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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Guilherme Granado Goat Unity - Ghost Parades (2025)...




Guilherme Granado faz sua estreia solo pela gravadora Keroxen sob o nome de seu projeto Goat Unity, resultado de uma série de colaborações com amigos e rivais músicos. Natural de São Paulo, Guilherme vem construindo discretamente uma reputação como o cara certo para batidas baseadas em loops e linhas de baixo envolventes. Ele tocou e gravou com Mauricio Takara no Hurtmold (4 álbuns) e também faz parte do São Paulo Underground (também com Takara e Rob Mazurek). Além disso, se apresenta, produz e grava sob o nome Bodes & Elefantes e já fez diversas turnês pela América do Sul, Estados Unidos e Europa com o São Paulo Underground, Prefuse 73 e outros. Com Ghost Parades, Guilherme mergulha fundo em suas experimentações com batidas, conseguindo, de alguma forma, conectar os pontos entre o Wu-Tang Clan e a Sun Ra Arkestra, adicionando uma boa dose de tropicalismo para completar...

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sábado, 30 de março de 2024

GRINGOS DA SEMANA: Nossa compilação com sons de março de vários lugares do mundo...

Arte do Francisco Goya


PLAYLISTS COM O TOP 20 DE MARÇO: Spotify | Deezer | Tidal | Youtube (siga/follow)

Chegamos com o nosso GRINGOS DA SEMANA santo de Março. O nome segue o mesmo, mas o post e atualização da nossa playlist de sons do mundo está na temporalidade mensal. Na capa, uma arte que envolve música do pintor Francisco Goya, que nasceu num dia 30 de Março das antigas.

Acima, temos os links que levam para nossas playlists em 4 plataformas atualizadas com o Top 20 do mês de março para vocês conhecerem. Muitos sons de trabalhos lançados neste ano, até nesse mês, numa mistura sonora bem louca! Tem momentos de canções eletrônicas, tem pitadas de jazz, post alguma coisa, alguma música pop esquisita e muito mais pra vocês ouvirem.

Vale destacar o jazz instrumental com ares de psicodelia do grupo britânico Spectre Horsemen Pale With Dust, que acabou de lançar um single bem massa. Outro som massa que entrou na playlist foi um folk instrumental psicodélico do novo álbum da banda americana The River Otters, lançado esse ano. E a mistura sonora louca e lo-fi do projeto da bielorrussa audiodefectwave, que também tá na playlist.

Esse mês chegaram vários álbuns e EPs. Não esperava receber tanto material legal no começo do ano. Selecionamos os 4 que mais curtimos para falar um pouco mais abaixo. Todos também têm sons na atualização da nossa playlist. Leia sobre os destaques ai:

 Olvo - Ghost Beat Tape Vol. 10 (Coletânea/ Bélgica)

Olvo é o alias do compositor belga Nicolas Allard. O pianista formado em música clássica e eletrônica funde gêneros com um estilo pessoal e sem formato definido. Seja em parceria ou solo, o projeto tem lançado uma série de trabalhos interessantes. O mais recente é Ghost Beat Tape Vol. 10, lançado neste mês de março, com 27 faixas, a coletânea/beat tape mostra uma gama de influências, incluindo gravações de campo, falas e discursos de vídeos e vocal falado ou apenas para acompanhar o beat, mostrando as habilidades do beatmaker e produtor. “Este trabalho é o mais recente de uma série de mini-mixes apresentando o melhor do meu trabalho de áudio dos últimos anos, mas que não pretende estar em um álbum”, explica o artista. Vale o play e trip sonora no link abaixo: 



Hotpot - One (Álbum/ Estados Unidos)

