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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Jefferson Placido - Underground (2026)...




O pianista de jazz Jefferson Placido, nascido e criado na Penha, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, inova conceitos e junções em sua música que traz todos os sons da periferia e com ela a "Música Clássica do Subúrbio". "Underground" é seu novo trabalho do talentoso pianista, um passeio pela música periférica do Rio e Brasileira...

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sábado, 30 de maio de 2026

GRINGOS DE MAIO: nova leva de sons gringos e experimentais bem loucos e com direito a invasão italiana...


Penúltimo dia do mês (e do ano) e aportamos com nosso post gringo de Maio de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 trabalhos com uma invasão de artistas e bandas italianas, somadas a novos trabalhos dos Estados Unidos, Bélgica e Egito, que vão da música erudita até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!

Na capa deste post, o quadro The Red Orchestra (de 1957), do pintor espanhol Salvador Dalí (1904-1989), que nasceu num mês de maio.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:

hythmspitter - Cosmological Exigency and the Astrological Paradigm (Álbum/ EUA)

Projeto solo do baixista californiano Michael Mosley. A ideia do projeto é combinar vários instrumentos e ritmos mundiais para produzir um rock instrumental e batidas lo-fi para vibrar e relaxar. É mais ou menos essa vibe de Cosmological Exigency and the Astrological Paradigm, novo trabalho lançado neste mês de abril. Com 8 faixas instrumentais que se conectam e levam o ouvinte para vários locais do mundo. Tem um certo ar de som dos balcãs no trabalho, talvez pela pegada percussiva, que é bem interessante. Em todos os streamings e aqui:



Pasquale Pietro Del Giudice - Hurbinek (Álbum/ Itália)

Pasquale mora na província de Bérgamo. Ele é poeta com livros publicados e músico que já vem tocando em bandas desde os anos 2000.  Em Hurbinek, seu novo álbum de 8 faixas, lançado no final de abril pelo selo australiano Glitchpulse Records, ele homenageia a criança mencionada por Primo Levi em "A Trégua e os Afogados" e "Os Salvos" no título. Tudo isso em meio a synths e ruídos interessantes, que perpassam as faixas do trabalho, com um certo ar lo-fi e até meio retrô em alguns momentos. Vale ouvir no seu streaming preferido ou no bandcamp do selo:



Loris Tils - Expansion (Álbum/ Bélgica)

Baixista, compositor e produtor belga com 20 anos de carreira e muita música, Loris já apareceu por aqui em algum lançamento seu e retorna com seu novo álbum. Expansion foi lançado em Maio e apresenta  8 faixas, sendo 3 delas ao vivo, cheias de groove e ótimas linhas de baixo, que interagem muito bem com bons momentos de bateria, teclados e guitarras, naquela pegada jazz funk marota e cheia de energia. Ele fala que é como se ele tivesse abraçado aquela névoa que surge de manhã e sai para tocar e dançar com ela. Eu acho que é um trabalho bem ensolarado pra tanta névoa, mas talvez seja por que eu to no Brasil. De qualquer forma, vale ouvir demais nos streamings ou aqui:



Domiziano Maselli - Garden of Kira (Álbum/ Itália)

Novo trabalho do artista visual e sonoro, que vem lançando trabalhos desde 2014 e é membro do coletivo artístico Eremo, de Milão. Garden of Kira contém 7 faixas instrumentais e experimentais, é uma obra densa com uma crueza abrasiva bem interessante. Este disco representa o ápice de uma estética enganosamente mais contida, mas que apresenta boa evolução sonora em meio aos noises e synths das faixas. O álbum se inspira na fricção colaborativa com o contrabaixista e produtor genovês Tommaso Rolando — “uma esfera expressiva onde a improvisação livre e a investigação acústica rigorosa eram primordiais”, explica Domiziano em seu release. Um baita trabalho de noise, ouça aqui:



E-spect music - Movie Scores Vol. 2 (Compilação / Estados Unidos)

Produtor e compositor da Carolina do Norte, Movie Scores Vol. 2 chega 2 anos após o primeiro volume, na ideia de trilha sonora para o cinema, cheia de beats e muito hip hop. São 20 faixas curtas que combinam composição orquestral, bateria boom bap, texturas e influências soul e narrativa inspirada em trilha sonora. Tem uma produção massa, que poderiam ser plano de fundo para cenas, mas também poderiam ser usados para flows e rimas. O trabalho esta em todos os streamings desde o começo de maio e aqui:



Sherif DAHROUG - Nuite Du Songe (Álbum/ Egito)

Novo trabalho do aclamado concertista e compositor egípcio, dono de diversas premiações por causa do seu trabalho visionário, com um grande avanço na música contemporânea. Vivendo em Paris, ele apresenta Nuit du Songe, um novo álbum instrumental com 9 faixas, concebido como uma passagem noturna entre a peregrinação e o retorno, o aparecimento e o desaparecimento. Um trabalho delicado, que mostra toda a capacidade do sentimento humano, escrito para piano, piano preparado, sinos de igreja, colorações vocais e instrumentos híbridos. O álbum chegou nesse mês em todos os streamings, ouça na playlist abaixo:



CK722 & Kevin Follet - Mnemosis (EP/ Itália)

EP conjunto feito entre dois produtores e compositores de música eletrônica de Verona, na Itália, lançado pelo selo espanhol Arthropoda Music. São apenas 2 faixas, que seguem o conceito de de memoria exposto no nome do EP, mnemose. O EP aplica esse conceito à história, concentrando-se em dois atos cruciais de violência: Moosham e Sharpeville. A paisagem sonora é uma fusão de texturas ambientais modulares, eletrônica cinematográfica e a energia caótica do free jazz. O trabalho foi lançado na primeira semana de maio em todos os streamings e aqui:



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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Vitor Araújo, Metropole Orkest, Jacomo Bairos - TORÓ (2026)...



