O repertório de “Alfabeto”, segundo álbum de Edwin de Paula, começou a ser divulgado em 2023, com o single “Tempestade solar”, mas o conceito do disco tomou forma em 2025, após uma viagem que o cantor, compositor e produtor fez pela Cordilheira dos Andes, de Kombi, ao lado de três amigos. O artista passou um mês rodando pela região, observando as montanhas e tendo contato com novas pessoas e tradições, uma experiência transformadora. Como o título do registro sugere, “Alfabeto”, lançado na última sexta-feira (31 de julho) nas plataformas digitais, é um trabalho sobre linguagem. “Aprender o espanhol me expandiu bastante os horizontes e ter contato com os diferentes povos da região que a gente conheceu, de população predominantemente indígena, da relação da língua indígena com a do colonizador, que é bem diferente da gente, lá eles usam mais a linguagem local”, comentou o músico, que é professor de inglês em Joinville. O álbum pode ser caracterizado como folk, de folclore. Munido do violão e do computador, o artista produziu tudo sozinho utilizando samples e instrumentos virtuais, um trabalho de pesquisa por sonoridades e curadoria. As canções têm forte carga étnica, não somente latina: na abertura em “100 milhões”, o produtor usa um trecho de música da Armênia, enquanto “Shanidar” traz elementos do assouf, conhecido ritmo do povo Tuaregue (da região do Saara), também chamado de blues do deserto. “Alfabeto” também apresenta batidas eletrônicas, como em “Sussurro do tempo”, e conta com a participação da cantora e compositora Ellen Mirú em “Humana”, tema central do disco, que apesar da pluralidade de referências, soa coeso. Edwin de Paula falou sobre o conceito e a estética de “Alfabeto”... Continue Lendo no Rifferama
sábado, 22 de agosto de 2026
Edwin de Paula - Alfabeto (2026)...
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O repertório de “Alfabeto”, segundo álbum de Edwin de Paula, começou a ser divulgado em 2023, com o single “Tempestade solar”, mas o conceito do disco tomou forma em 2025, após uma viagem que o cantor, compositor e produtor fez pela Cordilheira dos Andes, de Kombi, ao lado de três amigos. O artista passou um mês rodando pela região, observando as montanhas e tendo contato com novas pessoas e tradições, uma experiência transformadora. Como o título do registro sugere, “Alfabeto”, lançado na última sexta-feira (31 de julho) nas plataformas digitais, é um trabalho sobre linguagem. “Aprender o espanhol me expandiu bastante os horizontes e ter contato com os diferentes povos da região que a gente conheceu, de população predominantemente indígena, da relação da língua indígena com a do colonizador, que é bem diferente da gente, lá eles usam mais a linguagem local”, comentou o músico, que é professor de inglês em Joinville. O álbum pode ser caracterizado como folk, de folclore. Munido do violão e do computador, o artista produziu tudo sozinho utilizando samples e instrumentos virtuais, um trabalho de pesquisa por sonoridades e curadoria. As canções têm forte carga étnica, não somente latina: na abertura em “100 milhões”, o produtor usa um trecho de música da Armênia, enquanto “Shanidar” traz elementos do assouf, conhecido ritmo do povo Tuaregue (da região do Saara), também chamado de blues do deserto. “Alfabeto” também apresenta batidas eletrônicas, como em “Sussurro do tempo”, e conta com a participação da cantora e compositora Ellen Mirú em “Humana”, tema central do disco, que apesar da pluralidade de referências, soa coeso. Edwin de Paula falou sobre o conceito e a estética de “Alfabeto”... Continue Lendo no Rifferama
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