Depois do anúncio de dois EPs ao longo de quatro meses, o quarteto pernambucano Virgulados enfim anuncia o terceiro e último ato de O Trem De Belo Jardim, aquele que, agora, se mostra seu novo e completo material. Intitulado Autorretrato (Ato 3), o novo EP conta com três músicas inéditas e fortalece a produção assinada por Benke Ferraz. Seu despertar já nasce com uma estrutura madura que chega a surpreender. Encorpada em razão da proeminência do baixo de Gledson Lamartine, a faixa já se mostra capaz de esbanjar uma sensualidade regional marcante que, de início, dá base para uma espécie de vinheta de apresentação entoada por David Biriguy e seu tom graciosamente agridoce. De maneira rápida, mas ao mesmo tempo sutil, a bateria de Heligeison Feitosa passa de um minimalismo oco para algo tão sensual quanto a desenvoltura do baixo. Saliente e sincopado, o instrumento traz consigo uma identidade rítmica nordestina inebriante que abraça, com agradável calor, o universo rítmico do forró. Nesse ínterim, a guitarra de Eduardo Albuquerque se posiciona na dianteira melódica oferecendo, com sua agudez contagiante, uma melodia swingada que traz consigo uma malemolência irresistível. Para os ouvidos atentos, se percebe a presença de outra voz acompanhando o desenrolar lírico dominado por Biriguy... Continue Lendo no site do Diego Pinheiro
terça-feira, 17 de março de 2026
Virgulados - Autorretrato (2025)...
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Depois do anúncio de dois EPs ao longo de quatro meses, o quarteto pernambucano Virgulados enfim anuncia o terceiro e último ato de O Trem De Belo Jardim, aquele que, agora, se mostra seu novo e completo material. Intitulado Autorretrato (Ato 3), o novo EP conta com três músicas inéditas e fortalece a produção assinada por Benke Ferraz. Seu despertar já nasce com uma estrutura madura que chega a surpreender. Encorpada em razão da proeminência do baixo de Gledson Lamartine, a faixa já se mostra capaz de esbanjar uma sensualidade regional marcante que, de início, dá base para uma espécie de vinheta de apresentação entoada por David Biriguy e seu tom graciosamente agridoce. De maneira rápida, mas ao mesmo tempo sutil, a bateria de Heligeison Feitosa passa de um minimalismo oco para algo tão sensual quanto a desenvoltura do baixo. Saliente e sincopado, o instrumento traz consigo uma identidade rítmica nordestina inebriante que abraça, com agradável calor, o universo rítmico do forró. Nesse ínterim, a guitarra de Eduardo Albuquerque se posiciona na dianteira melódica oferecendo, com sua agudez contagiante, uma melodia swingada que traz consigo uma malemolência irresistível. Para os ouvidos atentos, se percebe a presença de outra voz acompanhando o desenrolar lírico dominado por Biriguy... Continue Lendo no site do Diego Pinheiro
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