Download: TORÓ (2026).rar

O pianista e compositor pernambucano Vitor Araújo, dono de trabalhos como a trilha sonora do aclamado longa brasileiro Que Horas Ela Volta?, assim como o álbum em conjunto de piano e voz com Arnaldo Antunes, Lágrimas ao Mar, retorna com uma gravação de arrepiar a espinha: seu novo disco realizado totalmente ao vivo no Holland Festival, Toró (2026), lançado em abril pelo selo Risco. Reunindo forças com a lendária Metropole Orkest, de Amsterdã, regida pelo maestro estadunidense Jacomo Bairos, Araújo convida os mestres percussionistas do Morro da Conceição, em Recife, Amendoim e Aduni Guedes, além do guitarrista carioca Felipe Pacheco, do baterista e produtor franco-paulistano Charles Tixier e do multi-instrumentista catarinense Mauro Refosco. A parceria com a orquestra coloca Vitor Araújo no patamar de figuras como Ella Fitzgerald e Brian Eno, que também colaboraram com os holandeses... Continue Lendo na Noize

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Marcelo Onofri & Retrato Brasileiro - Divertimento (2026)...




Composto por Gabriel Peregrino (vibrafone), Guilherme Saka (guitarra) e Théo Fraga (contrabaixo), o Retrato Brasileiro propõe em “Divertimento” (2026), ao lado de Marcelo Onofri (piano), uma sonoridade pouco convencional dentro da música instrumental brasileira, sem bateria e com forte diálogo entre timbres, contrapontos e narrativas. “Apesar de a maioria das obras já terem sido gravadas em algum momento da carreira do Marcelo, ele nunca havia trabalhado com essa formação. A guitarra elétrica e o vibrafone trouxeram uma nova cor para músicas que ele já havia gravado em outros contextos, fomos desenvolvendo juntos os arranjos e sentindo quais peças encaixavam melhor no conjunto que queríamos construir”, explica o trio. Musicalmente, as obras de Onofri são compostas a partir de uma fusão entre referências da música de concerto (Bach, Ravel), da música brasileira (Tom Jobim, Gilberto Gil) e da tradição latino-americana, como em “Tragitango”, homenagem a Astor Piazzolla. O título “Divertimento” sintetiza tanto a estética musical quanto o processo de criação do disco. Além de remeter à ideia de peças camerísticas, o nome traduz o clima de troca, experimentação e prazer coletivo que marcou os ensaios e gravações. “É um disco muito energético, diverso e divertido de ouvir. Uma homenagem que também é um encontro de amizades”, define o trio... Continue Lendo no ScreamYell

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segunda-feira, 30 de março de 2026

GRINGOS DE MARÇO: essa mistura de línguas e sons é o melhor post gringo do ano (até agora)...


Penúltimo dia do mês (e do ano) e aportamos com nosso post gringo de Março de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 6 trabalhos com sons de artistas de países diferentes, que vão da música erudita até a música eletrônica ambient, passando por experimentais abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!

Na capa deste post, um foco nos dedos do quadro The Creation of Adam (1508-1512),do do pintor italiano Michelangelo (1475 - 1564), que nasceu num mês de março.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, quase todos lançados neste mês...

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:

W-Berg - Highland Village (Álbum/ Alemanha)

Novo trabalho do músico e produtor que vive na Alemanha e é especializado na criação de música eletrônica, downbeat, dub e música ambiente. Em Highland Village, seu novo álbum lançado esse mês, ele apresenta 7 faixas instrumentais cheias de synths e ambiências interessantes. A composição que dá nome ao trabalho, pensada como uma faixa conjunta, foi dividida em cinco partes interligadas, cada uma das quais também foi individualmente remixado e remasterizado, explica o release do artista. A ideia é “criar uma experiência auditiva perfeita e uma série de faixas independentes com identidades sonoras e humores distintos”, complementa. Assim, o trabalho também direciona para a conexão sonora que você terá ao dar play no álbum no seu streaming preferido ou no bandcamp abaixo:



Max Foucher - Music For Landfill (Álbum/ Reino Unido - França)

Max é um especialista em áudio e gravador de campo francês, que vive no Reino Unido. Conhecido por colagista de som, pirata e artista de escuta profunda. Um compositor constantemente criativo e apaixonado pela experimentação. Em Music For Landfill, seu recém-lançado álbum de estreia, é uma ode a todas estas alcunhas do artista. São 15 faixas, construídas a partir de fragmentos do cotidiano ambientes. O disco mistura sons encontrados, gravações ambientais e texturas ambientais sutis em uma série de vinhetas sonoras vívidas. Falas soltas que remetem a uma ideia de espaço, tanto sideral, quando aquele vazio para o som e a escuta. “Music For Landfill transforma fragmentos esquecidos da vida cotidiana em um evocativo mosaico de som - onde o ruído ambiental torna-se atmosfera, memória e música”, comenta o artista. Ouça no seu streaming preferido ou no bandcamp do artista:



Maxwell Ijams - Sad Today, Gone Tomorrow (Album/ Estados Unidos - Coreia do Sul)

Maxwell é um multi-artista e professor americano que vive na Coreia do Sul há quase 10 anos. Sad Today, Gone Tomorrow é seu álbum mais recente, gravado ao vivo, em uma jornada instrumental abrangente de 45 minutos composta por nove movimentos distintos. O trabalho apresenta uma interação envolvente de cordas e metais, separada por profundos e melancólicos silêncios, inspirando-se tematicamente nas obras do autor alemão W.G. Sebald. Gosto da calma e do uso ambient do silêncio na composição das faixas. O trabalho foi lançado no início de março em todos os streamings e também está disponível no bandcamp do artista:



Case Against Time - Bee in the Cage (EP/ Chipre)

Este é um projeto eletrônico tátil do Chipre, centrado em peças tocadas à mão, criando sonoridades para uso e gravações de campo. Bee in the Cage, primeiro EP do projeto lançado esse mês, é uma ode às abelhas e também um equipamento com defeito. Um sintetizador que se recusou a aquecer e sintonizar adequadamente os osciladores do gerador, que mostra tais oscilações em 3 faixas instrumentais cheias de efeitos interessantes. “Em vez de procurar imediatamente uma solução, pareceu-me melhor continuar com overdubs e usar a falha como um recurso”, explica o release do projeto. Como está o sintetizador agora? Essa é uma questão para lançamentos futuros. Enquanto eles não chegam, ouça o trabalho no seu streaming favorito ou no bandcamp abaixo:



kravgé - AFTERTOUCH (EP/ Grécia)