A única informação que tenho sobre esse projeto, é que é de um músico e produtor musical e beatmaker de Las Vegas. No instagram tem várias imagens bonitas que fazem referência a produzir e servir música como se fosse comida, como sugere a capa do álbum e o próprio nome do projeto. One é o primeiro álbum lançado, pelo menos com esta alcunha ou neste projeto. São 10 faixas instrumentais bem produzidas, muito bem pensadas, o que dá a entender que é alguém que trabalha com isso há algum tempo. Misturando hip hop, música clássica, eletrônica e jazz, mas de uma forma totalmente profissional. Essa bateria é orgânica ou beats?! Um trabalho muito bem feito, ouça na íntegra aí (ou no seu streaming preferido): 



Joachim Sontag Quintet - Cueillette (EP/ França)

Joachim é um contrabaixista e compositor de Toulouse que, no final de 2023, formou um quinteto com uma combinação única de instrumentos. O grupo é composto por flauta, harpa, marimba, contrabaixo e bateria. No final do ano, gravou uma bela coletânea de delicadas composições acústicas do World Jazz.Em março, Sontag e seu quinteto lançaram um EP de 6 faixas chamado Cueillette. Embora as combinações de timbres distintos sejam ao mesmo tempo ousadas e corajosas, o som que se desenrola é decididamente leve e acústico. Tudo se encaixa muito bem, mesmo que não pareça. Ouça ai:



Will Mallard - Re​-​Assembly (Álbum/ Estados Unidos)

Will é um multi-instrumentista, produtor e compositor de 25 anos de Decatur, cidade no estado de Illinois, que hoje em dia vive em Chicago. Re-Assembly é seu segundo álbum solo, foi lançado em dezembro de 2023 e apresenta 13 faixas que misturam elementos de música eletrônica, instrumental, jazz e experimentações lo-fi. Não sei se por ele morar em Chicago, mas o som me remeteu a algumas doideiras sonoras do trompetista Rob Mazurek, integrante do Chicago Underground e que hoje em dia também integra o São Paulo Underground junto com músicos da banda Hurtmold. Em vários momentos surge um sax com delay, reverb e efeitos interagindo com os beats eletrônicos e os synths. Parece uma compilação de sons, nem todos se conectam, mas é um trabalho interessante pra conhecer o artista. Gostei do cenário de caos e destruição da capa. Ouça ai: 



Curtiu os sons?! Espalha o post nas suas redes e ouça, siga e compartilhe a playlist com os amigos e ajude os sons a chegarem mais longe!
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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Vitor Araújo - [[ M-II ]] LT’s Post-Studies (2022)...




Desde o último ano, o compositor e pianista pernambucano Vitor Araújo tem convidado diferentes nomes a reinterpretar o material apresentado em Levaguiã Terê – 13º colocado em nossa lista com Os 50 Melhores Discos Brasileiros de 2016. Para o primeiro volume da série intitulada Mercúrio, o artista contou com a interferência criativa de Thiago Nassif, RAKTA e Hurtmold. O resultado desse processo está na entrega de um repertório deliciosamente provocativo, torto, conceito que volta a se repetir em M-II (2022). Segundo e mais recente volume da série, o trabalho recebe agora nomes Cadu Tenório e Kiko Dinucci, responsáveis por expandir o repertório originalmente lançado por Araújo há seis anos. “Esse projeto tem a proposta caminhar tortuosamente pelas concepções sonoras absolutamente distintas de cada um desses colaboradores, formando assim uma miríade de referências musicais conflituosas entre si – o que espelha de certa forma a ebulição do tempo em que vivemos“, comentou o artista no texto de lançamento do EP... Via Música Instantânea

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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Vitor Araújo - [[ M​-​I ]] LT's Post​-​Studies (2021)...




