terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O Quartinho - Compacto (2020)...




O Compacto é o segundo trabalho d'O Quartinho lançado nas plataformas digitais em 2020. Após o lançamento de Sem Pressa e levando em consideração o contexto pandêmico, esse formato mais conciso possibilitou manter o ritmo da banda. As faixas presentes no Compacto remetem a lugares e paixões. Instigam nossos questionamentos, enquanto seres humanos, no exercício de enxergar o nosso íntimo. Enquanto Sonora Flor faz um diálogo com as lugaridades, Espelho toca no lado pessoal e singular. Na pegada quente do swingado recifense, o Compacto reafirma a identidade bregueira e lo-fi da banda...

 

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Allen Alencar - Aqui Onde (2020)...




"Aqui onde" é o segundo disco de Allen Alencar e sucede o seu disco de estréia Esse não é um bom verão pra nós(2019). O disco foi gravado e produzido praticamente todo em casa ao longo de 2020. Dentre as canções, aparecem parcerias com Romulo Froes, Clima e Meno Del Picchia. Aqui onde conta ainda as participações especiais de Anais Sylla, Romulo Froes e Igor Caracas. Produzido e mixado por Allen Alencar Masterizado por Otávio Carvalho no Submarino Fantástico Gravado entre março e junho de 2019...

 

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Juyè - Do Desapego ao Amor (2020)...




O álbum é a estreia de Juyè no selo Pirâmide Perdida. A artista, já conhecida por feats com Bk, Djonga, 1Kilo e participações em projetos como o Poesia Acústica, traz a público seu primeiro álbum. A obra é constituída por 10 faixas, sendo 5 delas feats com convidados especiais. A história consiste em uma narrativa sobre amor, desilusão e a eterna busca humana por aceitar as chegadas e partidas que acontecem no decorrer da vida. O álbum tem como cerne a discussão sobre as relações efêmeras que permeiam a sociedade contemporânea e seus aspectos, trazendo a perspectiva do indivíduo real, aquele que chora, ri, ama, ilude e desilude, fazendo parte desse ciclo e tentando entender a impermanência... Leia mais no Jornal do Rap

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domingo, 6 de dezembro de 2020

Hominis Canidae REC - SPLIT2021 (2020)...




Download: SPLIT2021 (2020).zip (ou vá no bamdcamp acima)

Aproveitando o último #bandcampfriday do ano, o Hominis Canidae REC lança o EP "SPLIT2021", com quatro faixas inéditas de quatro artistas do selo que irão lançar álbuns apenas no ano que vem. Ou seja, um presente do futuro! Os quatro artistas são do nordeste e tem como caracteristicas trabalharem de maneira solo. São eles, os pernambucanos Hanni Palecter e Torto, o potiguar Dante Augusto e o beatmaker paraibano Big Jesi... Continue lendo no site do HC REC

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sábado, 5 de dezembro de 2020

O Nó - Resquícios Cromáticos (2020)...



Download: Resquícios Cromáticos (2020).zip (ou bote o mail no bandcamp acima)

Depois de um longo período de preparação, os integrantes d’O Nó revelam ao público o primeiro álbum de estúdio da carreira. Intitulado Resquícios Cromáticos (2020), o trabalho produzido em um intervalo de mais de dois anos reflete o completo esmero do grupo formado por Alexandre Drobac (guitarra e vozes), Rodolfo Almeida (baixo e vozes), Matheus Perelmutter (sintetizadores e vozes) e Mateus Bentivegna (bateria). São canções que passeiam pelo pop psicodélico dos anos 1980, porém, de forma sempre autoral, conceito que tem sido explorado desde o introdutório EP1 (2015)... Via Miojo Indie

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Viratempo - AUTOCURA (2020)...



