Penúltimo dia do mês e aportamos com nosso post gringo de Setembro de 2026, trazendo alguns vários álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita ou não do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez nossa maior reunião de artista gringos do ano, com 11 trabalhos de artistas e bandas de 8 países diferentes, que vão do jazz ao dark Synth com Post-Punk, passando por música eletrônica, post alguma coisa, experimentações abstratas, lo-fi e muito mais!
Na capa deste post, o quadro“Allegory of Music”, do pintor italiano Caravaggio (1571-1610), que nasceu num mês de setembro. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...
Matthias Schwengler - DARK (Album/ Alemanha)
Matthias é um trompetista alemão dos mais versáteis da sua geração, com uma sonoridade que mistura vários elementos e se torna um tanto única. Em DARK, quarto e novíssimo álbum do o trompetista com o grupo Soulcrane, que reúne Schwengler ao lado do guitarrista Philipp Brämswig, do baixista Reza Askari e conta com a participação do acordeonista francês Laurent Derache nesse trabalho. Eles exploram a escuridão não como algo sombrio ou depressivo, mas como um lugar de acolhimento, memória e refúgio. Ao longo das 11 faixas instrumentais, os quatro músicos criam uma sonoridade notavelmente aberta e intimista, na qual ritmo, melodia e textura transitam constantemente entre os instrumentos, variando de sonoridades delicadas e impressionistas a momentos profundamente pessoais. Em todos os streamings e no bandcamp ai:
Bruno Arredondo - La Femme Invisible (Álbum/ México)
Bruno é um compositor mexicano que vive em Nova York e é um dos lideres da banda The Dye. La Femme Invisible é seu segundo álbum solo, com 11 faixas instrumentais repletas de melancolia e bons momentos de psicodelia suave. Este disco é uma homenagem à poesia do surrealista francês Arthur Rimbaud e reúne algumas das primeiras composições de estúdio da carreira do compositor. As faixas combinam elementos de música cinematográfica, art rock, post-rock, jazz psicodélico e música ambient. O álbum busca profunda inspiração temática no cinema do século XX e flui como uma trilha sonora contínua de filme, criando um retrato de imagens oníricas e atmosferas introspectivas. O trabalho está em todos os streamings, confira a playlist aqui:
B.B.d00M - DarkWave Summer (Álbum/ EUA)
Projeto solo deu uma nova artista emergente de Albuquerque, no Novo México. Ela produz música desde o final de 2020, sempre explorando estilos Darkwave, EBM e vertentes da cena gótica. Em Darkwave Summer, seu primeiro álbum cheio, o objetivo foi explorar a maior versatilidade possível dos subgêneros das cenas gótica e alternativa. Ou seja, o que vemos ao longo das 8 faixas do trabalho é um mergulho nos subgêneros do Dark, que bebe muito nos anos 1980, mas de longe soa datado ou antigo. Ao longo dos beats lo-fis e dançantes, a autora explora diversos temas que abordam a vida dos jovens, não apenas oprimidos nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. “Ao combinar sintetizadores de sonoridade etérea com batidas de caixa (snare) que ecoam, quis que meu público se lembrasse de que um mundo belo ainda é possível”, comenta a artista. Vale ouvir no seu streaming preferido ou no bandcamp abaixo:
Nandan Gautam - ONE (Álbum / India)
Nandan é um compositor, escritor, músico e professor de ioga nascido em Bangalore, Índia, e que vive em Baku no Azerbaijão. Ele aborda a composição de forma muito semelhante à pintura, permitindo que linguagens musicais bastante distintas coexistam quando servem ao panorama emocional mais amplo de uma obra. A profissão de professor de ioga meio que entrega a pegada ambient e abstrata dos trabalhos sonoros do autor. Mas ONE, seu terceiro álbum, apresenta uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores — mais calorosa, luminosa e festiva —, mantendo, contudo, a melodia, o movimento e as texturas variáveis que permeiam toda a sua obra. Ele reuniu um time foda de grammys para gravar as 8 faixas do trabalho, que é majoritariamente instrumental e puramente jazzístico e eletrônico. Gostei muito dos synths que passeiam por todas as faixas do álbum. Em todos os streamings e num full álbum no canal do artista, aqui:
