Quatro meses após o anúncio de O Trem De Belo Jardim (Ato 1), o Virgulados surpreende sua base de fãs ao lançar Destinos (Ato 2). Novo EP serve como uma segunda etapa rumo ao lançamento do novo álbum do grupo. Para isso, porém, ainda resta uma última fatia a ser cuidadosamente destacada em breve. A guitarra de Eduardo Albuquerque surge entre a estridência e a doçura perante o despertar da composição de forma a esboçar ligeiras inclinações com a estrutura do baião em sua aparência. Esboçando uma delicadeza nítida, mas um tanto embrionária no que tange a sua postura, o instrumento é rapidamente acompanhado por uma dupla instrumental que forma a base sonora da composição. De aparência opaca, quase como se fosse propositadamente onipresente, a bateria de Heligeison Feitosa e o baixo de Gledson Lamartine constroem uma atmosfera que leva o ouvinte a vivenciar não apenas o introspectivo, mas, essencialmente, o torpor. Perante essa sensorialidade, o ouvinte permite se entregar ao swing instaurado pela singeleza elaborada entre a linha lírica ofertada por David Biriguy, com seu sotaque deliciosamente envolvente proveniente de Pernambuco, e a nova performance da guitarra. Permitindo o vislumbre de um instrumental sincopado, agora em sua forma completa, essa ambiência liberta o espectador para viver um frescor de nuances curiosamente transcendentais. Introspectiva, dramática e amorfinante, a faixa-título reflete a ideia da fragilidade e da vulnerabilidade não apenas em relação ao destino, mas, essencialmente, em relação à própria ambição apresentada pelo personagem-lírico, evidenciando uma ambivalência entre o medo e o desejo. Ainda assim, diante da intensidade da vida, às vezes o impensado fala mais alto, e o que se tem é um alicerce que, de início, se apresenta de forma desconfortável. Mas é esse mesmo desconforto que faz o indivíduo crescer, amadurecer. No cerne da mensagem lírica, a faixa-título, que conta com a participação de Giovani Cidreira, simplesmente presa pelo crescimento, mas sem que se perca a essência, a delicadeza e a sutileza que moldam o coração do comportamento compassivo do ser humano... Continue Lendo no site do Diego Pinheiro
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Virgulados - Destinos (2025)...
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Quatro meses após o anúncio de O Trem De Belo Jardim (Ato 1), o Virgulados surpreende sua base de fãs ao lançar Destinos (Ato 2). Novo EP serve como uma segunda etapa rumo ao lançamento do novo álbum do grupo. Para isso, porém, ainda resta uma última fatia a ser cuidadosamente destacada em breve. A guitarra de Eduardo Albuquerque surge entre a estridência e a doçura perante o despertar da composição de forma a esboçar ligeiras inclinações com a estrutura do baião em sua aparência. Esboçando uma delicadeza nítida, mas um tanto embrionária no que tange a sua postura, o instrumento é rapidamente acompanhado por uma dupla instrumental que forma a base sonora da composição. De aparência opaca, quase como se fosse propositadamente onipresente, a bateria de Heligeison Feitosa e o baixo de Gledson Lamartine constroem uma atmosfera que leva o ouvinte a vivenciar não apenas o introspectivo, mas, essencialmente, o torpor. Perante essa sensorialidade, o ouvinte permite se entregar ao swing instaurado pela singeleza elaborada entre a linha lírica ofertada por David Biriguy, com seu sotaque deliciosamente envolvente proveniente de Pernambuco, e a nova performance da guitarra. Permitindo o vislumbre de um instrumental sincopado, agora em sua forma completa, essa ambiência liberta o espectador para viver um frescor de nuances curiosamente transcendentais. Introspectiva, dramática e amorfinante, a faixa-título reflete a ideia da fragilidade e da vulnerabilidade não apenas em relação ao destino, mas, essencialmente, em relação à própria ambição apresentada pelo personagem-lírico, evidenciando uma ambivalência entre o medo e o desejo. Ainda assim, diante da intensidade da vida, às vezes o impensado fala mais alto, e o que se tem é um alicerce que, de início, se apresenta de forma desconfortável. Mas é esse mesmo desconforto que faz o indivíduo crescer, amadurecer. No cerne da mensagem lírica, a faixa-título, que conta com a participação de Giovani Cidreira, simplesmente presa pelo crescimento, mas sem que se perca a essência, a delicadeza e a sutileza que moldam o coração do comportamento compassivo do ser humano... Continue Lendo no site do Diego Pinheiro
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