Se em 2025 o BaianaSystem deu voltas pelo mundo, neste ano a banda finca os pés na América Latina e o Caribe, como não poderia deixar de ser neste momento. “Mixtape Pirata - Vol. 01” é o projeto que antecipa uma nova fase de criação da banda, em sintonia com o verão, estendendo-se até o Carnaval. Entre releituras de faixas já consolidadas no repertório do Baiana, como “Lucro/Descomprimindo” e “Forasteiro", e canções inéditas, convidados como RDD, Coletivo SuperJazz e Tropkillaz se juntam ao projeto, além de Claudia Manzo, presença frequente nos shows do Baiana. Enquanto a ideia de uma mixtape remete ao soundsystem, as fanfarras vão conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval. Mas é mais do que isso: entramos em 2026 com as relações entre as Américas do Norte e do Sul tensionadas, e as fanfarras também nos lembram que sua difusão no Brasil e na América Latina se deu através de um processo de colonização. Agentes do poder colonial utilizavam essa música fria, de campo harmônico limitado, como forma de representação do poder e da disciplina. A partir dos processos de independência dos países latino-americanos, inicia-se um movimento de antropofagia musical, no qual esses ritmos e marchas fúnebres passam a se fundir gradualmente com os ritmos dos povos originários do Caribe, dos Andes, das florestas e dos pampas do continente, bem como com os ritmos percussivos das diversas etnias africanas aqui presentes. Por meio das manifestações populares — e apesar da constante repressão das elites — essa fusão introduz no gosto popular brasileiro uma nova “praia harmônica", que servirá de base para o surgimento dos gêneros musicais brasileiros e sul-americanos... Continue Lendo no Site do Immub
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
BaianaSystem - Mixtape Pirata, Vol. 1 (2026)...
Se em 2025 o BaianaSystem deu voltas pelo mundo, neste ano a banda finca os pés na América Latina e o Caribe, como não poderia deixar de ser neste momento. “Mixtape Pirata - Vol. 01” é o projeto que antecipa uma nova fase de criação da banda, em sintonia com o verão, estendendo-se até o Carnaval. Entre releituras de faixas já consolidadas no repertório do Baiana, como “Lucro/Descomprimindo” e “Forasteiro", e canções inéditas, convidados como RDD, Coletivo SuperJazz e Tropkillaz se juntam ao projeto, além de Claudia Manzo, presença frequente nos shows do Baiana. Enquanto a ideia de uma mixtape remete ao soundsystem, as fanfarras vão conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval. Mas é mais do que isso: entramos em 2026 com as relações entre as Américas do Norte e do Sul tensionadas, e as fanfarras também nos lembram que sua difusão no Brasil e na América Latina se deu através de um processo de colonização. Agentes do poder colonial utilizavam essa música fria, de campo harmônico limitado, como forma de representação do poder e da disciplina. A partir dos processos de independência dos países latino-americanos, inicia-se um movimento de antropofagia musical, no qual esses ritmos e marchas fúnebres passam a se fundir gradualmente com os ritmos dos povos originários do Caribe, dos Andes, das florestas e dos pampas do continente, bem como com os ritmos percussivos das diversas etnias africanas aqui presentes. Por meio das manifestações populares — e apesar da constante repressão das elites — essa fusão introduz no gosto popular brasileiro uma nova “praia harmônica", que servirá de base para o surgimento dos gêneros musicais brasileiros e sul-americanos... Continue Lendo no Site do Immub
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Guilherme Arantes - Interdimensional (2026)...
Nos últimos anos, um Guilherme Arantes verborrágico surgiu nas redes sociais decidido a cobrar seu espaço na história da música brasileira, ora contando como produziu um dos pilares do pop brasileiro dos anos 80, a clássica “Perdidos na Selva”, da Gang 90, ora relembrando momentos luminosos de sua carreira de esteta pop, ora buscando entender como alguns nomes do rock brasileiro foram alçados ao posto de gênios enquanto ele foi escanteado (este último, um dos temas da longa conversa de 30 páginas que Guilherme teve conosco em 2021, texto presente no livro “Eu Nem Queria Dar Entrevista – O Melhor do Scream & Yell, Vol. 1”). Paralelamente, enquanto fazia esse balanço pessoal da carreira, que chega aos 50 anos em 2026, Guilherme também vinha afiando a sua musicalidade: a partir de “Lótus” (2007) e, principalmente, do excelente “Condição Humana” (2013), um Guilherme Arantes cada vez mais inspirado dava às caras, interessado em um acerto de contas com (a crítica, o público e) o mundo. O auge desse compositor e intérprete ciente de seu dom se deu com o deslocado “A Desordem dos Templários” (2021), um ótimo disco de viés medieval e progressivo lançado no meio da pandemia, mas que parece não pertencer a esses tempos de trap, sertanejo universitário e proibidão... Continue Lendo NO Scream Yell
sábado, 14 de fevereiro de 2026
ÀTTØØXXÁ - Tá Pra Onda (2026)...