Vitor Araújo celebra nesta quarta-feira (1º) o lançamento do EP “M-I”. Este é o primeiro de uma série denominada “Mercúrio”, construída a partir de parcerias traçadas pelo pernambucano com artistas oriundos de variados universos musicais. Em “M-I”, Vitor reúne seis faixas com participações do DJ e produtor brasiliense JZL, das bandas paulistanas Hurtmold e Rakta, dos músicos cariocas Thiago Nassif e Bella, do artista sonoro baseado em Berlim ALADA e do DJ africano Diaki. Com os colaboradores, o pernambucano propõe caminhar tortuosamente por concepções sonoras distintas. Eles formam assim uma miríade de referências musicais conflituosas entre si... Leia mais no PaPel Pop

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terça-feira, 7 de abril de 2020

M.Takara & Carla Boregas - Linha D’Água (2020)...




Maurício Takara e Carla Boregas hoje fazem parte da mesma banda, o Rakta, mas sua relação musical começou há muito mais tempo. “Conheço o Maurício há uns quinze anos”, me explica Carla pelo telefone, falando sobre a parceria que agora se materializa em disco. Linha D’Água aproxima os trabalhos solos dos dois para o mesmo centro, explorando tanto a percussão misturada com eletrônica que o baterista do Hurtmold apresenta como M. Takara, como as paisagens ruidosas provocadas pelo projeto solo de Carla, que leva seu nome. O disco está saindo pelo selo Desmonta... VIA
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ema Stoned - Phenomena (2019)...





O Ema Stoned sempre foi um exemplar curiosamente característico em meio aos inúmeros grupos experimentais que povoam o circuito independente nacional. Com uma abordagem que pretere arranjos exuberantes, dissonância deliberada e preciosismo técnico em prol da concepção de climas particulares e homogeneamente intensos para suas faixas, o grupo paulistano se distingue de seus pares ao desenvolver uma sonoridade calcada na consonância existente entre seus membros e no senso de “transe coletivo” que permeia suas composições (e que remete fortemente à magnífica Hurtmold). Agora, quase seis anos após o lançamento de seu excelente disco de estreia (Gema, de 2013), o grupo retorna com PHENOMENA, registro que não apenas retoma as características mais preponderantes de sua sonoridade e metodologia como eleva sua produção a um novo patamar... VIA
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Rodrigo Brandão - Outros Barato (2018)...




Tá na pista o primeiro disco solo do glorioso mestre de cerimônia, poeta, A&R, connoisseur, presidente do fã-clube brasileiro do Luscious Jackson e gorila urbano Rodrigo Brandão. O LP é uma intrépida incursão ao rico universo do spoken word, gênero bastante explorado pelos artistas norte-americanos de soul-jazz ao longo dos anos 70 (confira The Last Poets e Gil Scott-Heron, por exemplo, e entenda um pouco da história por trás das estórias). Gravado em apenas três sessões conduzidas ao longo de três dias no estúdio financiado pela marca cujo nome não deve ser citado em nosso site por questões contratuais, o álbum é o resultado de diversas sessões de improvisação livre — o popular freestyle. A produção executiva ficou a cargo do konducta, delegado e ganhador do título de pai do ano pela ABP/Associação Brasileira de Pais, Thiago França, em parceria com os tecnicistas Daniel Bozzio, Scotty Hardy (responsável também pela mixagem) e o próprio Brandon, e as gravações contaram com os músicos Marcelo Cabral, Pupillo, Juçara Marçal, Tulipa Ruiz e o próprio Thiago (no dia 1), China, Leandro Archela, Guizado e Richard Ribeiro (no dia 2), e o trio Guilherme Granado, Maurício Takara e Marcos Gerez — todos do Hurtmold — , Roger Rosa, Thomas Rhoder e Victor Meira-Branco (no dia 3)... VIA
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Kinah Hamilton & The True Believers - M​.​T​.​A​.​G (2018)...




