quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

25 álbuns/EPs que você deveria ter escutado em 2025...

 

Ok, mais um ano acabando. Não sei como foi o ano pra vocês, mas o meu foi bem atípico, ou típico, por ter sido mais careta e tradicional. Queria ter visto muito mais shows, queria ter feito muito mais ações culturais para além do blog (e algumas outras), quem sabe ano que vem, já que o ano novo sempre vem!!

O único motivo de realizarmos essa compilação, é pra resumir o ano e dar ainda mais destaque a #musicabr, principalmente os sons indies e que andam a margem dos streamings tradicionais e fora das panelinhas e sem dinheiro para comprar posições em listas suspeitas nos streamings maliciosos...

Chegamos ao final de 2024 com 464 álbuns/EPS lançados neste ano e postados em nosso blog. O recorde segue sendo de 509 trabalhos postados dentro do ano, alcançado em 2022. E nem é por que está saindo menos álbuns que nos outros anos. Na realidade, se tem uma instituição que eu acho que ganhou força esse ano foram álbuns. A questão é que por aqui resolvemos dar vazão aos sons enviados no nosso gmail, sem pressa e sem correr com tags como a de ano (ainda tem uns 50 ou 60 álbuns de 2025 pra postar).

A esperança vã para o ano que vem é o indie voltar ao começo, sem focar em streamings e tentar achar saídas para o ao vivo, que é onde a música deve viver. Um sopro em meio as mesmices dos festivais publicitários e a onerosa função (que está sendo realizar shows), foi a baita turnê da Lupe de Lupe neste ano de 2025. Vários shows em espaços pequenos, inferninhos, tratando direto com seu público, naquela pegada Fugazi a brasileira...

Foram cerca de 1 milhão e 800 mil visitas ao blog até o momento em 2025 (O dobro do ano passado, mas os bots do Irã nem foram tantos assim!). Pela primeira vez desde a pandemia, o Brasil voltou a ser o maior pais em acessos ao blog, superando os Estados Unidos, que agora estão em segundo, seguido por Alemanha e Holanda (Os países europeus com mais artistas entre os nossos posts gringos mensais, ou seja, faz sentido). A mudança no Top 5 fica por conta da entrada da China (BYD me patrocina ai, pode ser o carrinho mais barato!!). Esses números foram alavancados por lançamentos populares neste ano de 2025, como os novos álbuns da Marina Sena, Bk, BaianaSystem e outros artistas, principalmente os novos que chegaram ao blog neste ano (Cerca de 100 novas tags) e divulgaram o blog pra uma galera nova. Inclusive, ontem saiu a nossa #coleta187, fechando o ano de coletâneas no blog (Ouça aqui).

Dito tudo isso, esses vários números são apenas pra te dizer que esta não é uma lista com os melhores álbuns/ registros sonoros/ discos brasileiros de 2025, mas são os que mais ouvimos e curtimos entre os que postamos no blog! Um passeio pelo ano e pelo Brasil, em sua enorme diversidade de estilos sonoros, sotaques e ideias. Vale destacar o ótimo trabalho do selo RISCO neste ano de 2025, que lançou uma gama de trabalhos bem interessantes (vários no blog e acho que tem dois ai na lista).

Vale dizer que limamos da lista os poucos lançamentos desse ano do nosso selo, o Hominis Canidae REC, mas digo com tranquilidade que o "peba", álbum de canções dx paulista Rés, poderia figurar tranquilamente nessa lista (e entrou lá na lista do site gringo Sound And Colours, vlww galera!). Mas não seria justo, já que lançamos porque gostamos dos trabalhos. Também evitamos ao máximo colocar os artistas do #HominisDissemina, nosso trampo de disseminação. Isso por que como nós criamos o release, ouvimos bem mais que os outros sons e realmente gostamos dos trabalhos. Mas álbuns como o novo do Mateus Moura (radicado no Pará), dos candangos da Satanique Samba Trio, da piauiense Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo, O EP visual do compositor fluminense Gabriel Araújo (que tá lá no nosso Youtube) entre outros, poderiam figurar nesta lista com tranquilidade...

Segue a lista com os álbuns e EPs linkados para download/ streaming em ordem alfabética! Mantivemos o 25 até por que finalmente chegamos ao ano de 2025 (compilamos esse número desde a pandemia)... 

Alberto Continentino - Cabeça a Mil e Corpo Lento

Alê Balbo - No Caminho da Força

Alexandre Rodrigues - Kaeté

Antonio Neves - De las Nieves

cajupitanga, Arthus Fochi - Próximo

Colibri - 3R, Pt. II

De Carne e Flor - Em Teus Olhos Vejo Fendas

Disstantes - Cybertrópico

Felipe Mancini - Vissungos – Dos Cantos para as Cordas

Heal Mura – The Limited Repetition Of Pleasure

Hugo Medeiros - Tempo Curvo

Jadsa - big buraco

Jaguaribe Carne - Isabel, 7 Cirandas Negras e Um Apito

Kovtun - Transcendental Obscura

lento, distante - Tecendo Ficções

Lívia Mattos - VERVE

Neggs e Yangprj - Libertador

Nelson Special - Sentimento Special

Siba - Máquina de Fazer Festa

Stefanie - BUNMI

Thaysa Pizzolato - SYZYGY

TEST & DEAFKIDS - SEM ESPERANÇAS

Throe - Silver Blue

Turva Gris - Algum Lugar Entre o Consciente e o Inconsciente

Vauruvã - Mar da Deriva


Se você deixou algum passar, se joga! Ouça e dissemine! Ahh, sentiu falta de algum som que ouviu no blog esse ano?! Marca nois na sua rede social preferida nos dizendo qual foi ou deixa aqui no comentários...