2020 tem sido um ano bastante estranho e decisivo para todo mundo, não é mesmo? Dentro de casa acabamos aprendendo a lidar com a solidão e relembramos o passado (nem tão distante) normal, seja na memória ou recorrendo a nossos #tbts. E, de certa forma, é justamente essa visita ao passado que perpassa o novo lançamento do grupo paulistano Viratempo, o EP AUTOCURA Apesar de o projeto ter sido concebido durante um período pré-pandêmico, ele se encaixa perfeitamente à melancolia que o surto de COVID-19 nos trouxe. Para este registro, o quarteto reexamina seu passado ao trazer, agora, algumas das composições da primeira fase do grupo, que, na época, se agarrava ao Folk e flertava com suas vertentes mais modernas. Quatro anos depois, essas músicas ganham novas identidades e significados ao serem remanejadas sob arranjos que espelham a nova fase da banda, iniciada no disco de estreia, CURA, lançado em 2018... Leia mais no Monkeybuzz
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Plutão Já Foi Planeta - Risco de Sol (2020)...




 Já dizia Jammil e Uma Noites: ‘É verão, sei lá (…) / Tempo bom de ser feliz / Tempo bom de namorar’. Tempo bom também de tomar um banho de sol, curtir uma praia (com responsabilidade, por favor, olha o COVID-19 aí), mas também é tempo de refletir, colocar as coisas no lugar e redirecionar os planos. É meio isso o que a Plutão Já Foi Planeta está fazendo ao lançar o EP Risco de Sol. Depois da resposta positiva de A Última Palavra Feche A Porta (2017), de se mudarem para São Paulo, de tocar em grandes festivais (como o Lollapalooza) e de mudanças na formação do grupo, a PJFP resolveu descansar. Alguns meses curtindo os chãos de taco dos apartamentos paulistas e mantendo o low profile. Até que, em algum momento, deu saudade de casa. Talvez tenha sido o feixe de luz que inspirou Natália Noronha em “Risco De Sol” — única faixa do EP inédita e composta pelo grupo. As outras quatro canções são releituras pop de compositores potiguares: “O Roqueiro E A Hippie” (André Macambira / Luiz Gadelha / Simona Talma), “Demora Não” (Ângela Castro), “Quem Ama Perdoa” (Fernando Luiz / Geraldo Neri) e “Esses Meses” (Juão Nÿn)... Leia mais no You Me Dancing!

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Felipe Neiva - Tanto (2020)...



“Tanto” (ou “tanto.”, como é grafado) é o sétimo disco de Felipe Neiva, o Surpreendente de Niterói. O trabalho chega um ano depois de “Filho”, o trabalho de “micropolítica” do artista (leia e ouça aqui). O Surpreendente de Niterói não falha, surpreende. Parece não haver um disco igual ao outro – e pra artistas como ele, nem é pra ter, deixemos as previsibilidades pros que almejam as paradas de sucesso. Entretanto, eis que “Tanto” é surpreendente até nisso: ele é um disco que soa como “de AM”. Não sei se nos grandes centros urbanos as pessoas ainda escutam com tanta frequência rádios AM, mas por muito tempo foi ali que morava o fomento da música popular brasileira. Não a música popular que viaja pra Europa, mas a música popular que toca nos radinhos de pilha do povo. “Tanto” é surpreendente porque tem uma sonoridade “moderna” (o que quer que isso queira dizer) encorpando músicas pra dançar em muquifos, em calçadas distantes, lavando a louça, fumando um cigarro na laje olhando o passado... Continue Lendo no Floga-se

 

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Fabio Pinczowski - Habilidades do Deserto (2020)...