Idealizado e produzido por Abdala, o álbum Kinah Hamilton & The True Believers, é o resultado de encontros entre o produtor e seus amigos. Guilherme Granado (Hurtmold, São Paulo Underground) Rogério Martins (Hurtmold), Danilo Rosolem do grupo de percussão reciclada Vida Seca, Marcos Arão e Fabio Chinca, italiano, integrante do trio do baixista Joe Lally (Fugazi) no período de sua passagem através de Roma, Itália. O álbum com 15 faixas e 15 vídeos (disponível no canal do YouTube da gravadora Propósito Records) oferece uma visão geral das influências do mundo e das percepções do mundo do produtor. Influências que vão desde a música tradicional do meio-oeste brasileiro, passando pelo rock produzido em Chicago nos anos 90, pela música cíclica do Mali e pelo próprio hip-hop, ganham a interpretação pessoal do mesmo que um artista.O resultado final é o encontro entre samples, sintetizadores, percussões e bateria na criação do universo sonoro espiritual...
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Chankas e Z - Chankas e Z (2017)...




Fernando Cappi é músico desde 1998. É guitarrista da banda paulistana Hurtmold. Faz dupla com Bárbara Eugênia no projeto Aurora, faz dupla com Mário Siracuza Cappi (Hurtmold) no projeto MDM DUO e também faz dupla com Ian Medeiros (Mahmed) no projeto Ian e Chankas. "Chankas" é o nome do trabalho solo de Fernando Cappi. Neste novo trabalho a parceria é com o artista/poeta "Z". Z escreve poesias desde os anos 90. Neste trabalho, o artista cantou suas poesias, transformando-as em letras de canções já com melodias de voz prontas, porém sem fundo musical, arranjo e nem mesmo referências de afinação. Simplesmente cantou as letras e melodias pra um gravador em sua própria casa. Aos poucos foi enviando essas gravações para Chankas que acrescentou arranjos sobre as vozes, editando onde fosse necessário pra que tudo se encaixasse. Surpreendentemente, todas as melodias de Z, encontravam-se na afinação padrão (Lá 440Hz), mesmo sem nunca ter encarado um afinador. Apenas a sensibilidade e sua memória adquirida por tantos anos em que escutou música, foram suficientes pra que as frequências se encaixassem naturalmente. Esse disco, "Chankas e Z", é o resultado dessa nova parceria... 
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

trio repelente - ao vivo pra ninguém (2017)...




O Trio Repelente nasceu da amizade e da afinidade musical de Mauricio Takara,  Rodrigo Hara e Victor Vieira-Branco. Os 3 são músicos presentes na comunidade da música instrumental e improvisada de São Paulo e Sorocaba. Mauricio é baterista do Hurtmold e do São Paulo Underground , com quem já lançou mais de uma dúzia de discos e viajou pelo Brasil , Estados Unidos e Europa; além de ter uma carreira solo e participar de diversas formações e projetos mais efêmeros com músicos de SP. Muitos desses projetos ao lado do baixista Rodrigo Hara , a exemplo da Assembleia Rítmica de Pinheiros - com quem participaram do projeto 72 rotações do Sesc fazendo releituras do Mulatu Astakte - e do Bodes e Elefantes, banda liderada por Guilherme Granado.  Victor é um músico norte americano radicado em Sorocaba, onde tem atuado como vibrafonista e baterista na cena  independente de forma intensa. Vibrafonista de formação e estilo único, Victor se juntou ao Mauricio e ao Rodrigo com a vontade de dar vida a composições dos 3 que utilizam a improvisação e a escrita de forma aberta e orgânica, com uma sonoridade dinâmica que transcende genêros...
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Hominis Canidae #78 - Novembro (2016)...




Esse ano está uma bosta, pelo menos pelos nossos lados. Afora os paranauês politico do Brasil (estamos vivendo em um golpe de estado sim), ta todo mundo morrendo,  perdendo emprego e ficando liso (menos politico, políticos são eternos pelo visto e pelo nosso voto errado). Nós tentamos amenizar da melhor maneira possível postando música por aqui. Chegamos então a nossa 78ª coletânea mensal seguida, desta vez resumindo o mês de novembro de 2016. São 17 faixas, sendo a última inédita no blog, e vários sons de 2016 (Sacai o Setlist). A faixa inédita que fecha a mixtape, é o novo single da banda paulistana Yokohama Café chamado “Sucesso Danado”, que conta com a participação do vocalista da Los Porongas e mais um monte de gente massa...