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Hominis Canidae #187 - Dezembro (2025)...





Chegamos ao fim de mais um ano e fechando mais um mês aqui no blog, tome mais uma mixtape. A nossa #Coleta187 chega um dia antes, porque amanhã sai a famigerada listinha de fim de ano. Por aqui, 17 faixas de álbuns e EPs que saíram no blog ao longo desse mês de dezembro. Um mês que é sempre recheado de belos trabalhos, o que faz dessa mix uma das melhores do ano (vou logo avisando). Não tem faixa inédita, apenas com sons de álbuns e Eps postados no blog pra resumir bem o mês pra vocês...

A bela colagem pra capa foi feita pela DJ e artista multimídia de Salvador Gabriela Piñeiro, conhecida como Gabão. Ela explicou a ideia pra arte e a técnica:

"A técnica foi colagem analógica e design digital. Nos últimos anos tenho investigado o arquétipo da mulher selvagem, e nas colagens ela gosta de se manifestar através de híbridos de fêmeas de várias espécies, quase sempre em diálogo com a música. Para a capa de dezembro da HC surgiu um dueto improvável que remete ao cão/lobo símbolo do projeto, todos juntos na mesma banda."

Ficou massa o resultado! Ela inclusive fez a capa em outra versão (tem no nosso insta), com outra cor, vale colar no perfil Artísitico dela, que tá cheio de colagens e trabalhos bacanas clicando aqui.

É isso, ouça nossa coleta, dissemine com os amigos e se curte nosso trabalho, fortaleça através do nosso PIX que a chave é o nosso mail de contato: hominiscanidae@gmail.com (ou se preferir, entre para o nosso apoia.se)

Amanhã tem aquele resumo gostoso dos álbuns e EPs que vocês deveriam ter ouvido esse ano. Torcendo sempre pro próximo ano ser melhor que esse pra gerals...

Continue indo aos shows, comprando merch dos artistas que curte e disseminando musica!
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

GRINGOS DE DEZEMBRO: Fechando a tampa de 2025 com uma seleta gama de sons doideiras do mundão...


(Ante)Penúltimo dia do mês (e do ano) e aportamos com nosso post gringo de Dezembro de 2025, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 5 trabalhos com sons de artistas de países diferentes, que vão do jazz até a música eletrônica ambient, passando por experimentais abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!

Na capa deste post, o quadro La Musique (1939),do artista francês Henri Matisse (1869-1954), que nasceu no último dia de dezembro.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados no último mês no máximo...

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:


Alex Augier - The Lyrical Age (Álbum/ França):

Alex é pianista e baterista de formação e faz parte da cena da música eletrônica de Paris há alguns anos. Seu primeiro lançamento data de 2014 e de lá pra cá o artista já lançou vários EPs e pelo menos um álbum. The Lyrical Age, lançado pela gravadora oqpo Records, é seu segundo álbum e provavelmente seu trabalho mais coeso e importante em termos de produção e divulgação. “O título do álbum ecoa uma expressão de Milan Kundera, que associava a "idade lírica" ​​à juventude: um período de exaltação ingênua, por vezes tingida de kitsch”, explica Alex. O trabalho apresenta 10 faixas instrumentais cheias de synths e bons beats contemplativos, que evocam com sensibilidade as belezas e os tormentos da adolescência. Ouça no seu player preferido ou no bandcamp:



Randy Bernsen - Christmas Jam (Álbum/ Estados Unidos)

O experiente produtor, guitarrista e compositor da Flórida acaba de anunciar um álbum de natal. Eu não curto muito álbuns temáticos e menos ainda sobre temas como o Natal, mas dá pra dizer que Christmas Jam é um projeto de gravação natalina que reinventa a música da época através do jazz moderno, grooves envolventes e conversas musicais espontâneas com participação de vários nomes do jazz mundial. São eles: Bob Mintzer (saxs), Bob Franceschini (Saxs) e Gary Husband (bateria e teclados), que acompanham Randy em sua guitarra. Ao longo das 7 faixas instrumentais, sendo 5 versões e 2 composições originais, tudo com uma abordagem exploratória sonoramente interessante. "O projeto enfatiza a improvisação coletiva, a textura, o clima e a liberdade de deixar as performances se desenvolverem organicamente em tempo real”, explica Randy no release. O trabalho está em todos os streamings, ouça abaixo:



Ernest Bonzet - SehnSucht E1ns (EP/ Holanda)

Ernest é DJ nas discotecas e clubes de Hilversum desde 1985 e adentra a cena holandesa de música eletrônica que estava em total efervescência. Fez parte de selos importantes e colaborou em mixes e remixes com vários nomes da música eletrônica nos anos 1990. Depois de um hiato de 23 anos, o produtor retorna com seu primeiro lançamento na era dos streamings. SehnSucht E1ns apresenta 5 faixas instrumentais, nas quais o silêncio é tão importante quanto os sons. Voltado para o etéreo, Bonzet cria música que existe no delicado espaço entre o despertar e o sonho. Ele se especializa em composições downtempo e meditativas, cultivando uma estética sonora única, com uma certa pegada lo-fi bem interessante. O trabalho está em todos os streamings, ouça aqui: 



Shasau - Alicante (EP/ Estados Unidos)

