O Rio de Janeiro é bem menos lindo hoje do que em outros tempos. Mesmo assim, ainda há algumas coisas que valem à pena, palavra de carioca. Maria Luiza Jobim dedicou seu segundo álbum, “Azul”, à expressão deste louvor à cidade, de um jeito muito natural e nada estilizado, fugindo gloriosamente das manifestações feitas sob medida para turistas que vagam entre o Corcovado e o bondinho do Pão de Açúcar. O que Maria exalta nas dez faixas do álbum é a carioquice, as expressões idiomáticas, o sotaque, as experiências compartilhadas – cheiros, gostos, sons – e uma tristeza à beira mar, fruto talvez dos desmandos políticos que marcaram a história do Rio – cidade e estado – neste século. Mesmo assim, ela tem habilidade de sobra para investigar essas instâncias inefáveis do existir no Rio e traduz com graça impressionante, libertando-se do estigma de honrar a todo custo seu sobrenome (ela é a filha caçula de Tom Jobim) e encontrando um caminho próprio, artístico e estético. Se em “Casa Branca”, sua estreia solo , de 2019, Maria – que já integrara a Banda Baleia e o duo eletrônico Opala – ainda carecia de identidade própria, em “Azul” ela encontrou e se apropriou de um lugar que parecia vago. Com um olhar educado, estético e quase arquitetônico, ela vai construindo paisagens que retratam a vida no Rio. Claro que não estamos falando de uma crônica social sobre a amplitude e a totalidade de pessoas que vivem na antiga capital do país, mas Maria consegue falar sem obstáculos para quem recebia as mensagens das canções de seu pai e de sua turma bossanovista, ainda que não haja traço do estilo nas faixas do álbum. Talvez a última, “Nada Sou Sou”, com participação da cantora japonesa Lisa Ono, cantada no idioma do sol nascente, tenha reminiscências, mas nada que identifique Maria com o movimento. Aliás, o grande mérito de “Azul” é soar absolutamente contemporâneo, sem nostalgias ou olhares saudosos para outra época. É um álbum de hoje, uma polaroide, um instantâneo do momento de sua criadora e seu espaço... Continue Lendo no Célula Pop
sexta-feira, 21 de julho de 2023
Maria Luiza Jobim - Azul (2023)...
O Rio de Janeiro é bem menos lindo hoje do que em outros tempos. Mesmo assim, ainda há algumas coisas que valem à pena, palavra de carioca. Maria Luiza Jobim dedicou seu segundo álbum, “Azul”, à expressão deste louvor à cidade, de um jeito muito natural e nada estilizado, fugindo gloriosamente das manifestações feitas sob medida para turistas que vagam entre o Corcovado e o bondinho do Pão de Açúcar. O que Maria exalta nas dez faixas do álbum é a carioquice, as expressões idiomáticas, o sotaque, as experiências compartilhadas – cheiros, gostos, sons – e uma tristeza à beira mar, fruto talvez dos desmandos políticos que marcaram a história do Rio – cidade e estado – neste século. Mesmo assim, ela tem habilidade de sobra para investigar essas instâncias inefáveis do existir no Rio e traduz com graça impressionante, libertando-se do estigma de honrar a todo custo seu sobrenome (ela é a filha caçula de Tom Jobim) e encontrando um caminho próprio, artístico e estético. Se em “Casa Branca”, sua estreia solo , de 2019, Maria – que já integrara a Banda Baleia e o duo eletrônico Opala – ainda carecia de identidade própria, em “Azul” ela encontrou e se apropriou de um lugar que parecia vago. Com um olhar educado, estético e quase arquitetônico, ela vai construindo paisagens que retratam a vida no Rio. Claro que não estamos falando de uma crônica social sobre a amplitude e a totalidade de pessoas que vivem na antiga capital do país, mas Maria consegue falar sem obstáculos para quem recebia as mensagens das canções de seu pai e de sua turma bossanovista, ainda que não haja traço do estilo nas faixas do álbum. Talvez a última, “Nada Sou Sou”, com participação da cantora japonesa Lisa Ono, cantada no idioma do sol nascente, tenha reminiscências, mas nada que identifique Maria com o movimento. Aliás, o grande mérito de “Azul” é soar absolutamente contemporâneo, sem nostalgias ou olhares saudosos para outra época. É um álbum de hoje, uma polaroide, um instantâneo do momento de sua criadora e seu espaço... Continue Lendo no Célula Pop
quinta-feira, 20 de julho de 2023
Zudizilla - Zulu- Quarta Parede, Vol.3 (2023)...
