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sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Hiran - Galinheiro (2020)...
Download: Galinheiro (2020).rar
Existia um lugar-comum muito utilizado para se referir a Hiran quando ele surgiu no cenário da música baiana, na virada de 2017 para 2018: ele era “o rapper gay”. Sim, ele é mesmo abertamente homossexual. É preto e bicha. E também VIP, como afirma em “Baile de Ideia”, uma das melhores faixas de “Tem Mana no Rap” (2018), seu álbum de estreia. O (necessário) tom de manifesto do primeiro disco fez com que algumas pessoas preferissem não enxergar o artista que existe por trás de rótulos identitários. Em “Galinheiro” (2020), seu segundo trabalho, aqueles que desejarem colocar em prática essa cegueira seletiva terão um exercício ainda mais árduo. Uma forma eficaz de lidar com o desdém de terceiros é o deboche – e isso Hiran tem de sobra. O baiano ironiza os que o menosprezam já na abertura do álbum de nove faixas, na “beat ciranda” que intitula o trabalho. Em “Galinheiro” também estão presentes as críticas a contextos sociais, que já permeavam canções anteriores. O flerte de Hiran com ritmos como o funk carioca e o pagodão baiano produziu faixas de grande apelo pop, que podem fazê-lo ultrapassar os limites do rap queer e da música independente. Exemplos disso são a acústica “Gosto de Quero Mais”, em parceria com Tom Veloso (Dônica), e “Chora”, um hino à volta por cima. Por sua vez, “Kika (Cara de Mau)”, dueto com a drag soteropolitana Nininha Problemática, é hit digno de qualquer paredão, fluxo ou baile... Continue lendo no Scream Yell
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Hiran - Tem Mana no Rap (2018)...
Download: Tem Mana no Rap (2018).zip
Historicamente, o rap é política: desde a sua gênese, o gênero evidencia a realidade das periferias urbanas e denuncia o preconceito sofrido por seus expoentes. Mas a própria cena sempre foi — e ainda é — predominantemente heterossexual e machista. Contexto muito diferente do que é visto em outros estilos musicais (como o pop), em que a presença de artistas LGBT+ cada vez mais em ascensão. Às vésperas de uma eleição presidencial com cada vez mais discursos retrógrados inflamados, a importância da resistência hip hop contra a homofobia é ainda mais crítica. A presença de gays no rap não é inédita. Nos Estados Unidos o estilo foi apelidado de queer rap e nomes como o do Rico Dalasam foram precursores do movimento aqui no Brasil. O paulistano foi o primeiro rapper LGBT+ a chegar no mainstream (ou muito próximo dele) rimando sobre sua vivência repleta de militância e preconceito. Com isso, a cena tem se transformado e angariado outros rappers que tem como ponto comum a missão de tornar obsoletos esses estereótipos. Um deles é o baiano Hiran, de apenas 23 anos. Seu álbum de estreia Tem Mana no Rap foi lançado em março deste ano e sua segunda faixa, "Muda", acaba de ganhar o próprio clipe... VIA
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