sábado, 4 de maio de 2019
Sentidor - Terracorponuvem (2017)...
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O músico mineiro João Carvalho tem se mostrado um dos mais prolíficos artistas dessa nova geração da música brasileira, lançado no espaço de um ano quatro discos (seja com o projeto Sentidor, seja como Rio Sem Nome). Vale ressaltar que ele ainda faz parte da banda El Toro Fuerte, que se expressa por caminhos totalmente diferentes dos que os vistos nestes seus dois projetos solo.Diferente do que foi visto no antecessor de Terracorponuvem – o disco Am_Par_Sis, em que João recriava a sua maneira o disco Passarim (1987), de Tom Jobim -, esta obra se apega a uma estética específica, que traz elementos do Ambient Music ao um experimentalismo com a Música Eletrônica que parece de certa forma levar seu ouvinte a um passeio sensorial bastante desorientador... VIA
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Não, Não-Eu - Pureza e Perigo (2019)...
Download: Pureza e Perigo (2019).zip (Ou bote o mail no bandcamp)
Conflitos pessoais, o medo da solidão e a incerteza que move as relações humanas. Em Pureza e Perigo (2019), segundo e mais recente álbum de estúdio da dupla mineira Não,Não-Eu, cada uma das composições que recheia o disco carrega na melancolia do eu lírico um importante elemento de comunicação com o ouvinte. Trata-se de um minucioso exercício criativo que parte dos versos lançados por Pâmilla Vilas Boas e se completa pela produção minuciosa, sempre econômica, assinada em parceira com o músico Cláudio Valentin.Sequência ao homônimo registro de estreia da dupla, lançado há dois anos, o novo álbum reforça de maneira natural o aspecto intimista que embala a composição dos arranjos e versos compartilhados por Vilas Boas e Valentin. Exemplo disso está na poesia dolorosa que sutilmente invade faixas como Sou o Que Me Trai e Sua Pele, duas das primeiras criações apresentadas ao público... VIA
Shirley Casa Verde & Yzalú - Quântica EP (2019)...
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Em uma parceria inédita, as artistas do cenário independente do Brasil, Yzalú e Shirley Casa Verde criaram o “Quântica“, EP de sensibilidade em uma junção contemporânea e histórica que visa o encontro da potência das energias, da exuberância feminina e sua força partindo de um olhar sensível e profundo de duas mulheres, pretas e artistas. As faixas já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.O EP é composto por cinco faixas, incluindo a música de abertura. Destaque para a faixa “Religare”, onde as artistas retratam os acontecimentos atuais, questionando o genocídio da população negra e os responsáveis pela morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco em 2018. A música deixa também o recado de que o amor é a única arma contra o sistema.Com o estilo boom bap envolvendo a maioria das músicas, as melodias e vocais das duas artistas estão presentes em todas as faixas. “A Estrada” celebra os encontros, a troca de visões e admiração que as artistas passaram. Nesta faixa, Yzalú discorre sobre os ensinamentos recebidos de sua mãe, revelando a realidade de muitas mulheres, sobretudo as negras, que desde criança são ensinadas a serem fortes devido às suas condições/recortes na sociedade. Shirley Casa Verde com sua voz forte e marcante afirma em suas rimas rasgadas que as pessoas que não sonham tornam – se sem metas e sem vida. Cria da rua, mãe de duas filhas e dois netos, Shirley superou o pessimismo alheio e embarcou nesse sonho... VIA
quinta-feira, 2 de maio de 2019
O Terno - (2019)...
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Entre despedidas e novas chegadas, Tim Bernardes encontrou seu baú de canções completamente vazio. Um nada que não era bom nem ruim. A vida do Tim, mais perto dos 30 anos do que dos 20, estava em transformação. Ele não era mais aquilo que conhecia, mas também não havia começado o novo momento. Deixava a casa dos pais, criava uma vida nova. Naqueles dias do primeiro semestre de 2017, tinha terminado o primeiro álbum solo, Recomeçar, sucessor de Melhor do Que Parece, o terceiro disco com O Terno, sua banda. Flutuava, sem ser o que foi um dia, sem ser o que seria mais para frente. E isso, o nada, engatilhou uma nova safra de canções... VIA
Y3ll & Sloope - Diaz Dy Baile (2019)...