A quarta parede é como uma divisória imaginária que separa o espetáculo do público. Quebrar essa barreira faz com que o personagem, que vive no universo retratado no filme, peça ou quadrinho, fale diretamente ao espectador, com a intenção de misturar o real e ficcional. Essa técnica foi uma das inspirações de Zudizilla para finalizar a saga de Zulu, um personagem/alter ego que tem sua história concluída no disco Zulu: Quarta Parede (Vol. 3), lançado hoje (07/07). Como forma de lidar com suas questões internas, traumas e aspirações, o artista pelotense desenvolveu a saga de Zulu, dividida em três volumes: De Onde Eu Possa Alcançar o Céu Sem Deixar o Chão (2019), De César a Cristo (2022) e Quarta Parede (2023) – o Volume 2, inclusive, foi reconhecido como o melhor álbum do ano de 2022 pelo Prêmio Rap Brasil. Ao longo dos discos, é possível acompanhar a evolução das problemáticas do personagem e da sonoridade de Zudizilla. “Dentro da trilogia estava planejado ter um primeiro momento em que fosse meu cartão de visita; o segundo onde eu fosse me aproximar mais do mercado; e no terceiro conseguir trazer aquilo que eu gosto com aquilo que eu faço”. Para além da narrativa, a ópera preta de Zulu foi a forma que o artista encontrou para se entender como pessoa. A saga serviu como expurgo para frustrações e revoltas, ao mesmo tempo em que clama por coletividade, dignidade e liberdade. “Esses três discos me curaram como se fosse terapia”, reflete o artista... Continue Lendo no Monkey Buzz
Space Grease - Can't Hide (2023)...
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Mastema - As They Look For Me In Pitiful Mirrors (2023)...
Mastema é o Projeto solo do paulista Guilherme Castelo Branco. Voz, violão, guitarra, baixo, sintetizadores, techno e sonhos e palavras perdidas....
Duquesa - TAURUS (2023)...
Feroz, confiante e dona de si. É assim que Duquesa intitula sua nova fase, coroada com o álbum Taurus, que ganha as plataformas nesta sexta-feira. Em um novo momento de carreira, a cantora e compositora baiana – do selo Boogie Naipe, de Mano Brown – entrega oito faixas que deixam de lado as frustrações e desilusões amorosas e a solidão para reafirmar a responsabilidade afetiva consigo mesma. Bazaar entrega a capa do álbum em primeira mão, que sucede o lançamento duplo dos singles Taurus e Ú.N.I.C.A – disponibilizadas no início do mês ao lado de videoclipe produzido e dirigido por Rodrigo Zanchini e Ga Fernandes, reforçando a narrativa apresentada nos versos das canções. Neste novo momento, a baiana aposta no Trap, com letras e beats intensos, com novos toques de bachata. “Uma mescla dançante, quente e com a tal energia de gostosa”, resume...Continue Lendo no Hapers Bazaar
terça-feira, 18 de julho de 2023
Juliane Hooper - Soulful (2023)...
Juliane Hooper não tem problema em falar sobre suas emoções, estimulada diariamente por questões interiores e exteriores, encontrou através da música uma forma de extravasar, transformando seus sentimentos em arte. Ano passado, lançou a faixa melancólica “Soulless” e logo após, a sensual e dançante “Wasting Away”. E não hesitou em aguardar o tempo necessário de produção para apresentar o seu mais verdadeiro íntimo, no disco de estreia com faixas em Inglês e Português, Soulful, que sai nesta sexta (30). Cantora e compositora de Neo Soul, Juliane havia preparado o lançamento de um EP, quando percebeu a importância de cada faixa escrita e a evolução que o trabalho estava tomando junto com a produção de Julio Mossil. Durante um ano, a artista buscou sonoridades, letras, referências que a representassem cem por cento. E isso, permitiu que o álbum tivesse mais a sua cara. “O disco traz uma pessoa se descobrindo como artista, sem medo de expor suas fragilidades, sensibilidades, agressividades, sentimentos, nas músicas.” comenta Juliane Hooper... Continue Lendo no Boomerang Music
MACUMBIA - Na Pele do Tambor (2023)...
segunda-feira, 17 de julho de 2023
Malvisto - Mergulho (2023)...