Projeto solo de música ambiente eletrônico de um produtor grego, focado na liberação emocional. AFTERTOUCH, seu novo trabalho, é um EP de 4 faixas instrumentais e eletrônicas cheias de sentimento e com uma pegada meio lo-fi. “É um trabalho composto por quatro faixas, cada uma dedicada a um ser que marcou profundamente minha vida emocional e minha mentalidade”, explica o produtor. Tem canções para ex amor, em homenagem ao cachorro, para a filha do artista e até para um amigo e mentor. Cada som tem características dos seres homenageados, o que faz as faixas variarem de forma interessante entre elas. O trabalho está nos streamings e também no bandcamp, ouça aqui:



Margaret Hermant - Timeless - Pt.2 (EP/ Bélgica)

Compositora pós-clássica belga, que combina harpa e violino minimalistas com texturas eletrônicas sutis, criando paisagens sonoras ambientais cinematográficas e contemplativas. Além disso, a artista é membro co-fundadora do Echo Collective, no qual já colaborou com vários nomes fortes da música experimental. Seu trabalho solo, desenvolvido com o produtor Fabien Leseure, tece instrumentação acústica e camadas modulares de sintetizadores com forte foco na composição cinematográfica e audiovisual. Às vésperas de lançar seu primeiro álbum, previsto para Abril, no início do mês de março ela lançou Timeless – Pt.2, um EP de 3 faixas instrumentais muito boas, que estarão no álbum. São faixas que misturam experimentação sonora com música clássica, com ótima produção e composições maduras de uma artista em seu auge. O trabalho está em todos os streamings, ouça na playlist abaixo:


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quarta-feira, 25 de março de 2026

Banda Cucamonga - Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim (2025)...




Banda Cucamonga une o jazz e a brasilidade no álbum “Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim“. Quinteto de São Paulo apresenta fusão inédita de gêneros musicais revitalizando as possibilidades sonoras que refletem a diversidade cultural do Brasil . Uma explosão de alegria, improviso e criatividade, assim é “Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim”, álbum que a Banda Cucamonga lançou nas plataformas de música em 13 de setembro. Com uma proposta ousada e contagiante, o disco funde o espírito do jazz tradicional americano com sotaques tropicais e referências genuinamente brasileiras, em uma celebração sonora que é, ao mesmo tempo, brincadeira e reverência... Continue Lendo na Revista Prosa e Arte

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Criolo, Amaro e Dino - CRIOLO, AMARO E DINO (2026)...




Lançado hoje, CRIOLO, AMARO E DINO nasce do encontro entre três artistas de trajetórias sólidas, reconhecimento amplo e, sobretudo, uma disposição real para a escuta e para o risco. Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago partem de universos distintos, rap, jazz, música afro-atlântica, mas recusam a lógica da soma de estilos. O disco não busca fusão nem síntese fácil. Ele se constrói a partir do deslocamento, da troca e da criação de um território comum. Ao longo do álbum, tudo funciona como conversa. O piano cria espaço e respiração, as vozes transitam entre palavra, canto e presença quase espiritual, e os silêncios têm peso estrutural. Não há protagonismo fixo nem disputa por atenção. Cada elemento entra e sai com precisão, respeitando o tempo da música e o tempo do outro. É um trabalho guiado pela contenção, pela escuta e pela confiança mútua... Continue Lendo no Ismo

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Guilherme Arantes - Interdimensional (2026)...




Nos últimos anos, um Guilherme Arantes verborrágico surgiu nas redes sociais decidido a cobrar seu espaço na história da música brasileira, ora contando como produziu um dos pilares do pop brasileiro dos anos 80, a clássica “Perdidos na Selva”, da Gang 90, ora relembrando momentos luminosos de sua carreira de esteta pop, ora buscando entender como alguns nomes do rock brasileiro foram alçados ao posto de gênios enquanto ele foi escanteado (este último, um dos temas da longa conversa de 30 páginas que Guilherme teve conosco em 2021, texto presente no livro “Eu Nem Queria Dar Entrevista – O Melhor do Scream & Yell, Vol. 1”). Paralelamente, enquanto fazia esse balanço pessoal da carreira, que chega aos 50 anos em 2026, Guilherme também vinha afiando a sua musicalidade: a partir de “Lótus” (2007) e, principalmente, do excelente “Condição Humana” (2013), um Guilherme Arantes cada vez mais inspirado dava às caras, interessado em um acerto de contas com (a crítica, o público e) o mundo. O auge desse compositor e intérprete ciente de seu dom se deu com o deslocado “A Desordem dos Templários” (2021), um ótimo disco de viés medieval e progressivo lançado no meio da pandemia, mas que parece não pertencer a esses tempos de trap, sertanejo universitário e proibidão... Continue Lendo NO Scream Yell

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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Alexandre Andrés - Luar Total (2025)...




Novo trabalho reúne nove faixas inéditas e parcerias com nomes como Mestrinho, Orquestra Ouro Preto, Gustavito, Flávio Tris, Luiz Gabriel Lopes e Bernardo Maranhão. O disco chega às plataformas digitais no dia 10 de outubro. O músico e compositor Alexandre Andrés apresenta seu novo álbum, “Luar Total”, um trabalho que reafirma a força da canção autoral mineira e propõe um mergulho poético no tempo presente. Reunindo nove faixas inéditas, o disco traz participações e parcerias com Mestrinho, Orquestra Ouro Preto, Gustavito, Flávio Tris, Luiz Gabriel Lopes, Bernardo Maranhão, Luísa Lacerda Ciro Belucci, e outros nomes da cena contemporânea brasileira, em arranjos que transitam entre o baião, o rock, a canção e a música de câmara... Continue Lendo no Cenário Minas

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domingo, 16 de novembro de 2025

Mateus Alves - O Porão da Rua do Grito (2025)...




