“Um novo fracasso é uma oportunidade // É o que te garantem os velhos motores do capitalismo // E nós empreendedores”. Esse é o Violins abrindo seu décimo disco, “Aguacêro”, com mais uma belíssima canção. “Drones”, além de iniciar esse novo percurso sonoro, meio que funciona como uma síntese da própria poesia da banda – uma visão existencial e humana da nossa condição de pessoas vivendo num país como o Brasil, mas com capacidade de compreender contextos que vão além do nosso próprio nariz, nos percebendo como parte de algo maior, seja a sociedade, seja o planeta, seja ainda mais além. E quem se posiciona para fazer essa tradução em nome da banda, para nós, ouvintes, é Beto Cupertino, que, como você pode conferir em entrevista que publicaremos em breve sobre o disco e o grupo, é um pensador em constante low profile. O Violins completa seu jubileu de prata e segue quase inalterado em relação ao início de sua trajetória – uma banda que se dispõe a proporcionar transe sonoro com seu bem azeitado modelo de rock emocional da virada do milênio, tendo Built To Spill e os primeiros discos do Death Cab For Cutie como ponto de partida e, de quebra, fazer as pessoas pensarem, refletirem e tentar compreender melhor o que acontece. Beto faz isso sem pretensão didática de qualquer espécie, ele funciona como um literato, um acadêmico. E nada por aqui soa difícil, incompreensível, pelo contrário... Continue Lendo no Célula Pop
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Violins - Aguacêro (2026)...
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“Um novo fracasso é uma oportunidade // É o que te garantem os velhos motores do capitalismo // E nós empreendedores”. Esse é o Violins abrindo seu décimo disco, “Aguacêro”, com mais uma belíssima canção. “Drones”, além de iniciar esse novo percurso sonoro, meio que funciona como uma síntese da própria poesia da banda – uma visão existencial e humana da nossa condição de pessoas vivendo num país como o Brasil, mas com capacidade de compreender contextos que vão além do nosso próprio nariz, nos percebendo como parte de algo maior, seja a sociedade, seja o planeta, seja ainda mais além. E quem se posiciona para fazer essa tradução em nome da banda, para nós, ouvintes, é Beto Cupertino, que, como você pode conferir em entrevista que publicaremos em breve sobre o disco e o grupo, é um pensador em constante low profile. O Violins completa seu jubileu de prata e segue quase inalterado em relação ao início de sua trajetória – uma banda que se dispõe a proporcionar transe sonoro com seu bem azeitado modelo de rock emocional da virada do milênio, tendo Built To Spill e os primeiros discos do Death Cab For Cutie como ponto de partida e, de quebra, fazer as pessoas pensarem, refletirem e tentar compreender melhor o que acontece. Beto faz isso sem pretensão didática de qualquer espécie, ele funciona como um literato, um acadêmico. E nada por aqui soa difícil, incompreensível, pelo contrário... Continue Lendo no Célula Pop
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