"Estamos trabalhando pra bilionário brincar de fazer robô". A frase é do Felipe Vazquez, produtor por trás do projeto de música eletrônica Tijuca Dub Club, que se uniu ao dúo de música pesada Cipó Fogo para o primeiro lançamento de ambos projetos em 2026. Daí parte o conceito do EP: Digital Slaves, cuja parte gráfica, também idealizada por Vazquez, é inspirada, e reimagina, as obras do francês Debret (capa) e do alemão Rugendas, pintores europeus que vieram ao Brasil e retrataram a escravidão no país durante o período colonial. Ao substituir os opressores homens brancos, senhores de escravos, nas pinturas dos artistas, por androides antropomórficos de inteligência artificial, é uma denúncia, até descritiva, dos tempos em que vivemos hoje, em que a humanidade, induzida ou deliberadamente, está entregando seus dados, e não apenas isso, seus desejos e sentimentos mais profundos, tudo que nos torna humanos, aos algoritmos das redes sociais e modelos de linguagem (IA) criados com um único objetivo: explorar nossos recursos, nossas vidas, e gerar LUCRO. De acordo com Marcelo Cabral, vocalista do Cipó Fogo, "não somos radicais, ou puristas quanto ao uso de novas tecnologias, e pode até parecer contraditório que utilizamos IA para reimaginar as obras de Debret e Rugendas nos tempos de hoje, mas é justamente parte do conceito abordado: de utilizar IA de forma pontual como ferramenta complementar, e não como oráculo moderno, terapeuta, ou até "relacionamento afetivo", entregando à máquinas movidas por viés de confirmação até tomadas de decisões sobre nossas vidas. Acreditamos que artistas, sobretudo periféricos, independentes, do underground, com poucos recursos disponiveis, podem e devem utilizar essas ferramentas para se expressar, não substituindo o trabalho criativo, mas complementando o que surge de uma ideia original, orgânica, humana". Com duas faixas surpreendentes, Digital Slaves e ACAB, o novo trabalho mostra a força do encontro dos beats e atmosferas da música eletrônica produzida por Vazquez com a distorção das guitarras matadoras de André Corradi e a agressividade das vozes de Cabral, resultando em uma sonoridade original e livre de nomenclaturas genéricas...
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terça-feira, 21 de abril de 2026
Cipó Fogo & Tijuca Dub Club - Digital Slaves (2026)...
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"Estamos trabalhando pra bilionário brincar de fazer robô". A frase é do Felipe Vazquez, produtor por trás do projeto de música eletrônica Tijuca Dub Club, que se uniu ao dúo de música pesada Cipó Fogo para o primeiro lançamento de ambos projetos em 2026. Daí parte o conceito do EP: Digital Slaves, cuja parte gráfica, também idealizada por Vazquez, é inspirada, e reimagina, as obras do francês Debret (capa) e do alemão Rugendas, pintores europeus que vieram ao Brasil e retrataram a escravidão no país durante o período colonial. Ao substituir os opressores homens brancos, senhores de escravos, nas pinturas dos artistas, por androides antropomórficos de inteligência artificial, é uma denúncia, até descritiva, dos tempos em que vivemos hoje, em que a humanidade, induzida ou deliberadamente, está entregando seus dados, e não apenas isso, seus desejos e sentimentos mais profundos, tudo que nos torna humanos, aos algoritmos das redes sociais e modelos de linguagem (IA) criados com um único objetivo: explorar nossos recursos, nossas vidas, e gerar LUCRO. De acordo com Marcelo Cabral, vocalista do Cipó Fogo, "não somos radicais, ou puristas quanto ao uso de novas tecnologias, e pode até parecer contraditório que utilizamos IA para reimaginar as obras de Debret e Rugendas nos tempos de hoje, mas é justamente parte do conceito abordado: de utilizar IA de forma pontual como ferramenta complementar, e não como oráculo moderno, terapeuta, ou até "relacionamento afetivo", entregando à máquinas movidas por viés de confirmação até tomadas de decisões sobre nossas vidas. Acreditamos que artistas, sobretudo periféricos, independentes, do underground, com poucos recursos disponiveis, podem e devem utilizar essas ferramentas para se expressar, não substituindo o trabalho criativo, mas complementando o que surge de uma ideia original, orgânica, humana". Com duas faixas surpreendentes, Digital Slaves e ACAB, o novo trabalho mostra a força do encontro dos beats e atmosferas da música eletrônica produzida por Vazquez com a distorção das guitarras matadoras de André Corradi e a agressividade das vozes de Cabral, resultando em uma sonoridade original e livre de nomenclaturas genéricas...
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Cipó Fogo - O Vale das Sombras (2025)...