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Assim como a união de energético com whisky dá fortes emoções ao seu coração, o álbum DIAZ DY BAILE (2019) entrega o mesmo misturando brabeza com criatividade. O excelente trabalho feito por Y3LL e SLOOPE sintetiza o caos organizado dos lotados bailes de favela sensorialmente e conceitualmente sem fechar somente com o funk.O álbum reúne uma pá de ritmos diferentes como: Jazz, Plug, Dance house, Funk, Indie e Trap, o último a linha condutora, sem parecer desconexo ou gourmet. Os dois idealizadores são do extremo leste de São Paulo e me chamaram muito a atenção pela autenticidade.Deram não só um passo para se revelarem à cena do Rap/Trap/Funk como organizaram em um só corre toda uma geração muito promissora e talentosa... VIA
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Delia Fischer - Tempo Minimo (2019)...
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Tempo, tempo, tempo, tempo… Olhar o calendário a cada hora tem sido uma constante para Delia Fischer. É que o lançamento de seu novo álbum, “Tempo Mínimo” vem provocando esse estado de ansiedade. Mas também de plenitude. E isso pode ser comprovado já na capa, em um flagrante natural da fotógrafa Ana Migliari, ao ar livre, com a leveza e fluidez de quem sempre deixou a música tomar conta de seu corpo. Cantora, compositora e pianista, ela deu uma pista com o single “Mercado”, disponível desde março nas plataformas digitais e já premiado no 16º Independent Music Awards, em Nova York, nas categorias “Best Latin Song” e “Vox Pop”. Para celebrar, ela saboreia as palavras do crítico italiano Massimo Milano, estudioso da música japonesa e brasileira: “Nos dias de hoje, quando a atenção dedicada a qualquer experiência cognitiva ou estética não dura mais que 30 segundos, apropriar-se do tempo e de seu valor talvez seja um gesto muito mais revolucionário do que se poderia imaginar”. E foi exatamente isso que Delia Fischer fez, ao tomar oito anos para chegar a este que talvez seja o mais consistente e representativo trabalho de sua carreira... VIA
Thais Aguiar - Carta Natal (2019)...
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Nascida em Mauá/SP, a cantora Thaís Aguiar lançou recentemente o álbum “Carta Natal“. Inspirado na configuração do céu do nascimento da MC, as doze faixas representam aspectos astrológicos. Na linguagem da “Nova Era”, assunto que vem aos poucos ganhando destaque na cena do rap, bem como nas estruturas sociais do mundo todo.Capa do álbum CARTA NATAL de Thaís Aguiar (Arte em collab com Gabi Paiva)Capa do álbum (Arte em collab com Gabi Paiva)A produção do álbum conta com Pedro Simples, Nego Iego e Babidi. A captação foi toda conduzida por Pedro Simples, nos estúdios Link 207 e Mazmorra. A masterização ficou por conta de Beto Malfatti, do Jardim Zaira Records... VIA
terça-feira, 30 de abril de 2019
Hominis Canidae #107 - Abril (2019)...
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Finalmente Abril chegou ao fim (o mês foi muito longo por ai também?) e com ele soltamos a nossa #coleta107, com o resumo do que foi o mês por aqui. Em um mês cheio de hip hop no bloguinho, foi difícil não fazer uma mixtape toda no estilo, mas nos esforçamos e tentamos ser o mais diversificado possível (tipo comercial do banco censurado pelo mito). Neste mês, a coleta vem com 18 faixas, contando com 16 de artistas que foram postados ao longo do mês, uma inédita e uma bonustrack muito especial (Sacai o setlist).
