Download: Um Ano aos Estilhaços (2026).rar
Num contraponto geográfico, Mateus, que vive em São Paulo desde 2023, compôs as oito faixas que formam Um Ano aos Estilhaços justamente em suas temporadas em Maceió. Esse distanciamento possibilitou que o álbum respirasse outros ares além dos paulistas, com as canções vestindo, de alguma maneira, “uma roupa formada por essa mudança de espaços”, ele diz. Aterrado, mas com momentos mais livres, Um Ano aos Estilhaços expande-se por diferentes fases, alternando ruídos e texturas, delicadeza e intensidade, traduzindo uma rota de ansiedade, “quase depressiva, mas que encontra uma saída”, reflete Mateus. As duas primeiras músicas — “Um Ano aos Estilhaços” e “Dez de Espadas” — abrem o álbum sob uma atmosfera de crise, situação que as demais canções buscam solucionar. Essas tentativas culminam na última delas — “Cavalo desde ontem” —, cujo verso final — “nem só podemos morrer” — conclui a obra com uma perspectiva menos densa, “numa sensação de alívio, deixando tudo às claras”, ele pondera. A amplitude d’A Cães de Prata não se projetou somente nas perspectivas craqueladas do eu lírico de Um Ano aos Estilhaços. O perfil de produtor musical de Mateus veio à tona novamente, repetindo o que já havia se dado no álbum anterior d’A Cães de Prata, Cassius e Sonny, lançado em 2023. “Quando lancei ‘Nocaute’, meu primeiro álbum, em 2021, fiquei restrito à composição, dirigindo uma produção coletiva com cada um dos músicos, mas, no trabalho seguinte, comecei a explorar mais o lado da produção em si, botando a mão na massa mesmo”, ele completa. “Neste de agora, participei da produção de todas as canções, além de ter assinado parte dos arranjos de ‘Um Truque’, ‘Dez de Espadas’ e ‘Fumaça’”... Continue Lendo no Inhai

.png)



Nenhum comentário:
Postar um comentário