A dupla homem-máquina de Nova York, está de volta com seu novo EP, que expande o som introduzido em Futuristian (2024), álbum de estreia do projeto. Alicante foi lançado em novembro pelo selo Omninorm e apresenta 5 faixas eletrônicas e instrumentais (tem vocais como samples apenas), cheias de synths meio dark e beats retro. A base do EP são os dois primeiros sons, criados exclusivamente para este trabalho. “A faixa-título é uma peça micro-pop exuberante e onírica que funde múltiplos estilos em uma composição íntima e cintilante”, explicam no release. “O lado B principal, “Taurine”, explora uma paleta mais hipnótica, com toques de música eletrônica, e é acompanhado por uma animação minimalista e abstrata”, complementa. As outras 3 faixas são mostras do novo álbum do projeto, previsto para 2026. O EP está em todos os streamings e aqui no bandcamp do selo:



yuppah - Kadıköy (EP/ Irlanda & Turquia)

Quarteto de irlandeses formado por Jayne Pomplas (Violino), Robbie Reilly (Synths, samplers e Improvisação) Jason Macnamara (Percussionista e loops) e Alex Moore (Synths Modulares, samplers e improviso). Kadıköy é um EP com 5 faixas e tem esse nome porque as canções foram gravadas nas ruas deste bairro em Istambul na Turquia. Sonoramente, além do improviso, é um trabalho bem puxado pro folk, alguma coisa neoclássica e totalmente instrumental. Achei a ideia interessante, uma pegada meio cigana de sair tocando e gravado por aí e ver o resultado deste processo, mais ainda que os sons, mas vale conhecer o trabalho, que está em todos os streamings e no bandcamp:



Curtiu os sons?! Diz pra nois seu preferido no comentários e espalha o post nas suas redes e pros seus amigs!!
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domingo, 28 de dezembro de 2025

Rodrigo Ogi & niLL - Manual para não desaparecer (2025)...




Poucos encontros no rap conseguem reunir, de maneira tão simbólica, trajetórias e linguagens distintas quanto o de Rodrigo Ogi e Nill. Ambos carregam universos próprios, estéticas consolidadas e públicos fiéis, mas a força de Manual para Não Desaparecer está justamente no choque entre esses dois mundos. Rodrigo Ogi é um dos grandes cronistas do rap brasileiro. Desde Crônicas da Cidade Cinza (2011), consolidou-se como narrador urbano, capaz de transformar detalhes cotidianos em imagens cinematográficas. Sua escrita é minuciosa, quase jornalística, mas sem perder a força poética: personagens, ruas e sentimentos ganham contorno em versos que soam como fragmentos de um filme não gravado. Ao longo da última década, Ogi refinou essa capacidade de narrar, tornando-se referência em rimas que olham para a cidade e para o cotidiano com densidade e lirismo. Nill, por outro lado, representa uma geração que cresceu entre o rap e a internet, sem medo de misturar linguagens e provocar ruídos. Desde os primeiros trabalhos, mostrou domínio em tensionar a cena com ironia, referências da cultura pop — de animes a videogames — e um frescor ousado que dialoga diretamente com os códigos digitais de seu tempo. Se Ogi escreve como quem filma em película, Nill cria como quem edita no celular: colagem, velocidade, humor ácido e uma leveza quase trapaceira, que desafia o peso esperado do gênero... Continue Lendo no Ismo

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sábado, 27 de dezembro de 2025

Gabriel Araújo - Lugar EP (2025)...





Gabriel Araújo é natural de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro. Após anos atuando de forma amadora na cena musical local, em 2006 foi convidado a fazer a trilha de um espetáculo de teatro, e começou a explorar linguagens visuais para música. De lá pra cá, são três álbuns solo explorando sonoridades e linguagens diferentes atreladas ao ato de experimentar o som. Em meados de 2010, Gabriel foi morar em João Pessoa, na Paraíba, onde aprimorou o ofício de músico, realizando shows e participando de bandas como a Glue Trip, com quem fez shows pelo Brasil e outros países. Agora, de volta a Campos, sua cidade natal, apresenta seu novo trabalho, “LUGAR” (2025), um EP visual que conta com um curta metragem em fábula roteirizada e dirigida por Vita Evangelista, cineasta também de Campos. Vita é um artista multidisciplinar e pesquisador transmasculino, cujo trabalho atravessa vídeo, instalações, mídias digitais, escrita e ativismo LGBTQIAPN+ e antirracista. Em sua produção artística, Vita constrói “narrativas auto tecnopoéticas” — fusão de corpo, tecnologia e palavra — a partir de uma perspectiva transfeminista e contra-colonial. Seus trabalhos confrontam as estruturas do capitalismo racializado, os dispositivos de controle migratório e as tecnologias de vigilância, utilizando linguagens que sabotam códigos hegemônicos... Continue Lendo no Scream Yell

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Brenoski Libertae - In Vitro (2025)...




Conhecido como exímio gaitista e nome atuante na cena blues baiana, o artista Brenoski Libertae lança no dia 13 de novembro o álbum In Vitro. O disco reúne 10 músicas autorais e inaugura uma nova etapa em sua trajetória musical: além de instrumentista, agora o artista se apresenta como compositor e intérprete de suas próprias canções. O álbum traz uma sonoridade marcada pelo blues e amplia horizontes ao dialogar com country e rock, construindo uma obra que mistura intensidade e lirismo. O pré-save já está disponível aqui. O álbum conta com a contribuição de nomes ilustres na música baiana e brasileira. Foi produzido por Martin Mendonça, guitarrista conhecido por tocar ao lado da cantora Pitty; gravado, mixado e masterizado por André T, que já assinou trabalhos para Baiana System, Luiz Caldas e Mateus Aleluia; e conta com a participação de Rick Ferreira (pedal steel), guitarrista de Raul Seixas e pioneiro no uso de pedal steel no Brasil. In Vitro conta ainda com participações dos músicos Ricardo "The Flash" Alves (guitarra, violão e dobro), Cadinho Almeida (baixo),  Felipe Dieder (bateria), Gigito (Banjo), Nancy Viegas (Backing Vocal). Com esse novo trabalho, Brenoski amplia sua atuação, dando voz às próprias composições e reafirma sua versatilidade, se posicionando como um artista ousado e autêntico dentro da cena alternativa de Salvador...