Dois discos especiais de Carnaval, e que acabam dando uma ideia de como serão os shows dessas bandas durante a folia. Os baianos dos Àttooxxá são os mais sacanas dos dois grupos, mas ao mesmo tempo conseguem ser musicalmente conceituais, juntando pagodão baiano, rap, raggamuffin, funk e até elementos de tecnobrega e guitarrada na sonoridade de Tá pra onda. O disco é uma trilha sonora para bailes e noitadas que acabam em putaria, como em Tá pra onda, Chora viola e Protetor solar (som baiano e afro-latino, com guitarra lembrando a de Alagados, dos Paralamas do Sucesso), mas que ousa mandar bala num tecnobrega-jazz que chega a soar indançável (Meus cachorro vai te pegar) e faz uma exploração excepcional de beats e samples (Tiradinha). No final, o samba baiano bem composto e bem tocado de Terra sagrada... Continue Lendo no Pop Fantasma
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Afrika Gumbe - Soro Energizado (2025)...
A banda carioca Afrika Gumbe, criada nos anos 1980, retoma as atividades fonográficas nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, com o lançamento do terceiro álbum, Soro energizado. O novo trabalho chega 15 anos depois de Meu refrão inquieto (2010) e reúne nove faixas gravadas pelo trio formado por Marcelo Lobato, Marcos Lobato e Pedro Leão. O repertório traz composições inéditas como “Ele amarelou mas fez o gol”, “Estação espacial lunar”, “A obrigação do dom” e “Todas as bobagens”, além de “Wifi free (2024)”, single lançado no ano passado com a participação de Lenine. O disco ainda apresenta novas versões de “Vida rasteja” e “Uma vida só”, sucessos d’O Rappa – grupo atualmente inativo e do qual Marcelo Lobato faz parte... Continue Lendo no site da Rede Fan FM
AERO - Bem-Me-Quer (2025)...
Após o lançamento de "Centaurea", primeiro lançamento do álbum "Ramalhete", a AERO apresenta um segundo ramo: o EP "Bem-me-quer". A ideia permanece a mesma: cada flor representa um momento de abertura para novas parcerias e perspectivas, permitindo que o som da banda se redefina através da experiência compartilhada. Neste segundo ramo, é a vez de Victor Maia emprestar sua voz poética para falar sobre mudança, sobre o amor que transforma e sobre os mistérios que escolhemos abraçar mesmo sem compreendê-los totalmente. Em "Aurora", o compositor homenageia sua filha em versos que tentam capturar o inefável. Diante do que não consegue compreender nem explicar de forma unívoca, a banda busca celebrar a enorme bênção e responsabilidade que decorrem de tão bem querer alguém. Entre as linhas, habita também a insegurança e o medo que, em geral, acompanham a consciência de estar diante de algo maior que qualquer definição. Já "Equinócio", que conta com a participação da cantora Ella Morais, utiliza a passagem do inverno para a primavera como metáfora de mudanças internas, recomeços, conversões e transformações. O equinócio marca um ponto de equilíbrio entre estações, assim como o amadurecimento que experimentamos ao viver ciclos e acontecimentos de conotação universal — forças que nos movem adiante, que nos atraem à luz...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
João Parahyba - Mangundi (2025)...
João Parahyba inventa cada uma. No final dos anos 60, por exemplo, ele criou a timbateria, uma espécie de bateria compacta – apenas três peças, tocadas com uma escovinha. Foi a forma como encontrou para driblar a falta de espaço do Jogral, bar que reunia a nata musical e intelectual de São Paulo daquela época. “Era o nosso Blue Note ou o equivalente paulistano do Beco das Garrafas”, lembra ele sobre o lugar onde começou a carreira, aos 16 anos. “Era um espaço efervescente, de resistência à ditadura, onde cada noite tinha uma banda ou artista diferente, além de muita gente bacana aparecendo para dar canjas. Como o palco era pequeno, eu precisei me adaptar, inventando esse kit.”... Continue Lendo no Site da Squire Brasil
Efeito Túnel - Efeito Túnel (2025)...
O Efeito Túnel que a música brasileira precisava estava sendo construído em silêncio no Maranhão. O trio formado por Caio Mattos (violão), Tammys Loyola (voz) e Marcus Bros (flauta) entrega ao público agora seu primeiro álbum homônimo, uma coleção de nove faixas que soma mais de quatro anos de construção cuidadosa e reflexiva. O disco, lançado em 31 de dezembro de 2025, não soa como um produto apressado, mas como uma obra que exige tempo de quem escuta, assim como seus criadores exigiram tempo de si mesmos. A ideia de “passagem” é mais que um título: é o fio condutor do trabalho. O nome Efeito Túnel, inspirado tanto na literatura quanto em um fenômeno da física quântica que descreve partículas atravessando barreiras, traduz bem a proposta do grupo — ultrapassar limites estéticos e pessoais sem perder a poesia no caminho... Continue Lendo no Polifonia Periférica
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Josie - Sensações (2025)...