A baita capa da nossa #Coleta78, foi feita pelo artista e músico paulistano Mário Cappi. Além de mandar bem no traço, Marinho já passou por aqui com vários dos projetos dele (Defeitos, Hurtmold, MDM). Ele fez um Alckmin morto, o que para nós seria um sonho bom. Ele explica a ideia: "Não é bem sonho. Seria mais uma visão de um futuro próximo no qual ele fosse presidente. Um pouco inspirado nas capas das hqs Aventura e ficção publicaras aqui nos anos 80 sob o rótulo de quadrinhos adultos". Da pra sacar outros trampos visuais do Marinho no TUMBLR dele! Aconselhamos muito conferirem o trampo visual do camarada!


É isso galera, mês que vem tentamos de novo! Se segurem ai que esse ano de merda ta acabando...

Continue indo aos shows, ouvindo música e comprando o material das bandas!

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Hurtmold e Paulo Santos - Curado (2016)




Download: Curado.zip

"Escrever sobre música é um negócio estranho. É como um menino de sunga na praia. Esse moleque dá socos numa onda. Pra quem o vê (e lê), o soco na onda (e o texto) é (é) um espetáculo meio bocó, engraçadinho, curioso / Vazio / Tanto o garotinho quanto o crítico realizam o inútil. Sobre isso, um texto de 1810. E.T.A. Hoffmann, autor d’O Quebra-Nozes. Ele diz lá que a música é incapaz de viver fora dela mesma / Ou melhor: ela comunica um universo que as palavras não comunicam / Ou pior: ela é um mecanismo que não pertence ao verbo / Cada vez que uma composição é explicada (e músicos possuem uma alergia infinita a explicá-la), ela deixa de ser o que é / Somos egoístas. Você e eu acreditamos que toda canção é feita a nosso serviço. Música e letra ressoam somente aquilo que levamos no estômago – o amor que não deu certo, a paisagem na janela, a vontade de suar. Uma concordância infinita na discordância. Ela é sempre sobre nós / E assim que, ao falar de música, você e eu, ele e ela, a diluímos / Uma gota de vinagre na água e a água não é mais água / Aqui o vinagre: Curado, oito músicas, duas vinhetas, 46 minutos, 2016, o sétimo álbum do Hurtmold. É o melhor trabalho do sexteto paulistano desde Mestro (2004). E o mais definidor desde Cozido (2002) / Curado e Cozido, a propósito // Pra além da óbvia conexão culinária dos títulos, são discos que conversam sobre a passagem do tempo. No exemplo mais evidente, os álbuns repetem a faixa Bulawayo. Em 2002, a banda a gravou com as certezas da juventude: a música era afirmativa, alta, bruta / Em Curado, 14 anos depois, o sexteto envelhece com a sabedoria de quem perde os cabelos e certezas. Aqui, Bulawayo é menos repetitiva. A introdução, criada por Paulo Santos, ex-Uakti, grita as coisas entre os silêncios. Diz seja lá o que tiver de dizer com pouco / Ao permitir a comparação entre a Bulawayo de lá e da Bulawayo daqui, o Hurtmold desafia o espelho // Paulo Santos é a presença essencial do disco. Com sons que tira de tubos de PVC, arcos metálicos, espumas, ele torna cada faixa um exercício inesperado. Este é um disco do Hurtmold. Mas é um disco do Hurtmold curado pelo mineiro / Para a banda, sua convocação é uma ferramenta de ruptura (como o cornetista norte-americano Rob Mazurek, em trabalhos passados, foi outra) / Em Mils Crianças (2012), um disco de esgotamento, o molde perdia elasticidade, aceitando mais das mesmas coisas. Curado cutuca esses limites / Este é um disco desafiador de rock. Portanto, atiçará as confusões de sempre. E são engraçadas, essas confusões. Note como: (1) muita gente costuma pregar definições fajutas ao grupo. Há quem ouça jazz ali. Mas jazz não há. E (2) tem também quem aponte uma excelência em improvisos – embora o sexteto seja uma das bandas que menos improvisem entre as bandas que parecem improvisar / O que interessa, ao cabo: estar diante de artistas que confundem, que fazem a gente errar, que sinalizam coisas amplas e puramente não-verbais. Música, enfim // Música é a suprema distração. Arte que prescinde de palavras. O verbo, ao contrário, é o fracasso da música. Um fracasso irresistível, mas um fracasso. Porque se escrever sobre uma melodia é o negócio estranho lá do alto da página, fazê-lo aqui embaixo é como iluminar uma sombra / No momento em que a luz e a palavra a tocam, ela some / Ela é outra coisa / Ridendo dicere severum / Curado, como piada de Cozido, diz".
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