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Olivêra - Finja Que Não Me Conhece (2025)...





Olivêra retorna à cena independente com o sexto disco da carreira e reforça sua posição como uma das figuras mais excêntricas, sinceras e improváveis do underground brasileiro. “Finja que não me conhece” chegou em 5 de novembro e reafirma o espírito livre do artista ipatinguense, que transforma o ostracismo involuntário em estética, manifesto e liberdade criativa. O álbum segue a linha retrô-indie brasileira apresentada nos singles “Eu e meu DiGiorgio” e “Fio de discórdia”, ambos lançados em 2025. A sonoridade passeia por rock, punk, hardcore, funk, soul e MPB, consolidando o que a crítica vem chamando de rock-brega-jovem-guardista-conceitual. Tudo surge em uma roupagem rústica e estilizada, simples sem cair na banalidade, e com a marca humorística-filosófica típica do cantor... Continue Lendo no OveRRocks

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Emicida - Emicida Racional VL 2 - Mesmas Cores & Mesmos Valores (2025)...




 Muita gente pediu esse novo do Emicida, que se não é o melhor álbum do MC paulista, é um dos mais necessários de sua carreira. Então fica ele aqui de presente de natal pra vocês ouvirem com atenção e desconectados...

“Quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo”. A frase dita por Emicida na canção que inaugura Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe (2009), estreia do rapper paulistano, é essencial para entendermos aquilo que o artista busca desenvolver em Emicida Racional VL2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores (2025, Cecropia). Primeiro álbum de inéditas desde o celebrado AmarElo (2019), o registro de dez faixas é tanto um retorno às origens como um delicado exercício de exposição emocional e busca por reconexão durante o processo de luto. Imerso em um turbilhão de acontecimentos que culminou na ruptura e na batalha judicial contra o irmão, o músico e empresário Evandro Fióti, Emicida foi pego de surpresa quando, em julho deste ano, teve de lidar com a morte da mãe, Dona Jacira, aos 60 anos. Partindo desse processo de angústia, bem representado nas mensagens de áudio e no choro da introdutória Bom Dia Né Gente? (Ou Saudade Em Modo Maior), o rapper retorna com uma de suas criações mais sensíveis, liricamente expositivas e complexas de toda a carreira... Continue Lendo no Música Instantânea

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Layse - Música Mundana (2025)...




A cantora, compositora, produtora e baterista paraense Layse lança o EP “Música Mundana”, obra que conecta batida eletrônica amazônica, tecnobrega e latinidades. Disponível em todas as plataformas digitais, o projeto reafirma a potência criativa da música feita por mulheres e coloca o Norte no centro da pista. “Cresci ouvindo a expressão ‘música do mundo’. Mas por que a nossa não seria? “Música Mundana” é o som do mundo visto do ponto de vista de uma mulher da Amazônia”, destaca Layse. A direção musical do EP é assinada pela própria Layse, que gravou a maior parte dos instrumentos – percussões, synths, teclas, baixos e violão -, construindo, faixa a faixa, uma paisagem sonora que parte de Belém e reverbera para o mundo. “É música de pista com o nosso sotaque. É sobre liberdade criativa, sobre fazer agora, sem esperar as condições ideais. É batida, é corpo, observação que vira poesia – e é também resistência”... Continue lendo no site Prus Mano

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John Stone and the Eighth Wonder - Never Change, Mountain Range (2025)...




Me chamo John Stone. Lanço minhas músicas sob o nome John Stone and the Eighth Wonder. Sou de Mauá, uma cidade na região metropolitana de São Paulo. Gostaria de compartilhar com vocês meu mais recente EP chamado "Never Change, Mountain Range". Ele é um EP composto de músicas curtas nos gêneros Folk e Country, os quais são meus favoritos. Ele é lo-fi mas não só em estética. É, literalmente, um álbum de baixa fidelidade (o que chamam de "má produção" eu chamo de "liberdade artística"). O gravei e produzi quase inteiramente no celular (partes foram gravadas no computador). Eu toco todos os instrumentos (exceto a bateria na primeira faixa) e canto. O álbum não é sobre um tema em específico. É uma coletânea de músicas no mesmo gênero que eu, por acaso, escrevi ao mesmo tempo...

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

RoDk - Marolas (2025)...




 O mar como metáfora de tudo o que é imenso, profundo e transformador. É nesse universo simbólico que nasce “Marolas”, o primeiro EP do cantor e compositor Rodk (Rodrigo Kemp Bustamante), que estreia oficialmente na música nesta sexta-feira, 31 de outubro, curiosamente, no Dia das Bruxas. Carioca de 24 anos, Rodk se define como um artista pop de alma inquieta e personalidade complexa: traços que refletem em suas composições e na estética sonora do EP. “Escolhi lançar nesse dia por acaso, mas depois percebi que seria no Halloween. Achei um bom presságio”, comenta o artista, entre risadas. Apesar de esta ser sua estreia profissional, a música acompanha Rodk desde os cinco anos de idade, quando, com um piano de brinquedo, reproduziu de ouvido o tema do Fantasma da Ópera. “A ópera sempre me fascinou, direta ou indiretamente. Ela acabou influenciando o meu gosto musical até hoje”, conta. Essa influência operística se mistura à força de artistas como Lady Gaga, Rolling Stones e Iron Maiden, que moldaram seu olhar artístico, além de ícones brasileiros como Gilberto Gil, Cazuza, Letrux e Ângela RoRo... Continue Lendo no Cartão de Visitas

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Asterisma - Honra Entre Os Novos Ladrões (2025)...