Fui viajar nos seus olhos: é com essa frase, como quem inicia uma jornada dentro de um sonho, que o cantor e compositor Lucas Diniz abre Mergulho, mais novo EP da banda Malvisto. Imerso em texturas psicodélicas e sonoridade vintage, o trabalho é o próximo lançamento do grupo após o futurista Boa Sorte No Hotel, de 2022, e chega convidando a uma viagem por memórias, ao que um dia foi vivido e passou a ser ausência. Composto por três faixas, Mergulho traz uma tonalidade nova à banda, diferente em relação ao antigo trabalho. Entre a lisérgica faixa-título, responsável por abrir o EP, a hipnótica balada Vê Se Não Some – lançada como single em maio –, e a contemplativa Milhas e Milhas, o grupo explora sons e reflete sobre lembranças, solidão e imaginação... Continue Lendo no Blognroll
Felipe Quadros - Não Esqueci Seu Nome (2023)...
As diferentes perspectivas de uma história de amor: quem parte, quem fica, quem quer mais e quem não vai mais estar lá. Em seu primeiro EP, intitulado Não Esqueci Seu Nome (2023), Felipe Quadros retrata as nuances de um romance embalado pela linha do tempo de ritmos que marcam sua evolução enquanto músico e amante da música. Após explorar o amor sob outros olhares, Felipe busca um giro de 90º para novas direções que o amor permite, abrindo caminhos para uma nova estética em sua trajetória. Guiado pela estética R&B e neo soul, o disco mistura samba com batidas de rap, indie rock com boom bap noventista e disco oitentista com trap. A bateria, o baixo e a voz estão no foco do novo trabalho. o incorporar, em suas músicas, seus relacionamentos, encontros românticos e os altos e baixos da vida amorosa, o artista convida os ouvintes a se conectarem com suas próprias experiências e emoções. "Não Esqueci Seu Nome" transmite uma vibe urbana, trazendo no conceito e na estética do EP elementos que remetem aos anos 90 e 2000. A estética visual do projeto é marcada pela textura de revista, fotografia em câmera analógica, além de luz baixa e um clima de maior reticência. A capa do álbum traz referências a épocas passadas, remetendo à era dos LPs e das lojas de CDs. O EP Não Esqueci Seu Nome (2023) conta com produção de Felipe Quadros e Caique Paiva, mixagem e masterização de ALE, além dos músicos Guilherme Boll (bateria), João Andrey (pianos), Hebert Moah (baixo) e João Martini (trompetes). A capa traz fotografia de Cássio Fontana e arte de Natália Penteado.
domingo, 16 de julho de 2023
Edson Gomes & Banda Cão de Raça - Reggae Resistência (1988)...
sábado, 15 de julho de 2023
Fernando Mascarenhas - Dizperto (Ao Vivo) (2022)...
Músico independente, cantor, compositor e produtor musical, natural de Curvelo, MG - radicado em Belo Horizonte - Fernando Mascarenhas começou sua carreira solo em 2015 com o EP “Ascensão & Queda”. Seu primeiro álbum, Dizperto, veio ao mundo em 2021, produzido em 2020, durante o auge da pandemia no Brasil. O repertório que vinha sendo maturado desde 2015, estava pronto para ser gravado, quando começou o Lockdown. A álbum precisou ser gravado em home studio devido ao distanciamento social. Mascarenhas tocou quase todos os instrumentos , contou com a ajuda apenas de Yuri Lopes, que co-produziu o disco e também tocou alguns instrumentos. Em 2022, com a pandemia mais arrefecida, Fernando reúne uma banda e em parceria com o Monkey Studio, produz a live session Dizperto ao vivo - que nada mais é que a versão ao vivo em estúdio do álbum, um registro audiovisual. Com sua banda de apoio (Thiago Champs na bateria, Yuri Lopes e Guilherme Dardanhan nas guitarras) eles executaram o álbum na íntegra e na ordem, sem nenhum overdub ou truque de estúdio. O resultado mostra o lado mais roqueiro do cantor e compositor, com uma formação clássica de baixo, bateria e duas guitarras...
sexta-feira, 14 de julho de 2023
Kanduras - Tudo Vira Moda (2023)...