A faixa inédita que estamos lançando com exclusividade fechando a mix, é o terceiro e último single que o Jair Naves disponibiliza antes do lançamento de "Rente", seu terceiro álbum cheio, que estará em todas as plataformas de streaming nesta sexta!! Em "O.H.R.E.U.C.S.", podemos ouvir uma faceta diferente dos dois primeiros singles do novo álbum, uma proposta sonora mais quebrada, experimental e livre, com uma letra direta que passa a mensagem como ninguém. Ouça abaixo...
A baita arte de capa da nossa coletânea de Abril, é obra da mente do artista visual e sonoro pernambucano Diogo Neves. Ele falou um pouco do processo e também de criatividade, saca só: "Essa arte eu fiz numa época onde tava muito travado com um senso de objetividade ao criar algo. Eu dou valor a um certo pré-planejamento, mas até hoje tenho dificuldade em não cair pros dois extremos, de esmagar minha criatividade com uma noção de como o desenho tem que ficar, ou de só sair riscando e cagar tudo. É uma linha tênue.Essa pintura na verdade era o papel onde eu tava testando a aquarela pra "a pintura proposital" que eu tava fazendo, mas em algum ponto eu enxerguei a forma de um olho estranho, e resolvi abandonar a obra chata e partir pra transformar aqueles traços abstratos em algo. A partir dai foi mais fácil colocar elementos planejados, e tentei formular um rosto com suas feições meio flutuantes. os machucados são como forças em movimento, como o deslizamento de terra-meteoro roxo embaixo.As letras foram feitas com lapis de carvão e depois passadas pro photoshop e renderizadas." O nome da pintura é "a tentativa de evitar dor cria dor mais uma vez" e ficou fera, né não?! Ele posta várias artes que ele faz e os processos para chegar ao resultado final no instagram, por lá ele é @tardiogo e vale muito a visita e também acompanhar o trampo dele!!!
Continue indo aos shows, comprando merch e ouvindo música!
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Batalha da Escadaria - MIXTAPE Vol 1 (2015)...
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O ponto de encontro é a Rua do Hospício, nos arredores da Avenida Conde da Boa Vista, centrão recifense. "As pessoas que passam por ali chegam junto e até participam", conta Durap, produtor que fez parte do grupo Inquilinus e hoje também toca o coletivo/marca D’Outro Jeito, envolvida em boa parte das ações do hip-hop pernambucano. Mas quem garante a presença lá, duas sextas por mês, atraindo a atenção dos passantes, são os rimadores de Recife, com a língua afiada para mais uma disputa na Batalha da Escadaria. Articulado por Durap, o evento é a rinha mais importante de Recife, e acontece há cinco anos. O esquema é aquele clássico: rimadores duelando sem microfone, com beatbox ou beats tocando em celulares e mp3 players, premiação pro primeiro e segundo lugares.Tendo levado rimadores recifenses a algumas edições do Duelo de MCs Nacional em Belo Horizonte, surgiu a necessidade de um registro, e ele veio em forma de mixtape. , “Essa é a primeira mixtape de Batalha de MCs feita no país. Queria inovar e dar visibilidade aos caras que participam da Batalha da Escadaria. Esse é o propósito desde o início, valorizar os talentos daqui, tanto de Recife como de Olinda e outras cidades do estado”, conta Durap. O trampo rendeu oito faixas, com Rodrix, Long, Doug Miolo, Rimocrata, Tai, Diomedes, Anêmico e Poema Liricista rimando em beats assinados por nomes como Laudz e Skeeter. A mixtape está disponível aqui e nas ruas, com mil cópias prensadas... VIA
Baleia - Coração Fantasma (2018)...
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Recentemente a banda Baleia fez o anuncio do seu terceiro disco de estúdio, o peculiar Coração Fantasma. A proposta do disco é ser diferente de qualquer outro, ele será um disco construído com o tempo e com a participação de todos. Ele sairá em partes, tendo o processo de criação interativo, aberto ao público e testado em shows. A capa do disco, assim como o próprio, também sofrerá mudanças enquanto ele se desenvolve.A primeira leva de músicas já foi disponibilizadas em um EP com três faixas, sendo elas “Eu Estou Aqui”, “A Mesma Canção” e “Lulu”... VIA
domingo, 28 de abril de 2019
Bikini Hunters - Rivotril Sensations (2019)...