3D Soul - Ad Infinitum & Self Expression (Álbum/ Espanha)
Duo formado pelos produtores Loriak & Demaiak, que vivem em algum lugar na Espanha. O projeto existe focado em sonoridades contemporâneas e urbanas, misturando vertentes como o R&B contemporâneo, música experimental, hip-hop/freestyle, dub e toques eletrônicos com um certo ar lo-fi. Ad Infinitum & Self-Expression é o novo trabalho deles lançado em agosto de 2026, com 11 faixas, algumas instrumentais e outras em feats com cantores e cantoras, por mais que não tenham os nomes deles nos streamings. O álbum soa como uma compilação de beats produzidos pelo projeto, que ao longo dos anos vem convidando parceiros para dar voz e tem ótimos momentos de beats que soam um tanto orgânicos e synths hora mais ambient e em outras com uma pegada pop. Vale ouvir no seu streaming preferido ou na playlist abaixo:
Hiram - Shade Songs (Álbum/ Estados Unidos)
Novo álbum do artista multidisciplinar, criador de sons e produtor radicado em Minneapolis. Utilizando flautas, sintetizadores e sons captados em ambientes naturais selvagens, Hiram cria atmosferas melódicas que convidam o ouvinte a mergulhar na paisagem viva. Shade Songs, novo trabalho de 10 faixas, adota o formato curto, desdobrando-se em vinhetas construídas a partir de improvisação em tempo real e camadas de ambiências sonoras. O álbum oferece uma série de retratos íntimos de estúdio que conectam os mundos humano e natural. Com gravações de campo que captam palmeiras litorâneas e paisagens desérticas, a obra evoca vistas e orlas reproduzidas em miniatura. Tudo envelopado numa essência adubada, com bom trabalho de synths e linhas suaves de baixo. Ouça no seu streaming preferido ou no bandcamp abaixo:
Maloura - Seek Something (EP/ Reino Unido)
O novo EP do produtor e DJ de Bristol no Reino Unido, Seek Something, foi lançado no começo de setembro e apresenta 4 faixas eletrônica e instrumentais (na maioria do tempo). O EP transita entre post-trance, techno e IDM, sendo fruto de três meses de exploração sonora. “Houve um processo contínuo de reamostragem de sons no sintetizador modular e no Octatrack, coletando e evoluindo elementos até que as músicas ganhassem forma”, explica o DJ. O artista segue entrelaçando elementos incomuns e momentos inesperados que desorientam, mas também cativam. O trabalho está em todos os streamings e também no bandcamp, ouça ai:
Huber - Organic Circuits (EP/ França)
EP de estreia de um jovem e misterioso produtor francês, que começou a compor pelo desejo de fundir a estética lo-fi hip-hop, que geralmente define suas produções, com uma abordagem ambient descoberta em suas recentes explorações sonoras. Organic Circuits apresenta 4 faixas instrumentais, que conluiem exatamente com esse objetivo. Ao longo das faixas, um mix de texturas quentes e orgânicas, sons robóticos e mais ligados ao industrial, criando um diálogo entre o humano e a máquina. Tudo isso com uma pegada meio dark e ambient. O EP está em todos os streamings, confira na playlist aqui:
Ship Says Om - Djuphjärtad (EP/ EUA)
Novo EP do projeto da cantora e compositora Jenny Gillespie Mason, de Berkeley, Califórnia. Misturando Folk, ambient, lo-fi e indie, a artista incorpora fortemente sons da natureza (pássaros, vento, trovões, o farfalhar das árvores, corujas e o ritmo constante de remos na água) entrelaçados a sintetizadores ambientes, violão, guitarra, piano e percussão. Em Djuphjärtad, ela nos brinda com um EP de quatro faixas feitas em parceria com a cantora sueca Emma Lucia, parceria de cena de Berkeley. É um som neo-hippie, feito em loops e com pegada caseira para um fim de tarde. Em todos as plataformas de streamings e no bandcamp:
Erbomb - 3 (EP/ Italia)