Celebrando as “as emoções, as belezas e as imperfeições do cotidiano”, a paulista Josie faz no EP Sensações uma música brasileira cujas emanações vão até estilos como rock progressivo e dream pop. Não é uma música fácil de colocar em gavetas, mas Confusão, a faixa de abertura, remete tanto a Peter Gabriel quanto à vanguarda paulista (por causa dos vocais), e insere também climas jazzísticos no piano. Escuro tem clima gélido que remete aos lados mais experimentais do synthpop, mas também tem calor garantido pelas dissonâncias na melodia, e pela voz de Josie. Seguindo como uma travessia existencial – da Confusão, que abre o EP, até a Luz, que encerra o disco – Sensações fala de motivos para sonhar em Transição, uma espécie de samba eletrônico ao contrário, que lembra Tom Zé. Calmaria é uma drum’n bossa viajante, o lado mais dream pop do disco, propondo um momento de descanso, de fechar os olhos. Luz abre e prossegue numa onda quase erudita-nordestina, e encerra com clima post-rock. Uma coleção de sensações e climas musicais... Continue Lendo no Pop Fantasma
Dazluz - Superlixo Deluxe Vol.3: Antimei (2026)...
Kevin Brezolin aka Dazluz lança AntiMei, terceiro volume da série Superlixo Deluxe, um projeto dividido em quatro álbuns lançados de trás para frente. O disco concentra o lado mais dançante do artista, com faixas de BPM alto, estruturas diretas de pista e uma abordagem experimental guiada pelo erro e pela intuição. Produzido de forma totalmente independente, AntiMei reúne influências da música eletrônica global, club underground e cultura DIY. O álbum reforça a identidade de Dazluz como produtor que prioriza processo, energia e liberdade criativa, longe de fórmulas radiofônicas. Dividido em quatro volumes – VOL. 1: Popshit (canções pop eletrônicas), VOL. 2: Rádio K.B. (hip hop lo-fi instrumental), VOL. 3: Anti-Mei (música eletrônica de pista), VOL. 4: Trackdump (experimental) - em Superlixo Deluxe, Dazluz organiza anos de produção em home studio e afirma uma identidade sonora própria, fora de fórmulas e padrões comerciais... Continue Lendo no Radio Armazém
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
O Fauno - Em Outro Lugar (2026)...
"Em Outro Lugar" (2026) é o sexto álbum/EP do projeto musical paraense O Fauno, e assim como seus antecessores, foi totalmente gravado e produzido de forma experimental e amadora, uma das características mais marcantes da banda. Com duração total de 30 minutos e contendo 7 faixas, o trabalho passeia pela sonoridade do shoegaze como na faixa-título, Em Outro Lugar; do lo-fi como em Hazel e Alone Since `89 (Faixas resgatadas de 2020 que originalmente eram B-sides) e o indie como em 110V e A Todos os Meus Amigos. A proposta do EP foi se aprofundar ainda mais em uma atmosfera intimista e introspectiva, abordando temas como sonhos a serem alcançados, ansiedade, relacionamentos e amizades, sem deixar de ter um toque mais pesado e contestador na faixa Acordar, Exaurir, Repetir. A faixa Sonhos conta com a participação especial de Tamires Nobre nos vocais...
Percevejo - Infestação de Percevejo é Coisa Seríssima (2025)...
Infestação de Percevejo é Coisa Seríssima é o primeiro álbum da banda fluminense Percevejo, que desembarcou nas bibliotecas virtuais em 28 de novembro. Formado em 2023 por Bruno Falque (baixo), Iuri Chicharo (bateria) e Yuri Neri (guitarra e vocais), o trio transforma o caos cotidiano do Rio em um pop rock carinhosamente crítico e bem-humorado, que ri dos próprios perrengues e, ao mesmo tempo, encontra beleza no improvável. O disco foi gravado entre 2023 e 2025, em sessões feitas nos finais de semana ou depois dos expedientes, enquanto os integrantes tentavam conciliar suas rotinas de trabalho e estudo com a agenda de Sidney Sohn Jr., responsável pela produção, mixagem e masterização. Com exceção da faixa “Três”, todas as músicas foram compostas em 2023 — ano em que os integrantes se conheceram — e começaram a ser registradas no mesmo período... Continue Lendo no Escutai
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Torya - ALTIVA (2025)...
Orgulho ou arrogância? Esses são alguns dos significados da palavra “altivez” e serviram de inspiração para a nova mixtape da cantora Torya: “ALTIVA”. Composto por sete faixas, incluindo seis inéditas, o projeto estreia nas plataformas digitais, nesta quinta-feira (20/11), e traz participações de Sotam, Ciça e Amiri. Em “Altiva”, Torya mergulha na dualidade de significados de “altivez”, palavra que é frequentemente associada à arrogância e à soberba. Contudo, para a cantora, altivez carrega outros sentidos: mais profundos e mais humanos. Cada faixa revela uma vivência pessoal da rapper, propondo reflexões sobre identidade, postura, resiliência e autoconsciência... Continue Lendo no Cultura Preta
F L P S - Flps, Vol.2 (2025)...