Download: O Porão da Rua do Grito (2025).zip (Ou vá no bandcamp acima)

 Trilha-sonora original do músico pernambucano Mateus Alves para o longa-metragem de terror brasileiro 'O Porão da Rua do Grito', dirigido por Sabrina Greve. Um conjunto de faixas instrumentais abstratas e interessantes, com ares de orquestra, jazz e experimentações sonoras...

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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Alê Balbo - No Caminho da Força (2025)...




 o músico e compositor acreano Alê Balbo é a mente criativa por trás do Projeto O Elemental, uma narrativa musical que mescla contação de histórias com o poder da música, xamanismo e autodescoberta. Com mais de 30 anos de experiência como baterista de rock, Alê vivenciou os altos e baixos da vida noturna até se afastar da música em busca de respostas para as questões mais profundas da vida. Sua reconexão com a essência aconteceu por meio de rituais xamânicos, da medicina da ayahuasca e de práticas de cura sonora, transformando sua percepção de som e vibração. Tambores, tigelas de cristal, instrumentos ancestrais e baseados em frequências guiam suas composições, trazendo vibrações de cura e conexão espiritual. Inspirado por sua própria jornada de cura, Alê criou O Projeto Elemental: No Caminho da Força, uma narrativa musical e espiritual profunda. Cada capítulo é uma imersão em paisagens sonoras, frequências vibracionais e histórias de autodescoberta, simbolizando a busca por força interior e equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Ouça, sinta e conecte-se a esta jornada única. O Caminho da Força está aberto a todos que buscam transformação através do som...

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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Matheus Mota - Armário Cheio de Dentes (2025)...





Cantor, compositor e pianista pernambucano, Matheus Mota entrega ao público mais um novo trabalho de estúdio, Armário Cheio de Dentes (2025). São dez composições que destacam as narrativas pouco usuais e fluxos de pensamento que há tempos embalam as criações do instrumentista. A diferença em relação a outros registros do artista está na composição do repertório. Para a realização do trabalho, o músico decidiu trabalhar apenas com canções compostas entre 2007 e 2009, fazendo desse repertório uma “espécie de cápsula do tempo com informações inconscientemente guardadas por todos esses anos“, como resume no texto de apresentação do disco... Continue Lendo no Música Instantânea

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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

GRINGOS DE OUTUBRO: Mais uma leva mundial com álbuns selecionados pra quem quer sair do mais do mesmo...


Penúltimo dia do mês por aqui e aportamos com nosso post gringo de outubro de 2025, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 5 trabalhos com sons de artistas de países diferentes, que vão do jazz até a música eletrônica ambient, passando por post-rock, experimentações sonoras abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!

Na capa deste post, o quadro O Velho Guitarrista Cego (1903),do artista espanhol Pablo Picasso (1888 - 1973), que nasceu num mês de outubro.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Vários trabalhos foram lançados por esses dias, alguns até inéditos nos streamings.

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:

Angelina Yershova - Harmony Awakening (LP / Cazaquistão)

Novo projeto de gravação da compositora e pianista cazaque, uma experiência sonora que conduz o ouvinte numa viagem entre o sonho e realidade. Harmony Awakening apresenta 5 faixas e foi lançado pelo selo Twin Paradox Records. As vibrações cristalinas dos sinos de cristal sintonizados em 432 Hz juntam-se a delicadeza do piano etéreo, da voz, da respiração e do abraço envolvente da orquestra, e processamento eletrônico delicado, criando paisagens sonoras imersivas e meditativas. A jornada musical representa um caminho para o renascimento interior e equilíbrio, com atmosferas que vão do ambiente ao neoclássico, mesclando som design orgânico e eletrônica sofisticada. Ouça no bandcamp:



AKIHISA YOROZU - Transplex Evo: Cognitive Shift (Álbum / Japão e Mundo)

Akihisa Yorozu é um produtor e pesquisador acadêmico japonês que propôs a criação de um novo gênero musical ligado a música eletrônica. Tranplex é o primeiro gênero musical criado baseado em teoria da informação e neurociência auditiva. Funde a precisão técnica do Complextro com a clareza emocional do Trance, alcançar o que Yorozu chama de “Zona de Complexidade Ótima” – onde energia, emoção e cognição alcançam equilíbrio perfeito. “O TRANSPLEX não nasceu por acaso – foi desenvolvido através da ciência. Cada ritmo e modulação são calculados para maximizar o envolvimento, a emoção e memória. Não é apenas música; é um experimento neurocientífico em beleza e complexidade”, explica. Transplex Evo: Cognitive Shift é a primeira compilação de faixas criadas através dos moldes da pesquisa do cientista japonês, criado por outros pesquisadores ao redor do mundo. São 15 faixas instrumentais frenéticas ouça aqui:



Ship Says Om - Dream Journal (EP/ Estados Unidos)

Novo projeto da cantora e multi-instrumentista Jenny Gillespie Mason. Dream Journal é uma coleção de seis faixas instrumentais com influência folk ambiente, que se inspiram em sons xamânicos, celtas e globais, infundindo-as com a profundidade e o conforto de uma playlist psicodélica de terapia guiada. Se tu não entendeu, vale conhecer e ouvir nos streamings ou aqui no bandcamp:



Dayus OST - Epochs Part Two (EP / Alemanha)

Projeto intimista de pós-rock de Dayus, um músico moldado por anos no punk e metal underground. Neste projeto, a ideia é olhar pra dentro e criar uma trilha sonora pessoal para os momentos decisivos da vida. A música reflete o ponto de vista de um observador – melancólico, mas esperançoso, um trabalho amplo, mas profundamente pessoal. Epochs Part Two é um EP instrumental com 4 faixas. “A série Epochs captura a vida em capítulos, em cada peça uma tentativa de enquadrar eras fugazes antes que eles escapem”, comenta o compositor no release. Pra quem curte o tal do rock instrumental, um prato cheio de boas linhas de guitarra e baterias, contrabalanceados por um baixo preciso. Conheça e ouça ai:



Eric Angelo Bessel - Mirror at the night (Álbum / Estados Unidos)

Segundo álbum do artista visual e músico americano, filho de alemães, Eric. Mirror at Night é composto por doze faixas instrumentais e apresenta uma paisagem sonora ambient, com uma densidade dark e bem interessante. Reimaginando os sons nostálgicos do Mellotron e a multitimbralidade dos sintetizadores Alesis do início dos anos 2000, o trabalho marca o quinto lançamento do selo Lore City Music de Portland e chega nos streamings e no bandcamp abaixo na integra nesta sexta (mas já rola ouvir algumas faixas): 



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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Satanique Samba Trio - Cursed Brazilian Beats vol.1 (2025)...