Logo no início do filme O Céu que nos Protege (1990), de Bernardo Bertolucci, um trio de viajantes americanos chega à Argélia. O ano é 1947 e eles pretendem conhecer a região, viajando por todo o norte da África. “Devemos ser os primeiros turistas desde o fim da Guerra”, um deles diz, ao que um outro responde: “nós não somos turistas, somos viajantes”. A distinção, ele explica, diz respeito àquelas pessoas que estão sempre pensando em voltar para casa, diferentemente daquelas que, ao contrário, nem sabem se um dia voltarão. O filme apresenta uma África setentrional através de imagens texturizadas e cores saturadas. A belíssima fotografia de Vittorio Storaro preenche os sentidos com paisagens arenosas de uma tonalidade rosa e laranja. Assim, a história de O Céu que nos Protege parece uma de contemplação. No entanto, avançando pelo deserto, enfrentando suas agruras e provando de suas delícias, as personagens nos ensinam que a viagem é sempre o símbolo de um outro tipo de jornada: uma interior, de autoconhecimento. Fabio Pinczowski, em seu primeiro álbum solo, intitulado Habilidades do Deserto, propõe a sua jornada imaginária ao norte da África. Inspirado por algumas fotografias tiradas pelo seu pai nos anos 1970 em Marrocos, o músico constrói ao longo de sete faixas uma narrativa instrumental que conduz o ouvinte por uma viagem cinematográfica e imaginária. Apesar deste ser seu primeiro trabalho solo, que debuta o nome próprio impresso na capa, Pinczowski já soma 15 anos como produtor musical. É também ele quem conduz, ao lado de Mauro Motoki, o programa Clubversão, veiculado pela HBO, no qual propõe – a artistas do calibre de Milton Nascimento ou Gilberto Gil – novas roupagens para clássicos da música. Esse caminho como produtor, consequência lógica de uma trajetória como músico integrante de bandas instrumentais, resulta afinal nas experiências oferecidas em Habilidades do Deserto... Leia mais na Monkeybuzz

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

EricBeatz - Expresso das Expressões (2020)...




Com arte produzida por João Alto, o carioca de 25 anos, EricBeatz lança a beat tape Expresso das Expressões, uma viagem instrumental que parte de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e o destino vai depender da sua imaginação. “Estive em diversos vagões no meu cotidiano, após um dia longo  de trabalho duro, eu observava as pessoas, cada um com seus sonhos, metas, felizes, tristes, ansiosos querendo descanso, outras com saudade dos filhos, desejando um abraço, beijo, carinho ou simplesmente deitar no sofá e cochilar em frente a tv… Eu registrei tudo, os semblantes naquele último expresso sentido baixada e traduzi nessa tape como uma forma de memória.” afirma o produtor... Leia mais na IDPROD

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Jova - Músicas para Ouvir Perdido na Floresta (2020)...




Em meio à infinita jornada de autoconhecimento, vivemos em constante mudança. A gente se pega mudando o visual, trocando um objeto de lugar, enxergando algo de um jeito diferente e respirando novos ares para se encontrar. A propósito, quem já se aventurou em uma nova cidade sabe como é a sensação de se perder e se encontrar ao mesmo tempo. Sente vontade de viver mais, de descobrir o que aquele espaço tem de especial, de tirar projetos do papel. O que você faria se estivesse prestes a começar uma experiência em uma nova cidade? Jova decidiu gravar um EP, o ‘Músicas para ouvir perdido na floresta‘. Jova é Diego Jovanholi, um designer fluminense de 32 anos. Sua vida foi sempre inspirada pela arte, principalmente graças às referências próximas, como a banda dos tios e o Centro Cultural Donana, construído por sua família, em Belford Roxo. Houve um tempo em que ele e os amigos juntaram seus propósitos musicais em uma banda chamada Mazé, e nesse projeto, eles faziam um som que explorava elementos do ska ao samba. Na época, a Baixada Fluminense ainda era muito carente de movimentos culturais, então os artistas não tinham uma diversidade de espaços para tocar, por exemplo. Foi aí que eles criaram o Cine Rock, um evento em valorização a todas as formas de arte... Leia Mais no Minuto Indie

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Amanda Gonsales - Sacro (2019)....



Download:  - Sacro (2019).rar

Amanda Gonsales é cantora e artista da cena do interior de São Paulo, desenvolve seu trabalho à partir de experiências pessoais que encontram eco em fatos sociais. Com a música e a performance, busca conduzir o espectador à outro espaço-tempo, provocando camadas mais profundas à emergirem....