Segundo trabalho do artista brasiliense Felipe Lopes, pela alcunha de F L P S e mais uma vez lançado pela Torto Disco. "Em 2007, no LN Studio em Brasília, convidei meus amigos Bruno Rocha e Giordano Azevedo para improvisar e gravar uma série de células rítmicas. Evitamos o compasso 4x4 sempre que possível, embora esse hábito nos influenciasse a não abandonar completamente a sagrada fórmula de compasso do pop, principalmente durante as longas improvisações. Eu toquei um violão barítono que utiliza as duas primeiras cordas graves, Giordano no baixo e Bruno na bateria. A gravação ficou abandonada por anos devido a projetos paralelos. Em 2025, decidi trabalhar nessas improvisações, isolando-me por meses em um DAW com um teclado MIDI. Criei uma orquestração eletrônica digna de sugerir o nome EM para o estilo musical. Você pode escolher se EM significa "Música Eletrônica" ou "Metal Eletrônico""...
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Piadademalgosto - Terceiro Ato (2025)...
Me chamo Felipe sou natural de João Pessoa PB, atualmente morando em Recife, galera me conhece mais como Jack Tyler e tenho meu projeto solo que é o Piadademalgosto. Sou ex-guitarra da Emerald Hill (2018-2022), tenho um duo com a cantora Sofia Molas (Molas de Malgosto). O Terceiro Ato, que foi lançado (21/11/25) em todos os streams e download gratuito, é o terceiro lançamento com um conceito fechado da minha carreira como Piadademalgosto. É o encerramento de uma etapa criativa desse projeto, um dos motivos de se chamar Terceiro Ato é justamente esse. Geralmente é no terceiro ato que a resolução narrativa tem que ocorrer, o momento mais intenso e catártico que se espera de uma história, e os personagens são todos sugados pra um novo futuro de possibilidades, que nós só podemos imaginar acreditando nas informações mostradas, pois toda historia como tudo tem um fim...
sábado, 7 de fevereiro de 2026
DAYOUT - Depois da Guerra (2025)...
A banda DAYOUT, quarteto de Hardcore formado no final de 2022, injeta uma energia renovada e autêntica no cenário brasileiro com o lançamento de seu primeiro EP, "Depois da Guerra" (Outubro/2025). O trabalho, que inclui o single homônimo e as faixas "Meu Sonho Me Guia," "Cada Palavra," e "Enclausurado," consolida a identidade da banda inspirada no melhor do punk californiano. A sonoridade da DAYOUT é uma mistura de punk rock e hardcore com letras sinceras e energia crua. É um som direto, com pegada, sentimento e uma boa dose de melodia — ideal para "cantar junto, andar de skate e refletir sobre o mundo ao mesmo tempo."...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
João Beydoun - Deu Reggae (2025)...
O cantor cearense João Beydoun acaba de lançar seu primeiro álbum, “Deu Reggae”, trabalho que marca sua chegada oficial à cena e celebra o legado deixado por sua família na história do reggae brasileiro – João é filho de Fauzi Beydoun, vocalista da Tribo de Jah. Produzido por Thiago “JahBass”, o disco explora vertentes e texturas que atravessam o gênero, mantendo a organicidade e a vibração que moldaram João desde a infância. “Por ser o meu primeiro álbum, coloquei nele tudo aquilo que me formou como artista: as raízes, a espiritualidade, as mensagens positivas e a vibração do reggae”, explica o artista. O álbum destaca a presença de influências do Reggae Roots jamaicano, mas também incorpora elementos da música brasileira, criando uma ponte entre diferentes gerações do público. Entre os destaques estão as participações especiais que carregam significado afetivo: em “Teu Legado”, João divide os vocais com o pai, em uma homenagem direta à trajetória da Tribo de Jah; já em “Seja Você”, ele canta ao lado do irmão, Pedro Beydoun, reforçando o tema da identidade em tempos turbulentos... Continue Lendo no Groovin Mood
The Parking Lots - We The People Are The Parking Lots (2025)...
Muito do que falo aqui em cada resenha de discos independentes gira em torno de esperança. A cena independente brasileira traz esperança sobre um cenário musical diferente, traz esperança sobre artistas e bandas que pensam música e arte de forma diferente. E não que o passado tenha sido melhor ou pior, mas diferente. Essa visão coincide com a faixa-manifesto do primeiro disco de estúdio do trio The Parking Lots: “Algo de novo há de surgir, embora ainda seja impossível dizer o que será.” Na coluna de hoje, vou te mostrar alguns dos aspectos que mais me surpreenderam ao ouvir o disco e confirmaram a minha esperança na cena independente brasileira... Continue Lendo no Anota O Som
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Artur Wais - Chegadas (2025)...