São Paulo Underground - Cantos Invisíveis (2016)...




São Paulo Underground é Rob Mazurek (Mazza - Exploding Star orchestra), M. Takara e Guilherme Granado (Ambos da Hurtmold). Em "Cantos Invisíveis", seu quinto disco, o trio nos presentei com 9 faixas do mais fino post-jazz, com nuances eletrônicos e ambients de alta qualidade. Um disco que através da música, apresenta paisagens sonoras dos sonhos em meio a uma grande e caótica cidade como São Paulo. 
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Defeitos - defeitos (2016)...





Em tempos de multifunção nos quais vivemos, é necessário se desdobrar em vários para conseguir dar conta dos compromissos. Algumas pessoas preferem diminuir o ritmo, outras aceleram mais e mais. Um exemplo de quem prefere aumentar a carga é o artista Mário Cappi. Afora a arte da música, o camarada também se arrisca e manda muito bem no traço, que além de ir parar em paredes, também vira capa de disco. No universo musical, Mário aparece no MDM Duo, projeto que toca com o irmão Fernando Cappi e no Hurtmold. Agora ele ressurge com um novo/velho projeto. Novo velho por se tratar de um projeto com um parceiro de longa data, que depois de encontros e desencontros, o universo realinhou para ambos estarem juntos, produzindo música. Em Defeitos, Marinho divide a autoria das canções com Denis Sallum, companheiro dele nos tempos de hardcore com a banda Default. O álbum homônimo tem nove faixas com muita viola punk e saiu pela Submarine Records. Agora é a vez de Defeitos aparecer na internet pra geral sacar... Leia Mais


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sexta-feira, 4 de março de 2016

Bode Holofonico - Bode Holofonico (2016)...



Download: Bode Holofonico (2016).rar

O Bode Holofonico é o encontro de Guilherme Granado (Hurtmold, SP Underground, Bodes e Elefantes) e Leandro Archela (NAAXTRO, Rumbo Reverso, Holofonica) na criação e desenvolvimento de um diálogo de música criativa a partir da livre improvisação e manipulação de sintetizadores, instrumentos musicais e efeitos eletrônicos. O disco foi gravado em uma tarde de 2015 por Henrique Zarate. Todas as músicas, instrumentos, edição e mixagem por Leandro Archela e Guilherme Granado. Arte por Carlos Issa...
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

M.Takara - MundoTigre (2014)





O projeto Mundotigre é apenas mais um chapéu entre tantos outros que Maurício Takara tem a sua disposição. Do Hurtmold, não é preciso dizer mais nada; a ampla discografia da banda é consistente e aclamada em iguais medidas. Dos seus inúmeros outros projetos, retira-se a sensação de que Maurício é uma pessoa motivada por uma busca constante, caracterizada pela exploração de diferentes processos. Cada chapéu, uma nova forma de fazer música. O Mundotigre já teve registros e circulou como um set de eletrônica ao vivo improvisada, mas nenhuma apresentação ou gravação teve tanta contundência quanto o disco homônimo lançado pela Desmonta. Nessa coleção de 9 faixas, Takara condensa todas as suas experiências em ideias sonoras completas; são canções eletrônicas, que nascem, crescem e minguam com extrema desenvoltura, tanto no quesito composição quanto em timbragem... Leia Mais
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Chankas - Ao Vivo - Fundação Ema Kablin (2014)...