O quinteto brasiliense Satanique Samba Trio está de volta com “Cursed Brazilian Beats Vol. 1” (2025), o segundo registro da trilogia (claramente fora de ordem numérica) “Batidas Brasileiras Amaldiçoadas” – aberta em 2022 com “Cursed Brazilian Beats Vol. 2”, que unia pagode e goth rock. O novo lançamento – de seis faixas e quase 12 minutos de duração – ganhou edição em em vinil compacto e, também, em streaming, mais uma vez em parceria com o selo belga Rebel Up. Como de costume, a banda segue a ideia de realizar experimentos sonoros em ritmos populares tipicamente brasileiros. Desta vez, a desconstrução acomete ritmos tradicionais do norte do país como lambada, guitarrada, marujada e carimbó. “Esse espaço estético já tinha sido brevemente explorado por nossa pesquisa, mas resolvemos aprofundar porque faz parte do nosso mapa de desconstrução”, afirma Munha da 7, contrabaixista, fundador e regente do grupo... Continue Lendo no Scream Yell

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terça-feira, 16 de setembro de 2025

Felipe Mancini - Vissungos: Dos Cantos para As Cordas (2025)...




Novo trabalho do violonista Felipe Mancini, “Vissungos – Dos Cantos para as Cordas” traz inéditos arranjos instrumentais para Vissungos. Com participações de Richard Neves, Sérgio Pererê, Okan Kayma, Guarda de Moçambique de Ouro Preto, Iran Ribas, Ivanbatucada e Júlio de Ayrá, álbum selecionado pelo projeto Rumos Itaú Cultural. . Fruto de uma intensa pesquisa sobre os Vissungos e as raízes da música afro-mineira, o disco traz 12 faixas instrumentais que transportam para o repertório do violão brasileiro as melodias dos Vissungos – cantos entoados como forma de resistência pelos negros escravizados em Minas Gerais. É a primeira vez que as melodias dos Vissungos são trazidas para a música instrumental. Além do violão, viola e alaúde de Felipe, o disco traz participações de Sérgio Pererê, Richard Neves, Guarda de Moçambique de Ouro Preto e dos percussionistas Okan Kayma, ivanbatucada e Júlio de Ayrá... Continue Lendo na Revista Prosa, Verso e Arte

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quarta-feira, 30 de julho de 2025

GRINGOS DE JULHO: Tá cansado da mesmice dos streamings?! 7 dicas fodas de sons do mundo pra quem curte mergulhar no desconhecido...


Penúltimo dia do mês por aqui e aportamos com nosso post gringo de Julho de 2025. Como já falamos, não vamos mais fazer playlists nos streamings. Mas melhor que isso, trazemos por aqui alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 álbuns e EPs com sons que vão do post alguma coisa pesada a música ao piano calminha, passando por eletrônico, psicodelia e experimentações diversas. Na capa deste post, o quadro At the Piano,do pintor e dramaturgo americano James Abbot McNeill Whistler (1834–1903), que nasceu num mês de Julho em Massachusetts. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Vários trabalhos foram lançados por esses dias, alguns até inéditos nos streamings e apenas no bandcamp. Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não aos pedaços:


The Color of Cyan - As Human (Álbum/ Porto Rico)


Terceiro álbum do trio instrumental de Porto Rico que vive em Chicago. As Human apresentam 7 faixas que misturam elementos de rock instrumental e música clássica, com uso de violinos e outros elementos acústicos, além de camadas de música eletrônica. Neste trabalho, a banda aprofunda sua exploração desses espaços liminares — onde memória e instintos inflam e se contraem como ondas contra uma praia esquecida. As melodias do quarteto de cordas circulam e se expandem, adicionando profundidade ao álbum. O trabalho chega dia 5 de Setembro em todos os streamings e em vinil, mas já dá pra ouvir no bandcamp da banda:




w-berg - Atacama (Álbum/ Alemanha)


Produtor alemão com vasta produção na música eletrônica e Atacama, se não me engano, seu primeiro trabalho cheio ao chegar nos streamings em fevereiro desse ano, é um passo no infinito mundo dos synths. Numa homenagem ao deserto chileno, o artista meio que usa a amplidão do espaço para compor seis peças instrumentais contemplativas. Com bom uso de beats suaves e o brilhantismo de synths vintages, o trabalho beira aquela ideia de retro futurismo presente em vários trabalhos de outros tempos, mas que se conectam com um futuro utópico, o que faz do registro um trabalho contemporâneo e muito preciso para seu tempo. Ouça no seu streaming preferido ou no bandcamp:





Theorem Of Joy - FEUX (Álbum/ França)

De 2017 até a atualidade, o quinteto francês vem quebrando as barreiras do jazz, sempre atrelando a música contemporânea e mais ligada ao seu país de origem, com nuances de indie e folk. FEUX é seu terceiro álbum, que apresenta 11 faixas, 9 inéditas e duas novas versões, que misturam uma infinidade de elementos sonoros e também influências, mas que estão intimamente ligadas ao oriente. Neste trabalho a banda busca um olhar sobre o mundo e uma viagem interior. O fogo, elemento paradoxal por excelência, simboliza tanto a destruição como o renascimento, remetendo-nos para a nossa própria movimentação no processo vital. O álbum será lançado (inclusive fisicamente) apenas em Setembro, mas já está no bandcamp da banda e vale muito conhecer:



Guillermina Perrino - Florece (Álbum/ Argentina)