O EP "Chegadas", do cantor e compositor gaúcho Artur Wais, vai ao ar dia 09/12 e é uma coleção de sete canções que funcionam como crônicas de encontros, explorando a euforia e a ironia que fazem parte da construção do amor e da paixão. Na construção desse repertório, Artur contou com alguns parceiros de composição, como Guilherme Becker, João Ortácio, Yuri ML e Zelito Ramos. Participaram das gravações Marcelo Corsetti (guitarra e produção musical), Miguel Tejera (baix0), Dani Vargas (bateria), Bruno Coelho (percussão), Lucas Ramos (percussão), Gabriel Castro (percussão), Cecília Tres (participação especial e backing vocal), Brenda Billmann (backing vocals), Yuri ML (participação especial), Zelito Ramos (participação especial), Cristiano Ludwig (palmas e estalos de dedo), Igor Conrad (guitarra), Da Schaaf, Davide Banin, Jimena Arruti, Joaco Zucchini, NATS, Paula Quadrelli, Sasha Shinezz e Valentín Flores (gritos e coro). A extensa ficha técnica ilustra um pouco do que Artur vem buscando com a construção do projeto: “É um projeto solo, mas que é também coletivo. Muita coisa sou eu que faço, claro, na organização de tudo e tal, mas me encanta poder envolver vários amigos e amigas na construção desse repertório. Desde o lançamento de ‘Sobreviver aos 30’ que já venho fazendo isso de envolver o máximo de pessoas possível nos processos de produção. Tem me agradado fazer assim.” comenta. Para o show, Artur Wais (voz e violão) sobe ao palco com a banda formada por Marcelo Corsetti (guitarra), Dani Vargas (bateria) e Henrique Mello (baixo)...
João Merín - Melô do Pajé (2025)...
Melô do Pajé é uma mixtape de João Merín que nasce da escuta profunda, da pesquisa e do tempo. Um trabalho que atravessa música eletrônica, rap e espiritualidade latino-americana sem recorrer ao óbvio ou ao folclore. Com colaborações de Sérgio Akueran e Bonsuet, a mixtape reúne faixas produzidas e amadurecidas desde 2020, organizadas agora como um corpo coeso — não como um arquivo de sobras, mas como um recorte consciente de uma investigação artística contínua. Ao longo das faixas, Merín aprofunda sua pesquisa sobre movimentos culturais e religiosos da América Latina, cruzando referências do Grime, Drum & Bass e Dub com uma musicalidade marcada pelo pulso baiano, pela oralidade e pelo transe rítmico. O resultado é uma obra que dialoga tanto com a pista quanto com o rito. Melô do Pajé é o oitavo trabalho solo de Merín — também conhecido como Marcola Bituca — e funciona como um ponto de inflexão em sua trajetória: menos preocupado com formatos tradicionais de lançamento e mais interessado em construir uma linguagem própria, onde música, memória e território se entrelaçam...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Matheus Mantovani - Morar no Infinito (2025)...
Download: Morar no Infinito (2025).rar
Matheus Mantovani, cantor e compositor residente em Tatuí, no interior de São Paulo, lançou em 22 de novembro o EP “Morar No Infinito”. O trabalho apresenta quatro faixas autorais produzidas pelo próprio artista e marca a continuidade de sua trajetória solo, quatro anos após o lançamento do disco de estreia “Às Mãos Amigas”. As composições foram criadas entre 2020 e 2023 e abordam questões metafísicas, como a relação humana com a ideia de eternidade. Segundo o músico, o conteúdo das letras recebeu influência direta das ficções filosóficas do autor argentino Jorge Luis Borges. O processo de criação foi conduzido de forma lenta, permitindo transformações nas faixas ao longo do tempo... Continue Lendo no Indie Rock Brasil
Silva Barros & Grupo - Ponto de Fuga (2026)...
Geralmente relegada ao segundo plano dos arranjos, a bateria ganha novo status no álbum “Ponto de Fuga”, do recifense Silva Barros, que já está disponível nas plataformas digitais. No disco, seu primeiro com o Silva Barros & Grupo, o instrumento é elevado à posição de condutor musical, estruturando harmonias a partir de uma perspectiva enraizada na cultura percussiva de Pernambuco, em um papel narrativo até então pouco explorado. Porém, na trajetória de Silva, os instrumentos percussivos sempre foram protagonistas. Desde o xilofone de madeira da infância, a percussão já era sua primeira linguagem. As aulas de música instrumental aos sábados na Escola Municipal Florestan Fernandes, no Ibura de Baixo, apresentaram a ele a bateria. “Era algo que me realizava”, conta o baterista em entrevista ao Diario. Logo começou a tocar na banda do diretor da escola e, em seguida, foi conquistando espaço em outros grupos. O divisor de águas para Silva enxergar a bateria como uma voz capaz de conduzir e narrar foi seu ingresso no Conservatório Pernambucano de Música, em 2015. Lá, sob a orientação do professor Hugo Medeiros, que já integrou o trio de jazz do pianista Amaro Freitas, ele aprendeu a compor a partir do instrumento. “Mudou completamente minha forma de pensar a bateria e a música”, relata... Continue Lendo no Diário de Pernambuco
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Bixarte - Feitiço (2025)...