Projeto de música eletrônica/experimental idealizado e formado pelo italiano Francesco Simula, músico e guitarrista de Sassari, que desde 2011 vem lançando canções e alguns trabalhos. Em maio de 2026, ele lançou o EP 3, apresentando seis faixas instrumentais inéditas. Obvio que a guitarra é o principal instrumento ao longo de todo o trabalho, que mescla sonoridades mais ligadas ao rock, mas que em diversos momentos flerta com o jazz, sempre com pitadas de psicodelia. Vale ouvir e conhecer no seu streaming preferido ou no soundcloud do compositor ai:
Kai Moa - Some Of My Best Friends Are...Electric Sheep (EP/ Reino Unido)
EP de estreia do produtor e artista radicado em Birmingham na Inglaterra. Some of My Best Friends Are...Electric Sheep é a peça final após uma série de singles. O trabalho apresenta 4 faixas eletrônicas com alguns vocais em loop. A mistura de influências é evidente. Unindo IDM, Alt- Pop, Ambient, Industrial e Dubstep, fica claro a grande quantidade de gêneros e sonoridades que influenciam o artista. Antigo baterista profissional, Kai deixa claro a importância da batida em seu trabalho, alternando abstração com uma psicodelia frenética presente em alguns momentos. O trabalho já está em todos os streamings, ouça no soundcloud do artista aqui:
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Você deve se lembrar dela no The Voice Kids. Em 2016, Bela Maria, à época com 14 anos, emocionou o Brasil com performances de "Não Vá Embora", de Marisa Monte e "Velha Infância", dos Tribalistas, eternizados no Youtube. Agora, aos 23 anos, lança o álbum Tudo Que Eu Sinto Faz Barulho (2025). “O The Voice Kids foi meu primeiro palco de verdade, e já era para o Brasil todo [risos]. Ali eu vi que ia fazer música pelo resto da minha vida. Mas o primeiro álbum é o primeiro passo para muitas coisas na carreira. Sinto que estou mais íntima dos meus ouvintes”, diz Bela. Inspirada por Alcione e ícones do R&B, a estreia de Bella é dividida em Lado A e Lado B. Fã de mídia física, a artista não poderia deixar de homenagear também o vinil na produção. Na primeira parte, Bela foca no ritmo, com músicas mais dançantes e carregadas de confiança. Já no Lado B, ela é mais blues, e expõe suas vulnerabilidades... Continue Lendo na Noize
Seguindo a trilogia do derrame, o cantor, rapper e produtor de Mauá (ABC Paulista) Alex Skulla, lança seu segundo EP desse projeto que que contará com três Eps antecedendo o álbum previsto para dezembro, se no seu antecessor "Menu Arauto exe" o tratamento era mais polido e em tom de diagnóstico de crise existencial, aqui a aposta é mais crua, com críticas irônicas e mais ácidas, uma produção com estética shitcore, drum N bass e experimentalismo, o trabalho além de retratar o ápice do derrame social, também é uma ode a cultura club kid e raver do final dos anos 90 como na faixa "noise", é uma transição abrupta e uma abordagem mais escrachada mas com marcas e cutucadas em feridas muito reais, "o chip do Bill gates" é visceral e irônico, mas sem perder a reflexão e a pulga atrás da orelha...
Entropia é o EP de estreia da Opaco Trio, antes um projeto de formação variável liderado por Júlio, mas que agora se firma como um power trio a partir da nova formação fixa, com a entrada de Bernardo na guitarra e voz, e Guido na bateria. De fato se percebem diferenças a partir dessa reformulação, explorando novas sonoridades, mas mantendo as origens melódicas, assim alcançando uma identidade própria. A banda traz 5 músicas que navegam entre o hardcore melódico, o post-hardcore e o emo, sem se prender a um estilo específico, mas tirando o melhor de cada um. Guitarra e baixo melódicos se somam a vocais intensos e as vezes gritados, e sobre eles a bateria explode em ritmos complexos e altamente preenchidos, saindo do lugar comum da levada reta que marca esses gêneros musicais. O resultado é uma sonoridade altamente orgânica, sincera e intensa, entre o peso e o sentimento, que pega o ouvinte desprevenido e chacoalha suas referências, levando a um lugar novo...
