“Lenta chuva que caiu na margem do rio onde uma mulher agachada enxugava seu pranto // Isso pode ser uma imagem e tanto // Entanto …”. Este é Marcelo Callado – a certa altura, em “Encanto”, segunda faixa de seu sexto álbum solo, “Brado” – cantando sobre sua visão personalíssima de saudade, solidão, perplexidade e parvo diante do cotidiano que se impõe sobre nossas vidas. Sabemos que não é fácil descrever as sensações que experimentamos nesses tempos, mas as tentativas não param de se suceder, o que nos dá a impressão de que não estamos sozinhos. Talvez daí venha o título do trabalho, que materializa o grito diante disso tudo, a vontade de dizer que tem muita coisa errada, muita gente fazendo muita besteira e demais sentimentos que parecem irracionais, mas que, no fim das contas, são nossas provas mais concretas de sensibilidade e razão. Peço perdão por esta tentativa de teorizar sobre o que passa na cabeça do criador do álbum, mas dá quase pra cravar esses motivos. E a “esquisitice” que permeia a música de Marcelo dialoga muito bem com essa condição forçada de espectador do caos, posto no qual a capacidade de notar os detalhes não significa estar a salvo das agruras que acontecem. Daí a necessidade de gritar. Faz todo o sentido... Continue Lendo no Célula Pop
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Marcelo Callado - BRADO (2026)...
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“Lenta chuva que caiu na margem do rio onde uma mulher agachada enxugava seu pranto // Isso pode ser uma imagem e tanto // Entanto …”. Este é Marcelo Callado – a certa altura, em “Encanto”, segunda faixa de seu sexto álbum solo, “Brado” – cantando sobre sua visão personalíssima de saudade, solidão, perplexidade e parvo diante do cotidiano que se impõe sobre nossas vidas. Sabemos que não é fácil descrever as sensações que experimentamos nesses tempos, mas as tentativas não param de se suceder, o que nos dá a impressão de que não estamos sozinhos. Talvez daí venha o título do trabalho, que materializa o grito diante disso tudo, a vontade de dizer que tem muita coisa errada, muita gente fazendo muita besteira e demais sentimentos que parecem irracionais, mas que, no fim das contas, são nossas provas mais concretas de sensibilidade e razão. Peço perdão por esta tentativa de teorizar sobre o que passa na cabeça do criador do álbum, mas dá quase pra cravar esses motivos. E a “esquisitice” que permeia a música de Marcelo dialoga muito bem com essa condição forçada de espectador do caos, posto no qual a capacidade de notar os detalhes não significa estar a salvo das agruras que acontecem. Daí a necessidade de gritar. Faz todo o sentido... Continue Lendo no Célula Pop
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