A cantora e compositora Bixarte lançou nesta sexta-feira (21) seu segundo álbum, Feitiço, um trabalho que reafirma suas raízes paraibanas, seu rap afiado e uma estética marcada por ancestralidade, amor e força. O lançamento chega um dia após o Dia Nacional da Consciência Negra, reforçando o caráter político, espiritual e afirmativo que atravessa o disco. Com doze faixas, Feitiço marca um momento de amadurecimento artístico para Bixarte — ao mesmo tempo em que representa um retorno às origens. “Depois de Traviarcado, eu precisei dar uns passos atrás, voltar pro rap pra entender de onde eu vim e pra onde eu quero ir. Eu não quero fazer música só pra viralizar, quero impactar vidas”, explica a artista, que escolheu colaboradores que também atravessam sua própria trajetória... Continue Lendo no TMDQA!
Talvez Seja Só Eu - Não Me Deixam em Paz (2025)...
Se você ainda não conhece Talvez Seja Só Eu, está na hora de mergulhar no universo de Bruno Benzaquêm, músico, produtor, psicólogo e psicopedagogo, que transforma experiências de vida em música com uma sensibilidade rara. Com o álbum Não Me Deixam em Paz, Bruno e sua banda — André Luiz Rosa, André Urso Santos, Felipe Musa e João Carstens — entregam um trabalho que mistura rock, samba e jazz, unindo histórias de vida, amizade e cotidiano com uma honestidade que toca qualquer ouvinte. O álbum consegue equilibrar assuntos que muitos de nós enfrentamos diariamente, colocando-os em uma narrativa musical leve, mas potente. A voz de Bruno, tão genuína quanto envolvente, se destaca em cada faixa, acompanhada de arranjos que revelam cuidado, técnica e sensibilidade. O resultado é um projeto musical que nos faz refletir, se identificar e se emocionar, tudo ao mesmo tempo. E, claro, jogar em casa — com Bruno vindo do Rio de Janeiro — só torna a experiência ainda mais próxima do nosso olhar... Continue Lendo a Entrevista No Divergente Beats
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
OBelga - Último Ensaio Sobre Seus Olhos (2025)...
Ainda que orientado pela fluidez das rimas, Último Ensaio Sobre Seus Olhos (2025, Risco) está longe de ser uma obra limitada a um gênero específico. Primeiro álbum de estúdio do rapper mineiro Obelga, o registro passeia por entre estilos e diferentes parceiros criativos enquanto destaca a força dos versos. São canções que tratam sobre relações afetivas, dores, lutas e memórias enquanto apresentam o artista de Uberlândia. Faixa de abertura do álbum, Descansar É Pecado sintetiza parte dos temas que serão explorados ao longo da obra. Enquanto a base hipnótica vai da música disco ao funk, versos compartilhados com Ana Frango Elétrico abordam o contraste entre desejo e vulnerabilidade em meio à violência cotidiana. É como um ensaio para o que se revela de forma ainda mais interessante na composição seguinte, Indecisa e Suspeita, colaboração com VND que destaca a produção caprichada assinada em conjunto por Ryam Beatz e Pirlo... Continue Lendo no Música Instantânea
Trabalhos Espaciais Manuais - Ponto de Curva (2025)...
Grupo gaúcho conhecido tanto por seu nome completo quanto pelo seu apelido, o Trabalhos Espaciais Manuais (TEM) faz uma espécie de jazz espacial – não tanto pelos efeitos das músicas, mas pela gama de universos que visita a cada faixa de seu disco Ponto de curva. A faixa-título é marcada por metais altamente criativos e por um som percussivo, dançante, quase voador, com bateria ganhando um ar quase jungle. Harapan é um festejo com os metais e a percussão – um jazz nordestino e espacial que chega a lembrar Ed Lincoln. Fatídico é um afropop, levado adiante por teclados, metais e cuíca, e tons afro dominam também o jazz vertiginoso de Fuga em Antares, além do convite psicodélico e meditativo de Miragem de Iara pt 2, com os vocais de Saskia. Entre as margens e o agora, por sua vez, tem várias faces: abre lembrando o ritmo do Earth, Wind and Fire, ganha cara latina e, depois, graças à guitarra e ao órgão, chega a lembrar o começo de Antonio Carlos e Jocafi... Continue Lendo No Pop Fantasma
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Echo Upstairs - nossas sombras serão águas (2026)...
2025 foi uma montanha-russa para Ana Zumpano, a força-motriz na Echo Upstairs e mais uma meia-dezena de bandas da cena paulistana. O ano passado teve lançamento do álbum de estreia da Echo Upstairs, álbum da Antiprisma, turnê com Retrato e culminou com a primeira turnê na Europa da Ana, acompanhando o Oruã. Depois de vários loopings e velocidades vertiginosas, a volta ao Brasil no final de 2025 veio com um diagnóstico de câncer e a parada brusca para tratamento. Foi com enorme alegria e esperança que Ana mandou mensagem no final de 2025 avisando sobre “nossas sombras serão águas“, novo EP da Echo Upstairs, que está sendo lançado dia 26 de janeiro de 2026. Com 8 faixas, a maioria instrumental, o novo ep é mais um espaço de expressão para Ana, que vem falando abertamente sobre o tratamento no seu Instagram. “Percebi que esse assunto é abordado de uma forma muito ruim sempre, com poucas informações relevantes. Quem passa pelo tratamento fica muito traumatizado para falar e quem fala sem ter passado pelo tratamento nunca vai ter a dimensão do que é“, explica Ana... Continue Lendo no Site da Midsummer Madness
sábado, 31 de janeiro de 2026
Hominis Canidae #188 - Janeiro (2026)...