Duas das bandas mais intensas do subterrâneo paulista acabam de soltar um split conjunto com uma faixa de cada. “Samsara” é uma faixa inédita do LIZARD CULT, quarteto de sludge-doom que infelizmente encerra sua curta carreira com esse lançamento e um show de despedida. Já “Redenção” é também uma faixa inédita do LŌTICO, quinteto de post-metal que ganhou um ótimo destaque com Oran, seu álbum full de 2023. O release do split é direto: “Da calmaria à explosão, tudo o que se pode esperar de expoentes tão marcantes do sludge e post metal nacional”. Longa carreira à lōtico, e que o hiato do Lizard Cult seja breve... Via SubSensor
A banda de rock brasileiro A Olívia comemora o primeiro aniversário de “Obrigado Por Perguntar”, álbum que representa o maior projeto da banda até o momento, com o lançamento de “Obrigado Por Perguntar Deluxe”. Com 16 faixas, a nova versão do álbum reúne o repertório de “Obrigado Por Perguntar” e três novidades. Entre elas está “Superfície”, que conta com a participação da banda Selvagens à Procura de Lei. “Alma (que falta que me hacés)” é um feat com Esteban Tavares que apresenta uma nova interpretação da canção original, desta vez unindo os idiomas espanhol e português... Continue Lendo no Interd
A banda paulistana O Boto lançou em todas as plataformas digitais seu álbum de estreia, intitulado “Diferente de Ninguém”. O trabalho reúne 11 faixas autorais e marca o primeiro projeto de estúdio do quarteto formado por João Pedro Rydlewski (vocais), Lucas Benez (guitarra), Felipe Troccoli (baixo) e Gabriel Brantes (bateria). O disco sintetiza a identidade musical que o grupo vem construindo. Segundo o vocalista João Pedro Rydlewski, o álbum reflete parte da trajetória dos integrantes da banda, que compartilham não só a amizade, mas também o desejo de fazer da música sua principal forma de expressão. O repertório foi cuidadosamente definido após um ano de seleção, escolhendo as 11 composições que melhor representam a essência do grupo entre cerca de 40 opções. As canções abordam o amadurecimento emocional e as transformações da adolescência para a vida adulta, demonstrando como experiências pessoais podem despertar sentimentos universais... Continue Lendo no Indie Rock Brasil
Quatro anos de silêncio discográfico. Quatro anos de uma Baixada que ficou pra trás e de uma capital que precisava ser conquistada de novo, agora não só geograficamente, mas artisticamente. Felipe Vaz volta com tudo isso na bagagem e coloca no mundo seu terceiro álbum: “ATÉ ONDE MEUS PÉS ALCANÇAREM E MINHAS MÃOS PUDEREM TOCAR:” projeto que carrega no título a exata medida do que o disco se propõe a fazer. Natural de Duque de Caxias, nascido em setembro de 1998, Vaz não é exatamente uma novidade pra quem acompanha a cena carioca com atenção. Seu disco anterior, “Terra de Mulher Bonita” foi o trabalho que mais projetou seu nome, e acabou se desdobrando num laboratório visual e numa marca de mesmo nome. Agora, com o novo álbum, ele expande o terreno conceitual de forma ainda mais ambiciosa, contando com Noite Moderna na escrita e Buzu na produção musical geral... Continue Lendo no Rap Midia
É de Vilhena, Jhon Douglas, lá de longe, lugar paredes-meias com a “vida pura”, “calma” e de “água fresca”, como tão bem recordou quando “Neuziana” quis dar o nó logo ao disco de estreia. Desse território de pé descalço, banho de rio e muita manga, nasceram tantas das suas travessias, aventuras e enredos; mas também os fantasmas e as assombrações, herdadas do tempo em que os cowboys anunciaram que a “Amazónia já era”, em que uma cidade dos mortos ficou soterrada por debaixo do alcatrão onde cresceu. Ficaram para trás (ou talvez não) esses fantasmas e esse mato imenso e nascente, quando Jhon, equilibrado num skate, se fez teletransportar pelo mundo e pela imaginação. Em Vilhena ficava uma infância repleta de mistérios, sonhos, perigos e descobertas; mais tarde vieram os “vícios da modernidade para a cabeça”, quando a Europa se fez casa, depois das passagens por muitos lugares do Brasil, do Paraguai ou do México. Mas acima de tudo, foram ficando as cores, as telas, as pichagens, as colagens, os sons e as máscaras com que se foi metamorfoseando e que, qual lagarto florescente, foi deixando como rasto, pelos muitos lugares por onde passou... Continue Lendo no Rimas & Batidas
Uma das vozes e personalidades mais potentes e pioneiras da cultura do Rio Grande do Norte, a cantora, compositora, preparadora vocal e produtora cultural Simona Talma lança o álbum ao vivo Forte como Fogo. Gravado no emblemático palco do Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal, o projeto celebra duas décadas e meia de uma carreira caracterizada pela versatilidade, ousadia e preservação da memória imaterial nordestina. Mais do que um apanhado comemorativo de sua obra, Forte como Fogo carrega um profundo significado de renovação e superação. Em 2022, Simona enfrentou um diagnóstico de câncer de mama. Já em período de remissão, a artista transformou sua vivência no EP Lado A, Lado D e, subsequentemente, na concepção deste álbum ao vivo. Em uma ação que uniu arte e conscientização, a artista realizou apresentações dedicadas a grupos de apoio a pacientes oncológicos em parceria com a Liga Contra o Câncer no Outubro Rosa, utilizando a música como ferramenta de acolhimento e alerta para a importância do diagnóstico precoce... Continue Lendo no Boomerang Music
Purple Ties é um duo de rock’n’roll que nasce em Arcos/MG há cerca de 5 anos. Além do rock’n’roll, sua música também passeia por outros gêneros e o resultado é um som enérgico e potente. O duo lançou em 2024 seu álbum debut 'Purple Groove' pelo selo Limestone Records, apresentando suas 7 primeiras músicas. Neste novo álbum o duo mostra mais entrosamento, mais peso e uma sonoridade mais alternativa, mantendo algumas referências para o projeto...