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Sétimo lançamento do Cipó Fogo apresenta 4 novas faixas com participações de músicos convidados como a alagoana Melinna Guedes e o uruguaio Matias Montes, abordando temas como ditadura e patriarcado. O Vale das Sombras, mais que um lugar, é um período de tempo na história, que implica em uma dura travessia, de dor e luta, como a quadra histórica que vivemos hoje, com a ascensão do autoritarismo global que presenciamos, atônitos. Uma travessia forçada que a humanidade e o planeta precisam cruzar. A boa notícia é essa: um dia termina. Assim foi a travessia pelo vale das sombras para tantas populações ao largo da história. O vale das sombras que representou o colonialismo que os povos nativos americanos sofreram e ainda sofrem, e os mais de 300 anos de escravidão vividos pelas populações do continente africano nas Américas (Zumbi dos Palmares). O vale das sombras que viveram os perseguidos, torturados, mortos e desaparecidos políticos durante as ditaduras que assombraram a América do sul entre os anos 60 e 80, e que suas famílias ainda seguem cruzando essa dor e essa luta até hoje (Nunca Más)... Continue Lendo no Noise Red
domingo, 1 de setembro de 2024
Cipó Fogo - Born Enslaved (2024)...
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O Cipó Fogo surgiu pelo inconformismo com a escalada de casos de racismo no país, violência de gênero, homofobia, transfobia e do advento do fascismo tropical digital. Três amigos de longa data se reuniram para expressar sua indignação através de uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parece girar para trás. Musicalmente a banda tem influências diversas de artistas de gêneros como hardcore punk, thrash metal e crossover/thrash, grindcore, death metal, doom, stoner rock, entre outros. As referências de composição são das mais variadas, vão da ficção, seja literatura ou audiovisual, do noticiário ou mesmo da ciência. Em 2024, após cinco lançamentos, o guitarrista Aldo Jones se desligou do projeto e o Cipó Fogo passou a ser um duo formado por Marcelo Cabral (voz e letras) e André Corradi (instrumental). Com uma carreira extensa em Alagoas, fez parte de bandas como MC+20 e Coisa Linda Sound System, para citar apenas duas. André é músico, compositor e produtor de São Paulo. Tocou baixo em bandas como O Surto, Oito, Trap, entre outros projetos, com shows ao vivo Brasil afora. Além disso, Corradi é luthier e construiu todos os instrumentos usados nas gravações do duo... Continue Lendo a entrevista na Revista O Inimigo
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
Cipó Fogo - Originais (2023)...
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De alguma forma, Originais é uma volta pra casa do duo Cipó Fogo, um retorno ao próprio chão, Alagoas, seu sertão, seus povos originários. Ponto de partida e de volta, de perspectiva local, para nos debruçarmos sobre essa questão, tão valiosa para a banda, e no nosso entendimento para todo o país (ou deveria ser) e a humanidade, que é a temática indígena, as lutas por direitos, território e pela própria vida dessas comunidades e dos recursos naturais sob sua guarda atenta e combativa. A foto de capa é de autoria da indígena e talentosa fotógrafa Letícia Anawê Valentim, que realiza um maravilhoso trabalho de imagem ao registrar as belezas da cultura de seu povo, os Katokinn, que em 2023 celebram 20 anos de resistência étnica no semiárido alagoano, município de Pariconha (siga @aldeiakatokinn no Instagram). Musicalmente, a faixa título, Originais (André Corradi/Marcelo Cabral) é talvez nosso trabalho com mais características de hardcore punk até agora, uma música veloz e direta, mas com elementos de metal como não poderia deixar de ser, com nossas influências de crossover/thrash anos 90, entre outras tantas referências dentro da música pesada. O tema é uma celebração da diversidade dos povos originários do Brasil. O Lado B de Originais apresenta um feat. com o sempre parceiro da banda, o produtor Felipe Vazquez A.K.A. Inépcia Artificial que produziu o remix de Nativo, tema original de Aldo Jones e Marcelo Cabral que integra o EP Ataque Zumbi, lançamento anterior da banda, e retomando a parceria do nosso terceiro lançamento, Vergonha Armada Remix, também produzido por Vazquez...
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Cipó Fogo - Vergonha Armada (2022)...
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Vergonha Armada é o primeiro EP da Cipó Fogo e apresenta ao público dois novos temas, a faixa título, que foi composta no começo do conflito que envolve Ucrânia, Rússia e Otan, iniciado na sequência de uma pandemia que afetou todo o planeta, por um lado, mas que não trata só disso, se não também do aumento dos números de posse de armas de fogo no Brasil com o incentivo governamental aos CACs (Colecionadores de armas, Atiradores esportivos e Caçadores), de forma que hoje vivemos uma realidade onde há mais armas nas mãos de civis que das forças armadas e das corporações polícias de todos os estados. A canção tem muitos significados, apesar da letra curta, mas sem dúvida, a principal delas, é a vergonha que representam os gastos das forças armadas brasileiras nos últimos anos com itens supérfluos como picanha, cerveja, leite condensado e próteses penianas, enquanto 33 milhões de brasileiros passam fome. O "lado b" de Vergonha armada é uma canção bilingue. Com letra em inglês e espanhol: My weed guy is an antivax é um pequeno conto de horror apocalíptico pós-pandêmico, baseado em fatos reais...
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