Eis nossa primeira mixtape de 2026, fechando o mês de janeiro com a nossa #coleta188, que tem 16 faixas de álbuns e EPs postados em nosso blog ao longo do mês que chega ao fim, somados a uma faixa inédita no blog. O som inédito que abre a mix, é o novo som solo da jovem cantora e compositora maranhense Geoh Nolasco. “Vibrar” tem uma pegada rock indie grungeira e ao mesmo tempo contemporânea em uma letra que se conecta com as ânsias da juventude atual. O trabalho é um lançamento do selo Brisa Rec e chega com um clipe, saca aqui:
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
GRINGOS DE JANEIRO: Um passeio pelo mundo pra finalizar o primeiro mês do ano...
Na capa deste post, o quadro Moon Woman (1942),do artista americano Jackson Pollock (1912 -1956), que nasceu num mês de janeiro. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente...
Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:
Hugo Granzner - Liebe (ÁLBUM/ Argentina)
Hugo é um artista multimídia argentino apaixonado pela música, que iniciou sua jornada artística aos quatro anos com aulas de piano e artes visuais. "Liebe" é seu segundo álbum, lançado pelo selo EQ. Um trabalho eletrônico bem-feito, com boas ambiências, beats e usos de vozes num spoken word que perpassa as 10 faixas do trabalho. No álbum, o artista argentino explora temas amplos de misticismo e amor, trazendo uma abordagem nova e pouco convencional. Ele enxerga o amor não apenas como um sentimento pessoal, mas como uma força mística e universal que conecta a todos nós. Vale ouvir no seu streaming favorito ou colar no bandcamp do selo:
Midnight Hog - Space Saga Vol 1: Saucer Psalms (Álbum/ Estados Unidos)
Projeto instrumental americano de pós-rock que cria álbuns conceituais cinematográficos sombrios. “Debut Space Saga Vol 1: Saucer Psalms”, lançado em dezembro de 2025, é uma jornada cósmica de terror, com 12 faixas sobre abduções e colheitas alienígenas. Um álbum atmosférico e envolvente, que mistura elementos de rock, metal e música de orquestra, com vários bons momentos entre violinos e guitarras, tal qual toda boa trilha sonora bem-feita. Em todos os streamings e também num visualizer no youtube da banda aqui:
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
SUPERALMA - Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento, Vol. 2 (2025)...
Há discos que nascem da crença no poder do som. Em Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento – Volume 2, o SUPERALMA faz valer esta premissa e ergue um altar ao instante — não como linha que separa passado e futuro, mas como pulsação viva, que atravessa tudo. Alinhados com a própria essência, onde coabitam emoções, filosofias e seu desejo por liberdade, o trio, formado por Bella Vox, Frankstation e U.F.O., estreia as novas canções pelo selo Cósmica Records. Estruturada como se revelasse fragmentos de uma travessia, a obra convida o ouvinte a se reconhecer nas pausas, silêncios, ruídos e nas pequenas epifanias que o instante oferece. Por este motivo o novo trabalho consolida uma virada simbólica e sonora, onde cada batida parece nascer da vontade de compreender o agora. O projeto nasceu da vontade de conectar existências, tal qual o conceito transcendentalista de Ralph Waldo Emerson que inspirou o nome do grupo. SUPERALMA é mais que uma banda — é um estado de comunhão, e talvez por isso o trio soe como um corpo de três corações. A voz etérea de Bella Vox, o pulso eletrônico de Frankstation e as guitarras espaciais de U.F.O. criam juntos uma atmosfera em suspensão, onde o pop, o rock alternativo, o synthpop e o R&B se dissolvem em um mesmo fluxo. Nesse espaço híbrido, o tempo deixa de ser linear — é espiral, é respiração, é memória em movimento...
Olga Rosa - Encruzilhada (2025)...
Após um hiato forçado pela pandemia e uma reestruturação necessária, a banda curitibana olga rosa (assim mesmo, em minúsculas) consolida seu retorno à cena independente com o lançamento de seu primeiro EP, intitulado “Encruzilhada”. O trabalho, que chegou às plataformas no final de novembro de 2025, é um retrato sonoro das contradições da juventude contemporânea, costurando influências que vão do punk visceral ao indie etéreo. Formada em 2019, a olga rosa carrega em seu DNA a efervescência cultural de Curitiba. O grupo — composto por Caetano Mitczuk (bateria), Daniel Schmitz (guitarra e voz), Manuel Valdes (baixo e voz) e Osmar Buzinhani (guitarra solo) — sobreviveu ao isolamento social mantendo o diálogo criativo vivo em outros projetos, culminando em uma reunião que pareceu menos um plano e mais uma inevitabilidade... Continue Lendo no Polifonia Periférica
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Tuxe - CEM POR CENTO (2025)...