Estilos como emo e shoegaze – hoje cada vez mais interligados – podem servir para denunciar privilégios e abusos da sociedade. Honra entre os novos ladrões, segundo álbum da banda portoalegrense Asterisma, leva perigos da rua, fúrias e incêndios pessoais para queimar numa espécie de fogueira social. A capa do disco traz uma moça branca furtando numa loja de conveniência e sendo flagrada pela câmera interna. Novos roubos, delitos feitos por pessoas privilegiadas diante da sociedade, algo que muitas vezes leva à honra de impunidade e a mais nada além disso – algo traduzido pelo guitar rock de Novos trovões, novos ladrões, música cujas guitarras lembram uma releitura mais psicodélica e melancólica do pos-grunge e do emo. Em alguns momentos do disco, o som tem muito do começo dos Foo Fighters, inclusive... Continue Lendo no Pop Fantasma

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Di Coelho - Quem Sou Eu Na Fila Do Pão? (2025)...




 Diego Coelho é um cantor e compositor de São Paulo (capital), que mistura o indie rock dos anos 2000, o emocore nacional e elementos do pop, criando uma estética sonora dramática, intensa e cheia de identidade. O EP "Quem Sou Eu Na Fila do Pão?" é o novo trabalho do Di Coelho, lançado em dezembro de 2025, com 6 faixas que exploram temas como o caos corporativo, identidade e masculinidade, sendo uma obra que reflete sobre o lugar e o papel de cada um na sociedade, usando a famosa expressão como metáfora...

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Gugs - Tega Na Manteiga (2025)...




Gugs
é um rapper, produtor musical e cultural maranhense que atua no universo do Hip-Hop desde 2009. Influenciado pela cultura afro-indígena da Amazônia, pela música jamaicana e pelo rap clássico dos anos 90, ele mistura trap, drill, afrobeat e grime em suas composições. Fundador do projeto cultural Batalha na Praça e dos selos Xila Rewind e Coisa Nossa, que impulsionam novos talentos da cena de São Luís, Gugs tem uma carreira marcada por inovação e impacto cultural. "Tega na Manteiga" é o EP laçado no carnaval pelo MC, com uma pegada mais dançante, festiva e com elemetos de pagotrap...

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domingo, 21 de dezembro de 2025

AJULIACOSTA - Novo Testamento (2025)...




Na última segunda-feira (15), chegou às plataformas digitais Novo Testamento, o segundo álbum de estúdio de AJULIACOSTA. O trabalho reafirma a potência da artista no cenário nacional e internacional, com participações de nomes de peso como KL Jay e Mu540, e uma proposta que mescla a tradição do rap com a ousadia de uma geração que tem redefinido o gênero. O disco simboliza um processo de autoconhecimento que transformou a vida e a carreira da rapper. Entre rimas afiadas e beats que transitam entre o boombap clássico e o trap contemporâneo, AJULIACOSTA faz do rap um espaço de reinvenção, questionamento e liberdade. “O que a Júlia quer? O que a Júlia vai ser?”, pergunta a artista na faixa “O Que A Júlia Vai Ser”. A resposta, como o próprio álbum sugere, não cabe em uma única definição: “Muda vida, muda tudo, mas não muda minha sede”, dispara... Continue Lendo no TMDQA

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sábado, 20 de dezembro de 2025

Nailson Vieira - Sou Estou (2025)...




Nailson Vieira teve sua persona artística forjada por Mestres e Mestras da Cultura Popular. Natural de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, desde a infância, o cantor e compositor de 24 anos, carrega na memória e no corpo a vivência como brincante do Maracatu de Baque Solto, atuando como produtor cultural, trombonista e presidente de agremiação Estrela Brilhante de Nazaré da Mata. “É como eu costumo dizer: tem quem me veja e diga que já viu o Maracatu brincando (risos). O Maracatu de Baque Solto é a minha primeira escola e, depois, veio o Bloco Rural.”, conta o artista. No último mês de outubro, Nailson lançou seu primeiro álbum da carreira: Sou, Estou, disponível em todas plataformas streamings de música. Com 11 faixas autorais, o pernambucano honra as raízes na cultura popular ao mesmo tempo em que agrega notas sonoras de outros manifestações musicais, como o Brega romântico e até o Brega Funk, para alcançar ouvidos atentos... Continue Lendo no Afoitas

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Alice Assoviei - Explícita (2025)...




Explícita, EP de estreia de Alice Assoviei, convida o ouvinte a adentrar seu universo criativo, revelando suas autodescobertas e a trajetória que a conduziu à autoria solo. O trabalho propõe uma imersão na intimidade de sua criação, com cada faixa revelando diferentes estados internos da artista. Cara de Mau abre o EP com um groove magnético e uma atmosfera sensorial. Sensualidade sutil, humor e mistério se entrelaçam, marcando um momento de impacto e afirmação da identidade da artista. Me Verão Por Aí, cujo título faz um trocadilho com a estação do ano, traz timbres abertos e batida propulsora, evocando movimento, recomeço e sensação de liberdade. Por fim, Dança Serena conduz o ouvinte à introspecção, mergulhando em uma paisagem contemplativa construída por percussões discretas e camadas vocais, revelando a força que nasce da escuta interna. A sonoridade do EP equilibra a textura orgânica da MPB com a sutileza eletrônica do Pop Alternativo. A produção minimalista valoriza a voz de Alice como fio condutor da narrativa, convidando o público a celebrar a vulnerabilidade como verdadeira fonte de força...

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DIMAS - inferno de verão (2025)....





