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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Flaviola - Ex Tudo (2020)...




“As pessoas falam da década de 1970 como se tivesse sido o máximo. Foi um horror”, pigarreia o cantor, compositor, poeta, diretor musical e visionário pernambucano Flavio Tadeu Rangel Lira, o Flaviola. Quando tinha 21 anos, no Recife, o artista lançou o disco independente Flaviola e o Bando do Sol (Rosenblit, 1976). Uma obra que não aconteceu no seu tempo. Era tecnicamente malfeita, o elepê tinha encarte em papel vagabundo, a capa tinha um plástico que formava bolhas, a qualidade da gravação era ruim. Mas estava predestinado à eternidade. A música era visionária e atravessou as décadas como um cult absoluto, uma lenda do chamado “udigrudi”, da contracultura dos anos 1970, a amamentar as novas gerações. O elepê foi relançado essa semana pela Polysom/Rosenblit, em 180 gramas, finamente recuperado. Custa R$ 120. Cheio de estranhezas e excentricidades, Flaviola e o Bando do Sol legou um único hit para seu tempo: Romance da Lua, Lua, que foi gravado por Amelinha e virou título do disco da cantora cearense em 1983. A gênese do artista pernambucano Flaviola foi no teatro, como ator de teatro infantil, sob direção do autor e encenador Eduardo Maia (que depois virou professor e estudioso de astrologia), na confluência entre a música e sua encenação. Flaviola não era um cultor dos experimentalismos estrangeiros, foi muito mais influenciado pelo Laboratório de Sons Estranhos (LSE), uma espécie de academia de música do Recife encabeçada por Aristides Guimarães a partir de 1966 (apelidada de tropicalismo pernambucano). Flaviola não perdia uma apresentação da banda do LSE, que se apresentava naquela época no auditório do Colégio Damas Cristãs, no Recife. “O Recife é foda. Foi o show que mais me impressionou. Era uma coisa de louco, um negócio maluco”... Continue lendo no Farofafá
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sábado, 28 de julho de 2012

Coletânea - Psychedelic Pernambuco (2011)


"Psicodelia dos anos "70" de Pernambuco, Brasil - músicas incríveis que combinam sons percussivos, cruamente tropicais, com um mundo de criatividade psicodélica e possibilidades - uma das melhores compilações já reunidas por Mr Bongo! Lula Cortes era uma figura central na cena e ele está muito bem representada aqui, incluindo suas gravações influentes com Zé Remalho. Ainda mais emocionante, porém, é o material que nós nunca fomos afortunados o suficiente para ouvir antes de agora - e há um bom negócio dele! A fusão da psique global e sons populares em um som distintamente brasileiro é nada menos que incrível - percussão regional e tradicional debaixo cítaras, alaúdes, teclados e muito mais. Ele apresenta canções do grande Lula Cortes Ze Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Notaro Marconi, Flaviola E O Bando Do Sol e The Gentleman.", Baixa Funda.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Flaviola e o Bando Do Sol - Flaviola e o Bando Do Sol (1976)...




Outro representante da geração nordestina pós-tropicalismo, que teve em Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, sua expressão mais radical. Também pernambucano, Flaviola e o Bando do Sol gravou apenas um álbum, lançado pelo selo local Solar, em 1976. Com base em ritmos regionais, produziram um raro mix de folk-rock-psicodelia, que permanece com extrema atualidade. Instrumental rico, na base de violões, violas, guitarras, flautas e percussão. Basicamente acústico, com uma poesia ímpar, o disco é mais um exemplo da energia, da vontade de crair algo novo, que abundava no Recife. Uma comparação com os ingleses de "The Incredible String Band" não é de todo absurda. Participam do disco Flávio Lira (o Flaviola), Lula Côrtes, Pablo Raphael, Robertinho of Recife, e Zé da Flauta
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