Em Chankas, Fernando Cappi apresenta suas composições e mantém conceitualmente os pressupostos de sua banda nativa (hurtmold), não se restringindo a gêneros e direcionamentos estéticos, mas caminha em sentidos distintos. Aqui, há uma predominância de cordas, com um ar cancioneiro, muitas vezes chegando a soar folk. Lançou seu primeiro álbum “Chankas” em 2010 de forma independente, sendo muito bem recebido pela crítica especializada. Neste show, o projeto estreou nova formação, com Marinho Cappi, Rogério Martins e Thomas Rhorer. O show foi gravado em video por Silas Paz e contou com algumas músicas novas e até um cover de Caetano Veloso, nós ripamos os videos e disponibilizamos aqui...
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terça-feira, 4 de março de 2014

Aurora - Aurora (2014)...




Encontrei Bárbara Eugênia no meio do ano passado, ainda empolgado com seu segundo disco É o que Temos, mas ela só conseguia falar do Aurora, novo projeto que vinha desenvolvendo com o Chankas, guitarrista do Hurtmold – um projeto que começou com uma inspiração beatle. “Estava de férias no fim do 2012, num sítio no interior de São Paulo, lendo um livro que fala da história por trás das músicas dos Beatles, quando comecei a ter algumas ideias, fui pensando na vida, em como se deu toda a transformação deles enquanto banda, enquanto indivíduos, e desandei a escrever… Não eram nem letras, algumas só ideias mesmo, elucubrações… Mas aquilo me deu a ideia de fazer um disco novo, um projeto à parte do meu trabalho solo. Algo específico falando sobre tudo aquilo que eu estava pensando e sentindo. Meu ex-namorado – tenho que dar todo o credito a ele mesmo… – me disse: ‘Por que você não chama o Chankas pra fazer esse’ E eu disse: ‘Claro, genial, vou chamar!’"Fernando Cappi, guitarrista do Hurtmold que que assina seu trabalho solo como Chankas havia colaborado com o disco que a Bárbara lançou no ano passado, ao fazer o arranjo para “Não Tenho Medo da Chuva e Não Fico Só”, ao lado de Tatá Aeroplano. “Já tinha batido uma vontade de fazer mais coisas com ele... Continue Lendo
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domingo, 30 de dezembro de 2012

Coletânea Hominis Canidae #31 - Dezembro (2012)...