“Não vai chegar em Aruanda sem passar pelo Umbral”, rima Pete Mcee em seu novo disco “Umbral”, que será lançado na quinta-feira (27/8), via Symphonic Brasil. Após o lançamento de “Encruzilhada”, em 2024, o artista curitibano dá sequência com o segundo volume da trilogia de álbuns que ampliam a conexão entre a música e sua religiosidade. Por definição, Umbral é um estado onde se encontram espíritos que carregam raiva, culpa, vícios ou mágoas mesmo após a morte. Pelo nome, o projeto de 16 faixas aborda um momento de depressão após uma série de conquistas na carreira de Pete Mcee. “O Umbral é como se fosse um purgatório causado pela projeção da nossa mente. Eu tenho essa tese de que isso pode ser experienciado ainda em vida. Às vezes está tudo bem, mas a nossa cabeça não está boa e então ficamos cegos para tudo. O meu Umbral foi isso.”, explica Pete Mcee sobre o conceito por trás do lançamento. Criado na umbanda, Pete é filho de uma médium com fortes relações com Exu do Lodo. Essa energia espiritual vinda direto do berço inspirou a criação de “Além da Cova”, faixa introdutória do álbum e composta em parceira com Lz das Sete, do projeto Ecos de Aruanda, como um ponto de umbanda. Ao longo das músicas, as letras e instrumentais guiam o ouvinte em uma tentativa de fuga, passando pelas experiências e contextos que dão ritmo à obra. Produzido por D’ Lucca, a sonoridade do disco foi dividida em dois estágios começando nas inseguranças da depressão até o surgimento de uma nova perspectiva...
Depois de percorrer as cidades de Maceió (2023), Rio de Janeiro (2024), Goiânia (2024), Natal (2024), Florianópolis (2025), Porto Velho (2025), Belém (2025) e Salvador (2026), o Tréinquinumpára de Vitor Brauer chega a Fortaleza, no Ceará. São oito composições que se abrem para o criativo diálogo com diferentes artistas locais. Entre os convidados, nomes como o músico Allan Dias, com quem Brauer divide duas composições, além das bandas Maquinas e Dronedeus... Via Musica Instantânea
A cantora, DJ e streamer Luz Ribeiro é poeta, dramaturga, atriz e compositora paulistana, e é através da palavra que a multiartista narra suas histórias sobre enfrentamento, território e — por que não? — sobre amor. O novo disco de Luz, “Úmida”, chega ao mundo dia 04 de setembro, e é um manifesto sobre o amor e o desejo feminino, falando sem ressalvas e discrição, ao mesmo tempo em que olha com sensibilidade e ternura para o tema. Ouça nas plataformas digitais. “Úmida” surge do desejo da artista em investigar o amor entre mulheres, em uma perspectiva que não contemple a dureza, a violência ou a ausência, mas sim o prazer, a invenção, a intimidade, o desejo e a delicadeza. O disco fala sobre o que escorre, o que o corpo produz quando encontra outro corpo, a cidade e a possibilidade de existir... Continue Lendo no Zona Suburbana
Na ativa desde 2017, a Dennehy iniciou nova fase de sua trajetória com o lançamento de DÜO, segundo álbum da banda. Com 15 faixas, o trabalho de estúdio reúne elementos de Emo dos anos 2010, Nu Metal dos anos 1990 e 2000, hyperpop, música eletrônica e Trap. A proposta, segundo os integrantes, é expandir a sonoridade que já acompanha a banda sem abrir mão de sua identidade. O disco chegou após um intervalo de sete anos desde DENNEHY, álbum homônimo que marcou o início da trajetória fonográfica do grupo. No período, os quatro integrantes atravessaram diferentes desafios e amadureceram tanto como músicos quanto na forma de construir coletivamente as canções... Continue lendo no TMDQA!
