“Vacas exaustas”, álbum de estreia da acordeonista, cantora e compositora paulista Vitoria Faria, que atua em São Paulo, mas nasceu em Piracicaba, morou muitos anos em Campinas e também passou uma temporada em Portugal, é uma obra essencialmente feminista.”“Vacas exaustas” é, sim, um disco feminista, mas, mais do que isso, é um disco que fala sobre a exaustão dos corpos invisibilizados, diariamente, corpos estes que sustentam a roda politica social girando. Para mim, nós somos aquelas e aqueles que dão o leite, que dão a carne e a força do lombo para o mundo, mas que, no final do dia, são chamadas de “vacas””, me contou, em uma das melhores conversas do ano aqui para a Sexta Sei, no Baixo Centro. Com produção estelar de Guilherme Kastrup (vencedor do Grammy Latino em 2016) e participações de Assucena (“Dois Centímetros”), Flaira Ferro (faixa-título), Vênus Galard (“Asas a cobra”) e Luiza Brina (“Chão de taco” e arranjos em “Zap de família”), o álbum traz a experiência de uma instrumentista marcada por uma vivência de quatro anos em Portugal, como artista, mulher e latino-americana, vivência que permitiu “refletir sobre o que foram todos os meus anos como mulher no mundo”. “Alego, com mais certeza do que nunca, de que gostaria de estar falando de amor no meu álbum, mas a temática da violência contra mulher tem me invadido diariamente desde minhas primeiras memórias e não vejo ninguém se responsabilizando por essa realidade para além de nós, mulheres exauridas por essa realidade”, desabafa... Continue Lendo no Baixo Centro
segunda-feira, 7 de julho de 2025
Vitoria Faria - Vacas Exaustas (2025)...
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“Vacas exaustas”, álbum de estreia da acordeonista, cantora e compositora paulista Vitoria Faria, que atua em São Paulo, mas nasceu em Piracicaba, morou muitos anos em Campinas e também passou uma temporada em Portugal, é uma obra essencialmente feminista.”“Vacas exaustas” é, sim, um disco feminista, mas, mais do que isso, é um disco que fala sobre a exaustão dos corpos invisibilizados, diariamente, corpos estes que sustentam a roda politica social girando. Para mim, nós somos aquelas e aqueles que dão o leite, que dão a carne e a força do lombo para o mundo, mas que, no final do dia, são chamadas de “vacas””, me contou, em uma das melhores conversas do ano aqui para a Sexta Sei, no Baixo Centro. Com produção estelar de Guilherme Kastrup (vencedor do Grammy Latino em 2016) e participações de Assucena (“Dois Centímetros”), Flaira Ferro (faixa-título), Vênus Galard (“Asas a cobra”) e Luiza Brina (“Chão de taco” e arranjos em “Zap de família”), o álbum traz a experiência de uma instrumentista marcada por uma vivência de quatro anos em Portugal, como artista, mulher e latino-americana, vivência que permitiu “refletir sobre o que foram todos os meus anos como mulher no mundo”. “Alego, com mais certeza do que nunca, de que gostaria de estar falando de amor no meu álbum, mas a temática da violência contra mulher tem me invadido diariamente desde minhas primeiras memórias e não vejo ninguém se responsabilizando por essa realidade para além de nós, mulheres exauridas por essa realidade”, desabafa... Continue Lendo no Baixo Centro

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