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Em 2015, nós tivemos o prazer de conhecer o trabalho da banda gaúcha de rock: Bikini Hunters. Naquela altura, os caras estavam no meio do lançamento de seu disco de estréia: Bikini Hunters (2015) e escrevemos sobre ele na época, aqui pro site; Um disco que transbordava a boa e velha energia do mais puro rock’n roll, despreocupado, ganchudo, escrachado e tutti quanti está na raiz desse gênero que amamos.Um ano depois os caras soltaram um EP bem pesado, com as faixas: Garotas Vulgares e Gosto de Perigo, e novamente nós fomos acertados em cheio pela potência rocker dessa gaúchada boa!Os caras não perderam a força, mais esses últimos três anos fizeram bem pra eles, pois aumentaram a potência de suas músicas em diversos níveis. Temáticamente a banda cresceu e também elaboraram mais o som, o que não significa de modo algum, qualquer verniz de intelectualidade ou qualqier viés mais “sério”.... VIA
sábado, 27 de abril de 2019
Lord Breu & Dendê Dub - EP (2019)...
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Um verdadeiro lorde no breu da cultura soteropolitana, administrando as frequências sonoras com uma nobreza que por aqui é comum, apesar de não receber a valorização adequada, o grande Lord Breu imprime sua nobreza singular em mais uma produção muito pesada. Alquimista do groove, o dj e produtor convidou outros dois excelentes nomes da nobreza local: Rone DumDum e Dom Lito Candombass, que formam o combo Dendê DUB para chegar num EP groovadeira.Nessa Roma negra, o Ep Lord Breu feat Dendê Dub (2019) promete tocar em todo e qualquer paredão que se respeite. Nesse verão que tem dado trabalho aos ventiladores e aparelhos ar condicionados, esse encontro resultou em dois sons que contribuem e muito para desidatrar os corpos que não serão capazes de ficar parados diante dessa pedrada.Música pra meter dança mas não só, também informada e refinada linguagem de gueto, orgulho pelo ecossistema e pela história local, apologia dos graves que bagaçam os finais de semana da city. Nobreza negra produzindo música orgulhosa de suas origens, dialogando com o cenário global, e é importante o público pegar a Visão e dar Like... VIA
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Esdras Nogueira e Grupo - Transe (2019)...
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“You don’t know me / Bet you’ll never get to know me”. É quase automático cantar os primeiros versos de “You Don’t Know Me” depois que a frase cantada ao violão anuncia a música que abre o disco “Transa” (1972), de Caetano Veloso. Imagine, então, uma versão da icônica faixa sem o vocal marcante do baiano – mas com um potente sax barítono que se encarrega de desenhar a famosa melodia. Essa é uma das diferenças da releitura do saxofonista brasiliense Esdras Nogueira para a música, que também ganhou um arranjo dançante, cheio de novos elementos rítmicos. Trata-se do primeiro single do álbum “Transe”, que apresenta um olhar instrumental para o clássico álbum de Caetano. Gravado com os músicos Rodrigo Balduíno (baixo), Marcus Moraes (guitarra) e Thiago Cunha (bateria), o disco será lançado amanhã em plataformas digitais. “You Don’t Know Me” já está disponível nas redes, com um divertido lyric video onde quem canta é o instrumento do brasiliense, que integrou a banda Móveis Coloniais de Acaju e é referência no cenário da música independente brasileira.Esdras Nogueira conta que a ideia do disco surgiu de forma inusitada, a partir da sugestão de um amigo, a princípio estranhada por ele. “Me falou que eu tinha que gravar o ‘Transa’, que seria um discão. Achei uma ideia meio doida, mas comecei a ouvir o álbum com mais atenção e vi que tinha muitas coisas para explorar”, diz... VIA
TrapFunk & Alivio - Papo Reto (2019)...