 

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Carabobina - Carabobina (2020)...




Camadas de guitarras, vozes tratadas como instrumentos e instantes de doce improviso. Uma vez dentro do homônimo debute do Carabobina, dupla composta pelo cantor e compositor goiano Raphael Vaz, o Fefel da Boogarins, e a multi-instrumentista, cantora e engenheira de som venezuelana Alejandra Luciani, cada fragmento da obra revela ao público um colorido mosaico de pequenos detalhes. São experimentações crocantes, delírios e melodias tortas que se entrelaçam de maneira sempre imprevisível, como um labirinto conceitual de formas e sentimentos que não apenas exigem ser absorvidos, como desvendados pelo ouvinte. Naturalmente íntimo do som produzido por outros representantes da psicodélica cena brasileira, o trabalho de nove faixas substituí o caráter etéreo de outros exemplares do gênero para investir em uma seleção de músicas marcadas pelo reducionismo dos arranjos e inserções sempre pontuais. É como se Luciani e Vaz despissem o álbum de todo e qualquer excesso, fazendo de cada componente do disco, mesmo o mais inexpressivo, um precioso objeto de destaque. São texturas de sintetizadores, batidas inexatas, vozes e ambientações picotadas que avançam em uma medida própria de tempo, proposta que tinge com incerteza cada novo movimento da dupla dentro de estúdio... Continue Lendo no Miojo Indie

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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Hominis Canidae #126 - Novembro (2020)...



Download: Hominis Canidae #126 - Novembro (2020).zip / TORRENT DOWNLOAD (ou vá no bandcamp/ procure no soulseek)


Chegamos ao final de Novembro, também chegamos ao final do processo eleitoral para os municipios de quase todo o Brasil. Sabe o que não acabou e tá aumentando de novo? A pandemia da Covid por aqui e esse é só um dos problemas da pátria brasilis.

Já a música segue produzindo bem e acredito que nesse final de ano vem lançando os tais albuns do primeiro semestre que atrasaram, mas que são muito bons. Novembro tá cheio desses trabalhos legais, de diversos estilos e locais do Brasil e essa coleta tenta mostrar um pouco disso dentro das 17 faixas que a compõe (saca aqui o setlist). O single inédito que fecha a mixtape é o primeiro single do projeto pernambucan Hanni Palecter. Em "Renguinau",  ouvimos uma mistura de música eletrônica, hip hop lo-fi e experimentações vocais que são um belo cartão de visitas do projeto. Saca ai a doideira:

 

A linda arte de capa da nossa coleta foi feita pela multiartista e professora piauiense Fernanda Paz. Ela falou de maneira sucinta sobre a ideia pra capa:

"Traços pensados dos sons que ecoam de lugares desconhecidos materializados aos nossos sentidos para um salto antigravitacional".

É bem essa a viagem né?! A nada tem um traço massa e dá pra ver diversos outros trampos indo no instagram dela!

Agora o de sempre: Essa mixtape não deve ser comercializada, apenas disseminada o máximo possivel na internet! Se quiserem criar playlists nos streamings/ youtube da vida, caso estejam todas a faixas, manda pra gente que a gente dissemina! A coleta serve como um resumo do que rolou no blog esse mês e também é mais uma maneira de conhecer e sacar os novos sons feitos no Brasil, nesse momento tão complexo de nossa existência. O país tá literalmente pegando fogo, se você puder ficar em casa, tente fazer isso ao máximo!

Continue ouvindo música brasileira, apoiando os artistas e sobrevivendo!
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domingo, 29 de novembro de 2020

Os Mutantes - A Divina Comédia Ou Ando Meio Desligado (1970)...