Criada pelo jornalista Raphael Thebas (voz e guitarra) e pelo percussionista Junior Breed (bateria) há quase 10 anos, a Kanduras virou um nome constante no cenário da música independente paulistana com canções que misturam a MPB, o Rock e o Indie para narrar o cotidiano de quem vive na metrópole. Ao todo, a banda já divulgou 4 EP’s e o seu disco de estreia, o “Dístico”, chegou em 2020. Renovados com novas influências e novos integrantes, eles apresentam agora o álbum “Tudo Vira Moda”, que tem o cheiro dos anos 90 e conta com a participação especial de Samuel Samuca (Samuca e a Selva), Luiza Kolya e também da banda Vitrola Sintética, Três anos, esse foi o tempo que a Kanduras precisou para experimentar, criar, recriar e depois ressurgir mais madura e coletiva. Em “Tudo Vira Moda”, o quarteto, agora completo com o professor Thomaz Marra (guitarra) e André Bedurê (baixo), volta mais divertido, dançante, crítico e reflexivo. “Assumir o baixo deixado pelo querido Marcelo Gasperin me colocou numa posição que adoro jogar, a de músico e produtor”, comenta Bedurê, produtor veterano que trabalhou com a banda no disco anterior e já colaborou também com Luiz Melodia, Zeca Baleiro e outros grandes nomes. Musicalmente livre, “Tudo Vira Moda” é resultado do trabalho de artistas de gerações diferentes. Por isso, quem ouve tem a possibilidade de conhecer a sonoridade singular de uma banda que se compromete a explorar a diversidade das referências de seus integrantes, que vai da MPB ao Pop, do Punk ao Reggae e do Rock ao Jazz... Continue Lendo no Revista Arte Brasileira
Bruma - O Vendedor de Espelhos (2023)...
A banda Bruma combina timbres do hard rock, influências do blues e bases melódicas do folk, que fazem uma parede de som repleta de acordes abertos somados a um vocal visceral. A veia artística do grupo se baseia nas composições de personalidade lírica muito forte. As indagações mundanas que nos cercam, os anseios e receios da vida, os romances e nuances que compõem a nossa história: tudo é visto como música aos olhos da banda e traduzido na verdade crua do rock. Em 2018 fez sua estreia com o EP "Um Pouco Tarde Para Chegar Cedo", de 5 faixas, disponível em todas as plataformas de música. Em 2020, estreou o single "Eu Não Te Convidei", com direito à faixa bônus que traz a aclamada "House of The Rising Sun", marca registrada nos shows ao vivo da banda, também disponível em todas as plataformas – e com direito a clipe no Youtube. Em 2022 a banda lançou três novos singles – também com clipes no Youtube -, "A Metade", "Por Trás do Espelho" e "A Balada Sobre a Lucidez" (essa última com a participação de um dos maiores bluseiros da Bahia, Eric Assmar). Agora, em 2023, o grupo acaba de lançar seu mais novo álbum completo, "O Vendedor de Espelhos", de 10 faixas, contendo os 3 últimos singles e 7 canções inéditas... Leia mais no Wiplash
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Xaxado Novo - Xaxado Beat (2023)...
Reconhecida por sua trajetória de dez anos, três álbuns lançados e uma coleção de diferentes prêmios ao longo da carreira, a banda Xaxado Novo se reinventa em seu mais recente registro de estúdio, "Xaxado Beat". Neste trabalho, o grupo mantém suas raízes no forró, mas introduz uma roupagem inovadora, incorporando elementos eletrônicos em ritmos como o baião e xote. O repertório de oito faixas celebra a liberdade, a festividade e os bailes, abordando questões sociais com um tom crítico, sem perder a leveza e o romantismo. O disco é uma indicação para aqueles que gostam de nomes como BaianaSystem, Nação Zumbi, Gilberto Gil, Mariana Aydar e BRAZA. Uma das novidades marcantes do projeto é a nova formação. Xaxado Novo agora é Vanille Goovaerts (rabeca), Davi Freitas (vocais e triângulo), Bruno Duarte (zabumba, percussão e SPD-S), Eliezer Tristão (sousafone) e Ricardo Barros (guitarra). O visual do grupo, arrematando o caráter pop que os artistas querem expressar para essa etapa da carreira, é mais próximo da estética urbana paulistana... Continue Lendo no ABCDOABC
David Mour - AMULETO (2023)...
Download: AMULETO (2023).rar
“Que tuudo… Que tuudo… Que tuudo…”. Por dias esse verso ocupou as mentes e as conversas de Graça Cunha, João Marcello Bôscoli e deste que vos escreve, jurados do Primeiro Festival de Música, realizado em agosto de 2022 em Jundiaí, cidade do estado de São Paulo. Escrita pelo cantor e compositor paranaense David Mour, Tudo o que Ainda Há Pra Sentir, a tal música de verso marcante, foi uma das vencedoras da competição. Cheguei até a desejar que ela fosse parar na voz de algum artista de pop e de MPB que admiro: atuei como um arauto de seu autor, enviando o arquivo da canção para amigos do meio musical. Quiseram os deuses das artes, no entanto, que Tudo que Ainda Há Pra Sentir debutasse em disco na voz de seu autor. As divindades, como sempre estavam certos: a composição brilha como poucas no repertório de Amuleto, disco de estreia de Mour, que chega agora às plataformas de streaming. Lançado em parceria com o selo FO/GO e Keepin’ Records. As faixas 1 e 2 foram patrocinadas pelo PROMIC ( Programa Municipal de Incentivo à Cultura )... Continue Lendo no To na Fama
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Jade Faria - Solar (Deluxe) (2023)...