Dellamud é o projeto instrumental do multiartista Dellani Lima, que experimenta uma mistura de timbres e ritmos da música eletrônica. Todas as composições são de Dellani, que também assina a produção musical. Cada música de "Nebulosas" carrega o eco de um grito contra a dureza do mundo, o ódio e a ignorância que parecem insistir em nos rodear. Ao mesmo tempo, olhar para o céu traz uma paz estranha. A gente entende que não é nada perto da grandiosidade do universo. E, mesmo quando o mundo parece desabar, o firmamento segue sua dança. O vazio não assusta, ele é parte do infinito...
A mistura fina, entre a agressividade dos riffs sujos e o instrumental clean que ora sucede hora antecede as próximas camadas, o som cheio e completo de texturas e alternâncias ou contrastes dinâmicos, screamo e vocal doce, hora declamado, no meio da reza e do desespero, no caos e na dor, momentos de ternura. A brincadeira entre ser técnico e ser verdadeiro, da poesia declamada e do pranto triste, à insanidade e histeria que grita por amparo, depois se encontra de novo da doçura e na sutileza do arranjo que mistura instrumentos de peso com baixo bem marcado, bateria virtuosa e suave à guitarra hora brilhantemente limpa e melódica, ora pesada e suja com sons de teclado e violinos. O ritmo viciante das baladinhas junto dos versos de screamo, da banda que carrega na temática o emocional com uma sensibilidade madura que transcende o gênero para se tornar algo maior, a beleza melancólica indissociável a Magnólia... Continue Lendo no Under Floripa
Existe uma diferença brutal entre uma banda saber tocar e saber exatamente o que quer fazer com aquilo que toca. Depois de quase duas décadas de estrada, a Camarones Orquestra Guitarrística parece cada vez mais fazer parte do segundo grupo. E Samburá, novo trabalho da trupe, é uma bela demonstração disso. Com nove faixas e pouco mais de 20 minutos, o álbum mostra uma banda madura, mas que, felizmente, não perdeu a diversão pelo caminho. Tem rock, psicodelia, surf music, guitarrada, ritmos nordestinos e latinos, tudo misturado com a naturalidade de quem já incorporou essas referências ao próprio DNA... Continue Lendo no Under Floripa
Eon / Blu é um EP do artista brasileiro DØBRØ (projeto musical de Guilherme Costa Dobrowisch), originalmente gravado em 2016 e lançado oficialmente nas plataformas digitais em agosto de 2026. O produtor paulista revelou que as faixas deste trabalho "estavam na gaveta" há uma década e representam o primeiro de uma série de lançamentos planejados para o ano de 2026...
A artista carioca Melissun lançou no dia 3 de setembro, seu primeiro EP “ESSENCE”, em todas as plataformas de streaming, projeto que nasce como um retrato de suas experiências, reflexões e transformações pessoais. Entre o pop e o trap, o trabalho combina rimas rápidas e afiadas com melodias e sonoridades mais leves para construir uma narrativa sobre autoconhecimento e autodeterminação. Mais do que um conjunto de músicas, “ESSENCE” foi pensado por Melissun como um espelho. Cada faixa representa um fragmento de sua trajetória, passando por forças, vontades e versões de si mesma que ficaram para trás. O EP nasce da compreensão de que nada é permanente e de que a energia, as escolhas e a própria identidade estão em constante transformação. A inspiração para o EP surgiu especialmente de experiências desafiantes na vida da artista que transformou suas inquietações em música para propor uma reflexão sobre a possibilidade de cada mulher construir o próprio caminho e redefinir aquilo que entende como felicidade, sucesso e liberdade. “Quero que as mulheres sintam o gosto da liberdade que elas podem ter. Muitas das restrições que existem são, na verdade, percepções que foram moldadas ao longo dos anos e que acabamos acreditando como se fossem verdades. Mas temos a oportunidade de mudar a nossa trajetória todos os dias, quando nos permitimos olhar para dentro e nos conectar com a nossa essência — algo que existe única e verdadeiramente dentro de cada uma de nós”, afirma Melissun. Em “ESSENCE”, Melissun também busca colocar em evidência questões relacionadas à carreira e aos relacionamentos das mulheres no século XXI, incentivando o público feminino a reconhecer o próprio poder de criação e a questionar limitações que, muitas vezes, foram construídas ao longo de gerações...
PROMOÇÃO DE FINAL DE ANO E INICIO DO PROXIMO HOMINIS DISSEMINA!!
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