DIMAS lança inferno de verão, um álbum-conceito inspirado na Divina Comédia de Dante Alighieri e dividido em três camadas — inferno, purgatório e paraíso. é seu trabalho mais maduro, intenso e narrativamente ambicioso: uma travessia emocional que transforma ansiedade, desejo, colapso e transcendência em pop contemporâneo com alma literária. o projeto foi inteiramente letrado por DIMAS ao longo de três anos — 2022, 2023 e 2024, em Curitiba — num processo de imersão emocional marcada por noites longas, revisões e autodeclaração. a produção é assinada por Jards, parceiro central desta jornada. entre eles, surgiu uma sinergia quase telepática, uma compreensão intuitiva de pulsos, silêncios e intenções que moldou o caráter íntimo e emocional do álbum...

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Corama - Quem melhor que eu? (2025)...




Lá em 2024, a Corama —projeto solo da musicista Luiza Ribeiro — lançou o seu EP de estreia (“será que eh tudo sobre mim?”) e mostrou como o Indie Pop soava dentro da sua perspectiva. Mas isso não era o suficiente para a jovem amazonense, ao passo em que ela lançou o EP “não eh tudo (só) sobre mim” — com versões remodeladas do lançamento de 2024 —, no fim de maio deste ano, afirmando que o projeto era o ponto de virada da sua carreira. Parte da sua identidade — incluso no ponto de virada da artista —, aliás, vem da afirmação de não seguir estereótipos, como ela comentou em comunicado à imprensa na época do lançamento da Live Session: “A cena independente de Manaus é cheia de gente talentosa, mas não é fácil. A galera daqui enfrenta um monte de estereótipos, como se a gente só pudesse existir dentro de um molde folclórico. Isso faz com que a cena musical do Norte seja meio esquecida, como se não tivesse o mesmo peso que outras regiões do Brasil. Ser artista independente em Manaus e ainda por cima LGBT é um desafio enorme.“... Continue Lendo no Um Outro Lado da Musicaa

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Cadu Pereira - Studio Session (2025)...





O compositor Cadu Pereira apresenta seu novo projeto, Studio Session, disponível em todas as plataformas digitais. A produção reafirma o vigor de sua carreira, que já soma mais de 2 milhões de streams e três álbuns lançados ao longo dos últimos cinco anos. Gravado na sala principal do histórico Studio 500, em São Paulo, o trabalho é um especial audiovisual de 38 minutos, reunindo o artista e sua banda em uma performance intensa e direta. O repertório, composto por 10 faixas, revisita a trajetória de Cadu com novas versões de músicas que marcaram seus projetos anteriores, desde o primeiro disco até o single mais recente, A Cidade Sumiu... Continue Lendo no Indie Rock Brasil

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Hugo Medeiros - Tempo Curvo (2025)...


hugomedeiros.bandcamp.com (Flac/ Wav cate aqui)


O pernambucano Hugo Medeiros apresenta seu novo álbum, 'Tempo Curvo', com data de lançamento para esta terça-feira (23). Este é o primeiro disco solo do artista, que também é conhecido por integrar a Rua do Absurdo e o Amaro Freitas Trio. O projeto conta com músicas que foram escritas entre 2007 a 2017, onde funcionaram como um laboratório de pesquisa musical por parte do artista. As canções, por sua vez, foram gravadas em 2018 para posteriormente, em 2023, serem lapidadas. "Minhas composições marcam a transposição de um entendimento do ritmo que está para além da própria música. É como perceber múltiplas possibilidades criativas, nos padrões polirrítmicos do universo, nos ritmos do corpo humano, ou até na irregularidade das ondas do mar e então levar isso para dentro da música", explica o músico... Continue Lendo no JC

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Figueira - ... Nesse Lugar ... (2025)...




Fabio Figueira “militou no underground”, por assim dizer, e sumiu desse universo. Treze anos depois, o músico volta, agora com um projeto solo que leva seu sobrenome, apresentando quatro canções no EP “… nesse lugar…” (2025). Ele pode não estar mais “militando”, mas decididamente não abandonou o underground, garantindo a sonoridade suja e ruidosa apoiada em melodias pop – você sabe, aquilo que, algumas décadas atrás, era chamado de “indie”. Figueira era guitarrista da The Vain, uma das bandas mais ativas da cena indie paulista na primeira década deste século. Com base em Taubaté, o quinteto / sexteto / quarteto (a formação variou muito) entregava canções cantadas em inglês, equilibrando melodia, punch e certo senso pop, e sua pequena fama vinha dos shows adrenalínicos, nos quais os integrantes se acabavam, quase literalmente, tamanha a entrega das execuções, permeadas de uma aeróbica demente que desafiava a resistência e a saúde deles próprios. Mas isso tudo foi até 2012. A banda “parou para descansar” e nunca mais retomou as atividades. A maioria dos integrantes nunca mais se animou a montar uma banda, mas o baixista Julito Cavalcante se juntou a alguns amigos e formou o BIKE, com base na também valeparaibana São José dos Campos. Dois dos integrantes do BIKE – o guitarrista e vocalista Diego Xavier e o baterista Daniel “Fumega” Dandas – colaboraram em “… nesse lugar…”... Continue Lendo a Entrevista no Scream Yell

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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Lupino - Esquinas (2025)...




Vindo de Florianópolis (SC), o Lupino faz uma interessante e incomum fusão de math rock com a vibe do pop-rock nacional dos anos 1990. Esquinas, primeiro álbum do grupo, tem ritmos quebradiços, climas musicais aprochegados do emo (como no romantismo de Melhor de ti, a faixa de abertura), mas volta e meia surgem até batidas de samba e ritmos funkeados em algumas faixas. Mar calmo, por exemplo, tudo considerado, é math rock – mas tem peso, vibe lembrando Skank e entra até algo herdado de Jagged little pill (1995), de Alanis Morissette. Músicas como Noites de domingo, Chuva de verão e Abismo de começos unem a musicalidade do grupo com algum balanço nacional. Já Promessa de retorno varia entre riff circular de guitarra e melodia própria do emocore, e Cotidiano tem algo do pós-punk e da new wave nacionais dos anos 1980 na melodia e no arranjo... Continue Lendo no Pop Fantasma

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Supercombo - Caranguejo (Parte 1) (2025)...