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O TrapFunk & Alívio começou o ano soltando mais um EP, ‘Papo Reto’, com 5 faixas, em que a linha de funk acelerada de flow mais pesado se sobressai. Parece que o coletivo de DJs do nordeste de Amaralina tem feito jus ao nome que os batiza nos lançamentos, misturando não apenas o funk com o trap, mas explorando as vertentes de cada ritmo e combinando com elas as sonoridades locais do pagodão e do que acabou convencionando-se chamar de Bahia Bass.‘Papo Reto’, no entanto, deixa um pouco de lado o suingue do pagode e do flow mais palatável de ‘Bota Kara’, que conta com a participação de Raoni Knalha, para dar lugar ao speed do 150 bpm, reafirmando nas letras os traços da violência cotidiana. “É Pesadão” usa o termo para se referir aos graves da batida e à dureza da realidade: “mas na favela a batida é dura”, a frase se repete em looping na segunda metade da música acompanhando a batida.A temática da realidade na favela, das drogas, do crime, da discriminação e do racismo vem forte no EP, como é de praxe desde o primeiro lançamento da banda. A faixa que abre, “Vem de Lacoste”, retoma a questão da ostentação, muito presente no funk de maneira geral, mas sobretudo no funk paulista... VIA
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Doralyce - Pílula Livre (2019)...
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A cantora e compositora pernambucana Doralyce lança seu segundo álbum, “Pílula Livre”. A obra experimental afrofuturista é resultado da residência artística que aconteceu no estúdio da Red Bull São Paulo em 2018, através da curadoria de Anna Penteado para o projeto Pulso Red Bull. Artistas da nova cena brasileira fazem participação como O Novíssmo Edgar, Luisa Nascim (Luísa e os Alquimistas), Luê, Tyaro, Sebastian (Franciso, El Hombre), Jéssica Caitano e integrantes da banda Mulamba. Dentre as faixas, a versão afrobeat de seu hit “Miss Beleza Universal”, que ganha lyric vídeo.“Esse álbum é uma experiência totalmente inovadora para mim. Nunca tinha trabalhado com bases e com beats, a não ser com o funk de ‘Miss Beleza Universal’. A pegada eletrônica é um viés que tem muito a ver com o que uma nova cena integrada com a tecnologia está praticando, diferente do que estou habituada. Eu trabalho com música popular brasileira e os meus ritmos são influências do coco, maracatu, ijexá, samba”, descreve Doralyce. “Foi uma experiência incrível dividir a criação, os arranjos com artistas como Naíra Debertolis e Fer Koppe, da Mulamba, que são genias na música. Trabalhar com Sebastian, da Francisco El Hombre, que é um super musicista. Não só dividir os vocais com Edgar, mas ter escrito ‘O Boyzinho’ com ele. Foi muito especial também escrever ‘Minha Plantinha’ com Jéssica Caitano , artista do Alto Sertão do Pajeú (PE), e ter esse encontro do Nordeste com toda a base sonora eletrônica”, completa... VIA
Macintushie - Stillwitchu (2019)...
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Pedro Baapz é desses que não liga para estúdios, grava em casa e acha que bedroom pop é apenas um nome chique para o famoso Lo-fi.De participações no Alles Club (de Rodrigo Lopes), ao seu projeto mais pessoal, o BAAPZ, passando por colaborações com Flopsy Franny da Isabel (também parceira de BAAPZ, Alles Club). As músicas ficam espalhadas em Soundclouds e Bandcamps da vida. É um trabalho de detetive ligar todos os pontos.O Macintushie é mais um ponto, o filho mais novo.Começou em setembro de 2018, quando a Isabel passou no Baapz Studio para gravar voz numa música do BAAPZ (Pug Records). Depois de terminar a gravação, Pedro escavou das profundezas do seu HD uma versão instrumental esquisita, feita no precário Guitar Pro, convertida para 8bit e masterizada no Audacity, chamada “Sad”... VIA
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Santos e Neiva - Vivência (2019)...