Na pista de Tuxe cabe o mundo inteiro e seu EP de estreia, Cem Por Cento, é o seu diário de bordo. Lançado na quinta-feira (27 de novembro), o trabalho, produzido por ele mesmo, apresenta a estética deste DJ e produtor musical que é também uma das mentes por trás da gravadora independente Tandera Records. Nascido em Salvador(BA) e criado entre Feira de Santana (BA) e Aracaju (SE), Tuxe vive há seis anos em São Paulo e carrega uma escuta moldada pelo movimento. Das migrações pessoais às rotas entre cidades e cenas, essa fluidez vira som. Concebido entre São Paulo, uma turnê pelo Nordeste e sua segunda passagem pela Europa, Cem Por Cento investiga a tensão entre calor humano e a máquina, memória e o que coexiste. Cada faixa é um fragmento dessa identidade em trânsito. Para Tuxe, o EP se expressa “como um gesto de afirmação e intencionalidade: estar presente por inteiro, mesmo quando em trânsito”. A faixa de abertura, “Attention Leak” mergulha de cabeça na experimentação entre sons da América Latina e do Brasil...
Black Noia - Noia Agonia (2025)...
Após quatro anos de silêncio, a banda brasileira de Heavy Psych, Black Noia, retorna com seu segundo álbum de estúdio, Noia Agonia. O disco leva os ouvintes a uma jornada sonora através de riffs hipnóticos e ritmos percussivos enraizados em tradições regionais, equilibrando passagens pesadas e lentas com grooves tropicais. Explorando as fronteiras entre stoner doom, sludge, garage rock, noise rock e sons tradicionais brasileiros — do samba ao baião — o álbum oferece uma fusão crua e experimental...
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Amiglio - Pulsar dos Opostos (2025)...
Entre o silêncio e o ruído, entre o orgânico e o eletrônico, nasce “O Pulsar dos Opostos”, primeiro EP do mineiro Amiglio — projeto que atravessa a música, a poesia e a performance para revelar o humano em suas contradições mais belas. São seis faixas que traduzem o movimento essencial da vida: o contraste. A harmonia do desequilíbrio. O encontro entre o natural e o digital, o simples e o complexo, o devagar e o urgente...
Olivier - Dias de Calor (2025)...
Olivier quer mais. E ele busca por essas vontades em Dias de Calor, seu disco solo de estreia, disponível nas plataformas digitais a partir de 19 de novembro de 2025. Produzido por Eutimyo com colaborações de BJ3 e Olivier, o álbum apresenta 9 faixas e uma linguagem pop dinâmica, composta essencialmente de música eletrônica, drum and bass e indie rock. Dias de Calor é um cartão de visitas eficiente para a carreira de Olivier, que apesar de jovem já possui lançamentos no cenário indie nacional com seu outro projeto, a banda Ânima. Curioso, o artista faz de seu debut um território de experimentação sonora, revelando sua inquietude estética, ainda que sob um contexto de música pop. “É um álbum sobre desejos, de querer, fazer, ser e estar. O querer está presente em muitas canções do disco e os arranjos traduzem isso com as batidas, mais intensas, quase agressivas”, ele completa... Entrevista com ele no A Cena Recifense
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Andirá - A Vida É uma Questão Pra Todo Mundo (2025)...
A Vida É Uma Questão Pra Todo Mundo é a nova experimentação musical de Gabriel Luqui, vulgo Andirá, que, mais uma vez, demonstra ousadia e criatividade ao trazer músicas com poucas amarras, sob a dualidade que transita entre o floral e a acidez, carregado de elementos lisérgicos e referências que vão do hip hop ao jazz, do reggae ao rock. Diferente do trabalho apresentado pelo artista até então, seu novo disco traz a mesma mensagem densa, mas ao invés de textos potentes e diretos, o artista mira na música instrumental como caminho de comunicação...
Assombroso Mundo da Natureza - Espectros (2025)...
Ser levada pela narrativa e jornada que um álbum constrói faixa a faixa é uma das coisas que eu mais amo fazer na vida. É uma prática que me conecta com as partes que mais gosto de mim mesma. E a jornada que tive escutando ao disco de estreia do grupo Assombroso Mundo da Natureza com certeza me fez lembrar disso de uma forma muito única. Na coluna de hoje, vou tentar te levar comigo por esses caminhos que o álbum “Espectros” me apresentou. Se você é daqueles que gosta de apreciar os detalhes de um trabalho bem pensado e construído, a produção e concepção do disco “Espectros” é um prato cheio... Continue Lendo no Anota O Som


























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