Mais um ano que esta terminando, não que isso vá interferir diretamente na sua vida, quer dizer, pode interferir na ressaca de amanhã, já que você vai acabar enchendo a cara usando como desculpa o fato do ano ter mudado no calendário. Mas chegamos a nossa 31ª coleta mensal seguida, nesse mês especial são 2 mixtapes, e não desmerecendo as anteriores, essa é uma das melhores coletas que já fizemos. Não apenas por estar lotada de lançamentos que chegaram a nossos emails, é de longe a coleta com mais música eletrônica que já passou por aqui, além da quantidade razoável de instrumentais e raps (Sacai o Setlist!). Entre os lançamentos, destaquemos a Hurtmold, que esperou até o final do ano para lançar o novo material e não decepcionou. Outro destaque vem de Pernambuco, com o rapper Rimocrata, que lançou um EP bem legal, de Belo Horizonte, um projeto eletrônico feito por um cara de 17 anos chamado Cloud Whale, trampo muito fino. Não sei se pode ser considerado um clássico moderno, mas tem uma faixa de uma fita demo de 1993 do Planet Hemp nessa coleta, com direito a Speed Freaks na banda e tudo mais. A faixa inédita vem de Teresina, um projeto eletrônico com música brasileira chamado Guardia Nova, que deve lançar disco já nesse começo de 2013, a faixa Preta é uma boa premissa do trabalho que esta por sair...
Esta bela arte totalmente conceitual, foi feita pelo brother paulistano e banger Thiago Vakka, o camarada é designer formado e banger porque além de artista o camarada tem um blog massa voltado pra música barulhenta, o Intervalo Banger, inclusive ele mandou uma versão gore da mesma arte que ficou foda também. Ele explica a arte “Época de natal e todos querem esse espírito de alguma forma, não ia ser eu o combobreaker. Quando me deram a tarefa de fazer essa capa, optei por falar sobre isso. A união familiar e como esse nossos laços sanguíneos ficam mais forte nessa época. Quando nos lembramos daqueles que não nos fazem falta por 364 dias dos anos, mas neste dia especial inventando por uma igreja amorosa e doadora, nossos problemas de memória se esvaem e nos tornemos, apenas essa noite especial, uma unidade de bondade entre nossos entes queridos. Tentei valorizar isso usando muito o vermelho e branco "papai-noel", um pouco de preto pra representar a Coca-Cola, o patrocinador secular do evento e o azul-bebê do céu Polar.” Achei uma das artes mais feitas para ser camisa de todas, ficou bem fodona! Para conhecer alguns trampos dele no traço, chega no facebook dele

Já falamos mais de trinta vezes, mas não custa repetir para quem chegou agora. Está coleta não deve ser comercializada, apenas disseminada livremente pela internet (pode repassar a vontade), aconselho ripar e presentear para algum amigo(a). É apenas uma alternativa para tentar conhecer o máximo de sons novos produzidos em todos os cantos deste enorme país, animando seus passeios de bike, viagens ou idas para o trampo. São 17 faixas de bandas de diversos estilos e locais do Brasil, que continuam produzindo seu som, shows, e fazendo a arte nacional aparecer e ser apreciada em todos os locais do mundo. Mês que vem estamos de volta, boas festas de final de ano, mas entendam, não é a data que vai mudar sua vida, liberte-se de sua escravidão mental, você é livre, você é bom, dispa-se e me ignore...

Continue ouvindo música, comprando discos e comparecendo aos shows!
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sábado, 29 de dezembro de 2012

24 discos nacionais que vocês deveriam ter escutado em 2012...

É isso, mais uma vez o ano de postagens de discos inéditos acabou, digo isso porque amanhã nós mandaremos aqui a nossa coleta de #HitsBr2012 e no dia 31 a já tradicional coleta mensal (que já tem setlist) e tá cheia de trampos de 2012, alto nivel, então não percam! Nesta ano de 2012, apenas aqui no nosso blog, apareceram 357 trabalhos lançados nesse ano, é o ano registrado com maior número de discos postados até então (e ainda faltam vários pra mandar no nosso email). Mais uma vez, convidamos algumas pessoas para mandarem suas sugestões de discos brasileiros mais legais que ouviram durante este ano, com direito a mini resenha justificando suas opções. Nós também fizemos a mesma coisa (sacai todas as listas), sem contar a nossa coleta de Hits do ano, feita através do voto popular, com votantes de diversos sites, pessoas que acompanham nosso dia-a-dia por aqui e quiseram opinar, escolhendo os artistas e suas músicas preferidas. Como fizemos nos últimos anos, estamos mandando agora uma sugestão de 24 trabalhos lançados em 2012 e que todos deveriam ter escutado pelo menos uma vez, são trabalhos de estilos e localizações diversas, cada qual com sua característica e peculiaridades, sem ordem de preferência, apenas ordem alfabética. Baixe e curta o final de ano ouvindo a boa música brasileira...





Ahh, sentiu falta de algum?! Os comentários tão abertos, mandem ai suas listas de discos ou mimimis...
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