Cucas de Arabutã - Cucas de Arabutã nos Buracos da Estrada D'oeste Ca (2023)...
O Oeste de Santa Catarina é o buraco, do buraco do Brasil. Essa afirmação não tem caráter pejorativo, apenas atesta a distância que a região tem dos grandes centros e da cultura de massa, dois pontos explorados com maestria pelo Cucas de Arabutã no seu álbum de estreia, “Cucas de Arabutã nos buracos da estrada d’oeste cabreiro”. O título faz menção a um episódio que ocorreu com a dupla Matheus Francez, que mora em Ipira, e Renan Bernardi, à época vivendo em Concórdia (hoje mora em Florianópolis), em uma das idas de carro para Chapecó, onde gravaram o material no estúdio de Leonardo Zancheta. Produzido a oito mãos, pelos três já citados mais Matheus Bonora, o disco de estreia do duo, lançado no dia 26 de junho nas plataformas digitais, tem uma sonoridade original, que mistura rock, samba, forró, jazz e influências de artistas locais que participaram do registro como André Castaman, Arthur Boscato, Demétrio Panarotto, José Barancelli e Gustavo Matte (escritor e coautor de “Por uma hecatombe astral”)... Continue Lendo no Rifferama
terça-feira, 11 de julho de 2023
Paura - Karmic Punishment (2023)...
O quinteto hardcore Paura lançou nesta semana o disco Karmic Punishment, o oitavo da extensa carreira da banda, que tem quase 30 anos de estrada. Em Karmic Punishment, o Paura traz 13 faixas de um hardcore pesado e agressivo, que trazem debates sobre temas sociais e políticos sensíveis ao Brasil e ao mundo dos últimos quatro anos. O álbum também está disponível em CD digipack por meio de uma parceria entre o Paura com os selos Conspiracy Chain, Samsara Discos, Tu.Pank Recs, Two Beers Or Not Two Beers, 255 Recs, Fuck It All Recs, Terceiro Mundo Chaos Discos, Tumba Produções, Distro dos Infernos, Lokaos e Vale do Caos Recs. Os riffs e batidas ainda mais raivosas de Karmic Punishment refletem o período em que a maioria das músicas foi escrita: no ápice da pandemia e o Brasil sob a nuvem negra de uma onda política excludente e mal intencionada... Continue Lendo no Musicult
João Castellani - Primeiramente (2023)...
Depois da estreia com o EP “QUIPU” em 2020, o compilado de “Passagem” e “Via Estreita” no começo de 2022 e o EP “Dos Meus Sonhos” em setembro deste mesmo ano, João Castellani apresenta o lançamento mais maduro e completo de sua carreira: o álbum “Primeiramente”, que estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 23 de junho. O lançamento exclusivo e antecipado acontece no Disconversa, você pode conferir o álbum no final do texto. João Castellani, com apenas 20 anos, já possui um currículo de gravações e shows por São Paulo e pelo sul do país. Apontado como um prodígio na cena independente local, suas influências, que passam pelo jazz, rock e funk setentista, estão presentes neste novo álbum, marcando ainda mais a identidade musical de João em registros coesos que misturam esses ritmos através de texturas, camadas, timbres e arranjos que evidenciam todas as facetas do artista. “Primeiramente” pode ser considerado o trabalho mais notável e que melhor traduz, musicalmente, João Castellani. São 7 faixas que esbanjam a elegância musical e a personalidade de produção do jovem artista e trazem, em certos momentos, a influência que a vasta música brasileira exerce nos esforços criativos de João. Desde composições metricamente intuitivas até gravações de bateria com apenas 1 microfone, para emular a sonoridade primal e nada tendenciosa de grandes discos que o influenciam, João apresenta este trabalho como um resultado de todo aprendizado construído através dos seus lançamentos anteriores... Continue Lendo no Disconversa




















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