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Santos começa a despedida de seu projeto em EP split com Felipe Neiva “Vivência” será um dos últimos lançamentos antes de hiato Intuição e sentimento na forma pura são as marcas de Santos, projeto encabeçado pelo multi-instrumentista carioca Lucas Santos. Neste ano, para manter esse espírito, ele encerra o ciclo do projeto e parte em busca de novas ideias e desafios. O primeiro lançamento dessa fase de despedida é “Vivência”, um EP split com Felipe Neiva. O trabalho está disponível em todas as plataformas de música digital e como álbum visual no YouTube... Leia a entrevista
Jaya - Não Foi Tempo Perdido (2019)...
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Considerada uma das promessas de 2019 pelos sites especializados em Hip Hop, a baiana Jaya traz toda sua sensualidade e sentimento no primeiro disco ”Não Foi Tempo Perdido”, lançado em fevereiro. Com beats experimentais que exploram várias vertentes, a artista passeia com dinamismo pelos estilos, mostrando seu talento tanto como MC quanto como compositora. A condução cadenciada da batera e os efeitos vocais levam Jaya de um extremo a outro, do lo-fi ao R&B, passando pela deliciosa faixa “Savage”, parceria com Rodrigo Zin (revelação de 2018 com os discos Francisco Oceano e Fazendo Grana pro Meu Filme), além de Água Viva... VIA
terça-feira, 23 de abril de 2019
Cidade Chumbo - Pílulas Diárias de Insurgência (2019)...
A banda de punk rock carioca Cidade Chumbo lançou seu segundo EP, "Pílulas diárias de insurgência". Formada por veteranos da cena punk carioca (Vital - Jason/ Poindexter/ Alexandre Bolinho - Kopos Sujus/ Alexandre Mostarda - Anarchy Solid Sound) este é o primeiro registro com Rodrigo Barba (Los Hermanos) na bateria. O álbum traz seis músicas que transitam entre o punk tradicional, o hardcore e pitadas de post hardcore, com letras que foram escritas em meio ao turbilhão devastador que assolou o país no último ano... VIA
Monkey Jhayam & Victor Rice - Monk Tape (2019)...
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Um dos discos mais fortes que eu ouvi esse ano, vem da área grooventa do Reggae/Dancehall/Raggamuffin, e é responsabilidade da dupla Monkey Jhayam & Victor Rice. Uma dupla afiada que troca vibrações e muita experiência musical produzindo uma tabelinha daquelas clássicas, tipo Coutinho e Pelé. A Monk-Tape (2019) é jogo solto, nada de linhas compactadas, nada de bad de prensada, é viagem. E essa viagem para a qual nós somos conduzidos é produzida através de escalas diversificadas, mas que se unem e se tornam uma só pela força da música reggae.Um disco tomando forma de jato supersônico, onde piloto e co-piloto nos conduzem por regiões do sentimento que são estadias e passagens tão fortes que nos remetem a pensar o tempo em que vivemos, as lutas que devemos travar e mais importante: para onde devemos direcionar o nosso amor. Um roteiro de viagem necessário para o agora, que se confunde com a passagem das faixas de modo a não lhe permitir mais distinguir o que é “trilha” sonora e o que é viagem.Passei as últimas duas semanas ouvindo/viajando nesses sons e agora ao me deparar com a necessidade de escrever e convidar outros a embarcarem nessa nave, me ocorre uma questão. Um problema que na real sempre me coloco e que é simples até, mas como todas as questões simples, não encontram respostas fáceis: Porque um disco desse naipe não estourou? Onde estão as agências de viagens espaciais que não viram essa nave com excelente oferta? Enfim, convido-lhes a acompanhar a resenha de minha percepção dessa viagem, e se puderem me respondam ao final da leitura e da audição... VIA
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