Quando os integrantes da Supercombo estavam em pré-produção do novo álbum, ouviram um comentário bem-humorado de que algumas de suas canções pareciam um caranguejo, que tinham “uma cara meio estranha, que ía para um lado e depois para o outro”, talvez sem muita definição. A partir desse momento, decidiram que o disco teria esse nome e perceberam a figura do caranguejo e seus simbolismos como uma forte presença no trabalho, sendo protagonista do clipe e da capa. Nesse álbum, o grupo traz o rock como matéria principal, mas também flerta com outros ritmos brasileiros, incluindo o piseiro, que serviu de base para o primeiro single, “Piseiro Black Sabbath”. “Fizemos esta quase de brincadeira, gravando todo mundo na mesma sala, no mesmo estúdio. Começamos a experimentar uns ritmos brasileiros, o piseiro ficou bom e fomos encaixando a música”, comentou a baixista e vocalista Carol Navarro... Continue Lendo na Revista O Grito!

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Neggs e Yangprj - Libertador (2025)...




Um sopro de novidade no cenário do RAP brasileiro vem de Teresina, Piauí, nas rimas emancipatórias de NEGGS. Incorporando traços de boombap e drill, os beats carregam as nuances que a lírica pede em cada contexto. E, em contraste a sutileza dos detalhes, a violência da metamorfose ansiada se impõe desde o primeiro compasso. O futuro precisa ser sonhado. Um projeto que não passa de aposta, uma viagem com destino não programado. Entre esse misto de desejos e incertezas que NEGGS e Yangprj lançam seu segundo trabalho conjunto LIBERTADOR. Nele, a arte, que tende ao âmbito da inutilidade, é realocada em máximo proveito quando operando em função da autonomia, seja de um povo ou indivíduo. Sabendo do poder de encantamento da palavra, a obra estabelece uma ética intransponível na qual o dinheiro é fundamental, mas não o objetivo, e a fama não passa de resíduo de algo maior. Enunciando seu próprio grito de independência, NEGGS destaca como ser artista fora do eixo SP-RJ no Brasil pode ser desafiador. LICENÇA POÉTICA junta o drama do cotidiano, perfeitamente incorporado nos beats de Yangprj com a necessidade de romper barreiras... Continue Lendo no Outra Hora

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Felipe Quadros - É Preciso Ir, Lado A (2025)...




"É Preciso Ir", novo trabalho do cantor e compositor gaúcho Felipe Quadros, trata de ser necessário seguir em frente (ir embora) e, ao mesmo tempo, ir e viver sem medo. O projeto se posiciona como uma ode à imperfeição e uma crítica à simetria. Musicalmente, o álbum marca uma transição de uma estética pop mainstream para a os B-sides. A sonoridade remete aos timbres limpos, sintéticos e menos orgânicos das décadas de 80 e 2000...

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domingo, 14 de dezembro de 2025

De Carne e Flor - Em Teus Olhos Vejo Fendas (2025)...




Download: Em Teus Olhos Vejo Fendas (2025).zip (ou vá no bandcamp acima)

De Carne e Flor, banda paulista de pós-hardcore formada em 2016, consiste atualmente de André Jordão e Matheus Tomaz nas guitarras,  Bruno Avilar na voz/letras, Eliton Si na bateria/vocais de apoio e Leonardo Simões no baixo/vocais de apoio. Após o EP de estreia - marcado pela influência de screamo e midwest emo - e um split com a banda chilena Cienfuegos (gravado e lançado durante a pandemia), a banda apresenta seu álbum intitulado Em Teus Olhos Vejo Fendas. Com produção de Igor Porto, o lançamento reflete os nove anos de estrada do grupo, contendo faixas cujas criações variam desde 2016 até 2025. A intensidade emocional se mantém constante durante o trajeto do álbum, coexistindo com o instrumental dinâmico que transita entre o peso e euforia do pós-hardcore e a contemplação do pós-rock. As confissões vocais, ora declamadas ora gritadas, retratam temas de insegurança, luto, vícios, hereditariedade e autodescoberta. As faixas-título "(em teus olhos)" e "(vejo fendas)" compõem o núcleo emocional do disco...

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sábado, 13 de dezembro de 2025

Elisa de Sena - Orgânica (2025)...





 “Canto mais forte e abro o meu peito negro, nessa Angola deixada nas Minas Gerais. É viola, é batuque, é folia, é reisado e o povo desse Brasil tem mil Áfricas mais”, canta Elisa de Sena em “Cafuzo”, música que abre o seu segundo disco solo “Orgânica”. A escolha é muito feliz, porque mostra logo de cara a que veio o novo álbum, focado na ancestralidade, na música mineira e em ritmos de origem negra e indígena como o forró, o samba e o maracatu. . Com dez canções e uma vinheta, o disco nasceu como o próprio nome do álbum revela, buscando o som da percussão e cordas como protagonistas e produzido da forma mais natural possível, trazendo timbres que remetem à sonoridade da terra, como coro, sementes e água. “Orgânica” tem produção musical de Nath Rodrigues e Felipe Pizzutiello... Continue Lendo na Revista Prosa, Verso e Arte

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Lenon Suiá - Multiverso (2025)...