Nunca rolou um álbum da banda Os Mutantes por aqui, já soltamos albuns da carreira solo dos envolvidos, mas nunca um da banda de São Paulo. Mas VAMOS VIRAR O JOGO e aproveitar o último domingo de novembro pra homenagear os 50 anos desse álbum da banda paulista (Eu disse 50 São Paulo)! Abaixo um textão do Hugo Morais que saiu recentemente:

Ainda lembro a primeira vez que ouvi Os Mutantes. Foi em uma festa em Neópolis, a música era “Ando Meio Desligado”, que abre o álbum A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado. Não sei precisar o ano, mas creio que era 2000. Ou seja, o álbum já tinha 30 anos e portanto era mais velho que eu. Os Mutantes (1968), álbum de estreia do trio Rita Lee, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, deve ter sido o que ouvi por último. E nele tem as deliciosas “Panis Et Circenses” e “Bat Macumba”, mas a minha preferida é “Trem Fantasma”. A estreia já foi de forma grandiosa com a ajuda do maestro Rogério Duprat. Estilos diversos se misturam no disco e se hoje um computador, ou sintetizador, pode fazer todo o trabalho pesado, naquela época era tudo na mão, construído muitas vezes com colagens. Lançado no ano seguinte, Mutantes (1969) segue com invencionismos, misturas inusitadas que fariam escola, como a pegada caipira com o rock em “2001 (Dois Mil e Um)”, assombros sonoros como em “Dia 36” e pegadas pop grudentas como “Não Vá Se Perder Por Aí”. O disco passeia pelo pop, pelo psicodélico e pelo experimental de forma coesa. A preferida é “Qualquer Bobagem”, que ouvi a primeira vez através da versão do Pato Fu. Uma música lenta, gaguejada, um convite ao amor... Leia Mais no O Inimigo

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sábado, 28 de novembro de 2020

Museu de Cinzas - Monocromático (2020)...



Download: Monocromático (2020).zip (ou vá no bandcamp acima)

 A imagem em chamas do velho casarão do século XIX ainda arde na minha memória. O fogo havia tomado tudo. Em poucos minutos, parte da memória do país e da humanidade se apagava de forma implacável. As labaredas de fogo dançavam revolutas em redemoinhos debochados e flamejantes ante a nossa súplica incrédula. Alguns choravam e lamentavam; outros davam de ombros sem saber muito bem por quê. Uma tragédia sem precedentes. O Museu Nacional, um lugar comum para mim de encontros e desencontros, ruía esquecido, abandonado, monocromático. Um museu de cinzas. O cheiro defumado da história ainda pairava no poluído ar da Quinta da Boa Vista quando escrevia as primeiras linhas de Monocromático, uma canção sobre a incompletude fluida dos relacionamentos modernos. Os versos “Me permito a te esquecer/se você não vai embora” surgiram assim, da mistura caótica e desordenada enclausurada no tecido urbano diário de nossas vidas. Gosto de museus e de suas histórias mofadas pelo tempo. Talvez, por isso, eu teime sempre em escrever sobre identidade. Dentro dos limites do possível, porque precisamos dos museus para nos decifrarmos. Quando um museu se apaga, leva com ele uma parte que não teremos mais para nos reconhecer. Um vazio, um nó difícil de se desatar. Para que o novo comece é necessário que se finde algo. O que estranhamente também se conecta ao momento atual. Precisamos nos afinar, nesse recorte outonal de nossas vidas, no mesmo diapasão das cinzas que nos restaram. Espero que se reconheçam nos retalhos ruidosos e distorcidos da Museu de Cinzas...

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Ramonzin - Arteiro (2020)...