Primeiro álbum solo da carreira da pianista argentina de La Plata, após uma série de EPs. Florece tem 8 temas instrumentais e melancólicos feitos ao piano pela eximia compositora. Gravado no estúdio Camarón Brujo em Buenos Aires. O trabalho é uma coleção de composições originais que habitam um ambiente delicado, melancólico e com enorme honestidade nas gravações. Cada peça é cuidadosamente trabalhada, onde o piano respira, range e murmura. A produção foi feita para que o ouvinte perceba todos os mecanismos, o peso das teclas, o ar que envolve cada nota. “Mais do que um álbum, Florence é uma experiência sonora e emocional. Um trabalho que não busca respostas, mas companheirismo”, comenta Guilhermina. Ouça nos streamings ou diretamente no canal da artista aqui:




Benjamin Gibert - NIGHTINGALES (EP/ França)

Benjamin é um artista da dança contemporânea que gosta de explorar sonoridades e emular em beats eletrônicos. Ele coleta material sonoro bruto — usando um microfone e um caderno — e então brinca com aninhamento, soldagem, fragmentação e fusão de sons. NIGHTINGALES é seu terceiro lançamento, um EP de 4 faixas eletrônicas e com uma pegada instrumental vibrante. gravação de campo é sua principal ferramenta, que ele combina com texturas eletrônicas, estruturas rítmicas em evolução e um uso singular da voz: sem palavras ou linguagem, tratada simplesmente como material bruto, orgânico e vibrante. Em teoria, o EP deveria estar em todos os streamings, mas por enquanto apenas no soundcloud:



Sherif DAHROUG - DICHOTOMY  (Álbum/ França)

O aclamado produtor, pianista e compositor franco egipcio está de volta em um novo trabalho um tanto abstrato. Dichotomy, novo trabalho do artista, com 5 faixas instrumentais longas ao piano. É um ritual sonoro — um vasto templo interior onde ressoam os ecos do nascimento primordial do cosmos. Versando sobre a dualidade, tão presente na filosofia egípcia, o trabalho apresenta um ciclo de cinco metamorfoses simbólicas, este poema tonal se desdobra como uma jornada impressionante e ritualística, onde a bimodalidade transcultural se entrelaça com as estruturas polares intrínsecas ao pensamento egípcio. Tudo isso com muita sensibilidade ao piano. O trabalho está nos streamings e aqui:



Rena Jones & KiloWatts - Caesura Remixed (EP/ Estados Unidos)

Rena é polímata, toca violino, violoncelo e sintetizadores, o que fez com que mergulhasse a fundo na música eletrônica, trabalhando para vários projetos e artistas das mais diversas áreas. Jamie (Kilo)Watts é um produtor talentoso e bastante experiente, que vem lançando bons trabalhos há quase 20 anos. Em 2024, os dois produtores lançaram Caesura, primeira parceria de ambos, e agora retornam com um EP de remixes bem interessante. São 4 peças instrumentais nas quais os 2 produtores e alguns convidados exploram e reinventam as faixas originais do trabalho anterior. Prato cheio para quem curte música eletrônica e abstrações sonoras. Em todos os streamings e no bandcamp:



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quarta-feira, 9 de julho de 2025

carol panesi, Fábio Leal - Duo Repicado (2025)...




 Discípulos de Hermeto Pascoal, Carol Panesi e Fábio Leal celebram a riqueza e a diversidade da MPB no EP Duo Repicado. Em encontro virtuoso do violino com a guitarra, músicos lançam parceria que entrelaça improvisação e criatividade. . Ancorado no violino brasileiro de Carol Panesi e na guitarra percussiva de Fábio Leal, o Duo Repicado chega às plataformas digitais no primeiro EP da parceria. O novo trabalho mergulha na riqueza da música popular brasileira entrelaçada de improvisação e criatividade. Artistas de trajetórias sólidas, Carol Panesi e Fábio Leal repaginaram o duo em 2024 com apresentações em espaços culturais e uma turnê pela América Latina pelo programa Ibermúsicas e Funarte. Essa turnê passou pelas cidades de Córdoba, na Argentina, Lima, Arequipa e Cusco, no Peru. Além de shows, o duo fez workshops e aulas nessas cidades. Símbolo dessa parceria, o EP conta com três músicas autorais: Sol da Castanha (Carol Panesi), Repicado do Norte (Fábio Leal) e Zélig (Fábio Leal)... Continue Lendo na Revista Prosa e Arte

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terça-feira, 1 de julho de 2025

Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo - DETRÁS DA SERRA (2025)...




 Após debutar com o álbum “Rosa dos Ventos” em 2019 (também comentado faixa a faixa aqui no Scream & Yell), lançar uma performance visual chamada “Sem Terreno” no ano seguinte, e na sequência um EP, “Pifo” (2022), com versões remixadas de músicas autorais, em parceria com produtores e DJs de diferentes estados do Brasil, a Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo, criada em Teresina, no Piauí, em 2016, chega agora a seu segundo álbum cheio, “Detrás da Serra” (2025), fruto de uma vivência de uma semana em Petrolina, no sertão pernambucano, gravando no estúdio Casinha Lab, do engenheiro de áudio Iago Guimarães. “Detrás da Serra” apresenta 10 faixas que passam por ritmos como marcha, sambada, baião e forró. ”Esse álbum é um novo começo, ao mesmo tempo que é a junção dos anos de experiência que temos enquanto banda e troca com pessoas e público”, explica Tauana Queiroz, zabumbeira e uma das compositoras do grupo. “Ele inaugura uma visão sobre o que a gente quer propor para as pessoas”, salienta. “Ele vem num momento de mudança da banda, não apenas de integrantes, mas da nossa vivência com a música regional. São nove anos de banda, nosso olhar sobre os instrumentos estão mais maduros”, completa Javé Montuchô, responsável pelas caixas e tarol. Ao longo de “Detrás da Serra” ouvimos sons de cortejo, comum às bandas de Pífano que circulam por feiras pelo interior do Brasil, samba de matuto, muito ligado a tradição do pífano e na percussão do álbum, além do tradicional baião e o forró, ritmos tão nordestinos e com forte presença na música brasileira. O disco ainda conta com uma canção da pifeira piauiense Joane Faustino e uma homenagem à João do Boi, mestre de samba chula do recôncavo baiano. Apoiado pelo Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (SIEC – PI) e patrocinado pelo Armazém Paraíba, “Detrás da Serra” está disponível em todas as plataformas. Ouça e conheça o disco faixa a faixa... Continue Lendo no Scream Yell

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domingo, 29 de junho de 2025

GRINGOS DE JUNHO: Mais um compilado de sons massa de vários locais do mundo pra vocês conhecerem...