 O músico e produtor Lenon Suiá apresenta "Multiverso", seu primeiro álbum solo autoral. Com sete faixas instrumentais, o projeto mergulha o ouvinte em uma viagem sonora marcada por fases da vida do artista — da incerteza ao amadurecimento, das batalhas internas às conquistas. Cada faixa representa um ciclo, uma emoção, uma descoberta. Gravado e produzido em seu home studio, "Multiverso" é um trabalho que exala autenticidade e versatilidade. Lenon assina todos os arranjos e instrumentações, mesclando referências como Funk Americano, Blues e Jazz, com uma linguagem própria e contemporânea. O resultado é uma obra instrumental que convida à introspecção e à livre interpretação, respeitando a experiência subjetiva de cada ouvinte...

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Betty57 - Ilegal, Imoral & Engorda (2025)...




A Betty57 está de volta com o álbum “Ilegal, Imoral & Engorda”, uma verdadeira cápsula sonora da rebeldia urbana. Considerada uma das pioneiras do proto-punk nacional, a banda sempre misturou atitude crua, ironia e energia bruta, com influências diretas de The Runaways, New York Dolls, MC5 e The Stooges. Cantando em português, a Betty57 construiu uma identidade única — letras afiadas que retratam o caos, o desejo e a desordem das ruas. “Ilegal, Imoral & Engorda” é a síntese dessa estética: um manifesto ruidoso contra a apatia, um retrato ácido da vida noturna e um hino à liberdade sem filtros... Continue Lendo no Rock Metal

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Dudu Müller - Estreia do Invisível (2025)...




Dudu Müller
é daqueles artistas que chegam devagar, mas ficam. O cantor, compositor e instrumentista carioca lança seu primeiro álbum depois de dois anos de imersão criativa, um período dedicado a transformar pequenas percepções do cotidiano em música. O resultado é um trabalho que abraça a Nova MPB com delicadeza, atenção aos detalhes e uma sinceridade que aparece logo nos primeiros acordes. O disco parte de um conceito bonito: tornar visível aquilo que quase sempre passa despercebido. Nas letras, Dudu Müller observa afeto, memória, família, cidade, rutinas e epifanias do dia a dia. É um álbum que conversa com quem gosta de música feita com calma, mas que também surpreende com arranjos ricos e um acabamento técnico primoroso, fruto da parceria com o maestro Márcio Tinoco e da mix/master de Daniel Carvalho, ganhador de Grammys ao lado de nomes como Gil e Drexler... Continue Lendo no Anota O Som

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Stella - A Fim (2025)...



Download: A Fim (2025).rar

A artista sergipana Stella estreou, nesta semana, o EP, “A Fim”, em que transforma a palavra do corpo preto e travesti em som, mesclando hip hop, batidas eletrônicas e performance. “Esse trabalho nasceu da urgência de recontar a própria história antes que o silêncio fizesse isso por nós”, conta a cantora, em nota enviada à imprensa.s Inspirada por Juçara Marçal, Linn da Quebrada, Saskia, Edgar e Metá Metá, a sergipana define o trabalho como “criativo, vulnerável e espirituoso”: “É sobre o poder de continuar mesmo quando tudo parece chegar ao fim”... Continue Lendo no Papel Pop

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Afreekassia - Cacau 50% (2025)...




Diretamente de Santos, litoral paulista, a artista Afreekassia apresenta ao mundo o seu novo EP Cacau 50%, lançado em 19 de setembro de 2025. O trabalho chega como um mergulho íntimo e potente, revelando uma fase mais madura da cantora e compositora. Misturando R&B, neo soul, rap e música urbana brasileira, Afreekassia constrói uma sonoridade única, marcada por desabafos, reflexões e pela intensidade de quem canta o amargo e o doce da vida — exatamente como o título sugere. Entre as faixas, se destacam “100% Pura” (composta em parceria com Mello Santana), “Verdades Amargas” e uma colaboração de peso com Mc Luanna, reforçando a força feminina no som... Via Noticiario Periférico

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Gustavo Glaser - Gustavo Glaser (2025)...




O 7 de novembro, Gustavo Glaser lança seu novo EP homônimo, disponível em todas as plataformas de streaming. Mineiro de Belo Horizonte, Gustavo construiu sua trajetória musical com dedicação ao indie rock e experimentações próprias, agora vivendo em Berlim e trazendo uma maturidade sonora impressionante. Este EP, com 12 minutos de músicas densas e plurais, é um retrato do artista como compositor, intérprete e produtor. Tivemos o grandíssimo prazer de conversar com Gustavo em uma entrevista exclusiva para Divergent Beats, com dez perguntas sobre o processo criativo e sonoro deste projeto... Continue Lendo no Divergent Beats
 

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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

dadá Joãozinho & Mundo Video - Sustos (2025)...




Celebrar colaborações é sempre mágico — mas quando você une dois artistas tão talentosos como Mundo Video e Dadá Joãozinho, o resultado pode ser algo maior do que a soma das partes. É exatamente isso que acontece com o EP “Sustos”, lançado em 23 de outubro de 2025 (ou em outubro, de acordo com algumas fontes), pela Balaclava Records. Um projeto que nos deixou sem fôlego e nos pegou de jeito. Mundo Video, formado por Gael Sonkin e Vitor Terra, é conhecido por sua sonoridade indie experimental, suas batidas sensíveis e uma visão artística que flerta com o novo e o nostálgico. Já Dadá Joãozinho, cantor e compositor carioca, traz sua poética direta, sua voz muito presente e uma sensibilidade que dialoga com o íntimo e o universal. Juntos, eles criaram Sustos, um EP com cinco faixas que parecem pequenas janelas para medos, sonhos, dúvidas e força interior... Continue Lendo no Divergent Beats

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