nem como muito menos por que. Minha ideia então foi pegar quatro bandas de rock de fora do eixo Rio/SP e mostrar como o estilo não só estava vivo, mas borbulhante, sedento, voraz como sempre foi. A escalação daquele setembro (após um agosto voltado ao jazz) contava com The Baggios (SE), Molho Negro (PA), Loomer (RS) e Jonnata Doll e os Garotos Solventes (CE). Foram quatro shows sensacionais e tanto The Baggios quanto Jonnata Doll foram selecionados entre os alguns dos melhores do Prata da Casa 2014, ganhando uma segunda noite de shows no ano seguinte, dentro da Mostra Prata da Casa. São, até hoje, os dois únicos shows de Jonnata Doll e os Garotos Solventes que vi, e os dois seguem fresquinhos na memória: Enquanto o quinteto instrumental praticava um rock and roll de altíssima qualidade, o frontman Jonnata avisava: “Nunca se esqueça que o mundo está contra nós, porra”. Jonnata não parou um segundo: rolou no palco, se rastejou aos pés da galera no melhor estilo Iggy Pop dos anos setenta, fez promessas de amor, tirou o pau pra fora, caminhou sobre as mesas da choperia do Sesc Pompeia chutando copos de plástico (assista a dois vídeos aqui). Depois desse show, Jonnata Doll e os Garotos Solventes lançaram um baita segundo álbum, “Crocodilo” (2016), e agora retornam com seu terceiro disco de inéditas, “Alienígena” (2019), financiado a partir do Prêmio Governador do Estado de São Paulo, que a banda conquistou na categoria Júri (Música) em 2018, aliado a uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo. O álbum, distribuído pelo Selo Risco, já esta disponível nas plataformas digitais e tem show de lançamento na choperia do Sesc Pompeia dia 06 de setembro de 2019... VIA
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niLL - Lógos (2019)...




Do universo conceitual detalhado em Regina (2017), Nill vai além. Em Lógos (2019, Sound Food Gang), segundo e mais recente álbum de estúdio do rapper jundiaiense, cada elemento do disco mostra a capacidade do artista em transitar por entre gêneros e diferentes temáticas, porém, preservando a própria identidade criativa. Um colorido catálogo de ideias que tem início na imagem de capa assinada pelo ilustrador Wagner Loud e segue em meio a versos delirantes, conflitos urbanos e melodias que vão do R&B ao trap, da vaporwave ao pop futurístico em uma estrutura deliciosamente torta. Pontuado por questões existencialistas e filosóficas, conceito destacado logo no título da obra – do grego “pensamento”, “lógica” ou “razão” –, o trabalho parte de inquietações que bagunçam a mente do próprio artista para dialogar de maneira natural com o ouvinte. “Nosso reino vai aonde olhos não podem ver / Nós somos como fogo, e se o vento apagar? / O importante é: não deixei de tentar“, rima na inaugural faixa-título enquanto utiliza de citações a Kanye West e ambientações eletrônicas que parecem saídas da trilha sonora de Akira ou algum clássico esquecido da década de 1980... VIA
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