Penúltimo dia do mês por aqui e aportamos com nosso post gringo de Junho de 2025. Como já falamos, não vamos mais fazer playlists nos streamings. Mas melhor que isso, trazemos por aqui alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 álbuns e EPs com sons que vão do post alguma coisa pesada a música ao piano calminha, passando por eletrônico, psicodelia e música pop sim. 

Na capa deste post, o quadro "Untitled" (1982), do pintor colombiano Alejandro Obregón (1920 - 1992), que nasceu num mês de Junho em Barcelona.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Vários trabalhos foram lançados por esses dias.

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não aos pedaços:


​Rosa Canina - waiting list (Álbum/ Holanda)

Em Waiting List, quarto lançamento entre álbuns e EPs do quarteto de Amsterdã, a banda explora o lado mais pesado de sua psique. Com bateria forte, sintetizadores envolventes, e guitarras lamentosas, o trabalho apresenta 8 faixas que passeiam pelo post rock com pitadas de metal e psicodelia e foram inspiradas em várias lutas com a saúde mental. Seja na frustração de não conseguir uma consulta com o terapeuta quando é mais necessário – conforme personificado na faixa-título – a sensação de estagnação perpétua pós pandemia com as pessoas englobadas no limbo da vida e cheios de ansiedade. Rosa Canina explora todas as nuances sonoras do ser humano, com essa coleção atmosférica e catártica da mais pura música. Escrito na “ressaca” causada pela covid, e gravado no Studio Moskou em Utrecht, Holanda, o álbum foi lançado em Maio em todas as plataformas de streamings, além de uma edição limitada em CD e cassete. Ouça no bandcamp da banda:



Ryan Farish - Under the Stars (Álbum/ Estados Unidos)

Under the Stars é o nome do novo álbum do renomado produtor internacional de música eletrônica Ryan Farish. O trabalho de 10 faixas instrumentais profundamente contemplativas é um lançamento da Rytone Entertainment. “Nascido da quietude das horas noturnas quando o mundo fica quieto, esta coleção de composições eletrônicas ambientais convida os ouvintes a se desconectarem do caos da vida diária e se reconectarem com seus eus interiores”, explica o release. O álbum representa um novo capítulo ousado na evolução artística de Farish e um retorno cuidadoso aos elementos fundamentais que o estabeleceram como um produtor eletrônico reconhecido mundialmente. O processo de criação do trabalho infunde cada faixa com uma qualidade íntima e meditativa, com ótimos momentos de synths e pianos, que demonstra a evolução do artista americano enquanto honra suas raízes na música eletrônica. Em todos os streamings e no bandcamp:



Sergey Khomenko - Tak (Álbum/ Ucrania)

Sergey nasceu na Ucrânia, onde começou a estudar música, mas vive há muitos anos na Itália. Ele já passou por aqui algumas vezes, já que é um prolífico compositor, sempre lançando peças instrumentais que partem da música eletrônica em sua maioria, mas vão para diversos estilos musicais diferentes. Com faixas em séries de TV e trabalhando em trilhas, ele está sempre estudando novos estilos. Tak é talvez seu álbum mais centrado entre os que eu escutei. O trabalho de synths e guitarra são lineares ao longo das 9 faixas instrumentais. Também soa de forma mais contemporânea e global, com forte presença de teclas e beats que lembram a bateria mais orgânica e conectadas com a música pop, por assim dizer. Óbvio que existem diversos momentos de contemplação, melancolia, em canções que falam muito sem dizer uma palavra sequer, tudo feito com muita qualidade e com ares de cinema/soundtrack. O trabalho já está em todos os streamings, confira a playlist:



Naneum - Dreams Remembered Pt. II (Álbum/ Estados Unidos)

Projeto/ nome artístico do músico e produtor Jon Solo, que vive no Brooklyn. Como sugere o nome Dreams Remembered Pt. II é uma continuação da paisagem sonora onírica apresentada em seu primeiro álbum. Com material inédito, este novo capítulo revisita e reimagina faixas que nasceram no mundo dos sonhos. Após redescobrir essas preciosidades ocultas, Solo as refinou e aprimorou, entrelaçando-as cuidadosamente de volta ao mundo etéreo criado no primeiro álbum. O resultado pode ser contemplado (sim, é música para contemplar o horizonte, ficar calminho) ao longo das 11 peças instrumentais curtas que já estão em todas as plataformas de streamings e também no bandcamp:



OFZERTI - CODED (EP/ França)

Em CODED, o experiente produtor francês capta o desconforto de viver dentro do algoritmo. Construído a partir de breakbeats fraturados, loops de baile funk, sub graves profundos e sintetizadores ácidos, este EP de 4 faixas instrumentais parece uma transmissão de um futuro onde a emoção são dados e a identidade é código. O trabalho tem qualidade de cinema e apreço e fidelidade ao design de som, mas está enraizado na cultura club – urgente, pesado e profundamente rítmico. “As faixas oscilam entre a paranóia problemática e a tensão suada da pista de dança, inspiradas no baixo do Reino Unido, dubstep e texturas afro-latinas”, comenta o produtor. O trabalho de OZFERTI sempre misturou narrativa com beatmaking experimental, mas CODED vai mais longe – é ao mesmo tempo um aviso e uma celebração da máquina dentro de nós. Ouça no seu player preferido ou no bandcamp da nubia nova records aqui:



Arizona Coast - Genesis (EP/ Estados Unidos)

