Eu espero que
Pupillo não precise mais de um epíteto do tipo “o percussionista da Nação Zumbi” ou “o baterista da Marisa Monte” após lançar esse disco. Não que essas atribuições não lhe façam jus, pelo contrário, porém, é pouco. Muito pouco. O cara é um dos maiores músicos brasileiros em atividade, não só em seus instrumentos, mas é um desses pensadores musicais, com conceitos claros, domínio do estúdio, totalmente sintonizado com o que há de mais moderno e ciente de como fazer um trabalho sendo fiel às suas origens e plural. Não por acaso, este primeiro álbum assinado totalmente por ele leva o seu nome no título. Há alguns anos, Pupillo lançou um trabalho sob o nome de Sonorado, um disco em que ele revisitava temas de novelas dos anos 1970. Depois participou de alguns tributos e seguiu uma bem sucedida carreira de produtor/colaborador com muita gente. Além dos dois mencionados na abertura do texto, ele também é trocador de figurinhas com a patroa, Céu, e assinou trabalhos maravilhosos com Erasmo Carlos, Nando Reis, Gal Costa, entre tantos outros. Mas, repito, nada do que ele fez até agora é tão bacana quanto este “Pupillo”, o disco...
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