Madureira é a área do Ramonzin. Toda efervescência da Capital do Subúrbio do Rio de Janeiro está presente na arquitetura do álbum “Arteiro”. Esse também pode ser considerado o mais versátil de tudo o que o MC apresentou nos seus mais de 20 anos no rap. Tem sua originalidade na fórmula. Destoa do quem tem sido feito atualmente, porque carrega a musicalidade brasileira no alicerce. E esse é o posicionamento que ele segue desde os primeiros registros. Não quer seguir o bonde. Pega um desvio para criar um resultado distinto. Sua arte, reflete a verdade que ele pretende compartilhar. “O meu estilo de música é muito plural. Já no EP “Made In Madureira” eu misturei muita coisa. Então, lá você tinha o funk, tinha o rap, o samba, e um bolero (que foi uma das melhores canções que eu já fiz)”, diz ele. “Então, eu trouxe isso pro Arteiro. A minha ideia é realmente apresentar todos os tipos de manifestação artística, sejam visuais, na estética, e na música. Então, esse disco é uma evolução do que era Made In Madureira, só que focado numa apresentação artística. Eu fui explorando diversos coisas, que é o que o arteiro faz né, cara. É a concepção do arteiro, do cara que experimenta, que é desafiador, o danado, que está ali sempre questionando. Estou apresentando essa pluralidade de sons dentro desse universo do rap, para apresentar o que a gente consegue transformar dentro dessas caixinhas que a gente costuma nichar.”... Continue lendo no Rapresentando

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Cadu Scalet - Cabeça Paranoia (2020)...




“Cabeça Paranoia” é o nome do primeiro disco do músico, compositor e educador musical Cadu Scalet. Com poucos minutos de diferença recebo mensagens de dois amigos, o conteúdo era o mesmo: o debut de Cadu Scalet. Duas indicações, quase simultâneas, do mesmo álbum, é claro que eu tinha que ouvir imediatamente. Com isso a expectativa também foi nas alturas. Mas logo na primeira canção, que dá nome ao disco, eu já estava entregue. “Cabeça Paranoia” já começa com acordes mesclados entre o psicodélico e o dream pop, e vamos entrando nessa viagem sonora que, naquela altura, eu praticamente tinha certeza que seria incrível. E aí tudo muda! Quando achei que seria uma doidera psicodélica, chegamos na segunda música, “Cuca”, e agora temos uma sonoridade flutuante com grandes toques de MPB dos anos 70 e 80, com sintetizadores, guitarras e aqueles efeitos que deixam as canções muito mais prazerosas de se ouvir... Leia mais no Polvo Manco

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Bruno Capinan - Leão Alado Sem Juba (2020)...




Em meio à pandemia de Covid-19, Bruno Capinan, cantor e compositor baiano radicado no Canadá, trouxe à vida ‘Leão Alado Sem Juba’, sexto álbum da carreira. O trabalho, lançado no último dia 11 de novembro, mescla sonoridades acústicas e eletrônicas em colaborações com diferentes produtores e músicos, incluindo parcerias inéditas na discografia do artista. Nas nove canções autorais gravadas de forma remota entre Canadá, Brasil, França e Portugal, Capinan fala sobre perdas, isolamento, solidão e violência policial contra negros. O resultado é um disco com pouco menos de meia hora de duração, que proporciona um clima geral dúbio: a ambiência sonora é ao mesmo tempo relaxante e melancólica, calma e sombria. A mensagem não bate e corta da mesma maneira que ocorre no álbum anterior, “Real” (2019), e em alguns momentos ela promete mais do que cumpre. Mas a música de Capinan permanece ecoando no fundo da mente, como naquelas canções que você ouve muitas vezes e de repente percebe um significado que não tinha sido capturado antes... Leia mais no ElCabong

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Ivan Timbó - Escolhas (2020)...





Ivan Timbó é instrumentista e produtor musical, iniciou sua trajetória na música quando herdou a velha guitarra de seu Pai, se aprofundou nos estudos após ingressar no conservatório Alberto Nepomuceno, onde estudou piano popular e teoria musical. Gravado em 2020, o álbum apresenta dez composições que transitam por diversos gêneros da musica instrumental, passando pelo jazz urbano, hip hop instrumental e música brasileira. Músicas do início de sua carreira foram revisitadas e uniram-se a novas composições, que surgiram durante o processo de gravação...


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