O EP Genesis é a estreia eclética de um artista americano excêntrico. Ele se descreve como alguém que “cresceu em um cinema, escondido do mundo e comendo pipoca do chão quando a última multidão saiu durante a noite”. Ou seja, estamos falando de alguém que nunca teve muita experiência no centro das atenções. Trata-se de um artista finalmente livre, se jogando na sua arte e pronto para assumir o mundo. Ao longo das 4 faixas instrumentais do seu primeiro trabalho, ele demonstra um ar lo-fi e ao mesmo tempo ousado, por mais que em alguns momentos os loops se repitam, numa espécie de reconstrução e renascimento do artista nele mesmo. Para um primeiro trabalho, é promissor, vale ouvir na sua plataforma preferida ou na playlist abaixo:



Velvet Penny & Sol Societe - Hot Air Balloon // Sambido (Split/ Estados Unidos)

Dois jovens artistas da Califórnia, a Velvet Penny de Los Angeles e o Sol Societe de San Dimas, se uniram num Split EP, que além de estar em todos os streamings, também saiu em vinil 7” neste ano. Velvet é um coletivo musical de artistas ativistas liderados pela cantora e compositora Marlena Martinez. Em 2023 lançaram o primeiro trabalho e agora retornam nesse split com “Hot Air Balloon”, definitivamente uma faixa psicodelia e com ares de lo-fi e música pop contemporânea, mas que também remete a outros tempos. Tem uma certa ironia ou doçura inocente no som, mas é alguém que obviamente sabe o que tá fazendo. É como sei lá, a zoeira do weezer numa versão bem menos hetero top, ou a mais sofisticada da Fiona Apple encontrasse a jovem Rita Lee. Já o Sol Societe, mantém o ar de gravação caseira, mas parece um tanto mais afundado na psicodelia, numa pegada folk e hippie de meio de mato, vale ouvir nos streamings ou aqui no bandcamp:



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terça-feira, 29 de abril de 2025

GRINGOS DE ABRIL: Uma viagem sonora pela Europa em novos álbuns e artistas do velho continente...


Chegamos com o nosso post gringo de Abril de 2025. Como já falamos, não vamos mais fazer playlists nos streamings. Isso mesmo, foda-se as plataformas. As mais populares pagam mal e mesmo assim não faz tanta diferença, já que boa parte dos sons gringos que falamos por aqui é esquisito, experimental, fora do escopo de interesse de quem usa essas plataformas normalmente.

Na capa deste post, o quadro “Passer's By Street Musicians” (1965), do pintor francês Jean Helion (1904 - 1987), que nasceu num mê de Abril.  Abaixo, os álbuns, EPs e um clipe que curtimos muito neste mês. Vários trabalhos foram lançados por esses dias.


Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve na íntegra e não aos pedaços:


NuN's Chaostry - Tioweh (Álbum/ Polônia) Pelo que entendi, trata-se do primeiro álbum de um projeto eletrônico, ambient e instrumental do músico e produtor polones Kacper Graczyk. Tioweh apresenta 6 faixas bem pensadas e produzidas, cheias de efeitos e ambiências, combinando vozes ancestrais de xamãs do norte da Sibéria com texturas espaçosas e sobrenaturais. O álbum que está sendo lançado hoje em todos os streamings e também em LP pela Mindses Music, apresenta vocais sampleados de canções xamânicas e narrativas autênticas do Ártico Siberiano, mais especificamente no povo Nganasan — a cultura indígena mais setentrional da Eurásia. Tais vozes são entrelaçadas com o misterioso mundo sonoro ambiente característico do projeto. Ouça no seu streaming preferido ou no bandcamp:



Alex revox Jr - B77 (Álbum/ França)

Debute bem interessante deste jovem artista francês, voltado para a música eletrônica com uma pegada pop. B77 é um trabalho de 10 faixas, que homenageia os pioneiros do som eletrônico na França, mas que ao mesmo tempo mostra a voz distinta deste novo nome que surge. Texturas granuladas, padrões hipnóticos e referências claras a nomes como Pierre Henry, Kraftwerk, Philip Glass e outros, demonstram e constroem uma ponte sonora entre o passado e o presente, misturando estilos com uma experimentação interessante, boas técnicas e uma excelente produção e bom humor. O resultado é um som eletrônico artesanal e sutilmente vintage, moldado por uma produção meticulosa e uma sensibilidade musical diferenciada de alguém que parece ter se divertido muito fazendo este álbum. Ouça nos streamings ou abaixo:



MOVION - Vertice (Álbum/ Italia)

Trio instrumental formado em Turim no ano de 2012, com o compromisso artístico de combinar atmosferas sintéticas e paisagens sonoras acústicas através de uma narrativa sonora guiada pela emoção e pela psicodelia. Vertice é o terceiro álbum da banda, lançado em janeiro de 2025. O trabalho tem 9 faixas instrumentais que misturam elementos típicos do post rock com os da música eletrônica experimental, sempre recheado de psicodelia e uma forte carga de emoção, além do belo trabalho de composição e produção. Ouça nos streamings ou no bandcamp:



DR. Piankov - Mosaic (Álbum/ Rússia)

Projeto de um compositor russo que vive nos Estados Unidos. O trabalho do artista faz a fusão do jazz mais tradicional com sonoridades de diversos locais do mundo. Mosaic é seu quarto álbum, são 16 faixas, majoritariamente instrumentais, que misturam com maestria harmonias complexas e ritmos intrincados, mantendo uma acessibilidade notável que beira a música pop. Nem todas as faixas acertam, mas as que vão bem, valem por conhecer o álbum todo. O trabalho está em todos os streamings, ouça no youtube:



Maria Karakusheva - "The Wild Iris" (Clipe/ Bulgária)

Maria é uma compositora de música clássica nascida na Bulgária, criada na França e que atualmente vive na Holanda. "The Wild Iris", faz parte do novo álbum da artista, Forget Me Not, a ser lançado em breve. Inspirada na íris selvagem — uma flor que prospera mesmo nas condições mais adversas —, esta composição explora temas de feminilidade, resiliência e força interior. “Através de um trabalho de piano delicado, porém expressivo, convido os ouvintes a uma jornada de autodescoberta, abraçando a vulnerabilidade como fonte de poder”, explica a artista em seu release de apresentação. No clipe, a artista ao piano performa junto com um trio de compositoras nas cordas de violinos, bem bonito:



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